Notas iniciais

Mais um aí, Pessoas!

Boa Leitura!!

Xerim!!

No dia seguinte Naruto acordou antes do despertador tocar, desativou-o e levantou-se, foi direto para o banheiro. Após terminar seu banho, ficou debaixo da água quente por um tempo, como se ela pudesse levar, a confusão que se instalou em sua vida embora. Fechou o registro de água e começou a se enxugar, enrolou a toalha na cintura e saiu do banheiro bem na hora em que sua nee-chan estava saindo do próprio quarto.

- Não conseguiu dormir, Naru-kun?

- Não. E nem você, pelo visto.

- Pois é! A sensação que tenho é que tudo isso está acontecendo com outra pessoa e eu estou apenas assistindo de camarote!

- Eu também. Mas, bola pra frente. Teremos até o fim de semana para aproveitar o resto de nossa liberdade como adolescentes normais, então, vamos aproveitar, ttebayo! – disse animando-se mais e animando a Sakura.

- Você tem razão, Naru-kun! Ao menos tivemos uma infância e uma parte de nossa adolescência como pessoas comuns, coisa que pudemos perceber que nossos amigos nem sabem o que é, não é verdade.

- Sim. Vamos lá, vamos surpreender o velho pervertido, preparando o café da manhã!

- Certo! – Naruto entrou em seu quarto para arrumar-se, enquanto Sakura foi tomar seu banho.

Quando Jiraya desceu, pronto para começar o café, surpreendeu-se ao vê-lo totalmente pronto e seus netos terminado de ajeitar a mesa.

- Nossa, deu formiga na cama de vocês? – indagou admirado, não só pelo café da manhã, mas, por vê-los de pé tão cedo.

- Quase isso. Venha, vamos comer!

- Tudo bem, meu anjo. Nossa, vocês capricharam, heim! – Jiraya elogiou e sentou-se sendo seguido pelos netos.

- Obrigada, jii-san! – Sakura sorriu ao avô.

Naruto agradeceu, apenas, com um aceno de cabeça, já que estava com a boca cheia de torrada.

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Sasuke levantou-se com o toque do despertador. Foi até o banheiro que era integrado ao seu quarto, tomou um bom banho na ducha e terminou sua higiene. Vestiu um jeans preto justo e uma camisa social preta com mangas compridas, seu all star preto e desceu para tomar café.

- Yoi tsuitachi! – cumprimentou todos à mesa e sentou-se.

- Yo, filho! – cumprimentou sua mãe, sempre animada.

- Yo, Sasuke-kun! – respondeu sua cunhada, Mika.

Seu pai apenas acenou com a cabeça em reconhecimento.

- Yo, ototo! Como sempre, você está super animado! – provocou Itachi, irmão mais velho de Sasuke e herdeiro do título de Duque.

- Não enche, Itachi! – resmungou enquanto enchia uma xícara com café preto e adoçava minimamente. Parecia ser uma característica Uchiha não gostar de coisas doces.

- Deixe seu irmão em paz, Itachi! – o repreendeu uma jovem de cabelos negros, olhos azuis e uma pele alvinha. E se não fosse pela mesa, poderia ver-se sua barriga dilatada de seis meses.

- Sim, querida. – respondeu prontamente. Sabia o quão perigoso era contrariar uma gestante... uma palavra errada e coisas começavam a voar.

Alguns minutos depois o patriarca da família levantou-se, mas, antes de sair virou-se para o filho mais novo.

- Preciso falar com você antes que saia, Sasuke! – e retirou-se sem nem esperar uma resposta.

O Uchiha menor foi até seu banheiro privativo, escovou os dentes, arrepiou um pouco mais os cabelos negros azeviche. Saiu do quarto, pegando antes a mochila, e foi até a biblioteca, que o pai usava como escritório quando estava em casa. Bateu, esperou ouvir um “entre” e abriu a porta.

- Feche a porta e sente-se, Sasuke! – Fugako Uchiha disse sem nem levantar os olhos dos papéis que estava analisando. Sasuke seguiu até uma das poltronas que estava de frente para a mesa de carvalho em que o pai trabalhava e sentou-se.

- O que quer falar? – perguntou com um tom monótono, largou a mochila ao lado da poltrona e apoiou-se melhor.

- Sobre o seu casamento! – Sasuke endireitou-se e perdeu qualquer traço de cor que havia no rosto.

- Ca...casamento?

- Sim! Fiquei sabendo de uma coisa inestimável. – Sasuke, rezou a quem estivesse ouvindo, que seu pai não estivesse falando da Karin. Ele preferiria pular de cima do mural dos Reis do País do Fogo, onde foi gravado o rosto de todos os antigos reis e rainhas do país.

- E o que foi? – indagou, ocultando sua aflição.

- Que a Duquesa de Cheri voltou ao País.

- A Duquesa de Cheri? – dessa vez não pôde ocultar sua reação de surpresa.

- Sim! E como o casamento foi acertado antes de Hizashi Haruno morrer, vocês ainda são noivos!

- Eu nem conheço essa garota. Onde ela foi criada? Com quem? – tentou argumentar.

- Não interessa! Ela é a herdeira dos Haruno e será sua esposa, a própria Princesa Tsunade-sama irá falar com ela. Vocês irão casar-se em dois meses!

- Dois meses?!

- Sim!

- Mas, ainda, nem completei dezoito anos e presumo que essa garota também não.

- E é justamente esse o motivo!

- Não entendo.

- Por ser menor de idade, o tutor da Duquesa poderá levá-la embora novamente.

- Hum! – resmungou, mas, no fundo queria dizer: “Pois que a leve”. Seus pensamentos foram interrompidos quando o pai continuou a falar.

- E se isso acontecer terei de aceitar a proposta que Kozo Uzumaki me fez, de aceitar a mão de sua única filha, Karin Uzumaki...

- O senhor não acha que dois meses é muito tempo? Talvez um mês seja mais que suficiente!

- Mas, que pressa é essa? Você estava tão resistente agora mesmo! – indagou Fugako, surpreso com a mudança repentina na atitude do filho caçula.

- O senhor não acabou de falar que o tutor da Duquesa de Cheri poderia levá-la embora? Então, melhor não arriscarmos e agilizarmos tudo. Bem, está ficando tarde, tenho que ir. Tenha um bom dia, tou-san! – concluiu pegando a mochila e saindo, praticamente, correndo da biblioteca.

“Essa foi por pouco... mas, antes casar com uma desconhecida à casar com aquela doida”. Pensou entrando em seu Mercedes e seguindo para o colégio.

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Assim que Naruto e Sakura pisassem na sala de aula, seus novos amigos os rodearam.

- Você está bem, Sakura-chan? – perguntou Ino, com uma expressão preocupada.

- Sim, não precisa preocupar-se, Ino-chan, pessoal. De verdade.

Eles ainda olharam como se quisessem argumentar, mas, Naruto mudou de assunto.

- O que há com aquele grupinho, ali? – apontou para Sasuke e os amigos.

- Sei lá, tão assim desde que o Sasuke chegou. Só ficaram cochichado, mas, por incrível que pareça não olharam vesgo para ninguém. – Sai disse baixinho.

Ficaram um tempo esperando o professor, quando ele chegou, nem Naruto nem Sakura o reconheceu. Ele deve ter dado uma das aulas que perderam no dia anterior. Ele estava lendo um livro, e este sim era familiar para os irmãos... era da coleção Icha Icha do Jiraya.

- Yo, turma, desculpe-me o atraso é que um gato preto cruzou o meu...

- MENTIRA! – gritou a turma, em resposta à desculpa esfarrapada. Naruto e Sakura apenas ficaram com uma gota na cabeça, pensando se todos por ali eram loucos.

A aula estava transcorrendo bem, até Kabuto abrir a porta da sala.

- Sakura Yamaji-san, poderia me acompanhar, por favor? – pediu com um sorriso cortês.

- Hai. – Sakura levantou-se para sair.

- Ei! Para onde você está levando minha irmã? – Naruto se ergueu.

- Acalme-se, Naru! Voltarei logo!

- Não está acontecendo. Eu vou junto com vocês! – e saiu puxando a irmã que bufava.

- Mas, é um assunto particular! – Kabuto disse quase desesperado o que chamou a atenção de ambos os irmãos e de toda a turma, também.

- Não tenho segredos com meu irmão! – agora era Sakura quem puxara Naruto, mas, parou assim que saiu no corredor, virou-se para o secretário do diretor. – Afinal de contas, para onde estamos indo?

- Por aqui. – Kabuto disse com um suspiro e saiu andando, sendo seguido pelos Yamaji. Ao chegar à porta da sala do diretor parou. – Eu sei que vocês não escondem nada um do outro, mas, será que só a senhorita Yamaji poderia entrar? Caso ela não se sinta confortável ela o chama.

Os irmãos se entreolharam por alguns instantes como se estivessem se comunicando em silêncio, voltaram o olhar ao secretário e assentiram. Este quase chorou aliviado. Pois, não queria cometer erros logo no inicio do ano letivo, “Não mais do quê os que já cometi.” Pensou corando.

Naruto sentou-se em uma cadeira, ao lado da porta da diretoria, e cruzou os braços, dando um sorriso encorajador a Sakura, que retribuiu e virou-se para a maçaneta respirando fundo. Bateu, ouviu um “entre” e abriu a porta.

- Mandou me chamar, Sarutobi-sama?

- Sim, Sakura, entre e feche a porta, sim? – esperou a garota obedecer. Viu o exato momento em que ela notou a Princesa na sala. – Sente-se, por favor.

- Claro.

- Você sabe quem é esta mulher? – a menina encarou a estranha por longos segundos, mas, negou com a cabeça. Por isso, ele não esperava. – Como assim? É claro que você deve conhecê-la...

- E por quê? – indagou revirando os olhos.

- Deixe-a, Asuma. Eu acho que Jiraya realmente isolou esta criança de tudo o que diz respeito ao País do Fogo. – Sakura virou o olhar novamente para a estranha, ao ouvi-la pronunciar o nome do seu avô.

- Você conhece meu jii-san? – perguntou um pouco mais relaxada.

- Sim, somos velhos amigos. – Tsunade sentou-se na cadeira ao lado de Sakura, virando-a para ficar de frente para a garota. – Diga-me Sakura, o que seu avô falou sobre sua herança?

O sorriso que adornava os lábios da rosada murchou e sua expressão ficou vazia.

- Ele me disse que logo terei de assumir as minhas responsabilidades como Duquesa de Cheri, já que meu pai está... morto. Mas, por que está me perguntando isso?

- Oh, bem... querida não há um meio mais gentil de falar isso, então direi de uma vez... Você precisará assumir suas responsabilidades mais cedo do que imaginávamos, em um mês para ser mais exata.

- O...o quê... o quê... – Sakura sentiu seu sangue fugir para os pés.

- Antes de seu pai morrer ele havia acertado o seu casamento com o segundo filho do Duque de Sharingan, e este está exigindo a realização do contrato feito entre as famílias.

Sakura ficou atordoada, depois surpresa, por último, tudo se transformou em raiva pura. Praticamente, pulou da careira, afastando-se da loira.

- QUE PORRA É ESSA? CASAMENTO? COM UM CARA QUE EU NUNCA VI, OU OUVI FALAR? VOCÊ ESTÁ LOUCA MULHER? – com o escândalo da irmã Naruto invadiu a sala, com uma expressão preocupada.

- Você está bem, nee-chan?

- NÃO! ELES QUEREM QUE EU CASE COM UM COMPLETO ESTRANHO! – falou apontando a loura e o diretor.

- Veja como você fala da Princesa Tsunade-sama, garota! – repreendeu o diretor alheio a inércia da Princesa que encarava o Naruto. Este desviou a atenção da irmã com as palavras do diretor e também encarou a loira. Sakura percebeu que o irmão não se mexia, então seguiu o seu olhar, engoliu em seco... a Princesa havia reconhecido Naruto.

- Na... Naruto? – chamou temerosa a Princesa. Ela não piscava, pois achava que isso faria a imagem de seu querido neto desaparecer, como uma miragem. Aproximou-se devagar e tocou o rosto do rapaz com as mãos frias, mesmo sem nem ter completado dezessete anos, ainda, Naruto já era mais alto do que a avó. – Você é o meu Naruto!

- Precisamos ir agora, senhora. – Naruto disse friamente, afastando-se da Princesa e dirigindo-se para a porta. – Vamos Sakura!

- Naruto... – Sakura tentou argumentar, mas, parou quando notou que a Princesa estava desmaiando.

Naruto agiu rápido e pegou a avó nos braços, impedindo que ela caísse no chão. Olhou ao diretor que apenas observava a cena, abismado. Afinal, não era todo dia que se conhecia um Príncipe desaparecido.

- Onde fica a enfermaria?! – perguntou sem paciência para ser educado.

- Oh, sim, eu os acompanho até lá. – começaram a caminhar.

- Saky-chan, você poderia...

- Já estou discando para o jii-san. – disse mostrando o celular que estava encostado à orelha. Naruto assentiu. – Jii-san?

- Aconteceu algo, hime?

- Bem, na verdade essa é a palavra chave.

- Como assim, Saky-chan? Eu não estou entendendo!

- Aff, jii-san! Resumindo, a Princesa Tsunade-sama veio gentilmente ao colégio avisar-me que terei de casar em um mês com um completo desconhecido e então ela viu o Naruto e... desmaiou.

- Já estou indo!

- Certo! – ambos desligaram.

Entraram em uma sala onde havia uma moça vestida com um jaleco branco e um crachá onde se lia: “Shizune – Enfermeira”.

- O que aconteceu? – indagou a jovem preocupada.

- Ela teve uma emoção forte e desmaiou. – o loiro respondeu de modo contido, depositando a Princesa na cama da enfermaria, mas, parou ao ouvir a loira mais velha murmurar.

- Meu pequeno Naruto... volte para a sua baa-chan, Sanbimu. – o apelido que Tsunade usava com o neto quando ele era apenas um bebê, de alguma forma mexeu com Naruto “adulto”. Apesar de não se lembrar, ser chamado de “raio de sol” lhe fazia querer sorrir, assim como fazia quando era pequeno.

- Eu voltei... baa-chan! – sussurrou e afastou-se para que a enfermeira pudesse trabalhar.

Vinte minutos depois, um Jiraya afobado entrou na enfermaria. Sakura estava apoiada em uma parede com os braços cruzados em frente ao corpo e apenas fez um sinal com a cabeça apontando uma cama que estava rodeada por uma cortina. Uma moça estava sentada em uma cadeira por trás de uma espécie de mini-balcão e se manteve calada, dando privacidade aos presentes.

- Naruto? – chamou abrindo um pouco a cortina e entrando.

- Ah, oi, jii-san! – falou um pouco desorientado, ainda.

- O que aconteceu? – perguntou preocupado, tanto com o neto quanto com a amiga.

- Eu ouvi a Sakura gritando dentro da sala do diretor Asuma, quando entrei a Princesa Tsunade-sama estava lá e em um piscar de olhos. – disse estalando os dedos. – Ela me reconheceu. Eu tentei ir embora, mas, ela desmaiou. Quando a trouxemos para cá a enfermeira disse que ela teve uma queda de pressão.

- Isso é tão difícil para ela quanto é para você, Naruto!

- Eu sei... quando a coloquei na cama ela me chamou de Sanbimu. – Jiraya sorriu.

- Depois de tê-lo encontrado, te dado um banho e vestido uma roupinha confortável, eu também te achei fofo como um raio de sol... claro, até você começar a berrar exigindo comida! – Naruto riu, o que fez Jiraya sentir-se melhor.

- O que acontecerá agora, jii-san? – perguntou encarando o avô, como se ele tivesse todas as respostas.

- Eu não sei... – ambos ficaram quietos quando Tsunade começou a se mover.

- Onde estou? – perguntou passando uma mão no rosto.

- Na enfermaria do Colégio KHS. – respondeu Jiraya, indo até a cabeceira da amiga.

- Jiraya? Como... – parou de falar quando se lembrou do que aconteceu. Sentou e encarou o loirinho que era tão parecido com seu Minato. Não conseguia falar.

- Precisamos conversar, Tsunade! – Jiraya disse sério, puxando uma cadeira e sentando de frente para a Princesa. – Naruto, poderia sair por um instante?

- NÃO! – a Princesa, quase, caiu da cama ao tentar segurar o rapaz, impedindo-o de sair.

- Ele só ficará do outro lado dessa cortina, Tsunade, eu lhe dou minha palavra.

A loira hesitou um instante, mas, confiava no amigo. Quando ele falava uma coisa, sempre cumpria. Mas, ela estava tão confusa no momento. Viu seu neto sair e voltou seu olhar âmbar para os negros do amigo. Este suspirou.

- Tsunade, ontem quando você começou a falar de seu neto... do seqüestro e tudo o mais, eu quis me apresentar para ajudar a procurá-lo, mas, então, você falou o nome do rapaz que tirou o bebê das mãos daqueles crápulas e... logo depois o nome da criança. Irei contar-lhe algo e peço, por favor, que ouça sem interromper-me. – ele hesitou um segundo, para então começar a contar o ocorrido no País do Redemoinho. – Há dezesseis anos, quando eu estava no País do Redemoinho fazendo minhas pesquisas, que já estavam quase no fim, para ser sincero, pois a temporada de chuva havia começado, eu me encontrei com um jovem que estava quase morrendo em um beco escuro na cidade do Turbilhão, quando me aproximei para ajudá-lo, ele me entregou um bebê, e pediu-me para protegê-lo, com um pouco de insistência, antes de morrer ele me disse que se chamava Deidara e o bebê Naruto... Naruto Uzumaki.

- Porque você não o trouxe para nós! – exclamou com lágrimas nos olhos, apertando o cobertor da cama num punho.

- Primeiro, eu estava no País do Redemoinho onde Uzumaki é bóia e segundo... eu não sabia que seu filho havia decidido usar o sobrenome da esposa e da avó materna ao invés de manter o sobrenome Senju! – disse levantando-se indignado. – Acha mesmo que eu seria capaz de levar uma criança de sua família sem mais nem menos?

A Princesa abaixou a cabeça envergonhada.

- Sinto muito! – Jiraya suspirou e voltou a se sentar.

- Eu contei para eles ontem!

- Eles? – Jiraya abriu um sorriso.

- Sim. Acho que você conheceu minha neta, Sakura. Ela e Naruto foram criados como irmãos. Um sempre protege o outro.

- Ah, você acha que eles vão querer casar-se um com o outro? – Tsunade perguntou inocentemente, já pensando que se era isso o que o neto queria, então ela mandaria o Duque de Sharingan às favas, antes de Jiraya falar alguma coisa, as cortinas foram arreganhadas.

- ECA! – disse o loiro e a rosada ao mesmo tempo, com um tom esverdeado no rosto. Jiraya caiu na risada.

- Como eu disse, eles foram criados como irmãos e sentem-se como irmãos, apenas.

- Ah, então você ainda irá casar-se com o segundo filho do Duque de Sharingan, Sakura?! – era mais uma afirmação do que uma pergunta.

- NÃO! – disse categórica.

- Mas, seu pai havia concordado antes de falecer! – argumentou a Princesa.

- NÃO!

- A alternativa, com a qual seu pai deixou bem claro, é você se casar com o Príncipe herdeiro. – Tsunade disse dando de ombros.

- Na... como é que é? – indagou arregalando os olhos.

- Ou você se casa com o filho do Duque ou se casa com o Príncipe herdeiro. – Jiraya viu ambos os netos se arrepiarem com a última alternativa e segurou a risada.

- Quando é mesmo que terei de casar com o almofad... digo, o filho do Duque? – disse dando um sorriso amarelo.

- Em um mês.

- Porque tão rápido? – perguntou Jiraya.

- Acho que o Duque, tem medo que você leve-a embora novamente. – explicou com um sorriso fraco e olhou de esgueira para o neto.

- É, acho que é compreensível. – concordou Jiraya. Sakura bufou. Naruto apenas observava tudo calado.

- Naruto... você... você virá para o Palácio do Fogo comigo? – perguntou Tsunade, temerosa quanto à resposta do neto. Afinal, quando o reconheceu na sala de Asuma ele fora frio consigo, se não fosse a queda de pressão não saberia o que teria acontecido.

- Sim. – disse após encarar o olhar esperançoso e ao mesmo tempo temeroso da Princesa. Repetiu com mais confiança. – Sim, eu irei com você até o seu palácio, mas, não ficarei lá.

- Mas...

- Não. E eu não quero que isso seja espalhado, ainda. Dei-me tempo para me acostumar com ser da realeza, antes de ter alguém perguntando-me como é! Onegai, baa-chan!

- Certo, Sanbimu!

- E baa-chan... não fica legal um marmanjo como eu ser chamado de raio de sol, né! Porque não me chama de yama, okami...

- Ora, Naruto, se eu tenho de suportar ter de casar-me com um completo estranho, você pode muito bem suportar um apelido adorável como esse, não é verdade, sanbimu?

- Espero que seu noivo seja gordo, baixo e fedido. – amuou Naruto.

- Parem vocês dois. Sakura não o provoque. E Naruto não deseje para sua irmã o que não quer para si mesmo.

- O que quer dizer com isso, jii-san? – Sakura perguntou confusa.

- Simples, como o Príncipe herdeiro, Naruto terá de casar-se com uma jovem que pertença à nobreza, também.

- NÃO VOU... – parou de falar, ou gritar, quando Sakura pisou em seu pé com tudo.

- Ele poderá escolher a noiva? – indagou, enquanto o irmão saltava, agarrado ao pé dolorido.

- Bem... – o que Tsunade poderia falar? Se negasse, corria o risco do neto ir embora, mas, havia normas a serem seguidas. – Ele poderá escolher entre as herdeiras dos Duques e Condes que ainda não estão comprometidas.

- Ótimo, então ele escolhe Hinata Hyuga! – Naruto parou de pular e encarou a irmã por um momento, como se pedisse uma explicação. – Ou ela ou Karin.

- HINATA HYUGA! – disseram Naruto e Tsunade juntos.

- Bem. E qual o nome de meu... noivo? – Sakura disse a última palavra torcendo o nariz. O que fez a Princesa rir.

-Sasuke Uchiha. – ambos os jovens arregalaram os olhos.

- O mesmo Sasuke Uchiha que estuda aqui no KHS? – Naruto perguntou atônito.

- Esse mesmo.

- Poderia ser pior, nee-chan!

- Atirem em mim, agora, onegai!

- Vamos, deixem disso! Já está na hora dos dois voltarem às aulas. Ontem cabularam as três últimas, então já chega, não?

- Mas... – tentaram argumentar, mas o avô estava irredutível.

- Tudo bem. Mas, como ficará meu noivado com Hinata?

- Não se preocupe, falarei com Hiashi Hyuga ainda hoje!

- Obrigado, baa-chan, vemo-nos mais tarde. Tchau, jii-san.

- Tchau, jii-san!

- Tchau, crianças. Boa aula e não se metam em encrenca. – pensou um pouco e antes dos netos saírem da enfermaria completou. – Não mate, não ameace, não agrida seu noivo, Sakura!

- Hai, hai! – resmungou sem se virar.

Assim que entraram na sala de aula, perceberam que não era mais o “mentiroso”, mas, sim, o Orochimaru, quem estava dando aula.

- Algum motivo especial para chegarem apenas agora? — Sakura foi até ele e entregou um papel dobrado com esmero. Eles, antes de voltarem à sala, encontraram Kabuto que os entregou o papel e disse que havia sido o diretor quem mandou para entregarem ao professor, para não levarem bronca. Ao ler a carta Orochimaru arregalou um pouco os olhos, mas, não comentou nada apenas os mandou sentar e prosseguiu a aula.

No intervalo, Sakura não conseguia parar de olhar o Uchiha.

- Nossa, Saky-chan, será que você também caiu nos encantos do Sasuke-kun? – Ino perguntou, em parte para provocar a amiga, mas, na maior parte por preocupação, já que o jovem Uchiha era conhecido por quebrar muitos corações.

- Não sou lesada como essas idiotas, Ino! – Sakura bufou.

- Então porque você não parou de olhar para ele desde que voltou para a sala de aula? – indagou Choji.

- Por nada, não. – desconversou.

- É ela só está olhando o idiota com o qual vai se casar! – Naruto deixou escapar e quando percebeu o que havia dito levantou os olhos do seu rámem e encarou seus amigos, que olhavam entre ele e sua irmã.

- Hahaha... você é realmente cômico, Naruto-kun! – disse Sai rindo, mas, parou ao notar a palidez do amigo e a cara emburrada de Sakura. Arregalou os olhos, assim como os outros à mesa. – Isso é sério?!

- Infelizmente! – resmungou Sakura, dando um olhar flamejante ao Naruto.

- Desculpe-me, nee-chan! Acabou escapando. – Naruto pediu com as mãos unidas, como em oração, acima da cabeça.

- Está tudo bem. – suspirou. Encarou cada um de seus novos amigos. – O que irei falar agora, eu peço que fique entre nós, por enquanto.

Todos os sete assentiram.

- Pode confiar em nós, Sakura-chan! – afirmou Haku gentilmente.

- Obrigada. – respirou fundo. – Eu sou a Duquesa de Cheri!

- O QUÊ?! – gritou uma voz irritante que ia passando perto da mesa deles e ouviu a declaração da rosada.

- Puta que pariu! – assustou-se Naruto.

- Isso não lhe diz respeito, baka! – Sakura irritou-se.

- É CLARO QUE DIZ! COMO UMA INSIGNIFICANTE COMO VOCÊ PODE SER A DUQUESA DE CHERI?! EU NÃO ACEITO ISSO!

- Você não tem que aceitar nada, o que sou ou deixo de ser, diz respeito a mim, e só a mim!

- FALAREI COM A RAINHA...

- Será que você não pode falar sem gritar? Isso está me dando uma baita de uma enxaqueca! – Naruto reclamou.

- QUEM VOCÊ PENSA QUE É PARA FALAR COMIGO DESSE JEITO, SEU...

- Cale-se, Karin! Deixe-os em paz! – ordenou Sasuke.

- Mas, Sasuke-kun, você viu o jeito que eles falaram comigo? – disse manhosa.

- Sim. E também vi o jeito que você tratou a minha noiva!

- Noiva? NOIVA! ESSA AI?! – disse apontando a Sakura.

- “Essa aí” tem nome! – Sakura praticamente rosnou.

- Que bagunça é essa aqui? – Asuma perguntou sem muita paciência.

- Esta garota está falando pela escola que é a Duquesa de Cheri e noiva do Sasuke-kun! – Karin disse chorosa, como se fosse à vítima na história.

- Em primeiro lugar quem gritou isso para toda a escola ouvir foi VOCÊ, e em segundo lugar foi ELE quem disse que somos noivos, não eu! – Sakura deu ênfase no “você” e “ele”, ao defender-se de Karin.

- Não importa quem disse. – Asuma falou diplomaticamente. – O que importa é que tudo é verdade.

- ISSO NÃO PODE...

- Dá para baixar a bola, garota? Seus gritos já estão me dando nos nervos!

- ORA, SEU INSETO...

- Modere suas palavras, senhorita Uzumaki! – Asuma a preveniu, mas, não poderia falar muito mais já que fora um pedido da Princesa, em consideração ao neto. E após ouvir a história de tudo o que aconteceu, tinha de respeitar a decisão do jovem herdeiro.

- E POR QUÊ? EU SOU KARIN UZUMAKI, HERDEIRA DO DUQUE DE MANJI E SOBRINHA DA ATUAL RAINHA DO PAÍS DO FOGO! – disse altiva. Naruto que já estava com uma veia saltando na têmpora, não agüentou mais e explodiu.

- ESTOU POUCO ME LICHANDO PARA QUEM VOCÊ É, MINHA FILHA! VOCÊ É HERDEIRA DO DUQUE DE MANJI E SOBRINHA DA RAINHA, BOM PRA VOCÊ! – respirou fundo, seu olhar era flamejante.

- Agora a vaca vai pro brejo! – Sakura disse adivinhando as próximas palavras do irmão.

- Eu sou Naruto Uzumaki, Príncipe herdeiro do País do Fogo e filho de sua tia! Quer ir correndo para ela e contar que andou armando o maior barraco contra o filho dela? Fique a vontade, mas, saiba que a porra do título que você tanto aprecia, será retirado do seu pai! – concluiu ofegante e virou-se para sair.

- Você... você não pode fazer isso! – Karin disse em um sussurro aturdido. – Você está mentindo!

- Eu gostaria de estar! – falou sem virar-se. E continuou. – Sarutobi-sama?

- Hai?

- Não assistirei as últimas aulas e nem minha irmã, poderia explicar a situação aos professores?

- Claro, Vossa Alt...

- Não! – quase rosnou. – Eu peço que, enquanto eu não me habituar mais um pouco a minha nova situação, esses tratamentos sejam reservados.

- Certamente. – disse dando uma reverência. – Solicitarei um táxi para vocês.

- Obrigado. – deu a conversa por encerrada e saiu da cantina, sendo seguido por Sakura e os amigos.

- Por que vocês não nos contaram? – Ino perguntou cabisbaixa. Estavam todos atônitos com todas as descobertas do dia.

- Na verdade, ficamos sabendo disso ontem. – Sakura revelou, e contou tudo o que havia acontecido desde que Sai enumerou os Duques do País do Fogo até o desmaio da Princesa.

- Que dureza! – disse Shino.

- É verdade. Ter a vida totalmente remodelada dessa forma deve ser assustador. – Shikamaru concordou. Depois de um momento olhou diretamente para Naruto, que em momento algum parou de guardar seus materiais e os da irmã para olhá-los nos olhos. – Agora que você sabe que é o herdeiro do nosso trono, você não nos quer mais como amigos, Naruto-kun?

Isso chamou a atenção do loirinho, que ergueu os olhos lacrimejantes para todos verem.

- Pelo contrário, tenho medo que vocês não queiram mais ser meus amigos. – aquilo surpreendeu a todos, mesmo Sakura.

- Nii-chan?

- Eu não pedi para ter minha vida mudada! – disse encarando o caderno que tinha nas mãos. – Por mim passaria o resto de minha vida como Naruto Yamaji, um cara comum tendo uma vida comum, mas...

- Mas, não era para ser! Nós não julgamos pelo título, Naruto, mas, sim, pelas atitudes, ações. – Shikamaru completou calmamente.

- É isso mesmo! E já que você pôs aquela nojentinha da Karin no lugar dela, eu agora sou a sua maior fã! – Ino disse dando um enorme sorriso. E todos riram das travessuras da amiga, fazendo o clima anterior ir embora.

- Obrigado, pessoal.

- Sakura? – todos se viraram para a entrada da sala de aula.

- O que quer Uchiha? – indagou Sakura entre dentes.

- Quero falar com você. Agora! – falou.

- Pois então fale, oras!

- Em privado!

- Eles são meus amigos. Se quiser falar algo, fale logo antes do táxi que Asuma-sama pediu para meu irmão e para mim.

O Uchiha bufou desgostoso. Jamais, alguma garota o havia tratado desse jeito. Estava quase saindo dali, quando lembrou-se de qual seria sua alternativa se esta menina de cabelos pintados, voltasse atrás no casamento.

- Certo, então. Eu só quero pedir que você não se envolva em mais nenhum escândalo! Em um mês você será a senhora Sasuke Uchiha, portanto, gostaria que respeitasse o meu nome!

- Deixe-me pensar! – apoiou um cotovelo em uma mão, e o queixo na outra mão, com uma expressão de falsa pensadora. Estalou os dedos, como se uma idéia maravilhosa tivesse surgido, e abriu um sorriso, que para alguns era meigo, mas, para Naruto gritava perigo. – Já sei! Que tal eu ficar longe de escândalos e você bancar o noivinho apaixonado? – concluiu pondo as mãos na cintura. Todos arregalaram os olhos, menos Naruto.

- Ficou louca, mulher? Sasuke Uchiha não banca o apaixonado por ninguém! – disse indignado.

- Então estamos entendidos, você não me pede algo que está fora de meu alcance e eu não te peço algo que não está preparado para fazer.

Antes de o Uchiha responder, Kabuto entrou na sala.

- O táxi já chegou!

- Obrigado, Kabuto-san.

- Nã... não há de quê, Vossa Alteza! – fez uma reverência e saiu rapidamente, para o corredor.

- Acho que vou demorar a me acostumar com isso. – disse com uma careta. E saiu, despedindo-se dos amigos e passando por um Sasuke ainda confuso com a resposta da noiva. Quando esta foi passando por ele, parou.

- Só mais uma coisa, querido!

- O que seria?! – resmungou. Sakura ficou na ponta dos pés, já que na altura só chegava até os ombros dele, e o puxou para um beijo quente. Logo, Sasuke assumiu a liderança do beijo, mas, antes de se empolgar completamente, Sakura afastou-se dele.

- Não posso ficar noiva de um cara que nunca havia nem beijado. Você até que dá um caldo, Uchiha! – disse provocante e saiu atrás do irmão que a esperava ao lado de Kabuto na porta.

Assim que entraram no táxi, o motorista perguntou para onde iam.

- Palácio do Fogo, por favor.

- Certo!

- Você tem certeza, Naruto?

- Não, mas, é melhor arrancar o band-aid de uma vez. – Sakura concordou com um aceno de cabeça, embora continuasse com uma expressão preocupada. Naruto deu-lhe um sorriso encorajador. Foram o resto do caminho falando sobre o ocorrido na escola, em especial sobre Sasuke Uchiha e a cara que ele fez quando foi agarrado pela rosada, os irmãos se divertiram durante todo o trajeto.

- Chegamos! – Naruto pagou pela corrida e desceu. Sakura saiu pela outra porta.

- O que vocês querem aqui? – um guarda indagou, meio hostil.

- Gostaríamos de falar com a Princesa Tsunade-sama, por favor.

- Quem você pensa que é, garoto? – Naruto suspirou.

- Quer fazer a gentileza de interfonar para o palácio e avisar a Princesa que Naruto Yamaji quer falar com ela? – disse entre dentes, sua paciência já estava no limite desde o seu confronto com Karin.

- E por que eu deveria? – perguntou com deboche.

- POR QUE EU SOU A PORRA DO NETO DELA! AGORA QUER FAZER O FAVOR DE INTERFONAR?

- Olha o tom de voz, pirralho! Eu sou um dos guardas do Palácio do Fogo. Só por que você chega aqui com essa historinha de que é o Príncipe desaparecido, acha que irei acreditar?

- Então por que não chama a Princesa? – indagou Sakura com a maior cara de inocência, mas, por dentro se segurava para não esfolar o cara vivo.

- Certo, esperem aqui. – bufou e foi até a guarida. Dois minutos depois voltou branco como uma folha de papel. Abriu o portão com mãos trêmulas, sem encaram o loirinho. – Perdoe-me, Vossa Alteza! – suplicou ajoelhando-se e encostando a testa no chão. Ergueu a cabeça ao sentir uma mão em seu ombro.

- Qual o seu nome?

- Mi... Mizuki. Mizuki Kawashita!

- Levante-se! Todos podem cometer enganos, Mizuki, só espero que da próxima vez você saiba lidar melhor com a situação e não julgue alguém por sua aparência ou condição financeira!

- Sim, Vossa Alteza! – Naruto ia corrigi-lo, mas, achou melhor não. Uma coisa era pedir a seus amigos e familiares para não chamá-lo assim, outra bem diferente era pedir a um completo desconhecido.

Pouco depois um carrinho, estilo os de golfe, parou perto deles. O rapaz que o pilotava anunciou que havia ido buscá-los. Minutos depois já estavam parando em frente às portas do Palácio do Fogo, onde Jiraya e Tsunade os esperavam.

- O que aconteceu, Naruto? – Jiraya perguntou assim que os netos aproximaram-se. Havia acompanhado a amiga até o palácio e ficou surpreso ao ouvir que seu neto estava no portão gritando que era o Príncipe herdeiro, depois de fazer tanta questão do anonimato temporário.

- Vamos entrar primeiro. – aconselhou Tsunade e todos concordaram.

Seguiram até a biblioteca. Naruto e Sakura sentaram no sofá de dois lugares, enquanto o avô encostava-se na parede próxima a janela e a avó sentava-se em uma poltrona. Explicaram o ocorrido no colégio. A Princesa bufou.

- Nunca gostei dessa garota! Kozo a mimou demais!

- Nós percebemos! – Naruto reclamou. – Escuta, baa-chan!

- O que foi?

- Este tal Kozo, é algo da família? – perguntou desejando ouvir uma resposta negativa. Talvez, a esposa dele é quem fosse relacionada com a Rainha.

- Sim, ele é irmão de sua mãe.

- Droga!

- Ele é uma boa pessoa, Sanbimu. Claro, na medida do possível! A filha é que é uma desmiolada.

- Hum!

- Mamãe eu queria saber... Oh, desculpe-me, não sabia que estava com visitas! – um homem muito bonito entrou na sala, interrompendo-os.

- Entre, Minato, precisamos conversar! – Tsunade pediu ao filho.

Este concordou. Seus olhos vagaram por todos os presentes na biblioteca, mas, focaram-se no garoto que tinha os cabelos loiros um pouco mais escuros que os seus próprios, mas, os olhos eram iguais aos seus e de... seu garotinho. Era sempre assim, ele não podia ver uma criança loira que já pensava no filho, com o passar do tempo sua visualização voltou-se para os jovens e sua esposa não era melhor.

- Minato! – ouviu sua mãe o chamar e pelo tom preocupado, não era a primeira vez. Voltou seu olhar para sua mãe.

- Estou ouvindo, mamãe, pode falar.

- Filho... é que...

- Permita-me, Tsunade! – o homem de cabelos grisalhos pediu, mas, o que chamou a atenção do Rei foi o modo carinhoso como ele falou o nome de sua mãe. Hum, será que ela finalmente iria deixar o passado no passado e investir em um novo relacionamento? Se fosse teria todo o seu apoio. – Majestade...

- Oh, pode me chamar de Minato, apenas. – o homem franziu o cenho.

- De acordo. Minato, meu nome é Jiraya Yamaji...

- Jiraya Yamaji dos tempos de juventude de minha mãe?

- Sim, mas...

- Deixe-me adivinhar, vocês estão em um relacionamento e querem a minha benção! Não se preocupem, vocês a têm! – disse com sua animação costumeira. Assim que terminou de falar, Minato recebeu um cascudo de sua mãe que estava super corada e com uma veia saltando na testa. Enquanto esfregava o local lesionado ouviu risadas abafadas. Ergueu o olhar para ver a garota rosada e o jovem loiro rindo com uma mão por cima da boca. O jeito do rapaz era tão adorável, lembrava sua Kushina.

- Será que dá para você ouvir o que o Jiraya tem a dizer até o final, sem interromper?! – rosnou a Tsunade.

- Si...sim senhora!

Em poucos minutos, Jiraya contou ao Rei o mesmo que havia contado a Princesa, mais cedo naquele dia. Minato não esboçava reação alguma. Naruto ficou em pé encarando o homem que tanto se parecia com sigo mesmo, não sabia o que pensar da imobilidade dele, será que o Rei iria rejeitá-lo?

Mas, como se alguém tivesse iluminado o olhar do loiro mais velho, este correu até o filho e o abraçou, afastou-se um pouco para olhá-lo, abriu um enorme sorriso que foi prontamente retribuído pelo mais jovem e voltou a abraçá-lo.

- Meu bonjin-chan! Você voltou para casa, para sua família! – disse com voz chorosa. Parecia até um sonho, ter seu homenzinho em seus braços novamente. Sua esposa ficaria radiante... – Kushina!

- O quê? – Naruto perguntou sem entender.

- Sua mãe, precisamos contar a ela! – disse e saiu puxando o filho atrás de si. Todos na biblioteca apenas olhavam os dois loiros saírem.

- Será que ele ficará bem? – Sakura perguntou a ninguém em especial.

- Sim. Naruto é forte! Assim como você, eu o criei para ser resistente aos baques da vida! – Jiraya disse confiante.

- Sim, o senhor tem razão.

- É claro que tenho! Quando foi que eu não tive?

- Bem teve aquela vez em...

- Foi uma pergunta retórica, querida! – Jiraya interrompeu a neta, que bufou. Tsunade não pode deixar de rir, seu amigo não havia mudado nada.

Naruto era, quase, arrastado por seu recém-descoberto-pai por tantos corredores que, com certeza, ficaria perdido se tivesse de voltar à biblioteca sozinho. Minato parou e largou o pulso do filho. Eles entraram em um quarto cuja única iluminação vinha da janela. Ao olhar bem, Naruto pôde ver que era um quarto de bebê, com um berço branco, as paredes eram pintadas de um tom azul claro, os outros mobiliários eram uma mescla de ambas as cores. Havia um painel com animaizinhos, colado à uma parede, mas, o que chamou a atenção de Naruto foi a ruiva que estava sentada em uma poltrona branca, encarando a janela aberta com um olhar perdido, enquanto abraçava carinhosamente um animalzinho de pelúcia.

- Kushina? – Minato agachou-se em frente à esposa. Ela mudou o olhar da janela para encarar o marido, abrindo um sorriso cansado. – Nós não já havíamos combinados de deixar de vir aqui por um tempo? – a repreendeu carinhosamente.

- Não pude evitar. Eu sinto que ele está tão próximo. – Minato abriu um enorme sorriso com as palavras da esposa.

- Eu tenho uma surpresa!

- O que é? – perguntou sem animo, mas, deu um leve sorriso para não preocupar ainda mais seu amado esposo.

Minato a ajudou a ficar em pé e a virou para encarar Naruto, que estava encostado à parede ao lado a porta aberta.

Em primeiro momento a ruiva não entendeu, o porquê de ter um jovem estranho no quarto do seu filho, mas, ao olhá-lo mais atentamente com a ajuda da luz que vinha de fora, não pode segurar as lágrimas que teimavam em cair pelo rosto. Esmagou ainda mais a pelúcia contra o peito.

Naruto ficou olhando a mãe por um momento, desencostou da parede e aproximou-se lentamente. Quando estava bem próximo, pode notar que sua mãe era um pouco mais baixa do que sua avó, sua altura deve ter sido herdado do pai então, que era um pouco mais alto do que o filho.

Kushina ergueu uma mão hesitante e tocou o rosto do filho. O loirinho abriu um sorriso tímido e olhou o animalzinho, que agora podia ver que era uma raposa vermelho-alaranjado.

- Isso era meu? – indagou, mais para acabar com o silêncio do que por real curiosidade. A ruiva encarou a raposinha como se a visse pela primeira vez e voltou a encarar o rapaz.

- Você não conseguia dormir se não a tivesse por perto. Ela havia pertencido a mim quando eu era pequena, mas, conservei-a para que um dia um filho meu pudesse brincar com ela. – enquanto falava pensava se isso tudo não era um sonho, porque se fosse não iria querer acordar novamente e perceber que perdera seu bebê outra vez.

- Kushina? – Minato a chamou preocupado. Ela o encarou. – Querida, o que houve?

- Tenho medo de isso não ser real, de perceber que estou sonhando. Não suportarei se for isso, Minato. Não agüentarei perder nosso filho outra vez. – disse encarando o animalzinho de pelúcia vermelho-alaranjado.

- Não me perderá, okaa-san! Eu estou aqui e ninguém irá levar-me para longe da senhora novamente, ttebayo! – disse convicto. A ruiva não conseguiu mais se conter e se atirou nos braços do filho.

- Meu bebê! – disse chorando e abraçando o filho com força.

- Kaa-san... eu... não... consigo... respirar! – Naruto disse entrecortado e sua mãe afrouxou um pouco o abraço, mas, não largou. Minato riu.

- Ela é bem forte, não é? – Naruto confirmou com um meneio de cabeça e olhou carinhoso à mulher que estava com o rosto enterrado em seu tórax. Ele olhou em volta, novamente.

- Então, este era meu quarto? – comentou, passando os braços em volta da ruiva.

- Sim. Nada foi mudado desde... – Minato não pode terminar a frase.

- É bem legal. Mas, eu acho que não caberei mais naquele berço! – disse rindo e teve seu coração aquecido quando os pais riram junto.

- É verdade. Mas, enquanto arrumamos um quarto especialmente para você, pode escolher um extra para...

- Eu não ficarei aqui, tou-san!

- Mas... – Minato ficou confuso e Kushina apertou o filho um pouco mais.

- Não se preocupem. É só que eu moro com meu avô e minha irmã! – disse suavemente para acalmar os pais. Sua mãe ergueu a cabeça.

- Avô? Irmã? – indagou com o cenho franzido.

- Sim, ttebayo! – respondeu com um sorriso. – Meu avô Jiraya, que foi quem me encontrou com o rapaz que me tirou do grupo que me... bem, ele me criou e me deu muito amor e Sakura é, na verdade, afilhada do meu avô, mas, também foi criada com muito carinho e amor por ele. Fomos criados igualmente já que temos a mesma idade, por isso a considero minha irmã!

- Se você quiser, e eles também, claro, todos podem vir morar aqui, no Palácio do Fogo! – Minato ofereceu.

- Obrigado, tou-san! Vou falar com o jii-san sobre essa possibilidade, a Sakura, entretanto, não posso dizer como ficará!

- Por quê? – perguntou Kushina, já pondo seus neurônios em funcionamento para conseguir que a garota que era tão querida para seu akachan fosse morar com eles.

- Bem, é que ela irá casar-se em um mês!

- Com quem?

- Com o segundo filho do Duque de Sharingan!

- Oh, a menina é a nova Duquesa de Cheri? – Kushina perguntou com um sorriso.

- Sim. Como sabe? – indagou surpreso, mas, logo abriu um sorriso quando a mãe ergueu uma sobrancelha, como se dissesse “não é obvio?” – Certo, certo. A senhora é a Rainha!

- Exatamente! – disse e abriu um enorme sorriso, fazendo o coração de Minato acelerar de emoção... fazia tanto tempo que não via aquele lindo sorriso! Jurou para si mesmo que não permitiria que sua preciosa esposa voltasse àquela expressão vazia e sorrisos que nunca alcançavam seus lindos olhos azuis.

- Venha quero que a senhora os conheça, e o senhor também, tou-san, aconteceu tanta coisa que não te permitiu conhecê-los de modo adequado! – disse e saiu com os pais do quarto. Seu braço passado protetoramente pelos ombros da mãe. Olhou ao pai que lhe sorriu satisfeito com a sua atitude protetora.

Sakura estava andando em círculos dentro da biblioteca, preocupada com o irmão. Jiraya e Tsunade conversavam amenidades, mas, também estavam ansiosos. Quando ouviram a porta ser aberta, Jiraya foi para perto da neta e passou um braço por seus ombros, ela o olhou agradecida pelo apoio.

Assim que entraram, Naruto parou de frente para o avô e irmã, com a mãe ao seu lado. Seu pai estava uns passos para trás junto à própria mãe.

- Okaa-san, gostaria que a senhora conhecesse duas pessoas a quem amo muito. Meu avô, Jiraya Yamaji e Sakura Yamaji. Embora, agora seja Sakura Haruno e daqui um mês será uma Uchiha. – concluiu com um pequeno toque de humor.

Sakura lançou-lhe um olhar flamejante, mas, segurou a língua. Ela e o avô se curvaram em reverência.

- Majestade! – disseram juntos.

- Oh, não façam isso e me chamem de Kushina, onegai! Afinal, por intermédio do Naruto, somos uma família. – pediu suavemente, mas, seu olhar era firme.

- Obrigado, Kushina-sama! – Jiraya agradeceu com um sorriso.

- Sim, obrigada, Kushina-sama! – Sakura disse cortês.

- Quando estiver só nós, Kushina-chan, está bem! – disse para Jiraya. Virou-se para Sakura. – E você minha jovem, eu sei que perdeu seus pais quando era pequena, então, seria uma honra se você me considerasse sua mãe e me chamasse de okaa-san ou kaa-san!

- Sim! E pode chamar-me de Otou-san ou tou-san, afinal de contas o Naruto já é seu irmão, não é?

- Si...sim, mas... – Sakura ia argumentar, mas, Naruto a interrompeu.

- Ora, vamos lá, Saky-chan! Finalmente teremos uma família completa com pais, um avô e uma avó! – disse tão animado quanto uma criança de sete anos ao ganhar um presente no natal. Sakura riu da animação do loiro.

- Tudo bem, nii-chan. – respirou fundo e olhou a Rainha. – Obrigada por essa oportunidade de ter uma família completa... kaa-san!

Mal terminou de falar e uma Rainha chorosa passou os braços por sua cintura e a abraçou firmemente, inicialmente Sakura retribuiu o abraço, mas, então, começou a ficar sem ar.

- Estou... sem... ar! – disse arfante.

- Kaa-san, a senhora irá espremer todo o ar dela! – Naruto disse solidário com a situação da irmã.

- Oh, desculpe-me, filha!

- Não se preocupe, sou mais forte do que pareço! – deu um sorriso calmante a sua nova mãe.

- É verdade, kaa-san, a Saky-chan é muito resistente. – deu um sorriso matreiro e continuou. – Sabe agora que ela é filha de vocês, também, vão se preparando para serem avós, já que ela está com um pé no altar!

- Naruto! – Sakura rosnou e avançou no irmão, que desviou e saiu correndo pela biblioteca com a irmã no encalço.

- Pô, nee-chan, foi só brincadeira, não a parte do altar, embora você tenha de reconhecer que se casando significa que em algum momento você ficará grávida! – Sakura estacou, seu rosto ficou pálido por um momento e em seguida ficou super vermelho de constrangimento ao imaginar como acabaria grávida.

- Bem, não serei apenas eu a dar netos a eles, você está ou estará noivo da Hinata, não é? – Naruto corou, mas, abriu um sorriso radiante.

- Tinha me esquecido disso, mas, não será nenhum problema para mim, encomendar alguns herdeiros!

- Você não muda! Só podia ser neto de quem é!

- Ei, o que você quis dizer com isso, mocinha? – perguntou um Jiraya indignado.

- Exatamente o que disse, vocês são dois pervertidos! – Sakura disse cruzando as mãos na nuca.

- Eu não sou pervertido! Ele é! – Naruto disse inconformado, apontando para o avô.

- Dou um no outro e não quero volta! – disse simplesmente.

- Eu só não entendi uma coisa. – disse a Rainha se metendo na discussão.

- O que seria? – Naruto perguntou a mãe.

- Quem é essa garota com a qual você irá casar-se?

- Oh, isso eu posso explicar, Kushina! Mas, antes vamos todos sentar e ter uma boa conversa.

Todos concordaram com a Princesa. Após, mais de duas horas de explicações e questões sobre a infância e o inicio da adolescência de ambos os jovens, ouviram uma batidinha na porta a qual a Tsunade respondeu com um “entre”. Um empregado do palácio entrou, fez uma reverência e comunicou que o Duque de Byakugan aguardava na ante-sala.

- Traga-o aqui, Hiruma! – ordenou Kushina.

- Sim, majestade! – disse com outra reverência e saiu. Logo depois entrou um senhor de cabelos negros e longos, chegando à cintura e olhos perolados inexpressíveis.

- Boa tarde, majestades, vossa Alteza! – disse cumprimentando Minato, Kushina e Tsunade. Descartando os outros três imediatamente, ao ver que usavam roupas simples demais para seu gosto. Ele vestia um terno Armani moldado perfeitamente em seu corpo e sapatos que custaram uma fortuna, mas, para si não chegava nem a soprar a conta bancaria.

- Permita-me fazer as apresentações. – Tsunade disse suavemente, mas, seu olhar era assassino, pelo desprezo desse duquezinho por seus entes queridos. – Jiraya, Naruto e Sakura, este é Hiashi Hyuga, Duque de Byakugan.

- Prazer em conhecê-lo, senhor! – Naruto estendeu uma mão em cumprimento.

- É Vossa Excelência ou Sua Graça, garoto! – falou com desdém. Naruto recolheu a mão e antes de qualquer um falar disse com uma expressão de deboche.

- É Sua Alteza Real ou Vossa Alteza, e não garoto! – disse com igual desdém na voz e ficou satisfeito ao notar o exato momento em que Hiashi entendeu suas palavras, pois seus olhos quase saíram das orbitas.

- Queira perdoar-me por minha indiscrição, Vossa Alteza! – disse com uma profunda reverência.

- Você poderá redimir-se, aceitando a proposta que meu marido e eu temos a fazer-lhe, Duque de Byakugan! – Kushina disse, reprimindo o sorriso de orgulho pelo modo que seu filho lidou com a situação.

Todos voltaram a se sentar.

- Antes de algo mais ser dito, gostaria que cumprimentasse Sakura Haruno, atual Duquesa de Cheri e, também, protegida de meu marido e minha. E Lorde Jiraya Yamaji, que foi quem os criou, embora isso seja uma história particular, claro!

- Claro, majestade!

- Diga-me, Hiashi, sua filha mais velha continua solteira? – indagou como quem não quer nada.

- Sim. Ainda não encontrei nenhum jovem digno de minhas filhas! – disse altivo. Naruto começou a pensar que até dormindo o nariz do cara era empinado.

- Então, não há impedimento para a proposta que farei. Quero a mão de sua filha, Hinata Hyuga, para o meu filho, Príncipe herdeiro Naruto Uzumaki. – falou firme, demonstrando que não aceitaria uma recusa.

Hiashi ficou surpreso com o pedido, mas, logo abriu um sorriso, afinal, esse casamento elevaria ainda mais o sobrenome Hyuga.

- Seria uma honra ter seu filho como meu genro, majestade! – disse com uma voz contida.

- Excelente. Gostaríamos que trouxesse sua família aqui para jantarmos e oficializar o noivado. – Tsunade sugeriu-ordenou.

- Certamente. Se me derem licença preciso contar as novidades aos meus familiares.

- Claro! Estaremos esperando-os amanhã às sete, então! – combinou Minato. Hiashi concordou e retirou-se.

- Nossa, que cara mais esnobe! – resmungou Naruto.

- Verdade, quase pude ver as cifras saindo de seus olhos com a proposta! – Sakura concordou.

- Vamos crianças, não é tão mal. Naruto agora poderá casar-se com a garota de que gosta! – Jiraya os incentivou.

- Por que eu não posso fazer o mesmo? – a rosada choramingou.

- Por que o seu pretendente já havia sido escolhido por seu pai! E não é bom contrariar os desejos de alguém que já morreu! – Jiraya respondeu.

- Hum! – resmungou emburrada.

- Acho melhor irmos embora, já está ficando tarde.

- Hai! – concordou os dois jovens.

- Mas... – Kushina começou a falar com uma expressão chorosa.

Seu marido não agüentou ver aquela expressão novamente, olhou suplicante aos três.

- Gostaria que aceitassem vir morar no palácio conosco... onegai!

Os três ficaram surpresos, tanto pelo pedido quanto pelo tom de suplica, mas, entenderam ao notar a expressão esperançosa no olhar da Rainha. Jiraya suspirou.

- Iremos apenas buscar nossos pertences pessoais e algumas mudas de roupa em nossa casa. Amanhã verei alguém para alugá-la.

- Arigato, Jiraya-sama! – Kushina disse segurando ambas as mãos do mais velho entre as suas.

- Não precisa fazê-lo, minha cara! Quem deveria estar agradecendo aqui sou eu, que não precisarei me afastar de nenhum de meus netos!

Tomou um das mãos da Rainha e a beijou cortesmente. Após insistência do Rei, os três voltaram a casa, na qual nem chegaram a passar um mês inteiro, em uma das limusines do palácio. Os jovens recolheram os “tesouros” que guardaram como lembranças preciosas dos países e cidades onde moraram, além de prepararem uma mala com algumas roupas, não muitas, já que a Rainha e a Princesa informaram que iriam fazer compras para renovar seus guarda-roupas. Jiraya juntou tudo sobre a sua pesquisa, seu notebook e também fez uma mala. Puseram tudo no porta-malas da limusine, menos o notebook, com a ajuda do chofer.

O jantar aquela noite teve um inicio constrangedor, mas, logo os títulos foram esquecidos e tudo o que restava eram um casal com, agora, dois filhos e mais um casal de velhos amigos que voltaram a se reunir e que estavam ligados pelo amor incondicional de avós pelo neto, no caso, netos já que Sakura fora intimada a chamar a Princesa de obaa-chan. E assim duas famílias tornaram-se uma.

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Notas finais

Apenas, algumas palavras que pode não fazer sentido para alguém!!

Hime == Princesa;

Sanbimu == Raio-de-sol;

Yama == Montanha;

Okami == Lobo;

Akachan == Bebê;

Bonjin-chan == Homenzinho.

Xerim!!