Herdeiros - Interativa
45 Capitulo 10
Notas iniciais
POV James
Lutava corpo a corpo com o agente Samuel. A parte ruim: eu estava perdendo. Com um golpe simples de judô, ele rapidamente me jogou com força no chão, bati as costas com força, o que fez todos os meus órgão “chaqualerem” dentro de mim.
– Vamos lá, mini Steve. Não sabe fazer melhor do que isso? Pensei que quisesse substituir seu pai, mas do jeito que você é fraco, nunca será digno de tal posto. – com a provocação levantei rapidamente e dei um soco forte no queixo do agente, levando-o a nocaute de imediato.
– Isso é o melhor que sei fazer. – falei com o corpo desacordado dele, e sorri satisfeito. Rapidamente dois agentes formados em medicina, o ajudou, assim ele voltou a consciência.
– Bom soco, garoto. – ele levantou então e voltamos a lutar.
POV Zack
A agente responsável por me treinar não estava me treinando, na verdade eu não preciso de treinamentos, faço mais por prazer. Toda a minha vida fui treinado, sou imortal como meu pai e ainda por cima tive meu esqueleto revestido de adamantium, ou seja, Elisa estava apenas descansando digamos assim. Eu socava com toda minha força um saco de areia, mas a corrente que o segurava arrebentou e o mesmo voou para longe, batendo com força na parede mais próxima. Ela riu baixo. – Que delicadeza, Logan dois. — ri sarcástico e retirei aquela camisa que me dava agonia. Notei o olhar concentrado dela no meu corpo. – Perdeu algo, Srta. Jones?
– Não, mas posso perder, se for o caso . – ignorei por hora, mas quem sabe mais tarde não procure ela. Peguei outro saco de areia e coloquei na barra de ferro, voltei então a dar socos e chutes.
POV Kay
Droga, droga, droga, droga, mil vezes droga. Olhei para minha mão direita latejando de dor. O agente Klaus, agora meu treinador pegou minha mão e analisou.
– Apenas um mal jeito. Uns desinflamatórios musculares e um pouco de gelo, você se sentirá melhor. – quando menos vi, já estava sendo guiada para a enfermaria pelo agente. Quando chegamos lá, logo a enfermeira correu para perto nós.
– O que aconteceu com ela?
– Mal jeito na mão. Ela foi me dar um soco de mal jeito. – a mulher pareceu mais tranquila e chamou o médico, para que pudesse retirar um raio x e me medicar. O que não demorou a acontecer. Realmente não havia sido uma lesão grave, eu teria apenas que repousar um pouco minha mão por uns dois dias, o que me desapontou, pois eu queria mesmo é lutar e não ficar sentada olhando os outros fazerem as coisas. Logo deu a hora de almoçar e segui com Klaus. Fomos os primeiros a chegar e quando senti o cheiro da comida, notei que estava faminta. Peguei logo um prato e coloquei macarronada com almondegas, além de suco de laranja. Segui para a mesa que meu pai estava sentado.
– Filha, como você está? – ele beijou minha cabeça e eu repeti o gesto.
– Dei um jeito na mão. – ele riu baixo.
– Desastrada. – começamos a comer e assim ficamos em silêncio.
POV Sophie
– AI! – gemi ao cair de bunda na terra. Logo o agente Riley D’Laurents, que ficou responsável por me treinar, me ajudou a levantar. Ele ria e dei um tapa no braço dele.
– Eu te ajudo e ainda apanho? – ele perguntou se fingindo de inocente.
– Você ficou rindo. – ele prendeu o riso e arrumei o meu cabelo que estava se desprendendo do coque que havia feito.
– Você está bem, querida? – senti os braços de John me envolver por trás e sorri. Me virei para ele e o mesmo me beijou possesivo, mostrando a Riley que eu sou a namorada dele. Tive vontade de rir mas retribui. Quando ele me soltou, o toque para o almoço soou, demos as mãos e pude ver pelo canto do olho um olhar de raiva do agente. Apenas ignorei e segui ao lado de John. Quando chegamos lá, logo colocamos nosso almoço (fui forçada por ele a comer coisas menos gordurosas e mais saudáveis para minha saúde, argh). Durante toda a refeição, notei que meu pai nos olhava sério. Assim que terminamos, ele andou até a mesa que estávamos e se sentou com uma cara de poucos amigos.
– O que aconteceu, pai? – perguntei.
– Me encontrem na sala da frente daqui a uma hora. – assentimos e pude ver ele sair furioso. Acho que alguém pisou no calo dele. John também pareceu notar isso também. Levantamos de imediato e saímos para um outro local. Depois de uma hora de espera fomos até a sala. Quando entramos meu pai estava com seu copo costumeiro de whisky com o olhar concentrado agora em nós. Ele respirou fundo, cerrou os pulsos, cambaleou para o lado meio tonto e foi em direção a John. – Romanoff, se você ousar encostar um dedo sequer na minha menininha, eu arranco o que você tem no meio de suas pernas.
– Pode ter certeza que cuidarei muito bem da sua filha, Stark. – senti o clima começar a pesar na sala e interferi na mesma hora.
– Pai, o que está acontecendo? Ontem você concordou, dizendo que estava tudo bem. – falei me pondo no meio dos dois.
– Estava tudo bem, eu estava bêbado, não muito, mas estava, por isso não vi problemas, mas agora que estou no meu estado normal.
– Não pai, agora é que você está bêbado. – falei agoniada com o hálito forte da bebida destilada. Meu pai pegou a garrafa de whisky e virou, tomando todo o liquido. Ele ficou com a voz embargada, deu um sorriso sacana e falou com a voz toda enrolada.
– Querido John — soluçou e começou a rir — Isso é o nome de um filme sabia? Ai eu tou tonto- ele se segurou em mim quando ia caindo — Saiba que se você encostar um dedo na minha menininha, morre- e depois disso caiu desacordado no chão. Eu e John nos olhamos, ele deu os ombros. Nos abaixamos, pegamos o meu pai e deitamos ele no sofá.
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