Herdeiros - Interativa
40 Especial
Notas iniciais
POV Sophie Stark
Acordei confusa. Estava no hospital? Fiquei um pouco nervosa, mas tentei me controlar, precisava ver primeiro como eu estava para depois ter um ADP (ataque de pelanca). Olhei para meu braço e vi uma agulha colocada em minha veia com soro. Isso sim me fez surtar. Havia também vários fios, acho que para medir meus batimentos. Lembrei então que havia ocorrido. Havia uma mascara de oxigênio em meu rosto, sentia um leve fisgado na coxa, no local onde havia levado a facada. Eu estava sozinha no quarto. Apertei então um botãozinho que fica na cama para chamar alguém. Em menos de um minuto, um médico entrou no quarto. – Bom dia, Sophie. Como esta se sentindo? – ele perguntou olhando os monitores que faziam um barulho irritante.
– Sinto um leve fisgar na coxa. – respondi, mas minha voz saiu abafada devido a mascara.
– Isso é normal, vai sentir até os pontos cicatrizarem novamente. – ele sorriu. – mas fique tranquila, pois passei um analgésicos mais leves. Seus pais e amigos querem te ver, faz uns dias que você não esta acordada. – ele sorriu.
– O que? Eu entrei em coma? – perguntei agoniada, fazendo com que o barulho dos monitores aumentassem um pouco por conta do aumento de meus batimentos mais logo parou.
– Relaxe. Sim, três dias, mas foi coma induzido, para que não se mexesse muito e evitar assim que os pontos abrissem. – ele pôs a mão no meu ombro e fiquei mais tranquila. Depois retirou a mascara de oxigênio. – Não vai mais precisar disso. Vou chamar logo seus pais. – assenti e ele saiu. Pouco depois, minha mãe entrou com lágrimas nos olhos, correndo em minha direção, já meu pai vinha mais tranquilo com as mãos nos bolsos da calça jeans e um sorriso que me conforta.
– Meu amor, eu estava ficando louca já. – ela disse beijando meu rosto. – Não faz mais isso comigo. – voltou a beijar meu rosto. – eu ri baixo.
– Você vai matar a menina sufocada, Pepper. – disse meu pai. Minha mãe se afastou então um pouco, meu pai se aproximou e beijou minhas bochechas. – Anjo, não faz mais isso conosco. Nos deu um grande susto.
– Pegaram o Clint? – perguntei.
– Sim, e dei um trato nele. – falou meu pai estralando os dedos, indicando o que tinha feito, provavelmente essa surra devia ter sido com a mão da armadura, ou seja: provavelmente, Barton esta pior do que eu. – Ele já esta preso, estão apenas esperando ele melhorar para manda-lo para a prisão da SHIELD no ártico, segurança máxima.
– Vamos para de falar nisso. – Minha mãe nos repreendeu. Rimos e ela retirou da bolsa, uma nécessaire. – Sei que vai sentir falta de se maquiar, então trouxe umas coisinhas para você. – peguei a nécessaire com um enorme sorriso. Ela sabe mesmo como me agradar. – Vamos agora sair, para que os outros possam te ver também, mas voltamos mais tarde. — Olhei rapidamente para o sofá que havia ali e vi um casaco e um lençol, além de uma almofada. Eles iam saindo.
– Mãe. Vem aqui. – ela se aproximou novamente.
– Quem dormiu aqui ontem? – ela sorriu.
– John, querida. Ele fica aqui todos os dias após largar da escola. – minhas sobrancelhas se ergueram e ela saiu.
– Não, eu vou primeiro.
– Nada disso, eu preciso realmente falar com ela, você fica o dia todo ai. – ouvi vozes no corredor, depois Nick entrou no quarto, com um buque de rosas. Ele sorriu e andou até a cama. – Sophie, trouxe para você. – ele colocou na mesinha ao lado da cama.
– Obrigada. – agradeci. Nick nunca lembrava mesmo: eu detesto rosas.
– Sophie, perdoe-me pela facada, eu não fiz por querer, não era para você. E quando vi que você poderia morrer, eu enlouqueci. Você sabe que eu nunca faria isso com você. Se algo te acontecesse, eu nunca iria me perdoar. – ele falava tudo rápido demais tentando me explicar.
– Calma, Nick. Eu estou bem agora. Sei que não foi por querer. – ele então beijou minha testa e beijou.
– Eu vou ainda arrumar uma forma de me redimir, eu ainda me sinto culpado.
– Porque você é culpado, mas não foi com intenção de me ferir. – eu dei um sorriso fraco, ele fez o mesmo. Mais batidas na porta, que rapidamente foi aberta.
– Irmãozinho imbecil, sabia que tem mais pessoas querendo ver a Sophie e que não podemos lotar o quarto? – Elle falou “delicadamente”. Ela tinha uma caixa fina e longa nas mãos. Ela empurrou o irmão com os ombros e estendeu a caixa para mim. – Isso é para você. Enfie no meu irmão, quando estiver melhor, assim poderá descontar o que ele fez. – ela deu um sorriso macabro. Abri e vi uma espécie de faca, parecia com uma adaga, só que maior e a lamina parecia cristas de ondas quebrando.
– Ahn...obrigada, Elle. – ela sorriu.
– Faça bom uso. – piscou e saiu arrastando Nick pela gola da camisa. Quando eles saíram, entrou John com um enorme buque de orquídeas lilases e um balão rosa de hélio amarrado no braço. Ele fechou a porta quando entrou e veio até a mim.
– Sophie, enfim você acordou, estava tão preocupado com você. – ele colocou as orquídeas perto das rosas e amarrou o balão na cama próximo a mim. – Não faz mais isso, se não vou acabar enlouquecendo, ruivinha. – ele beijou meu rosto e alisou minha bochecha com o polegar direito. – Trouxe suas flores favoritas.
– Obrigada. – eu estava agoniada, queria sentar. – Sabe como faço para sentar? – perguntei. John apertou um dos botões e a cama ergueu a parte de cima, me fazendo sentar. – Obrigada. – Ele pegou minha mão e sentou na beira da cama.
– Como esta se sentindo? –perguntou.
– Agoniada, por mim eu tirava essa agulha e esses fios. – fiz um biquinho.
– Deixe de drama, isso é para você melhorar. – ele levantou e beijou novamente minha bochecha. – Volto quando todos te verem, estou ficando aqui com você. – ele piscou e saiu com as mãos nos bolsos. Senti uma alegria enorme por saber que ele estava ali comigo. Mas por outro lado, eu sabia o que estava acontecendo e não queria me entregar a nada, a nenhum sentimento nesse momento. Jenny e Penny entraram praticamente correndo quando John saiu.
– Como você esta? – perguntou Jenny.
– Esta doendo? – perguntou Penny.
– Hummm... o que você e o John conversaram? – perguntou Jenny.
– Você esta afim dele? – perguntou Penny.
– Meninas! Uma pergunta de cada vez. – ri e elas pararam. – Estou me sentindo agoniada por estar assim...presa. No momento não esta doendo. Sobre John: deixem de ser curiosas. – elas fizeram bico e eu ri mais ainda.
– Sua chata, não vamos contar mais nada para você. – falou Penny.
– Sei, daqui a pouco esquecem disso. – disse.
– Nos vamos adiar a festa, só vamos faze-la quando você estiver melhor. – Jenny disse mudando de assunto, mas não demorou muito pois logo voltou a falar do Romanoff – Sabia que John esta dormindo aqui todas as noites?
– É, ele mal sai daqui, na verdade, essa é a primeira vez que ele passa tanto tempo longe. – Completou Penny. – Sua mãe passou mel em você foi? Porque garota, você atrai homem com uma facilidade.
– Gente, ele esta assim porque é meu amigo e esta preocupado comigo, apenas isso. – eu disse e elas trocaram olhares.
– Então, que tipo de amigo é esse que as noites que você estava no momento Bela Adormecida, dormia segurando sua mão, velando seus sonhos a noite inteira? – aquilo me pegou de surpresa, mas fui salva pelo gongo, ou melhor, pela Livy que enfiou a cara dentro do quarto.
– Será que as dondocas vão demorar muito? Vamos, saiam que tem mais gente. – Livy cruzou os braços e bateu o pé no chão. As duas deram língua para ela e saíram resmungando. Sinceramente, em minha opinião, Penny e Jenny parecem mais gêmeas pelo jeito das duas. Livy então entrou acompanhada pela Kay.
– Irmãzinha, como esta? – respondi dando a mesma explicação das duas vezes passadas.
– Eu falei com os médicos, e como sei que você é muito vaidosa, pedi para que ele passasse um remédio e aquelas sessões de estética para retirar a cicatriz que ficou no local. – disse Kay com um sorriso.
– Obrigada, Kay. – Conversamos um pouco, até que elas saíram para que os outros entrassem. E assim foi: James e Kat trouxeram mais flores e me alegraram muito com as brincadeiras e piadas idiotas do James, Jace e Ash me deram um livro digitado por eles com histórias e contos asgardianos que ouviram quando mais novos, Jake e Logan, por último, ficaram até o final do tempo de visita, conversando comigo sobre como eu estava, o curso deles e a pequena Bella. Até que a enfermeira entrou no quarto informando que havia acabado o tempo de visitas. Eles saíram, e ela me ajudou a ir pro banheiro onde me higienizei, meus lençóis foram trocados e tive de voltar para a cama.
– Como esta se sentindo, Sophie? – disse o médico entrando com um enorme sorriso.
– Estou me sentindo ótima. – falei. Ele pegou a prancheta e anotou algumas coisas.
– Não vai ter mais que receber sangue, ou soro. Mas se sentir dores, chame pelo botão ok? – ele saiu e John entrou.
– Oi. Seus pais já foram, tiveram alguns problemas na empresa, mas voltam amanha cedo para te ver. – eu sorri. Ele colocou a poltrona ao lado da cama e sentou-se. – O que você quer fazer? – ele perguntou.
– Sair daqui. – rimos.
– Isso não posso fazer por você. – Meu jantar chegou e o dele também. O dele era uma pequena pizza com refrigerante, já o meu uma sopa com legumes, pão integral e água. Fiz careta.
– Vamos trocar?
– Nada disso. Você tem que comer coisas saudáveis para melhorar o mais rápido possível. – então desisti fácil e comi. Depois ficamos um tempão conversando até que acabei dormindo.
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