Her Sweet Revenge

8 Bring her more knives


Notas iniciais
Depois de muito tempo, eu terminei o capítulo de número sete! Uma salva de palmas pra mim *clap clap*. Espero que vocês se divirtam, e esperem ansiosamente pelo próximo capítulo. Prometo não demorar muito. Se gostaram, comentem! (Arrumando o título ._.)

Pedi a enfermeira um caderno e uma caneta, e um envelope que não pudesse ser aberto sem rasgar. Ela conseguiu e me perguntou porque eu queria tudo aquilo. Eu disse que não interessava, e ela insistiu. Disse que era uma carta para um amigo meu, e ela ficou quieta. Pedi depois para que ela chamasse minha noiva, mas ela relutou a chama-la, eu exigi e ela cedeu. Clair chegou ao quarto e me perguntou o que houve. Eu disse que os aparelhos explodiram enquanto eu dormia, e ela nem contestou. Mas não era para isso que eu tinha a chamado ali. Queria que ela entregasse uma carta para meu amigo Damian.

– Porque todo esse mistério, Harry? – Perguntou com desdém.

– É que eu precisava de ajuda... – Pensei em algo que fizesse ela esquecer a gravidade das coisas, e então menti: — Em uma surpresa para você, meu doce.

Ela abriu a boca em um perfeito ‘o’.

– Sério?! – Exclamou.

Eu dei uma breve risadinha, atuando tão bem quanto o Leonardo diCaprio em Titanic. Olhei para ela de baixo para cima, e fiz cara de dó.

– Sim. – Respondi.

– Oh, Harold! Isso é lindo! Eu juro que não vou abrir, e vou sair daqui e ir entregar direto a ele! – Ela disse toda animada, antes de me beijar no rosto e partir. Ufa, me livrei de Clair.

Eu sabia que Damian ia me ajudar, já que ele me devia uma desde a faculdade. O meu plano era o seguinte...

Eu queria dar um susto em Charlotte. Não mata-la, nem machuca-la... Só assusta-la, a ponto de fazê-la desistir de sua vingança doentia e maluca. Eu sabia em que Damian era envolvido com alguns mafiosos de New Jersey, e sabia também que ele poderia dar um susto nela sem machucar. Inicialmente, minha vontade era sequestra-la e impedir que ela fizesse o que planejava, mas, como eu sabia que ela poderia se teletransportar, (ou como diriam os bruxos, aparatar) eu deveria atingir Frank, para que ela pudesse pensar em desistir da maldita vingança. Então, na carta, escrevi a ele:

Damian,

Lembra-se de que eu forjei seu suposto acidente na faculdade, e invadi o computador do colégio para te ajudar, certo? Então... Gostaria de cobrar esses favores hoje.

Minha ex-namorada, Charlotte (deve se lembrar dela), está tentando me matar. Não me pergunte os meios, pois é algo que eu não posso nem pensar em contar para alguém. E eu quero que ela pare, pelo menos por enquanto, até eu me recuperar do acidente, de me importunar. Acho que se você der um susto nela, ela terá que se preocupar com outras coisas, ao invés de me importunar. Então, o plano é o seguinte:

Lotte namora Frank, então achei que você poderia surpreendê-los, e sequestra-lo. Mas só ele, não ela. Não ouse em pegá-la, ela pode te fazer algum mal. Se estiver mais alguém com ela, pegue também. Não os machuque, só os deixe escondidos, e quando eu te mandar uma carta novamente, você pode soltá-los.

Isso ia ser de muito bom uso para mim agora, e se você puder fazer isso, é ainda melhor para mim. Acha que dá conta do serviço? Eu posso até te pagar...

Venha me visitar no hospital, para conversarmos melhor, se você quiser.

Hospital Madre Helena, na Rua Major Keneddy, número 560. Quarto 130, sétimo andar.

Obrigado desde já.

Harold Harrisson.

Selei a carta, coloquei no envelope e entreguei a Clair. Estava tudo indo muito bem, como eu havia planejado.

À noitinha, Damian apareceu para me visitar.

– Boa noite, Harrisson! Até que está bem, para um acamado. – Ele riu baixo, antes de me estender a mão. – Como vai, tirando o que me disse?

– Bem, Damian... E você? – Respondi sorrindo de lado.

– Ah, estou indo. Sabe como é. Vida de fugitivo é um problema às vezes... Mas enfim, porque quer que eu sequestre Frank Smith? É só por aquilo mesmo, ou tem algo a mais que você não me contou? Sei que sempre sentiu inveja dele e ciúmes dele com a Charlotte... – Ele disse encarando as mãos.

– Bom, para me vingar, acho que você podia só dar uma torturada nele. Nada muito sério. – Ri com certa maldade, e ele me acompanhou.

– Certo... Bem, assim que Clair me trouxe a carta, eu fui observar Charlotte. Ela está acompanhada de Gerard Arthur Lee, também. Devo sequestrar ele junto, ou...?

– Bom, se ele estiver junto com Frank, sim. Se não, deixe ela com um aliado só. Creio que não fará muita diferença. – Ajeitei-me na cama.

– Certo. Amanhã eu começo a observá-la e já parto para o ataque. E não precisa me pagar de jeito nenhum, viu? – Ele sorriu torto. – Isso fica pelos favores que me fez quando eu precisei. Até breve, Harrisson.

– Até! – Sorri quando ele saiu. Charlotte mal podia esperar por minha pequena vingança. Ela não ia escapar. Ah, mas não ia mesmo...

[Charlotte]

Ao sairmos da pizzaria, Gerard avistou uma sombra masculina, atrás de uma árvore.

“Lotte, tem alguém nos seguindo” – Sussurrou em pensamento para mim.

“Eu também notei. Quem será? Consegue ler a mente dele?” – Respondi.

“Lotte, é melhor nós tomarmos cuidado. É Damian, aquele da faculdade, que forjou a própria morte para se safar da cadeia. Ele está metido no tráfico pesado de entorpecentes daqui de Jersey. Soube que ele é procurado até pelo FBI. Vamos logo!” – Gerard pensou em um tom desesperado.

Apertei a mão de Frank com força, e começamos a andar mais rápido. Minutos depois, Gerard me avisou que ele tinha parado de nos seguir.

– Por que corremos tanto assim, Lotte? – Frank perguntou sem fôlego.

– O Gezzy tem uns poderes e... – Comecei a falar enquanto arfava, mas...

– LOTTE! A gente te conta no apartamento, vamos logo. – Gerard me cortou e me olhou feio. Frank não estava entendendo nada, porém estava com um semblante curioso.

Chegamos no apartamento e Frank me olhou com uma cara de criança, querendo saber o segredo de Gerard. Ele leu os pensamentos de Frank, e se sentou no sofá, esperando que fizéssemos o mesmo para começarmos. Assim que nos sentamos, em frente a poltrona onde ele estava sentado, ele começou a contar:

– Eu sou como se fosse um guru. Mas eu tenho certos poderes que ultrapassam somente a vidência e a capacidade de ler cartas de tarô. Eu posso ler a mente das pessoas, e me comunicar com Lotte por telepatia. Nunca me foi explicado essa ligação que tenho com Charlotte, mas desde crianças conseguimos nos comunicar assim. Era até engraçado, quando nossos pais estavam nos dando bronca por ter aprontado algo no vinhedo, ou mexido com os cavalos da vovó, nós planejávamos outras coisas para fazer. Você se lembra, Lotte? – Ele disse o final com um sorriso no rosto, e eu me lembrei da infância divertida que eu tive com Gerard. Ri baixo antes de responder.

– Claro que me lembro.

Ele deu um sorriso amarelo para mim e Frank.

– Eu fiquei com medo essa noite. – Gerard confessou. – Li a mente daquele rapaz que estava nos seguindo, e as intenções dele não eram das melhores conosco. Ele está a mando de Harold, e ele quer sequestrar qualquer pessoa que esteja com você, Lotte. Não vamos poder andar juntos na cidade mais, até que sua vingança esteja completa, Lotte. – Enquanto ele dizia, meus olhos dilataram, e eu senti o calor da raiva subindo pelas minhas veias saltadas. Harold iria pagar caro por isso, e seria agora.

Levantei-me em súbito, largando a mão de Frank. Tranquei meus pensamentos para que Gerard não os lesse, ato que o fez franzir o cenho. Pedi-lhe desculpas com o olhar, olhei pra Frank, e ainda em silêncio, peguei meu casaco. Cheguei até a porta, com Frank em meu encalço. Dei-lhe um selinho rápido, e disse baixinho: “Volto logo”.

Fechei a porta atrás de mim, e peguei o elevador, desejando mentalmente que ele fosse mais rápido. Saí do prédio, me camuflando na rua escura. Meu salto fino fazendo um barulho um tanto irritante em contato com o solo. Fechei os punhos e rangi os dentes. Estava tão brava, que poderia mata-lo se pudesse, mas não podia. Eu não podia fazer isso. Por isso, eu mataria o aliado dele, antes que algo de ruim acontecesse com meus aliados.

Desapareci no escuro do beco, e reapareci em uma rua pouco iluminada, em um subúrbio em New Jersey. Exatamente no lugar que eu queria. Onde o desgraçado estava escondido.

– Aquela Charlotte lá, a ex do Harold. Ela está tão gata... Estou a observar ela a mando dele. Ele disse que ela está tentando matar ele, acredita? – Ouvi a voz rouca de Damian falando para um mafioso qualquer. Ele parecia estar bêbado, fator que me deixou com mais asco.

Dei um passo para ouvir melhor, mas gelei ao sentir uma respiração em meu cangote. Vir-me-ei devagar, e quase berrei de susto antes de ver quem era.

– GERARD! – Exclamei em um sussurro. Ele me olhou com vontade de rir, e eu quase lhe dei na cara. — O QUE É QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI? – Quase berrei.

– Eu vim atrás de você, para você não fazer besteira... – Ele disse olhando para baixo.

– Eu vim fazer justiça, é diferente. – Virei os olhos.

– Eu vim te ajudar! – Ele fez uma voz manhosa.

– Gerard... – Resmunguei.

– Por favor!

– Tá... Mas não podemos ficar com essa aparência... Ele vai nos reconhecer.

Pensei em vários modos de nos camuflarmos, e só pensei em nos transformar em dois velhinhos, e foi o que eu pedi para Gerard fazer.

– Imagine que somos um casal de velhos. – Sussurrei

– Que?! – Ele me olhou com uma careta esquisita.

– Isso mesmo, Gerard! Anda logo! – Eu disse com pressa. Ele então fechou os olhos e pegou minha mão, fazendo um gesto para eu fazer o mesmo. E então, quando abri os olhos novamente, eu estava exatamente igual a uma velha que se vestia com roupas de brechó. Eu quase matei o Gerard.

“VOCÊ TEM PROBLEMA?” – Berrei em pensamento, e ele riu, ajeitando os óculos. Ele estava exatamente igual a mim, e parecia que estávamos cheirando a... Mingau podre!

“Vamos, Lotte. Não pode ser tão ruim assim...”

“Como não pode ser tão ruim assim, Gerard?! Qual o seu problema?”

“Eu queria dar um jeito pra te levar pra casa. Parece que eu encontrei”

Foi por isso então. Encarei ele por cima dos óculos meia-lua e quase bati. Peguei na mão dele e desaparecemos no meio da escuridão. Reaparecemos em um beco escuro, fora do bar. Já estávamos normais.

– QUAL É O SEU PROBLEMA, GERARD? – Berrei.

– Você quer dizer qual é o seu problema, não é Charlotte? Você está louca de vim atrás desse cara sozinha? Deixar o Frank a mercê, comigo? Eles podem não pegar a mim, mas o Frank é uma fácil presa. Você acha que esse cara não tem aliados? Acha mesmo que o Harold só tem esse cara como aliado? – Ele falou com calma, mas firmemente. Eu abaixei a cabeça.

– Onde o Frank está? – Perguntei sem jeito.

– Na casa da mãe dele, que ligou para ele ir pra lá visitar uns tios, sei lá. E eu vim atrás de você. Ele não entendeu nada, e me pediu pra vim atrás de você. Não foi difícil te achar, antes que me pergunte. Foi só seguir o rastro sujo do pensamento de Damian. Ele pode fazer algum mal pra você, Lotte. Entende o perigo? – Ele estava com um semblante preocupado. – Vamos embora, vai... – Ele disse com manha. Eu neguei com a cabeça.

– Preciso matar o Damian. Antes que ele faça algo com Frank, ou com você. Tem que ser hoje, e você vai me ajudar... – Eu suspirei pesadamente, e sentei na guia da pequena calçada. – Ligue pro Frank, diga a ele para dormir na mãe dele. Ou melhor, fale com ela e peça pra ela o convencer de dormir lá. Vamos esperar o Damian sair do bar, para matarmos a caminho da casa dele. – Gerard engoliu em seco, mas assentiu com os punhos cerrados.

– Eu concordo que seja melhor assim... – Ele sussurrou e pegou na minha mão, apertando-a levemente. – Você é minha irmã de alma. Eu amo você, e sempre estarei ao seu lado. Seja para matar alguém, ou velar alguém. – Disse e depois beijou o topo da minha cabeça. Encostei a cabeça em seu ombro, e dei uma fungada em seu pescoço.

Se eu morresse, Gerard seria uma das pessoas que mais me fariam falta na vida...

Notas finais
Espero que tenham gostado! Beijos e até a próxima, meus docinhos de maracujá
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.