Herdando Sonhos
1 Prólogo
Notas iniciais
Prólogo
...
- Esta vila é o tesouro do vovô e eu vou protegê-la com minhas próprias forças! — ecoa, na mente de uma bela mulher loira, a voz de um antigo ente querido — Ser hokage é o meu sonho!!
- Eu amo esta vila e os meus companheiros... Quero proteger tudo isso. Aquele que protege a todos... Ser Hokage é o meu sonho. — mais uma voz, expressiva em sua mente, nessa noite silenciosa.
A loira, caminhando solitariamente sob uma suave chuva durante a noite, aperta com ambas as mãos um colar entre os seios. Com a cabeça baixa, caminha enquanto derrama algumas lágrimas.
- Nawaki... Dan...
A chuva persiste. Pouco a pouco, parece aumentar. Entretanto, ela não se importa. Seu corpo e suas roupas se molham, em um misto de água e lágrimas.
- Eu amava tanto vocês... — sussurra para si mesma, presa nesse mundo de lembranças — Tanto...
A mulher cessa seus passos. Ainda à mercê da chuva, está agora parada diante da porta de um determinado local. Uma pensão, caso assim possa ser chamado. Seu rosto se levanta, permitindo que seus castanhos olhos abalados por tamanha tristeza a encarem e a dê forças para entrar.
- Doi... — continua a dizer para si mesma, observando a porta sem tomar nenhuma atitude para abri-lá — Como doi esse sentimento... — suas mãos apertam com ainda mais força a joia, pressionando contra seus fartos seios — É doloroso não ser capaz de esquecer todas essas lembranças, não ser capaz de esquecer daquele sonho que tanto almejavam...
Sua mão direita, trêmula, abandona o colar e se movimenta até a porta a sua frente para abri-la. A mulher anda lentamente, em direção ao interior, adentrando o local, deixando ao ar suas últimas palavras da noite:
- Eu daria tudo para ver, ao menos mais uma vez, esses sorrisos que tanto amo, meus queridos...
Ela entra, fechando a porta. A chuva, por sua vez, persiste e aumenta, se transformando em uma verdadeira tempestade. Raios e fortes assopros de vento chamam a atenção dos olhos molhados que, em poucos minutos, já se encontram a observar, através de uma janela, uma rua tão... solitária.
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