Herdeira Das Trevas.

4 Capítulo 3 - Expresso de Hogwarts.


Capítulo 3 – Expresso de Hogwarts

O último mês passou tão devagar quanto poderia. Quando eu não estava na casa de Annie, ela estava na minha e eu tinha feito Leonard passar mais tempo comigo do que ele gostaria de ter passado.

Nos tempos livres, li todos os livros da lista de materiais e não achei neles nada que fosse a prol dos meus objetivos.

Hoje era o grande dia. O dia que eu esperava há anos.

Além de estar indo para Hogwarts, estava completando exatos 11 anos. E às vezes eu podia jurar que não tinha essa idade, que estava muito a frente da idade que realmente tinha.

Acordei com os Malfoy me desejando um “feliz aniversário”, ganhei alguns presentes, mas não que me servissem pra muita coisa. Tomamos café da manhã todos juntos e, depois de todos estarem arrumados e eu e Draco termos pego tudo que iríamos precisar, fomos para a estação de Kings Cross.

Encontramos a família de Annie e Leonard na estação e atravessamos a barreira entre as plataformas nove e dez. Ainda faltavam cerca de 20 minutos para as 11h, de modo que havíamos chego um pouco mais cedo, mas mesmo assim os primeiros vagões da locomotiva vermelha já estavam cheios de estudantes, debruçados sobre as janelas para conversarem com as famílias do lado de fora.

Eu e Draco nos despedimos de Narcisa e Lucious, enquanto Annie e Leonard se despediam dos pais. E, logo em seguida, adentramos o trem, indo até um dos compartimentos dos últimos vagões e ajeitando nossas coisas num canto. Quero dizer, eu e Annie fizemos isso.

Draco foi para um compartimento junto de seus amigos e Leonard também, deixando eu e Annie sozinhas. O que não era de todo ruim. Após algum tempo conversando, o trem começou a andar e foi ganhando velocidade em poucos minutos.

—Ah, eu já ia esquecendo... Feliz aniversário, Victoria. – Annie me abraçou abruptamente, o que me assustou de início. Franzi a testa, retribuindo o abraço, um tanto desajeitada.

—Obrigada, Annie. – agradeci ainda surpresa. Não era o fato de ela ter me abraçado, era o carinho com que me abraçou que me incomodava.

Depois disso, ficamos em silêncio, enquanto o trem saia de Londres e corria por campos cheios de vacas e carneiros. Era surreal passar tanto tempo esperando por algo e quando finalmente acontece, já não parece mais tão envolvente e fascinante quanto deveria ser.

Por volta do meio-dia, uma mulher com um carrinho cheio de doces estava passando no corredor. O carrinho estava repleto de feijõezinhos de todos os sabores, balas de goma, chicles de bola, sapos de chocolate, tortinhas de abóbora, bolos de caldeirão, varinhas de alcaçuz e vários outros doces.

Annie comprou duas tortinhas de abóbora, enquanto que eu não quis comprar nada. Não estava com fome, estava era cansada de ficar tanto tempo naquele vagão, então decidi me levantar e ir dar uma volta. Acabei por encontrar a cabine em que Leonard estava, na mesma também tinha mais um garoto e duas garotas. Eles riam enquanto conversavam e de repente, a loira que estava sentada ao lado dele, pulou pra cima de seu pescoço, agarrando-o em um abraço e movendo seu corpo pra mais perto do dele.

Então essa era a garota que ele estava “ficando”? Involuntariamente, fechei minhas mãos em punho e nem percebi que havia trancado a respiração.

—Ho-ho-ho. – ouvi uma voz debochada que eu daria tudo pra não ser de quem eu estava pensando que era. – Será que eu estou vendo Victoria Riddle com ciúmes de alguém? – me virei para encarar Draco com um sorriso prepotente no rosto e arqueei as sobrancelhas. Ele tinha dois garotos atrás dele, estes eram o triplo de seu tamanho, mas pareciam ter a nossa idade.

—Só se for nos seus sonhos, Draco. – respondi, fazendo-me de desentendida. – Eu só ia falar com ele, mas já que vi que ele está ocupado, eu falo mais tarde. – dei meia volta, esperando me livrar dele. E me livrei, mas por sorte ou azar, Leo abriu a porta da cabine dele, com a loira dependurada em seu ombro.

Seu olhar foi de total espanto. Ele não imaginava me ver ali, também pudera, ele era meu melhor amigo e não ousou contar a mim que estava tendo um casinho qualquer com uma loira desagradável e grudenta.

Bufei, passando por ele com raiva e caminhando pelo extenso corredor daquele vagão. Olhei por cima do meu ombro e Leonard começou a vir atrás de mim. Não queria falar com ele, então abri o primeiro vagão a minha direita, vendo dois pares de olhos surpresos em minha direção.

—Victoria Lestrange. – abri um sorriso falso, tentando ser simpática. – E vocês?

—Rony Weasley. – o ruivinho cheio de sardas respondeu. Eu conhecia muito bem a família dele... Traidores de sangue. Controlei-me o máximo que pude pra não retorcer o rosto em uma careta.

Quando olhei para o outro garoto, lembrei-me rapidamente. Era o garoto que eu tinha visto em Gringotes.

—Harry Potter. – não, não podia ser.

As palavras de meu pai vieram com força em minha mente, como um lembrete, como um aviso: “Você vai entrar na vida dele, saber tudo sobre ele e vai se encarregar de fazer com que ele chegue a mim na hora certa... Para mim, finalmente, matá-lo.”

—Puxa vida, eu estava muito ansiosa para conhecê-lo. – fingi entusiasmo.

—Ahn, é um prazer. – ele disse amigável.

—Com certeza é.

—Eu estava prestes a fazer uma mágica. Você quer ver também? – Rony perguntou, olhando diretamente pra mim. Fiz que sim com a cabeça, mesmo desinteressada. – Vou mudar a cor do meu rato, Perebas, para amarelo... – ele dizia, quando uma garota de cabelos cheios e castanhos adentrou a cabine, junto com um garoto com o rosto redondo e ar choroso.

—Alguém viu um sapo? Neville perdeu o dele. – ela disse em tom mandão.

—Já dissemos a ele que não vimos o sapo. — respondeu Rony, mas a menina não estava escutando, olhava para a varinha na mão dele.

—Você está fazendo magia? Essa eu quero ver. – Rony pareceu desconcertado.

—Hum... Está bem. – pigarreou. – Sol, margaridas, amarelo maduro, muda para amarelo esse rato velho e burro. – ele agitou a varinha, mas nada aconteceu. O rato dele continuou cinzento e completamente adormecido.

—Você tem certeza de que esse feitiço está certo? — perguntou a menina. — Bem, não é muito bom, né? Experimentei uns feitiços simples só para praticar e deram certo. Ninguém na família é bruxo, foi uma surpresa enorme quando recebi a carta, mas fiquei tão contente, é claro, quero dizer, é a melhor escola de bruxaria que existe, me disseram. Já sei de cor todos os livros que nos mandaram comprar, é claro, só espero que seja suficiente, aliás, sou Hermione Granger, e vocês quem são? – ela disse tudo muito depressa.

Credo, a situação só piorava. Não bastava um traidor de sangue, agora uma sangue-ruim? Eu tinha que sair daqui e rápido.

—Sou Rony Weasley.

—Harry Potter.

—Victoria Lestrange. – por via das dúvidas, era melhor não me apresentar como “Marvolo”. – E eu tenho que ir me trocar, acho que já estamos chegando. Se eu fosse vocês, faria o mesmo. – alertei Potter e Weasley, pois a sangue-ruim já estava com as vestes da escola.

Sai da cabine deles e fui para a minha, encontrando Annie dormindo no banco. Leonard esperava sentado no outro banco e seria infantilidade minha, depois de já tê-lo visto, sair dali.

—Eu não sei o que você tá fazendo aqui, mas acho melhor sair porque eu vou me trocar. – fui curta e grossa, procurando as vestes de Hogwarts em uma de minhas malas.

—Vic... – ele começou, um tanto quanto suplicante. – Não queria que você descobrisse desse jeito. Eu juro que ia te contar, só não tive coragem. Você sempre foi... Ciumenta ao extremo.

—Ciumenta? Porque é que eu sentiria ciúmes de você? Fala sério, Leonard. Vê se cresce! – respondi afobada. – Cara... Você, mais do que ninguém, deveria confiar em mim.

—Achei que você ficaria insatisfeita se eu falasse que estou saindo com alguém.

—É, não fiquei mesmo muito contente! – suspirei. – Mas, preferia que você tivesse me contado ao invés de descobrir inusitadamente.

—Não vou esconder mais nada de você. – ele falou suavemente e eu arqueei as sobrancelhas, assentindo devagar.

—Seria muito bom.

—Então estamos resolvidos? – ele pediu meio receoso e eu revirei os olhos.

—É claro que sim né, seu idiota. – respondi e ele abriu um daqueles sorrisos galanteadores, me puxando para um abraço apertado e depositando um beijo em minha bochecha. – Agora você já pode sair, eu tenho mesmo que me trocar.

—Até mais tarde então... – sua boca se aproximou do meu ouvido. – Minha lady. – sussurrou, saindo da cabine em seguida.

Espiei pela janela e o céu estava escurecendo. Vi montanhas e matas sob um céu arroxeado, enquanto o trem diminuía a velocidade e eu terminava de colocar as vestes longas e pretas. Annie acordou alguns minutos depois e também foi colocar suas vestes.

—Vamos chegar a Hogwarts dentro de cinco minutos. Por favor, deixem a bagagem no trem, ela será levada para a escola. – uma voz ecoou por todos os vagões.

Quando o trem finalmente parou, as pessoas começaram a se empurrar para chegar até a porta e descer a pequena plataforma escura. Draco e os dois garotos que o acompanhavam se aproximaram de mim e Annie e permaneceram como cães de guardas.

—Alunos do primeiro ano! Primeiro ano aqui! – um homem tremendamente alto dizia, segurando um lampião na altura de seu ombro. Já o tinha visto em Gringotes, acompanhando Harry Potter. – Vamos, venham comigo.

Seguimos o homem por um caminho íngreme e estreito, que se abriu na margem de um lago escuro. Encarrapitado no alto de um penhasco na margem oposta, havia um imenso castelo com muitas torres e janelas cintilando no céu estrelado.

—Só quatro em cada barco! – gritou o homem, apontando para os barquinhos parados na água junto à margem. Eu e Annie fomos com mais duas garotas que não conhecíamos. – Todos acomodados? – perguntou, sendo que ele era tão grande que ocupava um barco sozinho. – Então... VAMOS! – e todos os barquinhos largaram a margem ao mesmo tempo, deslizando pelo lago que era liso como vidro.

Todos estavam silenciosos, com os olhos fixos no grande e majestoso castelo. A construção ficava cada vez maior e mais bonita à medida que nos aproximávamos do penhasco em que ele estava situado.

—Abaixem as cabeças! – gritou o homem quando os primeiros barcos chegaram ao penhasco. Todos abaixaram as cabeças e os barquinhos atravessaram uma cortina de hera que ocultava uma larga abertura na face do penhasco. Fomos impelidos por um túnel escuro, que parecia nos levar para debaixo do castelo, até uma espécie de cais subterrâneo, onde desembarcamos subindo em pedras e seixos.

Passamos por uma passagem aberta na rocha, acompanhando a lanterna do homem grande que se chamava Hagrid e desembocamos em um gramado verde e úmido à sombra do castelo. Subimos uma escada de pedra e nos aglomeramos em torno de uma enorme porta de carvalho, onde Hagrid ergueu o punho gigantesco e bateu três vezes. A porta abriu-se de chofre, e apareceu uma bruxa alta, de cabelos negros, vestes verde-esmeralda e aparência severa.

—Alunos do primeiro ano, essa é a Professora Minerva McGonagall. – informou Hagrid.

—Obrigada, Hagrid. Eu cuido deles daqui em diante. – ela escancarou a porta. O saguão era imenso e as paredes de pedra estavam iluminadas com archotes flamejantes. O teto era alto demais para se ver, e um a um, fomos subindo a imponente escada de mármore em frente que levava aos andares superiores. Acompanhamos a Professora Minerva pelo piso de lajotas de pedras e ouvimos murmúrios de centenas de vozes que vinham de uma porta à direita, onde o restante da escola já devia estar reunido.

Paramos em frente à porta.

—Bem-vindos a Hogwarts. — disse a Professora Minerva. — O banquete de abertura do ano letivo vai começar daqui a pouco, mas antes de se sentarem às mesas, vocês serão selecionados por casas. A seleção é uma cerimônia muito importante porque, enquanto estiverem aqui, sua casa será uma espécie de família em Hogwarts. Vocês assistirão às aulas com o restante dos alunos de sua casa, dormirão no dormitório da casa e passarão o tempo livre na sala comunal. As quatro casas chamam-se Grifinória, Lufa-Lufa, Corvinal e Sonserina. Cada casa tem sua história honrosa e cada uma produziu bruxas e bruxos extraordinários. Enquanto estiverem em Hogwarts, os seus acertos renderão pontos para sua casa, enquanto os erros a farão perder. No fim do ano, a casa com o maior número de pontos receberá a Taça das Casas, uma grande honra. Espero que cada um de vocês seja motivo de orgulho para a casa a qual vier a pertencer. A Cerimônia de Seleção vai se realizar dentro de alguns minutos na presença de toda a escola. Sugiro que vocês se arrumem o melhor que puderem enquanto esperam. Voltarei quando estivermos prontos para receber vocês. Por favor, aguardem em silêncio. – e nos deixou ali, passando pela porta de onde vinham os murmúrios. Porém, não demorou muito para que ela retornasse. – Vamos andando, a Cerimônia de Seleção já vai começar.

Ela abriu as portas duplas que levavam ao Grande Salão e todos começaram a adentrar o local. O lugar era iluminado por milhares de velas que flutuavam no ar sobre quatro mesas compridas, onde os demais estudantes já se encontravam sentados. As mesas estavam postas com pratos e taças douradas. No outro extremo do salão, havia mais uma mesa comprida em que se sentavam os professores e foi até lá que a Professora Minerva nos levou.

O teto era aveludado e negro, salpicado de estrelas. Obviamente, um feitiço para parecer o céu à noite.

Professora Minerva colocou um banquinho de quatro pernas diante de todos nós e em cima, ela pôs um chapéu pontudo de bruxo. O chapéu era remendado, esfiapado e sujíssimo. Por alguns segundos fez-se um silêncio total. Então o chapéu se mexeu. Um rasgo junto à aba se abriu como uma boca e o chapéu começou a cantar:

Ah, você podem me achar pouco atraente,
Mas não me julguem só pela aparência
Engulo a mim mesmo se puderem encontrar
Um chapéu mais inteligente do que o papai aqui.
Podem guardar seus chapéus-coco bem pretos,
Suas cartolas altas de cetim brilhoso
Porque sou o Chapéu Seletor de Hogwarts.
E dou de dez a zero em qualquer outro chapéu.
Não há nada escondido em sua cabeça
Que o Chapéu Seletor não consiga ver,
Por isso é só me porem na cabeça que vou dizer
Em que casa de Hogwarts deverão ficar
Quem sabe sua morada é a Grifinória,
Casa onde habitam os corações indômitos.
Ousadia e sangue-frio e nobreza
Destacam os alunos da Grifinória dos demais,
Quem sabe é na Lufa-Lufa que você vai morar,
Onde seus moradores são justos e leais
Pacientes, sinceros, sem medo da dor,
Ou será a velha e sábia Corvinal
A casa dos que têm a mente sempre alerta,
Onde os homens de grande espírito e saber
Sempre encontrarão companheiros seus iguais,
Ou quem sabe a Sonserina será a sua casa
E ali estejam seus verdadeiros amigos,
Homens de astúcia que usam quaisquer meios
Para atingir os fins que antes colimaram.
Vamos, me experimentem! Não devem temer!
Nem se atrapalhar! Estarão em boas mãos!
(Mesmo que os chapéus não tenham pés nem mãos)
Porque sou único, sou um Chapéu Pensador!

O salão inteiro prorrompeu em aplausos quando o chapéu acabou de cantar. Ele fez uma reverência para cada uma das quatro mesas e em seguida ficou muito quieto outra vez. A Professora Minerva então se adiantou segurando um longo rolo de pergaminho.

—Quando eu chamar seus nomes, vocês porão o chapéu e se sentarão no banquinho para a seleção. Ana Abbott! – uma garota de rosto rosado e marias-chiquinhas louras, saiu aos tropeços da fila, pôs o chapéu, que lhe afundou direto até os olhos, e se sentou. Uma pausa momentânea...

—LUFA-LUFA! – anunciou o chapéu e a mesa à direita deu vivas e bateu palmas, enquanto Anna foi sentar-se junto à eles.

Parei de prestar atenção dali em diante. Eu estava nervosa, ansiosa. Queria logo ser selecionada para a Sonserina, mas mais do que tudo, queria saber como faria pra conseguir conquistar a amizade de Harry Potter.

Ele jamais poderia saber que meu pai era o assassino dos pais dele. Jamais.

—Mila Bulstrode.

—SONSERINA! – o chapéu gritou. Era a primeira a ser selecionada para a casa das cobras. Notei ligeiramente que algumas vezes o chapéu anunciava logo o nome da casa, mas outras levava um tempo para se decidir.

—Annelize Delacroix.

—SONSERINA! – sorri orgulhosa por ela.

—Hermione Granger. – a sangue-ruim saiu quase correndo até o banquinho e enfiou o chapéu, nervosa.

—GRIFINÓRIA! – anunciou o chapéu e eu arqueei as sobrancelhas.

Malfoy se adiantou, gingando, quando chamaram seu nome e teve seu desejo realizado imediatamente, o chapéu mal tocara sua cabeça quando anunciou:

—SONSERINA!

—Victoria Marvolo. – engoli em seco, adiantando-me com passos pequenos até o banquinho.

—Hmmm, descendente direta de Tom Riddle. – o Chapéu Seletor falou em minha cabeça assim que havia sido colocado e, eu engoli em seco. – Há coragem em você, mas também há grande perigo. E você pode ser boa, muito boa. Se assim desejar...

—Não ouse me colocar na Grifinória. – falei decidida em um tom de voz baixíssimo, para que apenas o Chapéu ouvisse. Afinal, aquilo sim seria uma desonra.

—Grifinória não, hein? – quis confirmar. – Vejo que seus caminhos estão muito bem traçados e destinados, então ficará melhor na... SONSERINA! – anunciou em alto e bom som e o salão prorrompeu em aplausos mais uma vez. A mesa da Sonserina vibrava em alegria e satisfação, também não era pra menos.

Caminhei com um sorriso no canto dos lábios até a mesa da Sonserina e, ali foi muito bem recebida por todos. Annie, Leonard e Draco me parabenizaram com felicidade e, muitas garotas queriam puxar assunto comigo, provavelmente para se tornarem minhas amigas.

—Se prepare Annie! – chamei a atenção dela depois que a vibração do momento já havia se dissipado e ela me olhou atentamente. – Porque do dia de hoje até os nossos últimos dias em Hogwarts, não haverá uma pessoa no mundo bruxo que não saberá quem somos.

Notas finais
Comentem e me digam o que estão achando, please peoples. ahahaha ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.