Her.

10 Caminho para casa.


Notas iniciais
Olá pessoal, como estão? Desculpem o atraso. Bom, antes que comecem a ler, por favor leiam isso aqui: Primeiramente: O capítulo não está betado porque eu ainda não consegui resposta da Valentina, (o pc dela ainda tá com os mesmo problemas) então, me desculpem qualquer erro. Assim que receber o cap betado, eu atualizo aqui. Segundamente: Eu não ia postar hoje, mas aconteceram uns problemas muito sérios e eu decidi postar. As meninas do grupo Outlaw Queen Fanfics estão tristes e eu acho que essa é uma maneira de alegrar todo mundo. "Caminho para casa" é totalmente dedicado a todas vocês, meus anjos. Nós somos uma Ohana! Aproveitem. Ah, antes que eu me esqueça: Achei uma foto da Elisabeth VESTIDA DE CRUELLA! http://i.imgur.com/fyAg6n2.jpg

Regina encarava Úrsula intensamente, enquanto girava as chaves da cela em um dos seus dedos. Robin, Elisabeth e Emma estavam mais atrás, apenas observando a cena.

– O que vai fazer? – a bruxa perguntou.

– Vou te levar para um lugar semelhante ao qual deixou Robin, já que não posso te colocar em um pior. – respondeu fria.

No momento em que Regina estava colocando a chave na fechadura, uma voz feminina ecoou pelo lugar:

– Regina, espere.

Todos se viraram e se surpreenderam com quem estava parada perto da entrada.

– Cruella… – Robin sussurrou. – Como conseguiu entrar na cidade?

A mulher de cabelo bicolor se aproximou. Não parecia que atacaria ou faria qualquer coisa maquiavélica. Estava ali apenas para conversar.

– Cruella, minha amiga! – Úrsula chamou, mas foi ignorada pela mesma.

– Sei que o que estão pensando de mim, mas podem ficar tranquilos que não farei mal algum… Vim apenas explicar o que aconteceu.

Regina franziu o cenho, mas deixou que a mulher continuasse.

Elisabeth não movia um músculo e Emma estava pronta para qualquer coisa.

– Respondendo sua pergunta, Robin, não interessa como entrei aqui. – respondeu ao homem, sem expressão alguma. – Antes de tudo acontecer, fui enfeitiçada por Úrsula, não queria fazer nada daquilo. Ela mandava em mim mesmo de longe… Quando saí da cidade, logo encontrei um orfanato, então, fingi que achei Elisabeth perdida e dei o meu jeito de mandar no lugar com uma das poções que essa Bruxa me deu. – agora ela alternava os olhares entre Lizzie e a bruxa dos mares. Regina cruzou os braços e continuou olhando para a mulher.

– E depois? – a mesma perguntou, sem sair de seu lugar.

– Elisabeth cresceu e resolveu fugir, quando dei por mim de seu sumiço, ela já estava aqui… – explicou, olhando somente para a menina agora. – Eu estava no limite da cidade quando a maldição foi quebrada.

– Quebrando o seu feitiço também? – o arqueiro perguntou, abraçado com a filha. Cruella assentiu.

A mulher deu alguns passos na direção da cela e fitou Úrsula enquanto falava:

– Regina, querida, faça com que essa daí apodreça na cadeia.

Cruella deu as costas e começou a andar na direção da saída, mas Úrsula começou a chamá-la.

– Você não pode fazer isso comigo! – a raiva era visível na Bruxa.

– Já estou fazendo. Lide com isso. – sem olhar para trás, a mulher de cabelos coloridos ralhou antes de sair de vez.

Depois de alguns berros e lágrimas da parte de Úrsula, Regina a levou para o hospital, trancando-a em um dos quartos frios. A mulher não soltava um pio, parecia ter aceitado que perdeu.

Sentou-se na pequena cama que ali havia e fitou o nada, no mesmo instante em que a Rainha selava a porta com magia.

Quando voltou para a rua, a prefeita observou Robin, Lizzie e Emma conversarem. A morena sorriu instantaneamente quando sua pequena também o fez.

Chegando perto dos três, ainda pôde ouvir seu marido conversar com a menina:

– João Pequeno te ensinou a usar arco e flecha? – perguntou sorrindo.

– Sim. – Regina respondeu pela menina. – E quase perdi meu nariz.

Os quatro gargalharam juntos.

– Acho que vamos levar muito tempo para colocar os assuntos em dia. – comentou Robin, observando Regina encostar a cabeça em seu ombro.

– É verdade! – Lizzie respondeu entusiasmada. – Mal posso esperar pra contar de como eu caí da macieira atrás da escola e tive que enfaixar o braço!

– Acho que colocaremos 16 anos de bronca em uma tarde. – Regina riu com sua própria fala.

– Se vocês soubessem da vez que eu quase sentei num formigueiro, ou da vez que uma das minhas colegas colocou urtiga no meu travesseiro e…

– Tudo bem, Elisabeth! – Emma cortou sua fala. – Seus pais precisam conversar, descansar… Pode deixar pra contar seus traumas depois, mas, agora temos que voltar para o apartamento.

– Certo. – a menina assentiu, um pouco triste, e se virou para falar com os pais. – Vamos almoçar juntos, não é?

O casal concordou e se despediu da menina, torcendo para o tempo passar mais rápido e os três estarem juntos novamente.

Quando a loira se afastava com a garota, soltou uma risada e perguntou:

– Urtigas no travesseiro?

A mais nova gargalhou, esquecendo completamente de todo sofrimento que passou, focando-se apenas no único sentimento em seu coração: felicidade.

***

Regina gargalhou quando entendeu o que Robin sussurrou em seu ouvido, recebendo um beijo no pescoço em seguida.

Pervertido!” pensou sozinha, entre uma risada e outra.

A rainha se moveu no colchão e ficou por cima do marido, de modo que seus braços ficaram em torno do tronco dele e seus cabelos fizeram uma cortina negra. O arqueiro suspendeu um dos braços e colocou uma parte do cabelo de Regina atrás da orelha, levantou o corpo e juntou os lábios dela aos seus.

O beijo era delicado e calmo, eles apenas curtiam um ao outro.

– Eu senti falta disso. – sussurrou ela, com um fraco sorriso, assim que se separaram.

– Eu também, milady. – disse no mesmo tom, com um sorriso safado no rosto. Ela gargalhou mais uma vez, voltou a se deitar no colchão e entrelaçou suas pernas nas dele. O fino lençol de seda que os cobria, deixava tudo aquilo mais interessante.

– Não disso, Robin. – balançou a cabeça em reprovação. – Senti falta de nós, juntos. Senti falta dos seus beijos e da maneira como me elogia… Senti falta de acordar e ver os seus olhos, me desejando um bom dia. – ela sorriu com a lembrança e ele também. – E também senti falta da maneira que você pegava Elisabeth nos braços a noite e a colocava em nossa cama, dizendo que ela teve um pesadelo.

O ladrão riu nasalado.

– Você não quer perder nada, não é? – perguntou mesmo já sabendo a resposta.

– Não. – respondeu séria. – Robin, nós perdemos um braço quebrado, urtigas no travesseiro e várias outras coisas que não tem como listar. Quero que Lizzie recupere os anos aqui, conosco.

Ele concordou e esticou o braço, para acariciar o rosto da amada.

– Quando aquela bruxa me arrastou para fora da cabana, eu soube o que aconteceria depois… – ele comentou, com nojo em sua voz. – Eu soube que ela mandaria Elisabeth embora.

– Por que ela te levou para fora? – perguntou, fazendo carinho na barba do marido.

– Observar a cidade, esfregar sua vingança em mim… – Robin falava fitando o nada. – Eu consegui te ver nessa hora. – ela sorriu com essas palavras, continuando o carinho. – Aí eu tive certeza que nem tudo estava perdido.

Regina sorriu, com lágrimas brilhando em seus olhos. Ela o amava demais.

A mulher se esticou e deu um terno selinho no homem, fitando aquele azul que ela nunca cansaria de observar, em seguida.

– Eu te amo, Robin. – disse calmamente e ganhou um sorriso em resposta.

– Eu te amo muito mais.

O arqueiro se inclinou e tomou os lábios da mulher mais uma vez, mas antes que aquilo passasse para um segundo round, Regina se afastou de Robin e se levantou do colchão rapidamente.

– Não podemos, querido. – falou com um sorriso de canto, enquanto vestia seu robe cinza. – Precisamos buscar Elisabeth, e depois fazer o almoço.

– Quando concordamos com isso? – questionou ainda na mesma posição.

A rainha riu e se virou, dando de cara com o relógio em sua cabeceira e observou bem a data que ele marcava.

– Oito de julho. – fitou o objeto. O arqueiro a encarou e sorriu. – Robin… – murmurou, com lágrimas nos olhos.

O loiro se levantou da cama, encaixou a esposa num abraço e beijou sua testa em seguida.

– Dois dias. – ele disse em um tom baixo e ela riu entre as lágrimas.

***

Os olhos de Elisabeth vagavam pelo livro em suas mãos. Mary Margaret estava ao seu lado, ajudando a entender, como se fosse uma brincadeira de “quem é quem?”.

– Espera, o farmacêutico é o Atim? – Lizzie perguntou e soltou uma gargalhada depois. – Meio contraditório…

A mais velha assentiu, e soltou uma risadinha.

– E o que achou da história dos seus pais? – indagou.

– Muito interessante. Juro que nunca pensaria que a Rainha Má e o Robin Hood pudessem ficar juntos. – ela sorriu. – Está explicado de onde vem meu amor por arco e flecha.

No mesmo instante, Henry desceu as escadas e se dirigiu a geladeira.

Mary também sorriu e se virou para a menina:

– Já decidiu o que vai fazer?

– Com o quê? – respondeu com outra pergunta, virando uma folha do livro.

– Seu aniversário. – a princesa falou como se fosse obvio. – É em dois dias.

– Meu aniversário é em dois meses. – Elisabeth soltou uma risada nasalada.

O filho da prefeita se aproximou com um copo de água na mão e se juntou a elas no balcão.

– Você acha que é em dois meses, porque foi o dia em que chegou no orfanato. – o mesmo concluiu.

– Agora eu tenho certeza que minha vida toda foi uma mentira. – fechou o objeto e soltou um suspiro.

– E eu tenho certeza que precisamos pensar na decoração, o local, a roupa que você vai usar… – Mary Margaret sugeriu. – Sua mãe não vai querer deixar isso passar em branco.

– Ótimo. – Henry resmungou. – Agora com a filha perdida dela fazendo aniversário, minha mãe nem vai lembrar que eu existo!

O menino disse isso, largou o copo na bancada e correu para o andar de cima. As duas ficaram uns segundos tentando entender o que aconteceu, até escutarem a campainha da casa tocar. A moça de olhos verdes correu para atender, enquanto a mais nova ficou sentada olhando na direção das escadas.

Robin e Regina passaram sorridentes pela porta, falando sobre como seria o dia deles. Elisabeth apenas sorriu fraco, sem ter como dizer sobre o irmão aos pais.

A Rainha percebeu o jeito estranho da filha e resolveu perguntar:

– Lizzie, algo errado, querida? – sua voz era doce, e suas mãos delicadas afagavam o cabelo da filha.

– Henry. Teve um ataque de ciúmes, não entendi nada. – falou calmamente, intercalando o olhar entre o casal.

Regina respirou fundo e subiu as escadas sem falar nada. Era hora de uma conversa mãe e filho.

Quando chegou ao último degrau, observou o garoto deitado de bruços na cama. Da mesma maneira que fazia quando a prefeita lhe deixava de castigo em seus cinco anos.

– Filho? – o chamou, ainda na mesma posição.

– Não quero falar com você. – disse ríspido.

Ela suspirou e deu alguns passos para dentro do quarto, sentando na beirada da cama.

– Henry, você não é mais uma criança. Não precisa desses ataques de ciúmes. – verbalizou. Ele se mexeu e ficou de frente para a mãe. – Me conte o que está acontecendo… Você sempre quis ajudar Elisabeth, e agora age assim?

– Era diferente antes. – começou. – Não sabia que você a trataria assim.

– Assim como? Eu trato os dois da mesma maneira. – franziu o cenho.

– Mãe, eu vejo o jeito que você olha pra ela. É diferente do jeito que olha pra mim. – Henry reclamou e sentou-se no colchão. – Ela tem o seu sangue, saiu do seu ventre e é quase uma cópia sua! Como competir comigo?

– Henry! – Regina exclamou, capturando a atenção do menino. – Tem razão, não tem como você competir com ela, sabe por quê?

Ele negou e ela continuou, segurando seu queixo com uma das mãos.

– Porque eu amo os dois igualmente e intensamente. – sorriu. – Você é meu filho, querido, tendo meu sangue ou não.

O garoto rapidamente abraçou a mãe e sussurrou um pedido de desculpas, que foi aceito de bom grado.

– Agora, que tal descermos para que você possa conhecer Robin pessoalmente? – ela perguntou e acariciou os cabelos castanhos do menor.

– Acho uma ótima ideia. – respondeu com um sorriso.

***

O barulho da flecha batendo na árvore fez Elisabeth e Robin sorrirem. Era a primeira vez que ele a viu usar a arma e não poderia ter ficado mais orgulhoso.

A menina abaixou o arco, olhou para o pai com o sorriso maroto no rosto e perguntou:

– E então? Cheguei aos pés do Robin Hood?

O homem riu.

– Foi até melhor. É bom saber que você puxou algo de mim e não só da sua mãe… – Lizzie lhe entregou a arma e sorriu quando ouviu aquelas palavras.

Ter encontrado seus pais ainda parecia um sonho.

– Se a maldição não tivesse sido lançada, eu teria sido criada por vocês, certo? – a menina questionou e ele assentiu, não entendendo onde ela queria chegar. – Eu teria sido criada como uma princesa, aprendido a dançar e teria que me casar quando fizesse dezoito?

– Se dependesse de mim, você se casaria com trinta. – Robin brincou e ganhou um rolar de olhos seguido de um riso baixo. – Melhor tirar aquela flecha dali, Regina não gostará de ver sua macieira nesse estado.

Lizzie seguiu o que o arqueiro mandou e caminhou até a forte árvore cheias de maçãs vermelhas como sangue, retirou a flecha e acabou deixando um pequeno buraco na madeira. Fazendo uma careta, ela se virou e tomou um susto ao ver o Senhor Gold parado perto do Robin, o mesmo estava em posição de guarda.

– O que faz aqui, Rumplestiltskin? – o ladrão interpelou.

Rumple o quê?” pensou Elisabeth.

– Preciso falar com a sua filha, queridinho. – Gold sorriu, usando seu tom.

– Não vai encostar um dedo nela! – Robin ralhou. – Você é um mostro!

– Eu não vou fazer mal nenhum. – o Senhor das trevas disse calmamente. – Pelo menos não a ela.

A menina chegou do perto do pai e assegurou que ficaria bem. Robin lhe deu um beijo na testa e sussurrou “Qualquer coisa, grite.” antes de entrar em casa, ainda receoso.

– Acho que não nos apresentamos formalmente… – o homem começou. – Meu nome é Gold. Será que podemos conversar? – ela deu de ombros.

Ele se sentou em um banco de pedra que havia em frente a macieira e ela o seguiu, colocando a flecha que segurava em seu lado.

– O que deseja falar comigo? – a mais nova foi direta, cerrando os olhos.

– Elisabeth, você sabe o que é isso? – com um movimento rápido das mãos, um pequeno frasco surgiu em sua palma. A menina saltou no banco, ainda não estava acostumada com aquelas coisas.

Observando o objeto, ela notou que havia algo dentro dele.

– Um fio de cabelo? – respondeu confusa.

– Meu fio de cabelo, na verdade. – sorriu. – Mas, se usarmos um outro… – continuou, arrancando um fio castanho da cabeça de Lizzie, que gemeu com o ato. – Essas duas coisas simples, podem virar algo mágico. – quando disse isso, o que estava dentro se transformou em um líquido roxo.

– E para quê esse negócio serve? – perguntou e massageou o local dolorido.

– Nesse mundo, chamamos de exame de DNA. – explicou. – Nome ridículo para um simples feitiço de parentesco.

Ela o encarou, tentando fazer um raciocínio e após alguns segundos questionou:

– O senhor é meu avô?

Antes que Rumple pudesse responder, uma voz alta surgiu na porta da mansão:

– Lizzie! – a mesma se virou para encarar Regina, com seus braços cruzados e uma face pouco comunicativa. – Entre, o almoço está na mesa.

Os dois se levantaram do banco e o mais velho murmurou antes de seguir seu caminho:

– Nos vemos depois.

***

Robin e Regina comiam silenciosamente, com suas mãos entrelaçadas sobre a mesa. Elisabeth, sentada ao lado da mãe e de frente para o pai, encarou o prato e fez uma careta.

– Lizzie, como sabe que não gostou se não experimenta? – o arqueiro perguntou e colocou um pouco do que comia no garfo.

– Vamos, querida. – a rainha incentivou. – Prove o Ratatouille.

A menina respirou fundo, fechou os olhos e colocou o garfo na boca.

– Então, o que achou? – sua mãe questionou com um sorriso, observando a menina provar o alimento.

– Isso é bom. – riu e levou mais uma garfada a boca.

Robin sorriu para a esposa e apertou mais suas mãos.

O almoço seguiu bem, entre risadas, sorrisos e histórias antigas. A menina resolveu deixar o assunto “Eu tenho um avô” para outra hora e continuou ouvindo o que o casal dizia enquanto seguiam para a sala da mansão.

– Elisabeth… – Regina começou, capturando a atenção da menina. – Seu pai e eu estivemos pensando sobre sua festa de aniversário. É em dois dias e precisamos decidir o que fazer.

– Sua mãe tem razão. – ele confirmou. – Quanto antes resolvermos isso, melhor.

A mais nova sorriu emocionada e confessou:

– Eu nunca tive uma festa de aniversário.

A rainha prendeu a respiração e sentiu seu coração se partir em vários pedaços. Pegou a mão da filha e segurou enquanto dizia:

– Tivemos a chance de fazer seu primeiro aniversário. Foi a melhor festa que a Floresta Encantada já viu. – lembrou e Lizzie riu, deixando uma lágrima cair. – E, a partir de agora, não deixaremos de fazer nenhuma festa sua.

Se fosse possível, a garota teria sorrido ainda mais. E em um movimento rápido, ela estava nos braços de Regina, que lhe acariciou os cabelos.

Alguns segundos depois, os três ouviram uma música soar pelo ambiente e logo perceberam ser um celular tocando.

– Ham, Regina, aquela caixa no sofá está apitando. – Robin tentou descrever o que via, a mulher riu e se dirigiu ao objeto, vendo o nome de Emma piscar na tela.

– Diga, Swan. – ela falou assim que levou o telefone a orelha. Um tempinho passou e a prefeita estava séria quando completou: – Estaremos aí em alguns minutos.

Sem deixar que o marido e a filha fizessem perguntas, ela andou com os dois até o carro e começou a dirigir em direção ao seu destino. No início, o ladrão estranhou o veículo, mas se acostumou em pouco tempo.

Logo chegaram ao local indicado por Emma. A cabana no meio da floresta. Robin ainda sentia calafrios em estar naquele lugar.

A porta rangeu quando Regina a empurrou e o assoalho fazia um som estranho. Tudo era horripilante ali.

Não demorou muito para que a morena encontrasse a loira. Emma estava em um quarto minúsculo ao lado de uma caixa de vidro com plantas dentro.

– Olhe o que eu encontrei. – a mesma disse quando a prefeita se aproximou para ver.

– Isso é… – seus olhos brilharam ao observar.

– Sim, Vossa Majestade. – a outra brincou e abriu a tampa da caixa, retirando de lá o que tanto admiravam.

– Um feijão mágico! – Robin se manifestou e gargalhou feliz.

Elisabeth se aproximou com o pai e tentou gravar os detalhes daquela coisa mágica. Era tão fascinante.

Regina abriu um largo sorriso se virou para o homem que amava:

– Não é só um feijão mágico. É o nosso caminho pra casa!