Herdeiros - Interativa

2 Capitulo I - Flores e Gelo


Notas iniciais
Olá! Quero primeiro agradecer a todos que me mandaram as Fichas. Prometo que vou ser o mais fiel possivel aos personagens. To amando tudo isso! Espero que gostem desse capitulo. Vou apresentar dois personagens por capitulo! Boa Leitura!!

Nova York, EUA

Inverno de 2016

— Então o Senhor vai querer meia dúzia de rosas vermelhas e mais meia dúzia de tulipas amarelas e azuis. Correto? – Perguntou Belinda Albert para o homem ruivo á sua frente com sotaque britânico.

Ele assentiu com um sorriso no canto dos lábios. A garota não percebeu mas era provavelmente a quinta vez que perguntava isso, ele não ligou, a verdade é que estava atrasado para o trabalho, contudo ela era uma moça bonita e não queria ser rude. Sabia que era jovem demais para ele, mas não podia conter a vontade de flertar.

— Por favor, entregue no Hospital New York West, o nome da paciente é Audrey Benett – Ele disse pronunciando cada palavra com cuidado.

Ela acenava a cabeça enquanto escrevia todas as informações em um pequeno pedaço de papel, o lápis que segurava vacilou por um momento, não pode conter uma pontada de desprezo que sentiu por aquele homem. Trabalhar naquela floricultura lhe permitiu conhecer bem as pessoas e aquele tipo era o mais comum, estava ocupado demais consigo mesmo para se preocupar com outras pessoas, achavam que pedir para entregar flores a alguém era o suficiente.

Ela afastou uma mecha de seu cabelo ruivo para trás da orelha e voltou a olhar para o homem. Sorriu de forma graciosa e lhe entregou o comprovante, por mais que não aprovasse a atitude do ruivo, simplesmente não conseguia ser rude com alguém.

— Tudo certo. Tenha um bom dia – Ela disse lhe entregando um comprovante.

Ele pegou gentilmente, roçando seus dedos nos dela. Pegou uma tulipa azul do arranjo que estava no balcão e a entregou.

— Pra você também – Disse o homem em tom baixo quase sedutor, virando-se para a saída.

Belinda encarou a flor em suas mãos sem entender. Não sabia se ele estava apenas sendo gentil ou se não havia gostado das flores, talvez o Pra você também tenha sido em um tom sarcástico. Por fim colocou a tulipa de volta no arranjo e voltou ao trabalho.

— Belinda? – Chamou uma mulher, sua voz era forte e clara, quase como se estivesse invocando garota.

Belinda logo que de imediato foi para os fundos da pequena floricultura, em passos rápidos entrou em uma sala minúscula, com paredes em um tom de vermelho que a deixavam nauseada. Atrás de uma mesa de madeira branca, imersa em papeis segurando um telefone, estava uma mulher de cabelos grisalhos e óculos de grau. Belinda sabia que Sra. Miller já estava na casa dos 60 anos, mas tinha a destreza e o olhar de uma jovem de 20, ela jamais conheceu uma mulher tão inteligente e influente como ela e mesmo com diversas rugas no rosto e cabelos grisalhos ela era uma mulher linda.

— Pois não Sra. Miller? – Belinda disse com um pequeno sorriso de quem estava prestes a acatar qualquer ordem.

— Preciso que você faça aas entregas de hoje – Ela disse em tom calmo, pronunciando cada palavra como se estivesse compondo uma musica

Belinda cerrou o cenho.

— Achei que David fosse... – Sra. Miller levantou a palma da mão e no mesmo momento Belinda parou de falar.

— Ele não vai poder vir hoje. Disse que teve que levar a irmã em uma apresentação de balé. Você já retirou a sua habilitação?

Belinda acenou de forma positiva. A verdade é que ela havia conseguido sua carteira de motorista á uma semana e até então não ficou atrás de um volante. Sentiu seu coração disparar ao perceber que a primeira vez que iria conduzir sozinha seria em serviço, onde a rapidez era essencial.

— Pois então. A van esta na garagem da minha casa, quero que a pegue e carregue as flores o mais rápido que puder. Tem um dia cheio hoje querida.

A mulher retirou um molho de chaves que estavam de baixo dos papeis e entregou para Belinda.

— Quem irá atender os clientes? – Belinda perguntou rezando para que ela mudasse de idéia em relação às entregas.

— Pode deixar que eu cuido disso – Sra. Miller disse rápido – Agora se apresse, por favor, não queremos nos atrasar, não é?

Belinda sorriu novamente, mostrando que tentaria fazer seu trabalho da melhor forma possível.

***

Neo Hawke esta imerso em um sonho esquisito e sem sentido quando o som repetitivo do bip o tirou de seus devaneios. Isso o deveria deixar alerta no mesmo instante, mas já estava em um plantão de 48 horas, seu cansaço agora era muito maior do que seu amor a profissão, tudo que queria era ir para casa dormir e café, muito café.

Abriu os olhos com um suspiro e tirou um pequeno frasco do seu jaleco impecavelmente branco, retirou uma pílula e guardou novamente. Sem nem mesmo um gole de água engoliu o comprimido, já fizera isso tantas vezes que se tornou quase normal.

Como se fosse um idoso levantou do sofá onde foi descansar um pouco. Fazia apenas algumas semanas que começou a trabalhar no hospital, ainda era apenas um interno enquanto concluía a faculdade medicina, até passar nos testes, sabia que esse tempo seria um dos piores de sua carreira, onde teria que trabalhar incansavelmente para conseguir seu lugar na arena dos leões.

Pegou uma pasta preta ao seu lado, onde continha as fichas de todos os pacientes que atendeu nas ultimas horas e respirou fundo ao sair da sala.

— Dr. Hawke. Eliza Clarke é sua paciente não é? – Disse uma enfermeira assim que ele saiu da sala.

Neo apenas assentiu já procurando a ficha da moça.

— Ela apresentou dores muito fortes de cabeça, não seria melhor o senhor dar uma olhada? – Ela disse tentando acompanhar os passos rápidos de Neo.

— Obrigado, estou indo para lá agora.

A enfermeira o observou se afastar, era com certeza o mais novo dos internos que acabaram de chegar, contudo a pouca idade não se aplicava em nada com o seu perfil profissional. Era um homem dedicado no que fazia, mais inteligente que muitos médicos experiente. Ela instantaneamente se apaixonou pelo homem misterioso de cabelos loiros, mas não tinha sido a primeira, seu jeito sério e de poucas palavras afastam todas que investiam contra ele.

— Sra. Clarke? — Ele disse entrando na sala da paciente – Como esta se sentindo?

A moça de aparência de 20 e poucos anos estava deitada em uma maca olhando para o teto, sua cabeça gentilmente apoiada em um travesseiro fofo, seus grossos cabelos pretos estavam presos em uma trança lateral, seu rosto estava pálido deixando suas bochechas ainda mais rosadas. Ela moveu um pouco sua cabeça para o lado, olhando o medico.

— Minha cabeça piorou doutor, parece que colocaram gasolina em meu cérebro – Ela disse em um choramingo

Neo retirou do bolso uma pequena lanterna, colocando a luz nos olhos de moça, que reprovou mostrando que aquilo fazia sua cabeça latejar.

— Acho que temos que marcar uma tomografia, não se preocupe – Ele fez algumas anotações em sua ficha.

Foi quando ouviu três batidas da porta e quando se virou um homem alto com barba por fazer acenou para que fosse até ele.

— Dr. Hawke o que eu lhe disse sobre marcar exames sem antes me consultar? – Ele disse em um sussurro para que a paciente não ouvisse.

— Eu disse para ela que achava que precisaria marcar, ia consultar você antes – Ele disse ficando claramente nervoso.

O homem levantou as sobrancelhas.

— Primeiro, você é um medico, não deve dizer aos seus pacientes que acha alguma coisa. Não deve deixá-los inseguros. E segundo, você é apenas um interno, qualquer coisa que fizer deve me consultar primeiro.

Neo cerrou os punhos e por fim apena concordou. O medico deu um tapinha em seu rosto com um sorriso sarcástico.

— Vou marcar a tomografia – Disse seguindo o corredor repleto de outros médicos e enfermeiros – Agora quero que vá para a emergência, temos pouco pessoal lá.

— Claro – Disse Neo controlando sua voz para não dizer nada mais.

Logo Neo estava em seu posto com outros médicos apenas aguardando uma ambulância, para prestar os primeiros socorros. Não se passaram nem mesmo cinco minutos e já pode ouvir o barulho de sirene se aproximar aos poucos, ficando cada vez mais alto. Rápido como um gato ele pegou uma maca já se preparando para a adrenalina que viria a seguir.

Assim que as portas de abriram ele pode ver uma menina de cabelos ruivos, foi à primeira coisa que notou, pois estavam completamente molhados, em seu pescoço uma mancha vermelha, primeiro pensou em uma picada de aranha, porem mais parecia um corte do que certamente uma picada.

— O que aconteceu com ela? – Ele perguntou tentando tirar a garota apavorada da ambulância.

Os médicos da ambulância se entreolharam.

— Na verdade não sabemos. Ela disse que alguém tentou levá-la, apenas repetia isso.

— E porque ela esta toda molhada? – A menina involuntariamente acertou o queixo de Neo enquanto resistia ser levada para o hospital.

— A encontramos de baixo da pista de gelo do Central Park.

— Como ela foi para lá? – Neo disse olhando incrédulo para os médicos.

— Não sabemos, não tinha nenhum buraco – Eles deram de ombros e entraram novamente na ambulância.

A garota tremia na maca, suas sobrancelhas estavam brancas e seus olhos cor de mel rodeados por fortes olheiras. Ela balbuciava coisas sem sentindo, Neo não conseguia ouvir nada, os lábios da pobre garota tremiam.

— Fique calma, vamos cuidar de você agora. Qual o seu nome? Consegue me dizer? – Ele disse carregando a maca para dentro do hospital.

Seus olhos estavam arregalados, ela apertou com força uma das mãos de Neo.

— Belinda, meu nome é Belinda Albert.

Notas finais
Me digam o que acharam !! Caso tenha algum erro peço desculpas e sempre me digam se estão gostando ou não. Nesse capitulo fomos apresentados a Neo Hawke e Belinda Albert. E no proximo mais dois personagens!! ► Lembrando que ainda temos VAGAS ABERTAS! Toda ficha será Bem Vinda Espero que tenham gostando e até mais!