Notas iniciais

Tenham uma Boa Leitura, Pessoas!! ^_^

Xerim!!

Hinata estava perplexa.

Não havia ido à escola no dia anterior, para cuidar de sua irmãzinha Hanabi que estava adoentada, já que sua mãe havia viajado para a cidade de Kemurigakure no Sato, juntamente com sua madrinha, Mikoto Uchiha, para comprarem o enxoval para o casamento do Sasuke e só voltariam no fim da tarde.

Seu pai havia saído para trabalhar, depois ligou informando que a tarde iria ao Palácio do Fogo, pois havia recebido um chamado da Princesa Tsunade-sama.

Seu dia transcorrera normalmente, sua irmã melhorou da gripe. Então, aproveitou um tempo livre para estudar um pouco, mas, seus pensamentos sempre se voltavam para certo loiro. Tocou seus lábios e sorriu. Queria ter ido a escola só para poder ficar perto dele e, quem sabe, algo mais. Amanhã, prometeu a si mesma.

Mas, quando seu pai chegou a casa à noite reuniu toda a família na sala de estar, menos seu primo que havia saído com alguns amigos, e comunicou que o Príncipe herdeiro do País do Fogo havia sido encontrado e que solicitou a mão de Hinata em casamento. Foi como um balde de água fria. Não poderia negar esse pedido, por dois motivos: primeiro esse era o primeiro pretendente que seu pai aceitava em meio a inúmeras propostas, se não aceitasse ele a renegaria ou mandaria a um convento; segundo um pedido da realeza... rapaz se negasse ela seria expulsa do país!

Estava cabisbaixa, sentada em seu lugar na sala de aula. Não tinha animo para conversar com ninguém e ficou feliz por seus amigos respeitarem o seu espaço. Quando ouviu a voz “dele” seu coração bateu tão rápido que ficou com medo que quebrasse sua caixa torácica. Não iria suportar aquela tortura, levantou-se e saiu da sala correndo, sem olhar para ninguém. Escutou seu nome ser chamado, mas, não diminuiu o passo. Quando deu por si, já estava no telhado da escola, uma área onde muitos estudantes gostavam de ficar porque era o mais calmo em todo o colégio. Tinha uma cerca de ferro na altura da cintura que rodeava todo o perímetro.

Hinata apoiou os braços na barra de ferro e apoiou a cabeça nos braços. Respirou fundo. Ouviu alguém abrir e fechar a porta que dava para o telhado, mas, não se virou, deveria ser seu primo Neji.

– Hinata? – não era Neji. Endireitou-se e virou-se lentamente. Era o seu loiro... não, ele não era mais seu loiro. Ela agora estava comprometida com outra pessoa. – Você está bem?

– Si... sim! – mentiu e abaixou a cabeça.

Naruto franziu o cenho e aproximou-se dela. Segurou seu queixo e a fez encará-lo.

– Você está mentindo. Diga-me o que aconteceu. – pediu suavemente. Mas, Hinata enterrou o rosto em seu peito e o abraçou. Ele a abraçou também.

“Que cheirinho bom... Por Kami-sama, o que estou fazendo?!” Hinata afastou-se de Naruto e deu um passo à trás. Ele a seguiu e a puxou para si. Não puderam evitar, beijaram-se como se o mundo fosse acabar em alguns minutos. Quando se afastaram estavam ofegantes. Hinata corou, mas, estava tão feliz. Não queria perder isso... não queria perdê-lo. Agarrou-se a camisa social simples que Naruto usava.

– Você fugiria comigo, Naruto? – deixou escapar surpreendendo a ambos, mas, antes que pudesse retirar o pedido o ouviu dizer.

– Sim! Entretanto, gostaria de saber o motivo para fugirmos.

Ele fez com que ela o encarasse novamente. Os olhos de Hinata estavam lacrimejantes.

– Meu pai aceitou uma proposta de casamento para mim! Algo como o Príncipe herdeiro ter voltado e a família dele querer que se case com alguém da nobreza, não sei bem! Mas...

– Mas?

– Eu não posso! Eu achei que pudesse, mas, quando te vi hoje, percebi que não posso! Se eu casar-me com esse desconhecido estarei traindo a mim mesma, o meu coração, por que... por que eu te amo, Naruto! – disse e uma lágrima caiu pelo rosto. Naruto a enxugou e depositou um selinho nos lábios trêmulos.

– Eu também te amo, Hinata! Eu não sei o que você fez comigo em tão curto espaço de tempo, mas, droga mulher... eu realmente te amo! Ttebayo!

Hinata riu do jeito dele. E Naruto lhe sorri.

– Assim está melhor. Não gosto desse olhar tristonho, minha garota deve sempre sorri e ser feliz! – ela assentiu com um movimento de cabeça e voltou a se apoiar nele. – Hinata?

– Hum? – disse sem vontade de mover-se.

– Nós não precisaremos fugir.

– Mas, Naruto, se não fugirmos eu serei obrigada a casar com o tal Príncipe.

– Sabe, sobre isso... você irá casar-se com “ele” de qualquer jeito!

– Você não quer se casar comigo? – Hinata tentou afastar-se dele com uma expressão magoada, acabara por entender errado. Ele a segurou firmemente.

– Sim, quero. Mas, meu amor, eu sou o Príncipe herdeiro do País do Fogo! – soltou de uma vez. Ela primeiro franziu o cenho como se assimilasse o que foi dito, depois arregalou os olhos.

– Mas... mas...

– Sim, também fiquei chocado quando soube! – disse coçando a nuca nervosamente. Tomou coragem e fez a pergunta que mudaria toda a sua vida. – Você ainda quer casar comigo?

Hinata demorou tanto para responder que Naruto já estava perdendo as esperanças de receber uma resposta afirmativa. Quando ia falar alguma coisa, a morena-azulada atirou-se em seus braços e o puxou para um beijo que derreteria toda a neve em um inverno rigoroso.

– Devo presumir que isso seja um “sim”? – perguntou ofegante pelo beijo.

– Sim! Sim, sim! – Hinata cantou feliz. E eles voltaram a se beijar.

– Acho melhor voltarmos para a sala, caso contrário não responderei por meus atos!

Hinata riu e saiu puxando o loiro pela mão. Quando chegaram à sala de aula a professora estava começando a chamada.

– Desculpe-nos, Kurenai-sensei, podemos entrar?

Uma morena de olhos num tom lindo de vermelho encarou-os pensativamente por alguns segundos, que mais parecia uma vida.

– Tudo bem! Mas, da próxima vez iram diretamente à diretoria! – disse rígida.

– Hai! – concordaram e foram sentar-se em seus respectivos lugares.

Naruto viu o sorriso conhecedor da irmã e sorriu de volta. A aula prosseguiu normalmente, com Hinata e Naruto trocando olhares apaixonados. Sakura por outro lado, ignorou o noivo completamente. Os amigos apenas achavam graça em toda a situação.

Na hora do intervalo para as aulas da tarde, o loiro estava sentado com seus amigos, quando sua noiva aproximou-se hesitante, com sua bandeja do almoço.

– Posso sentar-me com vocês? – perguntou corada.

– É claro que sim, linda! – Naruto disse prontamente e arrumou uma cadeira para ela sentar. Com alguns arranjos sentaram-se lado a lado.

– Que bom ter você do nosso lado, Hinata!

– Ino! – repreendeu Haku. – Isso é jeito de falar com a noiva do Naruto-kun?

– Deixe-a, Haku-chan! De alguma forma ela tem razão, afinal até alguns dias atrás nossos grupos não se entrosavam, mesmo eu achando isso um absurdo. Por exemplo, o Shikamaru-kun e a Temari-chan que estão noivos e mal se falam! E você Haku-chan, que nem fala com o Kiba-kun!

– E por que o Haku iria falar com aquele cara-de-cachorro? – Sakura indagou pondo uma porção de seu rámem na boca.

– Ora, porque são noivos! – Hinata respondeu simplesmente.

Sakura entalou-se. Naruto olhava de seu amigo, que estava super corado, para a mesa dos esnobes, depois olhava de volta ao amigo.

– Você é um garoto, certo? – Naruto indagou, inclinando a cabeça para o lado em uma pose super fofa de confusão, quando o amigo confirmou. – Então como você está comprometido com outro garoto?

– Porque ele é especial! – Ino respondeu.

– Como assim? – Sakura perguntou, recuperada.

– A família da mãe do Haku é originaria de um país que já não existe, por isso, não se sabe bem como, mas, alguns homens que nascem nessa família podem engravidar e Haku é um deles!

– Puxa! Você é demais, Haku-chan! – Naruto cumprimentou o amigo com um enorme sorriso. Logo depois ficou sério. – Se aquele cara não te tratar direito é só me avisar que eu dou um jeito nele, ttebayo!

– Oh, não preci...

– O Naruto tem razão! Se não quiser falar com ele, fale comigo então, que darei um jeito no safado! – Sakura falou com um olhar assassino, fazendo o jovem Haku ter a certeza de falar com o Príncipe caso seja necessário, ao invés da Duquesa, afinal ele não pretendia tornar-se viúvo ou pai solteiro um dia, não é?

– Parem com isso, estão assustando o rapaz! – Hinata os repreendeu suavemente. Naruto corou, Sakura apenas bufou. – O Kiba-kun não é tão mal como vocês estão fazendo parecer. Ele é apenas um pouco...

– Grosso? – disse Ino.

– Metido? – contribuiu Tenten.

– Irritante? – ditou Sai.

– Problemático? – arriscou Shikamaru.

– Eu ia dizer “mal compreendido”! – Hinata revirou os olhos.

– Como assim? – quis saber Haku, ignorando os protestos da prima e dos amigos.

– Veja, o Kiba-kun está sempre sob pressão em casa. O pai o pressiona para assumir o título da família e as empresas, a mãe o pressiona para concluir a escola e cursar uma boa faculdade, no curso que ela quer, diga-se de passagem. E a irmã, bem, ela tenta ajudá-lo como pode, mas, logo terá de casar-se, então... – deu de ombros.

– Pobrezinho! – Haku disse penalizado pelo noivo. Não entendia pais assim. Sua mãe havia morrido quando era pequeno, mas, seu pai sempre esteve lá quando precisava. Mesmo quando a Princesa Tsunade-sama organizou esse noivado, seu pai deu prioridade a sua opinião, mas, como não queria o seu amado pai em maus lençóis com a Princesa aceitou e disse que estava tudo bem. Agora dava-se conta de que nunca havia se sentado para conversar com seu noivo e saber se era isso o que ele realmente queria. Verdade seja dita, nunca o vira com outro garoto. Talvez... talvez, fosse hora de sentarem e conversarem.

– Haku? Haku! – Ino praticamente gritou o nome do primo, chamando a atenção de alguns alunos na cantina.

– Estou ouvindo, Ino-chan! – disse corando. Sua prima era bem escandalosa.

– Em quê você estava pensando, para ficar tão concentrado?

– Nada especial. Só dei-me conta que nunca parei para ter uma conversa real com o Kiba-kun!

– E por que você iria querer uma coisa dessas com aquele cara?

– Por ele ser meu noivo? – Haku indagou o obvio e fez Ino corar.

– Tudo bem! Mas, você não falara sozinho com ele!

– Será melhor assim, Ino-chan!

– Ele tem razão nisso, Ino! – Shikamaru cortou antes de a amiga falar algo. – Embora, eu me reserve o direito de aparecer no local de encontro decorridos quinze, vinte minutos no máximo! – todos concordaram com a idéia, mesmo Hinata, pois conhecia o pavio curto do amigo e não queria que o doce Haku fosse magoado de qualquer maneira.

– Assim vocês me fazem parecer uma donzela em perigo! – Haku resmungou com um bico fofo. E todos riram. – Aff! Vou ao banheiro!

– Eu te acompanho! – Shino se ofereceu.

Haku ia protestar, mas, sabia que se o fizesse acabaria sendo acompanhado por todos. Deu um suspiro e saiu, sendo seguido pelo moreno.

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– A Hinata agora vai ficar sentando com eles? – Temari indagou com um pouco de inveja, pois, também, queria estar com o noivo... não que gostasse daquele chato, mas, já que eram comprometidos...

– Acho que sim! – Neji respondeu, um pouco contrariado.

– E você Sasuke?

– O que tenho eu? – perguntou encarando o ruivo.

– Não vai sentar-se com sua prometida? – questionou provocador.

– É verdade, Sasuke, vocês já estão com o pé no altar, deveriam começar a andarem juntos! – Kiba continuou a provocação.

– Ora, amigos, por que não fazemos assim: todos nós iremos sentar com nossos pares! – disse com um sorriso sínico.

Gaara e Kiba grunhiram. Temari riu. Neji apenas bufou.

– Aquela garota é louca! Não sei onde meu pai estava com a cabeça para firmar um contrato de casamento com essa família! – Gaara disse mandando um olhar enviesado para a Yamanaka.

– Você? E eu? Com tantas garotas por ai, a Princesa teve logo de amarrar-me a um garoto?! – Kiba disse inconformado.

– Bem, você não tem do que reclamar realmente, Kiba!

– Como não, Neji? Enlouqueceu foi?

– Veja, o Haku é delicado, gentil, educado, não é escandaloso e...

– E? – pressionou emburrado. Não estava gostando de ouvir outro cara elogiando o que era dele. Podia não estar muito a fim de casar com outro homem, mas, compromisso era compromisso!

Neji aproximou-se dos amigos, pondo uma mão do lado da boca como se fosse falar um segredo.

– Eu fiquei sabendo que o Aburame está interessado no seu noivo, Kiba!

– O QUÊ!

– Cara, abaixa o tom!

– E por que você está tão nervoso? Se o Aburame ficar com ele você poderá escolher uma noiva, como tanto quer, não? – Gaara questionou o amigo.

Kiba olhou em direção ao noivo e o viu fazendo um bico tão fofo. Logo depois ele disse algo aos amigos, levantou-se e saiu sendo acompanhado pelo Aburame. Não pensou duas vezes, saiu atrás deles, ignorando os chamados dos amigos.

Viu seu noivo entrar no banheiro, enquanto o outro apoiava-se na parede ao lado da porta. Foi até ele.

– O que pensa que está fazendo?

– Apoiado na parede? – disse com falsa inocência. Kiba o segurou pelo colarinho da camisa pólo.

– Não me venha com essas respostas infames, Aburame! Você está interessado em meu noivo?

– Sim!

– E ainda admite na maior cara de pau!

– Não só isso, Inuzuka!

– O que quer dizer?

– Quero dizer que, se você não começar a dar valor à pessoa especial que lhe foi dada de forma incoerente por parte da Princesa Tsunade-sama, eu mesmo solicitarei ao Rei Minato que esse noivado seja anulado e a mão de Haku-chan seja dada a mim! – Kiba deu um passo à trás, como se tivesse sido esbofeteado. Shino arrumou a gola de sua camisa. – Eu não sei o porquê, mas, ele quer conversar com você, dar uma chance para esse noivado. Esteja avisado que se estragar tudo, não terá outra oportunidade, Inuzuka! – após falar isso saiu andando de volta ao refeitório.

Ao sair do banheiro, Haku se assusta ao ver Kiba, e não Shino, esperando ao lado da porta.

– Onde está o Shino-kun? – perguntou desconfiado.

– Você não acha que está dando muita intimidade deixando outro cara chamá-lo de “Haku-chan” e você o tratando pelo primeiro nome também?! – disse bruscamente, arrependendo-se em seguida ao ver o mais jovem corar constrangido e baixar a cabeça. – Des... desculpe-me! Só que... hã... ah, deixa para lá! O Aburame disse que você queria conversar comigo? – disse mudando de assunto.

– Si... sim! – disse corando ainda mais.

– Venha, vamos a um lugar mais calmo! – Kiba saiu andando na frente, sendo seguido por um Haku confuso com aquela mudança repentina de atitude.

Ao chegarem ao telhado, Haku foi ao lado que dava para ver os jardins do colégio. Ele amava ir ali, era tão calmo. Kiba pareceu notar isso.

– Você já esteve aqui antes?

– Sim!

– Com quem? – indagou enciumado.

– Às vezes só, às vezes com meus amigos. Mas, prefiro vir só e curtir um pouco a calma daqui, por quê? – disse sem perceber o tom de ciúmes de Kiba, afinal, ciúmes e rudeza andavam de mãos dadas e essa última seu noivo tinha de sobra.

– Você já veio aqui com o Aburame?

– Sim.

– A sóis? – questionou por entre os dentes.

– É claro que não! Mas, por que... – só então se deu conta... aquilo não era rudeza. – Kiba-kun, você está com ciúmes? – perguntou surpreso.

– O...o...o quê? – gaguejou sem encará-lo.

– Por Kami-sama, você está com ciúmes! – afirmou perplexo. – Mas, o Shino é meu amigo, apenas!

– Não se dependesse dele! – resmungou.

– O que quer dizer? – indagou confuso.

– Nada. Não viemos até aqui para falar de outras pessoas, não é verdade? – disse aproximando-se do mais jovem e percebeu que ele mal chegava à altura de seu ombro.

– Na...não. – disse constrangido.

– Sabe Haku-chan, tem algo que eu quero fazer desde que eu te vi pela primeira vez. – disse encarando os lábios carnudos do moreno.

– O quê? – perguntou inocentemente.

– Isso! – puxou o mais jovem para si e tomou seus lábios em um beijo gentil, doce, provocativo, contrariando o modo grosseiro e agressivo com o qual Kiba sempre agia. “Que lábios viciantes!”

– Kiba-kun! – Haku gemeu em meio ao beijo, seus braços moveram-se involuntariamente, circulando o pescoço do mais velho, aprofundando ainda mais o beijo e tornando-o mais apaixonado.

– LARGUE MEU PRIMINHO, SEU PERVERTIDO!

Ambos saltaram e com o susto Kiba empurrou Haku para trás de si, de forma protetora.

– Ino-chan! – repreendeu a prima. Embora estivesse corado do dedão do pé até a raiz dos cabelos.

– Você não me venha com “Ino-chan”, mocinho! Se nós não tivéssemos chegado agora o que teria acontecido?

– “Nós”? – indagou, notando só naquele momento que todos os seus amigos e os amigos de Kiba estavam no telhado encarando-os. Enterrou seu rosto afogueado nas costas do noivo. – Onde está um buraco quando se precisa de um? – murmurou, fazendo o noivo rir abafado.

– Vamos embora, Haku Yuki Momochi! – Ino ordenou impaciente.

– Só porque sua mãe é irmã do pai dele, não faz de você sua dona! – Kiba disse irritado.

– NÃO ME CONSIDERO DONA DELE! CONSIDERO-ME UMA IRMÃ SUPERPROTETORA! – revidou indignada.

– Dá para vocês dois pararem! – Haku exigiu cansado da discussão. Ambos os olharam surpresos.

– Olha só, o gatinho tem garras!

– Pare com isso, Temari!

– Você não manda em mim, cara!

– Não. Mas, exijo que minha noiva tenha um pouco de bom senso!

– O que quer dizer com isso?!

– Que você é desequilibrada! – Tenten disse com um sorriso de deboche.

– Não se meta, Tenten!

– Quem você pensa que é?!

– Seu noivo! – Neji respondeu de pronto.

– Nossa! São todos comprometidos por aqui? – Naruto perguntou surpreso, abraçando Hinata por trás.

– Quase. Shino, Sai e eu somos solteiros. – respondeu Choji.

– Então, com quem Ino está comprometida? – indagou Sakura, mas, logo percebeu que o único que sobrava era o ruivo. – Não me diga que é o esquisito sem sobrancelha?!

– Mais respeito, garota! Sou o Príncipe herdeiro do País do Vento, Gaara no Sabaku! – disse altivo.

– E eu com isso? – disse com desdém.

– Pelo menos eu não pinto o cabelo de rosa! – provocou.

– Para seu governo é natural, meu filho!

– Não é possível! – exclamou um Sasuke surpreso, pois, também, pensou que a noiva pintasse.

– Podem acreditar! Segundo soubemos a família biológica da Sakura tinha cabelos em vários tons de rosa.

– Isso é incrível! – concordou Hinata, olhando o noivo.

– Gente, eu estou bem aqui! – Sakura disse incomodada pelo irmão e a cunhada estarem falando dela como se não estivesse ali.

– Nós sabemos, nee-chan! – Naruto disse rindo.

Haku estava feliz que tinham mudado o foco dele, mas, realmente queria sair logo dali. Como se ouvissem suas preces, o sinal para as aulas tocou. Suspirou aliviado. Mas, corou assim que Kiba segurou sua mão e começou a sair daquele hospício. Seus amigos seguiram.

– Não precisa manter um controle de ferro, Inuzuka! – resmungou Ino. Kiba ia falar algo, mas, Haku apertou sua mão, pedindo, silenciosamente, que não revidasse.

Chegaram a sala de aula, indo cada um para o seu respectivo lugar. Mas, antes de largar a mão do Haku, Kiba o puxou para um beijo rápido, porém intenso. Como se estivesse marcando seu território e dizendo silenciosamente aos outros caras para ficarem longe... especialmente um certo moreno.

O resto da tarde transcorreu bem. Era possível observar que a animosidade existente desde sempre entre os dois grupos da nobreza, estava aos poucos se extinguindo. Quem poderia imaginar que um Príncipe hiperativo e uma Duquesa de pavio curto causariam mudanças tão drásticas no comportamento de pessoas que nem mesmo perceberam o que os atingiu?

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Notas finais

E é isso... por agora!! ^_^

Xerim!!