Notas iniciais
Hello people! Olha eu aqui com mais um capítulo! Espero que todos vocês gostem! Nos vemos lá em baixo!

Densa. A neblina estava tão densa que eu não conseguia ver um palmo a minha frente. Eu não conseguia reconhecer aquele lugar, mas a sensação que ele trazia era de... solidão. De abandono.

Continuei a caminhar tropeçando por entre as pedras e cascalhos, mas parei quando trombei com uma árvore que pareceu ter surgido do nada. Me apoiei nela para não cair, mas me arrependi logo depois. Algo estava entalhado nela, um símbolo. Acompanhei com o dedo a marca no tronco da árvore, era uma linha na vertical com uma linha em ondas por cima, parecia um "T". Uma nota desnecessária: estava escrito em vermelho escuro.

Cuidado, pequena. O Mal, virá. Se junte aos outros, e tenha cuidado. Ela não terá piedade de vossas almas. Escutei ao longe. Como um murmúrio jogado ao vento, para ninguém saber. Ninguém ouvir. Virei estarrecida procurando a origem da voz. Mas não encontrei nada, nem sequer um resquício de que alguém esteve mesmo ali.

"Emma. Emma. Acorda!" — ouvi alguém falar. Abri os olhos fechando-os em seguida por conta da claridade em excesso do lugar. Virei o rosto vendo Kyungie me olhar risonho.

"Eu dormi. De novo, não foi?" — perguntei com uma careta de derrota no rosto. O garoto a minha frente assentiu, soltando uma risada anasalada que me fez revirar os olhos. — "Que horas são?"

"Hora de ir embora. Eu passo na sua casa, ou você vai na minha?" — questionou ajeitando a mochila preta nas costas. Ele me ajudava com matemática, física e afins e eu... bom, eu ajudava com história. Eu era péssima em exatas e ótima, para meu azar, em história. Era uma troca de favores até justa, porque Kyungie era pior do que terrível em história, se é que exista algo que consiga defini-lo nessa matéria.

" Não vai dar hoje, Clary tá doente." — suspirei lembrando que tinha deixado a garota doente em casa. — " Tenho que fazer uma coisa antes, então te vejo amanhã, tudo bem?" — não esperei que ele respondesse e segui em direção à porta.

Eu já tinha visto aquele símbolo antes. Com toda certeza, eu nunca me esqueceria de ter visto algo desse tipo. E eu já sabia onde procurar. Caminhava perdida em pesamentos e não vi quando acabei esbarrando em alguém. A garota praguejou baixinho e se abaixou para pegar os papeis e livros que tinham caído por conta do esbarrão. Me abaixei também, me sentindo um pouco envergonhada por isso.

" Desculpe, eu meio que estou apressada e não te vi." — falei baixinho entregando-lhe algumas folhas soltas.

"Ah, não tem problema. Obrigada por ajudar." — disse pegando as folhas e colocando entre as páginas dos livros que carregava nos braços. Eu juntei minhas sobrancelhas numa careta confusa, e ela riu baixinho.

"Você não é daqui, é?" — perguntei estranhando o sotaque da menina.

"Não, não sou. Vim de Londres." — por isso o puxado no sotaque. Eu sempre achei o sotaque inglês bonito e sensual, por isso sempre quis ter nascido lá. — "Annalise Lockhart, prazer"

" Emma Asher, é um prazer também. O que você está fazendo num fim de mundo como Eastwood? Normalmente as pessoas tem uma tendência a querer sair daqui na primeira oportunidade que tem." — ela riu e balançou a cabeça.

"Bom, eu preciso ir, foi um prazer." — disse e caminhou no sentido contrário. Dei de ombros seguindo meu destino até a biblioteca.

Adentrei a sala que mais parecia um museu de livros. Cumprimentei Lissa, a bibliotecária e segui até a última das estantes que ficava no final da biblioteca. Passei rapidamente o olhar entre os livros e parei em um familiar. Peguei o livro e soprei a poeira acumulada ali talvez por anos. Sistema Rúnico Northumbriano.

Me sentei em uma das mesas e comecei a folhear o livro. Eu tinha certeza que o símbolo que eu procurava estava ali. E encontrei.

"Esta é vigésima nona runa no sistema northumbriano e representa o solo da terra, " a cova da terra" dos seres humanos. Figurativamente, este é "o pó" para qual nossos corpos irão retornar na morte. “Para todos os nobres, o pó é terrível”, diz o poema rúnico anglo-saxão, “a carne começa a esfriar, o corpo precisa escolher a terra”. Simboliza a cova que marca o fim de toda a vida, Ear providencia um final apropriado para o poema rúnico anglo-saxão. " — li baixinho o que estava escrito no livro. E eu senti que o que viesse a seguir não me agradaria em nada, não mesmo. — "Mas a morte apenas ocorre porque existiu vida em primeiro lugar. Sem vida, não ha morte, e sem tempo, não ha vida. De forma mais abrangente, a runa Ear significa o inevitável fim de todas as coisas em seu tempo. Na magia rúnica, Ear acelera a chegada de um ponto final inevitável. Como Eihwaz e Yr, Ear é uma runa do teixo."

Eu não sabia onde aquilo tudo iria dar e eu não fazia a menor ideia do que aquilo significava mas quando vi a última frase um arrepio percorreu a minha espinha e eu senti que um abismo tinha sido aberto bem em baixo dos meus pés.

Ela é a "Terceira Runa da Morte."

Notas finais
E então, o que acharam? Comentem! Ainda temos quatro vagas, então mandem suas fichas! Repetindo, o tumblr da fic já está pronto, se quiserem dar uma olhada o link está nas notas da história! Tentei ajeitar o link mais não conesegui então aqui vai: http://wyrdeswegas.com/wp-content/uploads/2014/01/ear.jpg Espero que tenham gostado e até o próximo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.