Notas iniciais


Ei, Pessoas, tenham uma Boa Leitura!! ^_^

- NARUTO! SAKURA! HORA DE ACORDAR!

- Já vamos ojii-san! – resmungaram os dois no andar de cima. Logo depois, pôde ser ouvido o barulho de uma porta batendo e alguém a socando.

- PÔ, NARUTO! SE VOCÊ DEMORAR, EU JURO QUE TE SUFOCO QUANDO VOCÊ FOR DORMIR!

Jiraya apenas ouvia a discussão, unilateral, dos netos fazendo um “não” com a cabeça e um sorriso divertido nos lábios. Continuou a preparar o café da manhã, em seguida arrumou a mesa. Assim que terminou um rapaz loiro com os cabelos arrepiados, os olhos azuis da cor do céu e a pele de um tom dourado, juntamente, com uma garota de cabelos rosa – que são naturalmente dessa cor – e cortados estilo Chanel, olhos verdes esmeralda e pele alvinha, entraram correndo na sala de jantar.

- Vamos nos atrasar para o primeiro dia de aula por sua culpa, Naruto! – acusou a rosada tomando rapidamente o suco de pêssego enquanto engolia algumas torradas, as quais o avô já havia passado geléia de ameixa, sua favorita.

- Porque minha culpa? Foi você quem demorou a achar algo naquela zona, que chama de guarda-roupa! – cena igual se repetia com o loiro só que seu suco era de laranja e suas torradas eram meladas com geléia de uva.

- A culpa é dos dois, se tivessem levantado na primeira vez em que chamei não estariam atrasados.

Ambos os jovens bufaram. Se ele não soubesse melhor, diria que eram gêmeos. Apesar de se considerarem irmãos, não tinham nenhum parentesco.

- Vamos, Naruto! – disse subindo para escovar os dentes.

- Já vou, já vou. – Naruto disse engolindo sua última torrada e correndo para escovar os dentes também.

- Nii-chan!

- Já estou aqui, nee-chan! – e ambos saíram em disparada para o ponto de ônibus.

Jiraya ficou limpando a bagunça do café da manhã enquanto pensava em como sua vida havia mudado depois de tomar a decisão de ficar com Naruto. Ao pesquisar um pouco, soube que no País do Redemoinho havia várias famílias Uzumaki, entretanto, às que investigou não demonstrou sentir falta de um jovem ou de um bebê.

Como ele conhecia alguns lordes daquele país, foi até fácil adotar o garotinho. O que realmente o surpreendeu foi, quase dois anos depois, seu compadre, Kizashi Haruno, falecer deixando sua pequena filha sob sua guarda, pois sua esposa falecera quando a garotinha não tinha mais do que dois meses de idade.

Infelizmente, não pudera comparecer ao velório dela, pois estava viajando e quando soube já havia se passado algumas semanas, fora até Konohagakure no Sato, prestar suas condolências ao amigo e a afilhada pequenina, embora fizesse muitos anos que não voltava àquela cidade, que fora onde nascera e vivera os primeiros anos de sua vida, não queria se estabelecer ainda, mas, quando o fizesse seria ali. Mesmo não tendo muito conhecimento do local, já que com o passar dos anos tudo mudara, e ele recusou-se, por motivos pessoais, a adquirir qualquer tipo de informação que viesse daquele país, em especial da Família Real.

Dois meses depois encontrou o Naruto, mas, nem por isso se aquietou, então veio a Sakura, mesmo assim continuou com suas viagens pelo mundo, mas, sempre prestando atenção na educação das crianças. Eles não eram ricos, mas, também não eram pobres, poderiam ser considerados de classe média alta. Agora que as crianças já estavam com dezesseis anos cada um, beirando os dezessete, Jiraya decidiu que deveriam criar raízes, então voltou para sua cidade natal e comprou uma casa para eles, em um bairro relativamente calmo. Agora seus pequenos poderiam viver com a liberdade que tanto ansiavam. Ao menos Naruto, já que Sakura teria de herdar o título de duquesa da família do pai. Ele não ansiava pelo momento de contar... conhecendo sua neta, ela ficaria no ponto de matar um e Naru não iria ajudar com suas piadas infames. “Ai, ai, meu Kami-sama”.

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- Qual é nee-chan, eu tô com fome! – Naruto reclamou pondo a mão na barriga e fazendo uma carinha sofrida.

- Você acabou de comer, Naru! – Sakura lembrou-lhe, tentando ser firme, mas, não conseguiu e cedeu ao irmão. – Tudo bem, quando chegarmos ao colégio compramos algo, antes das aulas.

- Não estou nem um pouco animado em estudar em uma escola de playboyzinhos. – disse fazendo bico.

- Como se eu estivesse! – bufou. Mas, lembrou-se das palavras do avô. – Mas, o jii-san disse que era uma excelente escola e que devemos tentar nos dar bem lá.

- Certo, certo! Olha o nosso ponto! – ambos saíram aos tropeços do ônibus lotado. Naruto olhou o seu relógio de pulso e se apressou para chegar ao bendito colégio. Teriam pelo menos cinco minutos de caminhada, e as aulas começariam em vinte minutos... não sobraria muito tempo para comer.

- Onde é o incêndio, Naru-kun? – Sakura provocou o irmão, já sabendo o porquê da pressa, era sempre assim. Naruto não ligava para o que os outros falavam ou pensavam dele, ele seguia sempre o seu coração... no caso, seu estômago.

- Vamos, Saky-chan! Apresse-se ou não terei tempo para comer.

Ao entrarem no Konoha High School (KHS), tinham que admitir que era muito bonito, tinha um gramado próximo ao pátio da frente, onde podia se ver os grupinhos formados.

Em vários pontos havia mesas, estilo as que têm nos parques, para piqueniques, em uma delas podia ver-se um rapaz ruivo com a maior cara de tédio e sem sobrancelhas, outro de cabelos negros ébano estrategicamente despenteados, uma garota loira com uma franja repicada e os cabelos presos com um penteado moderno, um outro rapaz de cabelos castanhos longos, chegando quase ao meio das costas, e uma outra garota de cabelos azulados com os cabelos presos em um coque elaborado com algumas mechas soltas emoldurando seu rosto alvo. Mas, o que chamou a atenção da rosada foi o garoto de cabelos castanhos levemente espetados e uma carinha de cachorro – “Será que se eu jogar um galho ele corre atrás?” pensou Sakura, e riu do próprio pensamento.

- O que foi, Saky-chan?

- Depois eu te explico. – disse ainda tentando abafar o riso. Seguiram direto a área da lanchonete, pedindo instruções, claro.

Agora satisfeito por comer um sanduíche gigante, diga-se de passagem, os irmãos voltavam a área gramada anterior.

- Aff! Que nojentinha. – Sakura acompanhou o olhar do irmão e viu uma ruiva com o vestido mais justo que já vira na vida, gritando com uma garota de cabelos negros longos presos em uma trança. A ruiva jogou a outra no chão e continuava a berrar. E que voz irritante. Ao perceber que ninguém se aproximava para ajudar, Sakura pisou duro até lá, com Naruto a reboque.

- Quer parar, idiota! – disse empurrando a ruiva barraqueira de lado e ajudando a ga... garoto! Este estava assustado, tinha um rostinho tão angelical. – Qual seu nome? – perguntou recuperando-se da surpresa.

- Hak... Haku Momochi! – disse constrangido. Sua voz era tão meiga.

- Oi, sou a Sakura e este é meu irmão Naruto!

- SUA VADIA! COMO OUSA ME EMPURRAR? VOCÊ SABE QUEM EU SOU? SOU...

- Não dou uma pulga para quem você é... e vadia é a senhora sua mãe! –Sakura retrucou em um tom moderado, anos viajando com o irmão e o avô, lidando com todo tipo de gente lhe ensinaram a não se rebaixar a certas coisas.

- COMO OUSA...

- Quer fazer o favor de gritar mais alto, acho que as pessoas do outro lado da cidade ainda não ouviram seus zurros! – Sakura não deu tempo de a outra responder, virou-se, passou um braço protetor pelos ombros de Haku e começou a andar.

Não viu quando a ruiva foi pra cima de si, só escutou os gritos de aviso dos outros estudantes, olhou para trás, bem a tempo de ver seu irmão segurar o punho que vinha em sua direção, e puxar a garota que estava de salto alto em sua direção, portanto, não foi difícil olhar bem nos olhos castanhos avermelhados dela.

- Ameace agredir minha irmã, na covardia, novamente e se verá comigo! – soltou uma ruiva abismada, ninguém nunca ousou tratá-la assim. – Vamos Saky-chan, Haku-chan! – os dois menores acenaram com a cabeça.

Haku os guiou até a mesa onde se encontravam seus amigos.

- Oi pessoal! – cumprimentou aos seis adolescentes espalhados, tanto no banco que circulava a mesa, quanto em cima desta.

- Você está bem Haku-chan? Eu já disse para não sair de perto de mim, não disse? Onde esteve? – uma loira com uma franja puxada para um lado do rosto, olhos azuis esverdeados e pele alvinha, perguntou preocupada para o rapaz segurando-o pelos ombros, assim como Sakura, ela era alguns centímetros mais alta do que ele.

- Não se preocupe, Ino-chan. Eu acabei me perdendo de vocês, e enquanto os procurava acabei esbarrando na Karin.

- O QUE AQUELA VACA FEZ CONTIGO? DIGA-ME, VAMOS! – Haku corou, sua prima era, quase, tão barraqueira quanto a Karin.

- Nada. A Sakura-san e o Naruto-san me ajudaram.

- Ei, sem essa, pode nos chamar só de Naruto e Sakura ou Naru-kun e Saky-chan. – Naruto disse com um grande sorriso coçando a nuca, um hábito quando estava sem graça ou nervoso.

- Obrigada por ajudar meu primo. Sou Ino Ya...

- Só precisa do nome, não precisamos de sobrenome entre amigos.

- Certo. Então, permita-me que me apresente. – um dos rapazes disse, tomando uma das mãos de Sakura na sua, cedeu um beijo cavalheiresco. – Sou Sai.

- Hum... prazer, eu acho. – disse, retirando a mão.

- Sou Shikamaru, estes são Choji, Tenten e este é Shino. – um jovem de cabelos castanhos escuros, provavelmente na altura dos ombros, não dava para saber, pois estavam amarrados em um rabo-de-cavalo no alto da cabeça e olhos, também, castanho escuro, que pareciam querer dormir, apresentou aos outros. Um jovem que não era exatamente gordo, para um bom observador (no caso Sakura) podia ver-se que, através das roupas uns dois números maior, o cara era bem muscular e bonito, com os cabelos castanhos claros, que precisavam de um bom corte, e olhos da mesma cor. A garota apresentada tinha os cabelos castanhos chocolate e olhos castanhos avelã, tinha a pele meio bronzeada igual à do Naruto, só que mais clarinha. O último rapaz tinha cabelos castanhos escuros e olhos âmbar, era um pouco pálido. Em contra partida o que se apresentou sozinho e beijou a mão da Sakura, tinha cabelos negros lisos cortados estilo surfista, só que repicado nas pontas e olhos negros. E tão branco que mais parecia um fantasma.

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- E aí galera! – Kiba cumprimentou seus amigos ao se aproximar da mesa que sempre ficavam no primeiro dia de aula, e nos outros também.

- Oi! – disse Gaara no Sabaku, como sempre entediado. Este era o seu terceiro e último ano estudando no KHS, para então voltar para o País do Vento e iniciar seu treinamento para assumir o trono, já que seu irmão Kankuro abdicou do trono para servir como um soldado.

- Hum! – murmurou Sasuke Uchiha em reconhecimento.

- Olá, Inuzuka! – cumprimentou Neji Hyuga, como sempre, formal.

- Kiba-kun! – disse Temari no Sabaku, irmã de Gaara, com um aceno de cabeça.

- Olá, Kiba-kun! Como foram suas férias? – perguntou Hinata Hyuga, sempre prestativa e cortês.

- Foi legal, viajamos para a nossa casa no litoral, e as suas Hinata-chan?

- Foram boas, também, mamãe me ajudou a aperfeiçoar ainda mais o piano. – mal Hina acaba de falar eles escutam a voz estridente de Karin, que estava gritando com o pobre Haku Momochi que esbarrou nela.

- Nossa, Sasuke, como é que você agüenta aquela nojentinha? – perguntou Gaara com desdém.

- É verdade, não sei como você consegue namorá-la. – concordou Kiba.

- Eu não namoro com ela, idiotas! A Karin é só uma das tantas com quem fiquei.

- Gente olha aquilo! – todos se voltaram com as palavras da Temari e olharam para onde ela apontava. Bem a tempo de ver uma garota de cabelos rosados dar um empurrão na ruiva, logo em seguida ajudar o garoto caído.

- Quem são aqueles dois? – perguntou Gaara, impressionado com a coragem da novata em desafiar a filha de um dos Duques do país do Fogo.

- Não sei, mas, já gostei dela. – disse Temari, adorando ver a Karin descer um pouco de seu pedestal.

Todos ficaram sem palavras quando o loiro desconhecido agarrou o punho que iria acertar em cheio a rosada, e ficaram ainda mais surpresos com as palavras de ameaça dele para Karin.

- Como esse tipinho ousa fazer ameaças a alguém superior a ele?! – exclamou Neji desgostoso.

- Pois eu acho que ele fez muito bem em defender sua amiga daquela víbora. – retrucou Temari.

- Por favor, todos os alunos se dirijam para o pátio de esportes. – soou uma voz pelos caixas de som espalhados pelo colégio. E todos seguiram para lá.

- Sejam bem vindos! Aos que já são nossos alunos, fico feliz por revê-los e aos que acabam de ingressar fico feliz por conhecê-los. Sou Asuma Sarutobi, diretor da Konoha High School. Espero que vocês respeitem as normas da escola e se precisarem de mim estarei em minha sala. – disse um cara que deveria ter uns trinta e quatro ou trinta e cinco anos, cabelos negros azulados e olhos âmbar.

Logo após o discurso do diretor os alunos foram instruídos a seguirem para suas respectivas salas de aula. Sakura e Naruto ficaram na mesma sala, como sempre acontecia, uma vez que possuíam o mesmo sobrenome: Yamaji. Usavam o sobrenome do avô adotivo porque preferiam assim. Naruto por achar que já que o Jiraya o criou então ele é sua família e Sakura por achar menos complicado do quê explicar o porquê de tantos sobrenomes na família. Mas, seu avô já lhes disse que quando atingissem a maior idade ou se quisessem antes, iriam voltar a usar seus sobrenomes originais: Uzumaki e Haruno.

Assim que entraram na sala, Sakura notou que seus novos amigos também ficaram na mesma turma que eles... bem como, o grupinho que observou logo que pisou dentro do colégio.

- Saky-chan, Naru-kun! – Haku chamou com um sorriso para que se sentassem perto deles.

- Que legal, ficamos na mesma turma! – Naruto exclamou animado.

Ficaram conversando por alguns minutos, até Tenten murmurar.

- O grupo dos esnobes está nos encarando!

- Qual? Ah, o que tem o cara que parece um cachorro? – Sakura deixou escapar, felizmente, só seus amigos ouviram, e desataram a rir.

- Só você para falar algo assim, nee-chan!

- Oh, então, vocês são irmãos? – Ino perguntou curiosa, olhando de um para o outro tentando achar alguma semelhança.

- Bem, não exatamente. – e explicou para os colegas como Naruto foi adotado e logo depois ela, embora de modo resumido. – Nós crescemos juntos. E com nosso jii-san viajando e nos levando com ele era muito difícil fazer novas amizades.

- Mas, agora seu avô ficará de vez aqui em Konoha, certo? – perguntou Haku com um olhar esperançoso.

- Sim, ttebayo! – Naruto disse convicto. O que fez sua irmã sorrir.

Logo depois entrou o professor, este possuía os cabelos negros lisos escorrendo soltos pelas costas, tinha uma tez pálida e uma feição que lembrava... uma cobra. Ao reconhecê-lo Sakura e Naruto abaixaram a cabeça na mesa da banca e abriram um livro na frente do rosto, como Sakura estava sentada atrás de Choji e Naruto sentado atrás dela o professor não os reconheceria. Ou assim pensaram.

- Pô, o que este velho faz aqui? – Naruto murmurou para Sakura.

- E eu é que sei! – reclamou à rosada.

- Bom dia! Sou Orochimaru Hachurui. Sou o novo professor de biologia deste colégio, fui transferido do país do Som. Alguma pergunta? – olhou toda a sala, mas, seus olhos voltaram instantaneamente para onde havia olhado segundos antes. Aqueles cabelos rosados e a cabeleira loira lhe eram familiar, muito familiar. – Por Kami-sama, o que foi que eu fiz para merecer isso?! – exclamou olhando para o teto. Voltou seu olhar para a “dupla dinâmica”. – Como vão, Naruto, Sakura?

- Nossa! Orochimaru-sensei há quanto tempo. – disse Sakura fazendo a maior cara de, falsa, surpresa.

- Não tempo suficiente, diga-se de passagem! – reclamou o professor.

- Ora, o que é isso, sensei? Nós não o reconhecemos, quando entrou sabe, é que... é que estávamos lendo um bom livro! – o loirinho disse na maior cara de pau.

- Sei. E o que Born tem a nos dizer?

- Quem? – perguntou confuso. O professor aponta os livros que Naruto e Sakura estavam segurando aberto.

- Max Born foi um dos maiores teóricos da física, e como vocês estavam tão envolvidos na leitura do livro de física talvez pudessem me citar uma de suas teorias. – disse cruzando os braços e apoiando seu quadril no birô.

- Puxa, sensei, o senhor me faz essa pergunta logo hoje que estou tão interessado em sua aula? Tenho certeza que todos preferem ouvir sobre células, genética e derivados, do que sobre módulo, direção sentido, força aplicada a algo, etc, etc. – disse dando o maior sorriso amarelo.

- Argh! Eu nem sei por que provoco! – falou erguendo às mãos exasperado. – Vamos à aula!

Os alunos reclamaram, mas, se calaram quando o professor iniciou a chamada. Na verdade, ele gostava dos irmãos Yamaji, o único problema é que eles eram um pouco rebeldes e vez ou outra entravam em confusão quando estudaram no colégio em que lecionava anteriormente.

Ao procurar o caderno de anotações das aulas, não o encontrou.

- Yamaji-kun... – a rosada e o loiro ergueram a cabeça. O professor bufou. – Naruto e... Hinata Hyuga.

- Hai? – disseram os dois e ficaram em pé.

- Poderiam ir até a sala dos professores e buscar para mim, meu caderno de anotações? – solicitou Orochimaru, mas, seu tom era uma ordem.

- Porque minha prima deve ir com... ele? – Neji perguntou, olhando Naruto com desdém.

- Primeiro, o senhor Yamaji não conhece o colégio ainda. Segundo, a senhorita Hyuga não sabe à qual caderno de anotações refiro-me. E terceiro, mas, não menos importante, EU estou dizendo para irem os dois buscar o bendito caderno! – falou enumerando os motivos e dando ênfase no “eu”. – Algo mais a declarar, senhor Hyuga?

- Não, sensei.

- Ótimo! E vocês dois ainda estão aqui? – disse impaciente.

A dupla saiu rapidamente, mas, Naruto pôde ver que a irmã estava tentando esconder o sorriso de troça. Infelizmente, para ela, o professor viu.

- Algo engraçado que queira compartilhar, senhorita Yamaji?

- Oh... não é nada, sensei! Essas roupas caem muito bem no senhor! – disse mudando de assunto, o professor apenas revirou os olhos. Fazendo outros alunos abafarem o riso.

Hinata andava de cabeça baixa e mãos unidas em frente ao corpo. Olhava seu acompanhante pelo canto dos olhos perolados. Estava tão distraída que mal percebeu que haviam chegado ao destino designado. Antes de alcançar a maçaneta, a porta foi aberta bruscamente. Esta abria-se no sentido do corredor.

Naruto ao perceber a abertura da porta rodou a senhorita Hyuga e pôs seu corpo entre ela e a porta, mas, de alguma forma seus pés se enroscaram uns nos outros e com o impulso da porta acabaram caindo. Novamente, Naruto usou os anos que o avô, praticamente, obrigou ele e Sakura a terem aula de taekwondo, caratê, esgrima, entre outras... e os virou caindo por baixo da Hyuga.

- Você está bem? – perguntou preocupado, por a jovem ainda estar com o rosto enterrado em seu peito e agarrada ao seu suéter.

- Sim! – disse, mas, saiu abafado. Ele a segurou pelo queixo fazendo-a encará-lo. Ambos coraram com a proximidade, era um momento tão intimo, Naruto fixou o olhar nos lábios carnudos da morena-azulada, estavam tão próximos que podiam sentir o hálito um do outro.

- Vocês dois estão bem? – ambos se separaram e se sentaram. — Me perdoem, é que eu estou com pressa, o diretor pediu-me esses relatórios e eu os havia deixado aqui. – um rapaz de cabelos cinzentos, não aparentando mais do que vinte e cinco anos, disse envergonhado.

- Não se preocupe, Kabuto-san! Estamos bem!

- Ah, Hinata-sama! Perdoe-me! – pediu suplicante curvando-se tanto que Naruto achou que a testa do pobre coitado iria atingir o chão.

- Já falei, não se preocupe. Vamos levante-se! – disse corando constrangida e ajudando o rapaz a se endireitar. Nunca entendera o porquê de tanto drama por causa de um título e isso porque não seria ela a recebê-lo, mas, sim, seu primo. – Nós viemos buscar o caderno de anotações do Orochimaro-sensei! – explicou meigamente.

- Oh, sim, podem entrar. Eu tenho de ir. – fez uma nova reverência e se afastou antes de Hinata falar alguma coisa.

Eles entraram na sala dos professores, que estava vazia.

- Deve estar em cima da mesa. – Hinata disse indo em direção a ela, onde havia um monte de livros espalhados.

- Não, o sensei sempre o esquecia junto a alguma poltrona, isolada dos outros professores. – e seguiu a um canto mais afastado da sala, onde havia um sofá de dois lugares, próximo a uma janela, ao lado tinha uma mesinha com um abajur e junto deste um caderno de capa preta com o nome do professor e da disciplina.

- Como você sabia? – Hinata perguntou admirada.

- Simples, linda, quando passei um tempo no País do Som e Orochimaru-senpai foi meu professor, era sempre eu quem fazia as coisas que ele precisava. Tudo porque eu brigava de vez em quando... e sempre sendo os outros garotos a iniciarem a briga, claro! – disse com um sorriso de lado.

- Claro. – riu Hinata.

- Você tem uma risada encantadora. – disse se aproximando. A garota corou até a raiz dos cabelos.

- E...eu...eu... – não teve oportunidade de falar mais nada. Naruto a puxou pela cintura, ela apoiou suas mãos em seu tórax, como se fosse empurrá-lo, mas, ao invés disso fechou os punhos segurando seu suéter. Ele aproximou os lábios dos dela.

- Se você não quiser isso, diga agora! – deu uma última chance, o que não era muito de seu feitio, mas, também, não o era sair pegando filhinhas de papai, mas... essa garota... era diferente! Ele podia sentir.

- Eu... por favor, Na... Naruto-kun! – suplicou trêmula.

E foi tudo o que precisou. Seus lábios se uniram em um beijo suave, seus lábios passeavam uns sobre os outros como se testando as águas, provando o proibido. Naruto ergueu um pouco a cabeça, esperou os olhos perolados abrirem e não resistiu ao desejo refletido neles, voltou aos lábios doces da Hyuga com uma fome feroz. Dessa vez o beijo foi fogoso, apaixonado e violador, onde as línguas duelaram para vencerem uma batalha onde ambos eram os vencedores. Separaram-se por falta de ar.

- Eu... – Naruto foi interrompido com o barulho de um celular. Ao dar-se conta que era o seu, pegou-o, era uma mensagem.

“PÔ Naruto, onde vocês estão? O Orochimaru ta quase parindo um gatinho cor-de-rosa!”

- É da minha irmã. Temos de ir! – falou puxando a morena-azulada pela mão... que não estava tocando os lábios.

Ao se aproximarem da sala de aula, Hinata puxou o Naruto em uma parada, fazendo-o encará-la.

- Naruto-kun, sobre o beijo... é que...é, bem... – como explicar-lhe que sendo a primogênita de um dos sete Duques de Konoha, teria de aceitar um casamento escolhido pelo pai?

- Certo. Você se arrependeu e não quer que ninguém fique sabendo. – disse sério, soltando sua mão e dando um passo à trás.

- Não, não é isso! – disse angustiada. Respirou fundo e o olhou nos olhos. – Meu pai é um dos sete Duques de Konoha, o Duque de Byakugan, e apesar de ser meu primo a herdar o título, eu terei de me casar com alguém escolhido por meu pai. – concluiu com uma lágrima escorrendo pelo rosto, pois sabia, de alguma forma, seu coração não mais lhe pertencia.

- Eu entendo. – disse carinhosamente, acariciando o belo rosto alvo e recolhendo a lágrima solitária que teimou em cair daqueles belos olhos. Deu-lhe um selinho rápido nos lábios e disse: — Manteremos isso entre nós, em segredo. Mas, não me peça para desistir de tentar beijá-la quando tivermos um tempo a sós.

- Não pretendia pedir. Só que...

- Só que? – a incentivou a continuar, e a viu corar. “Como fica fofa assim”.

- Será só... beijar, certo?

- O quê...? – ficou um pouco confuso com a pergunta, mas, quando viu seu rubor aumentar ainda mais, abriu um sorriso conhecedor. – Sim, minha linda Hinata, será só beijar... a menos que me peça mais. – disse matreiro e Hinata riu.

- Só beijar, então!

E continuaram a trocar brincadeiras até chegar à porta da sala. Bateram, e entraram.

- Pensei que houvesse mandado irem buscar, não fabricar o caderno, Yamaji!

- Ora, sensei! Não conheço a sala dos professores dessa escola, por isso demoramos a encontrá-lo. – mentiu descaradamente.

- Certo, certo! Sentem-se e prestem atenção à aula. – disse dando um olhar significativo.

- Sim senhor, mon capitan! – respondeu Naruto batendo continência, o que rendeu muitas gargalhadas, mesmo o professor estava se segurando para não rir.

- Vamos, sente-se logo!

Notas finais


Gostaram?? ^_^

Logo terá mais!

Xerim!