Heróis também podem sangrar.

11 O assédio da meia-noite.


Notas iniciais
Hoho....minna-san! Esse captulo foi...digamos, feito com muito carinho, espero que gostem!

OBS: Captulo reeditado (melhorado)!

Boa leitura!

Hãn? Ela continua tão ingênua... Eu não sou digno de um sentimento tão forte como esse, eu...— ele pensou. — Entendo, sinto muito por ter lhe preocupado — disse para a jovem.

(...)

À noite já havia chegado, os jovens descansavam silenciosamente em seus quartos naquela pousada tranquila.

Já era quase meia-noite e uma certa loira caminhava na surdina tentando evitar o mínimo ruído para que não despertasse seus colegas:

— Ino-chan?! — inquiriu a morena surpreendendo a outra que ficou pálida na hora. — Er... aonde você vai a essa hora?

— Ora Tenten, eu... — pensou o mais rápido que pôde — “banheiro”, é, eu vou ao banheiro! — justificou-se notavelmente sem jeito.

— Hum... então tá indo no rumo errado, ele fica pra lá! — ela avisou entediada, apontando para o lado oposto que a loira percorria.

— Er... e-eu sei que fica pra lá, eu é... “Tenten vá dormir”! — ela ordenou exaltada. — Você não está me vendo, sou fruto da sua imaginação... você está dormindo neste momento.

— Se neste momento eu estou dormindo, porque primeiramente você me mandou dormir? — indagou curiosa. — É burrice mandar dormir alguém que já está dormindo... e se eu realmente estivesse dormindo... — a garota então se beliscou. — Aí! É possível sentir dor de verdade nos sonhos?

— Ar... c-claro que é! S-Super normal! — a loira afirmou confusa.

— Então, se é normal eu sentir dor num sonho, sendo que não é verdadeira, seria considerada uma dor real ou imaginária? — perguntou com o olhar zombeteiramente curioso.

— Er... a-acho que depende... — tentava achar algum fundamento em toda aquela baboseira que já não estava mais sabendo como explicar.

— Mas se de fato você não sabe, então significa que eu também não sei, pois se você é fruto da “minha” imaginação, consequentemente, os resultados de suas respostas serão baseados no meu conhecimento, pois o sonho de uma pessoa é constituído pela mente da própria, ou seja, não há como você saber de algo que eu não saiba... ao menos eu acho! — explicou.

— Hãaaaaan?! — ela inquiriu completamente transtornada, sentia sua cabeça rodar. — Volte para o seu “mundo”! Você não pertence a esta realidade — a loira proferiu em uma medida desesperada de se livrar da outra.

— Porque não pertenço a esta realidade? Os sonhos pertencem a uma outra dimensão?

— Ahhh n-não sei! Eu... é — a beira de pifar os neurônios que ainda tinha, a loira foi interrompida.

— De fato não há como você saber, afinal, eu não sei! Enfim, onde você está indo Ino? — perguntou dando fim ao seu joguinho mental.

— Eu já disse que isso é um sonho, CACETE! — a garota insistiu aparentemente nervosa.

— Você escutou o que eu disse? — a morena inquiriu com deboche.

— Hãn?

— Não há como eu sonhar com o que eu não saiba... ou seja, com o que não existe dentro da minha mente. Sacou ou quer que eu desenhe?

— Não entendi! — disse fazendo uma “poker face”.

Tenten revirou os olhos e voltou a fitar Ino.

— Eu não sabia sobre sonhos serem de outras dimensões ou coisas desse tipo, na verdade eu nunca sonhei e se já, não me lembro — explicou sarcástica. — Hehe... danadinha, nessa direção ficam os quartos dos meninos, o que você... — foi interrompida.

— Aff... o primeiro que conseguir te enrolar ganhará um troféu! — ela concluiu desistente olhando pro lado.

— Eu tava te “trollando” desde o momento que topei contigo aqui! — disse caindo na risada.

— Ora sua “demônia”, se já tinha sacado, porque você... sua maldita! — falou irritada.

— Sua carinha te condena amiga! Anda, me diga que agora tô curiosa...

— Hãn?

— Como assim “hãn”? O que tú ia fazer naquele lado? — perguntou apontando para o mesmo.

— Aff... vem cá! — a loira puxou a outra para seu quarto e fechou a porta. — Olha só, vou falar aqui bem baixinho, só pra você e não é pra espalhar por aí, tipo, é pra tu morrer sem dizer pro pessoal o que “acontecerá” nesta noite — cochichou com Tenten e esclareceu tudo.

(...)

A ruiva dentro do quarto toda contente cantarolava enquanto terminava de arrumar a cama e logo se jogando na mesma.

— Vish! Vai chover... Karin arrumando a casa? — o rapaz indagou com deboche.

— Foda-se! — ela mandou mostrando-lhe o dedo do meio.

— Hoho... a educação passou longe hein “animal”?

— Aff Suigetsu, não vou gastar meu tempo ficando irritada contigo. Arrumei sim e daí? — perguntou olhando ao redor. — Tenho que manter esse lugar impecável, afinal, será o meu ninho de amor — disse em seguida suspirando.

— Hehe... que porra você bebeu?

— Nada, seu idiota! Logo acharemos o Sasuke-kun, então este será nosso cantinho. Mataremos você e ficaremos apenas os dois juntinhos, no calor do amor! — ela explicou pensativa imaginando o futuro tão sonhado.

— Aí, sorte a sua que sonhar não paga... — ele falou com sarcasmo — e na boa, você acha que isso vai acontecer mesmo? Ainda não vi nenhuma vaca criar asas.

— Haha... aí que você se engana meu caro, não é um sonho, é a realidade! Vou seduzi-lo e ele não resistirá a mim! E sobre vaca criar asas... como tem certeza que isso não é possível? — ela indagou com cara de intelectual arrumando os óculos.

— Ué, nunca te vi voando! — zombeteiro, ele respondeu.

— DESGRAÇADO! — ela gritou indo pra cima do garoto. — Eu vou te matar, caralho!

— Hahahaha... mas você não pode negar, essa foi demais! — ele disse exibindo um sorriso amarelo descarado e caindo na risada.

— “Morra diabo” — ela berrou subindo sobre o jovem e o estapeando.

— Aí, podemos ficar a noite toda nisso, mas, amanhã a única prejudicada será você! Isso só vai te cansar.

— Er... eu te odeio, infeliz — ela disse alto. — Porque esse “filho da mãe” não morre? Ar... vou dormir, humpf! — perguntou a si mesma e seguiu bufando até a cama, deitando-se.

(...)

Entretido com seu caderno de rascunhos, o garoto naquele momento sem inspiração e com seus pensamentos distantes daquele cômodo.

— Sentimentos... como posso compreendê-los? —inquiriu a si mesmo começando a traçar um esboço no papel. — Ah... já está tarde, outro dia eu continuo — ele concluiu colocando o caderno sobre o criado mudo. — Nossa, é mesmo, esqueci de trancar a porta — ele foi até a mesma, porém foi interrompido pelo rápido apagão que ocorreu, no entanto, logo voltou a luz e ele prosseguiu trancando a porta.

Então o rapaz se virou tomando o rumo de sua cama novamente.

— Hãn? — arregalou os olhos assustado.

— Hello baby! — a garota saudou.

— I-I-I-n... — tentava dizer o nome, dando um tapa em si mesmo para parar a gagueira — Ino-chan?! — analisou ela dos pés a cabeça.

— Tá vendo isso tudo aqui? — ela inquiriu dando uma voltinha. — É só pra você! Gostou?

A loira trajava apenas um conjunto de lingerie vermelho, pequeno o suficiente para não tapar muita coisa.

— Er... eu — tentava reunir palavras. — Que sensação estranha é essa que tô sentindo? — perguntou em pensamento a si mesmo. — O que você está fazendo aqui?

— Ora, vim te ajudar!

— A-Ajudar?

— Sim! Você precisa de sentimentos. Então lhe darei o que quer! — explicou se aproximando do garoto, agarrando-o pela gola da camisa e o jogando com força sobre a cama.

— Er... mas eu... — ele contestou tentando se desvencilhar da garota.

— Oops! — ela deixou a peça minúscula que cobria a sua “comissão de frente generosa” cair propositalmente.

— Uau... — o rapaz suspirou admirado, logo colocando suas mãos nos ombros da garota jogando-a na cama e ficando por cima. — Sentimentos são... interessantes!

— Hoho... mais interessante ainda é explorá-los! — a loira disse maliciosa. — Diga adeus a sua inocência Sai-kun. Mwahahaha! — ela pensou, pervertida.

(...)

No dia seguinte, o sol já havia nascido e sua luz que adentrava as vidraças da janela da cozinha, já clareava bastante o local. O jovem que vinha do corredor se aproximou da mesa:

— “Ohayou” Sasuke-kun! — saudou a garota ao redor da pia.

— Oi... — ele retribuiu puxando uma cadeira e se sentando à mesa.

— Hehe... você está melhorando rápido hein? Já está até conseguindo caminhar — falou sorridente.

— Éh... — ele concordou logo colocando os braços sobre a mesa apoiando o queixo sobre suas mãos com o olhar distante, direcionado à janela.

— Que nostálgico! — exclamou enquanto terminava o preparo do café observando o rapaz.

— Hãn? — inquiriu voltando sua atenção para ela.

— Vê-lo assim, me lembra dos tempos da academia — explicou em seguida suspirando pesadamente voltando sua atenção para o que fazia, calando-se.

Após alguns minutos de silêncio ouviu-se um estômago roncar alto.

— Er... aguenta mais um pouquinho aê! Já tô acabando Sasuke! — ela avisou olhando para o rapaz.

— H-Hum... t-tudo bem! — ele disse corando envergonhado, olhando para o lado.

— Haha... — conteve a risada logo pegando a “travessa” retangular de madeira, seguindo até a mesa e colocando tudo sobre a mesma. — São “onigiris”! — ela falou sorrindo. — Coma devagar e mastigue bem! — advertiu preocupada. — Espero que goste!

— Hum... arigatou! — ele agradeceu começando a comer. — Por “kami”, até que enfim comida de verdade! Já não tava aguentando mais aquela sopa rala — pensou enquanto devorava os bolinhos de arroz. — Oishii! — proferiu contendo uma mordida.

— Er? Obrigada, eu acho! — ela agradeceu o olhando espantada.

(...)

Reunidos à mesa na pousada:

— Itadakimasu! — gritou se preparando para comer.

— Aff, menos escândalo aí... ô Naruto! — pediu irritado.

— Ah... vá se ferrar pulguento chato! — ignorou começando a comer.

— Ora seu... do que me chamou? — indagou Kiba nervoso logo sendo impedido por Neji.

— Pessoal! Fui só eu que escutei ou ontem à noite vocês também escutaram barulhos estranhos vindo de algum dos quartos? — inquiriu Lee se aproximando da mesa e se sentando.

— É mesmo, eu ia comentar isso! — disse Kiba se acalmando em seu lugar.

— Eu também ouvi! — sério, o garoto de óculos escuros se manifestou.

— Ahhhhhhhhhhhh! — todos exceto Hinata e Shikamaru gritaram em uníssono.

— Aff... que encheção — o preguiçoso resmungou.

— Hehe... a gente não te viu aí! — o loiro falou coçando a cabeça, desconcertado.

— Hum, entendo Naruto-kun eu escu — foi interrompido.

— Eram uns barulhos estranhos, tipo... ahhh, ohhh, ownn... — gemia Lee tentando interpretar.

— Não era assim não! Tava mais pra... aiiiiiihhh, hummmm, ahammm! — o outro imitou.

— Nossa! Foi assim mesmo Kiba? — indagou a garota de coques tentando conter o riso olhando para a cara envergonhada de Ino e a de vítima do Sai, ambos também sentados à mesa.

— E-Eu não ouvi nada! — o moreno se manifestou corado.

— Sério Sai-san? Eu ouvi muito bem! — afirmou Neji.

— Hehe... acho que era a cadelinha do Kiba parindo — o loiro provocou.

— REPETE SEU DESGRAÇADO! — gritou se levantando e indo pra cima do outro. — Akamaru é macho, porra! Vou arrebentar sua cara!

— O QUÊEE? — berrou a loira se levantando e se juntando ao Inuzuka para bater no Uzumaki. — Cadelinha... parindo? — ela inquiriu furiosa com chamas nos olhos.

— Er... calminha pessoal! Eu é... — ia se afastando, logo saindo correndo e sendo perseguido pelos dois.

— Vish! O Naruto e sua boca grande, que problemático! — falou entediado.

— Você tem razão Shikamaru! — concordou de boca cheia. — Mas vem cá, se o ofendido foi o cãozinho do Kiba, porque a Ino se doeu também?

— É mesmo Chouji, porque será? — indagou Tenten olhando com malícia e sarcasmo para o garoto pálido que não havia proferido uma palavra sequer, forçando o mesmo a abaixar a cabeça com o rosto ruborizado e continuar comendo em silêncio. — Mas enfim, é a Ino-chan né? Hihi... vai saber o que se passa na mente dessa maluca! — ela concluiu olhando para todos ao redor. — Bando de virgens! Fala sério, uma cadelinha parindo? Só o Naruto mesmo... — pensou.

Será que se eu disser que fui eu quem fez aqueles barulhos conseguirei chamar atenção? — em pensamento, perguntou à si mesmo o amante, digo, amigo de insetos que havia sido ignorado.

Notas finais
E aí minna? Odiaram? Gostaram? Sintam-se a vontade para comentarem!

#Notas:

"Onigiri": Bolinho de arroz japa.

"Oishii": Algo como "delicioso/saboroso"

Qualquer dúvida não tenham medo, perguntem a vontade =D

Kissus de chocolate para todos vocês e até a próxima *0*/