Her Birthday
1 Capítulo 1
Notas iniciais
O dia 6 de fevereiro não tem nada de especial para algumas pessoas, porém, este não é o caso dos mugiwaras. Nesta data é comemorado o aniversário da arqueóloga Nico Robin e, como sempre, a tripulação faria uma comemoração. Como sempre, Sanji era o primeira acordar e, devido a especialidade da data, ele precisava caprichar no café da manhã. Nami e Chopper se encarregaram de deixar os presentes bem escondidos, Franky e Usopp se encarregaram da decoração. Luffy prometeu ficar longe da comida e Zoro prometeu acordar mais cedo.
— Já está tudo pronto? — Nami adentrou a cozinha, direcionando a pergunta para Sanji, Franky e Usopp.
— AW, está suuuuper pronto, Nami! Pode chamá-la!
As festas já não eram mais uma surpresa, porém Nami sempre gostou de manter a decoração em segredo, já que elas eram sempre temáticas. A de Robin fora decorada com balões roxos — sua cor preferida — e a toalha da mesa era estampada com vários poneglyphs, ou pelo menos uma tentativa de parecer com eles. Mas a arqueóloga não ligava, afinal, adorava ver o esforço de seus companheiros para fazê-la sorrir.
Todos se reuniram na cozinha com seus presentes em mãos e receberam a arqueóloga com palmas e abraços quando ela adentrou o local.
— Ora, que decoração maravilhosa! — A morena sorriu, observando a toalha de mesa e lendo o que estava escrito.
— Gostou, Robin? Fui eu que fiz! — Respondeu Usopp, orgulhoso de si.
— Está ótimo, Usopp! Nada do que está escrito faz sentido, mas sei que você se esforçou para isso. Muito obrigada!
— Oe, podemos comer? — Luffy reclamava.
— Oh, Luffy não comeu até agora só para me esperar? Muito obrigada, Luffy! Sim, podemos comer!
Sanji serviu o café da manhã, que era composto por vários doces coloridos, frutas e um bolo em formato de poneglyph. Não é preciso dizer que a mesa estava vazia em poucos minutos.
— Nami! Vamos entregar os presentes! — Chopper dizia, animado.
— Vocês estão mais ansiosos do que a própria aniversariante! Nunca vou entender vocês... Mas ok, Robin, vamos aos presentes! Primeiro o meu, pois sou a melhor amiga dela. — A ruiva levantou, jogando os cabelos.
Robin pegou o pacote, curiosa. A caixa era consideravelmente grande. A morena abriu o pacote cuidadosamente, revelando uma caixa com um jogo de xícaras.
— Oh! Como são lindas! Com certeza serão bem aproveitadas. Muito obrigada, Nami!
— Robin-chwan, o meu! — Sanji se aproximou da morena, ajoelhando-se para entregar o seu presente.
A morena agradeceu, abrindo o presente em seguida. Era um livro de receitas perfeitas para comer acompanhadas de um café.
— Sanji-kun! Eu adorei!
— Eu preparo qualquer coisa desse livro para você, Robin-chan!
— Tenha certeza de que pedirei muitas receitas! — Ela sorriu.
— Oe, posso entregar o meu logo? Acordar cedo não é meu ponto forte, preciso dormir de novo.
— Claro, Zoro! Estou ansiosa para abrir o seu!
O espadachim se levantou, entregando o pequeno embrulho para a morena que, ao abri-lo, teve uma grande surpresa. Era um colar decorado com várias bolinhas, semelhante ao que sua mãe usava. Zoro retirou-o de dentro da caixinha e colocou-o em Robin. Sanji encarou a cena, desconfortável.
— Ficou perfeito em você.
— Muito obrigada, Zoro! Foi a melhor coisa que eu já ganhei!
— A melhor? — Sanji perguntou. — O que tem demais em um colar?
— Sanji-kun? — Nami estranhou o comportamento do loiro.
— Oe, cook, qual o problema?
— Qual o problema? Olha esse sorriso, esse colar é tão importante assim?
— Cook, você comeu merda?
— Merda é essa sua cara, marimo. Me desculpem, mas eu me desanimei. Vou para o convés. — O cozinheiro saiu, com passos pesados.
— Uh... É pra continuarmos com os presentes? — Usopp perguntou, sem entender a cena.
— Fufufu... Vamos esperar um pouco! — Robin ria. Ela tinha entendido a cena perfeitamente, e ansiava pelo que viria a seguir.
— Zoro, não é melhor conversar com ele? — Nami perguntou. Também entendera o porquê da raiva de Sanji.
— Que? Por que eu?
Nami bufou, se aproximando do espadachim e sussurrando:
— Eu e Robin sabemos, viu? Vocês já nos acordaram de madrugada várias vezes. Vá falar com o Sanji e esclareça isso.
Zoro corou. Há mais de dois anos que ele mantinha um relacionamento escondido com o cozinheiro, e eles sempre se encontravam de madrugada, quando um dos dois era responsável pela vigia. Não imaginava que eram tão... Barulhentos. O espadachim se dirigiu ao convés, procurando pelo seu loiro, que estava observando o mar.
— Oe... — Chamou, sem resposta. — Oe, cook! — Novamente, nada. Aproximou-se mais, pousando sua cabeça no ombro do loiro. — Sanji.
O loiro virou, corado, evitando encarar o moreno.
— O que você quer?
— O que foi aquilo?
— Aquilo o que?
— Aquela cena. Por que ficou tão puto?
— Por que? — Sanji se aproximou — Quem sabe porque fica todo animadinho em dar um presente perfeito para a Robin, e olha só, você acertou! Ela está super feliz agora, por que não vai lá com ela? O melhor presente é seu, agora vocês podem se casar, ter filhos, viverem juntos, envelhecerem juntos e — Zoro interrompeu o loiro com um selinho, sorrindo ao se afastar. Mantinha sua mão direita na cintura do loiro, enquanto a esquerda acariciava seu rosto.
— Você ficou com ciume? É sério?
Sanji corou, abaixando o rosto e escondendo-o no pescoço do mais alto.
— Foi um presente importante para a Robin, sim. Foi importante porque é um colar idêntico ao que sua mãe usava. Ela contou essa história somente para mim, para a Nami e para o Chopper. Encontrei esse colar quando estava treinando com Mihawk. Perona tinha ele guardado e disse que nunca o usara, apesar de novo, então eu pedi para ela dar ele para mim. Robin teve uma infância horrível, então pensei em fazer com que ela se sentisse sempre acolhida pela tripulação.
O loiro encarou o espadachim, um tanto envergonhado.
— Eu... Eu não esperava por isso. Fiquei inseguro, sabe? Ver ela tão feliz diante de um presente seu...
Zoro segurou as mãos do menor, beijando-as. Aproximou-se dele novamente e o beijou, dessa vez com mais intensidade, mordendo seu lábio inferior antes de se afastarem.
— Não gosto de ver ninguém triste. Robin não tinha lembranças da mãe, então este foi o presente ideal. Mas você é único pra mim, Sanji, e você sabe disso. Como você sempre me falou, damas são seres preciosos e nós devemos agradá-las. Fiz minha parte, mas não quero nada além disso.
O loiro sorriu, abraçando o mais alto.
— Preciso me desculpar com a Robin-chan. — sorriu envergonhado, se direcionando para a cozinha, porém Zoro o puxou contra si novamente, com um sorriso um tanto malicioso.
— Dia 2 de março, certo? Neste dia eu te darei um bom motivo para não sentir mais ciume.
O loiro sentiu seu rosto esquentar, afastando-se rapidamente do espadachim e correndo para a cozinha. Zoro riu.
Depois disso, o dia correu normalmente. Sanji se desculpou com a arqueóloga, que sorriu e disse para que ele não se preocupasse, afinal ela tinha entendido o porquê. Como sempre, os mugiwaras festejavam o dai inteiro e, apesar de todo o barulho, Sanji não conseguia parar de pensar no que Zoro disse mais cedo. O cozinheiro tinha de admitir que nunca ficou tão ansioso para fazer aniversário.
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