Heróis também podem sangrar.
5 O Início da busca.
Notas iniciais
Postando aqui mais um capítulo para vocês, fiz com muito carinho, espero que gostem!
OBS: Capítulo reeditado (melhorado)!
Boa leitura!
— Humpf... — bufou, olhando para o lado. — Mulheres! Quem consegue entendê-las?
(...)
Estrategicamente construída em meio à floresta ficava a “sede” da organização desconhecida, era um lugar um tanto sombrio, a mata densa dava-lhe um ar de abandono.
Dentro de um dos diversos cômodos espalhados por toda base, se encontravam os shinobis feridos que falharam na captura do garoto do sharingan:
— Maldito! Aquele Uchiha me paga... aiiiih... — dizia o homem irritado enquanto resmungava de dor.
— Hehe... acho que você o subestimou hein mestre? — zombou, o ninja médico que cuidava das feridas do outro. — Deprimente! Mesmo levando consigo quatro de seus capangas... ainda assim teve de fugir, olhando por outro lado, de trágico... isso se torna hilário — ele disse tentando conter a risada.
— Cale a boca seu estúpido e ande logo com esse tratamento! — vociferou impaciente.
— Ora, ora... desculpe-me, mas no estado em que a vossa malvadeza se encontra, vai demorar um bom tempo para que se recupere completamente — explicou em tom de deboche.
— Aff, que seja — falou enquanto olhava ao redor —, eh... você aí! — chamou apontando para o homem parado na soleira da porta. — Eu posso ter sido obrigado a fugir, porém o Uchiha também sofreu muito dano, se bobear pode estar desmaiado pela floresta e... — elucidava pensativo — organize uma equipe e inicie uma busca por lá, começando pela área perto da cascata, pois foi mais ou menos ali que eu tive que bater em retirada — admitiu olhando para o lado. — Porém se não o acharem perto deste local, não importa o tempo que leve, vocês devem achá-lo de qualquer maneira e se não o trouxerem, serão mortos. Enfim, vá! — ordenou ríspido.
— Sim senhor! — acatou se retirando da sala.
— Aiiiih! Mas que desgraça... isso dói seu inútil! — reclamou após o iryou-nin desinfetar uma das feridas.
— Desculpe, mas eu tenho que limpar isso, er... aguente firme — ele pediu entediado.
— Ar... que seja — desdenhou irritado.
(...)
Na pousada, alguns ainda dormiam e outros já sentados à mesa tomavam seu café da manhã, como era o caso de Hinata.
A morena em silêncio, degustava seu cappuccino quando o loiro sonolento, ainda com os olhos miúdos por conta do inchaço, apareceu na porta:
— Bom dia Hina-chan! — ele saudou sorridente já adentrando o cômodo.
— Eh... bom dia N-Naruto-kun! — ela retribuiu timidamente.
— Hummm, isso parece estar muito gostoso! — o garoto disse admirando o farto café da manhã sobre a mesa. — Vou comer até explodir — afirmou animado, já puxando uma cadeira e se sentando. — “Itadakimasu”! — ele agradeceu logo começando a comer.
— Er... boa s-sorte Naruto-kun! — murmurou a menina com o rosto enrubescido logo voltando a tomar sua bebida.
Alguns minutos depois começavam a chegar o restante do pessoal.
— Nossa! Chegamos em boa hora... — disse Sai se sentando e se servindo.
— Pois é... se a gente demorasse mais um pouco, quando chegássemos não teria mais nada — proferiu olhando torto para o loiro — Seu esfomeado!
— Ora seu... fica na sua aí ô pulguento! — retrucou de boca cheia.
— Naruto-kun, tenha modos! — disse o garoto de óculos escuros, sentado ao lado do loiro.
— Ahhhhhhhhhh! — todos gritaram em uníssono, exceto Hinata.
— S-Shino? Cara de onde tú surgiu? — indagou com os olhos arregalados.
— Naruto-kun, eu estava aqui er... desde o início! — explicou fitando a comida.
— Hehe... nem tinha notado! — exclamou coçando a cabeça sem graça.
— Mas é claro! Morto de fome como é só pensa em encher essa pança — afirmou Kiba irritado.
— Você também se assustou! Maldito... eu... — disse voltando a comer — te bato quando terminar o rango.
— Ora Kiba-kun! Não insulte o Naruto-kun. Nós estamos de férias e deveríamos apenas r-relaxar! — a menina falou acanhada.
— É! A Hinata tem razão, além do mais é sempre uma encheção tumultos durante a refeição — o preguiçoso se manifestou entediado.
— Isso aí Shikamaru! A refeição é sagrada, respeitem-na — concordou o outro se preparando para comer.
— Ora se não é o gorducho dando moral pro preguiçoso! — murmurou com deboche.
— Do que você me chamou seu vira-lata? — inquiriu furioso.
— Pare com isso Kiba-kun! — preocupada a morena pediu ao garoto.
— O que? Eu não disse nada er... “QUEM” você chamou de vira-lata? — perguntou nervoso partindo para cima do outro.
— Eita! Ainda é tão cedo e já tão fazendo bagunça? — indagou a garota de coques se juntando aos outros na mesa.
— Bando de mal educados! Não sabem respeitar as damas que estão aqui — disse a loira num tom arrogante. — Morrerão solteiros! — sentou-se também.
— Que dama? Eu não vejo nenhuma Ino-san — falou o garoto com seu sorriso falso costumeiro numa falha tentativa de descontrair.
— O que você disse “Sai”? — ela perguntou se levantando da cadeira, pondo-se frente ao garoto e estralando os dedos.
— Vamos! Diga outra vez — pediu Tenten com cara de psicopata também estralando os dedos, se juntando à amiga.
— Er... calminha meninas, eu só tava... — engoliu seco.
—“Bom dia pessoal”! — o rapaz saudou adentrando o cômodo todo suado e apoiando seus braços nos ombros das duas garotas em pé.
— Lee? — inquiriu a morena de coques surpresa. — De onde você está vindo a essa hora da manhã?
— Argh! — a loira se desvencilhou do rapaz ao ver o suor escorrendo pelo mesmo. — Que nojo, eu hein? — sentou-se novamente.
— Ah... eu estava “pondo fogo” nas lenhas da minha juventude — ele explicou com chamas nos olhos.
— Nossa! Quanta energia — disse olhando para o lado. — Enfim! O café da manhã nos espera — dito isso ela também se sentou e começou a comer.
— Ufa! Elas se esqueceram de mim! — pensou o garoto aliviado, logo voltando a comer e conversar também.
— Er... eu mal comecei um assunto e já se esqueceram completamente que estou aqui! — murmurou Shino que havia sido ignorado. — Me excluíram novamente!
(...)
Ainda dentro da gruta, os dois jovens caminhavam em busca da saída:
— Aff, já faz tempo que estamos andando e nada de saída — ela reclamou.
— Claro! A besta correu feito louca pra dentro daquele lugar. Eu te achei rápido porque me liquefiz, assim tive mais facilidade — ele explicou irritado.
— Ora inútil... — murmurou para si mesma.
— Aí, se quiser eu viro água de novo e te deixo continuar o resto do caminho sozinha — ele falou com sarcasmo.
— Er... n-não precisa, pode continuar seu caminho junto comigo — ela forçou um sorriso simpático.
— Que seja! Aperta o passo que a lesma já tá alcançando — proferiu olhando para o lado.
— V-Você disse l-lesma? — perguntou assustada.
— Aí, tu tá com medo? — inquiriu incrédulo.
— N-Não! Aff, claro que não eu só... — ela negou, olhando pelo chão tentando enxergar algo.
— Sei... enfim, foi só uma expressão — explicou seguindo na frente.
— Ah tá... espera, não me deixe para trás — ela pediu alcançando-o.
— Hum... “cuidado com a lesma aí”! — ele avisou repentinamente.
— “Onde”? — ela indagou assustada agarrando-se ao braço do rapaz e analisando tudo ao seu redor.
— Hahahahaha — começou a rir descontroladamente.
— Ahhh... seu “IDIOTA” — ela gritou chutando-lhe a canela e seguindo em frente bufando.
— Aiii sua bastarda! — ele reclamou se agachando e colocando as mãos no local dolorido. — Me espera aí, tu não sabe o caminho mulher! — avisou seguindo-a mancando.
(...)
Aos arredores da cascata, alguns homens analisavam o local, ainda havia algumas armas de seus companheiros espalhadas pelo chão, no entanto, nada que provasse a estadia do Uchiha naquele local:
— Droga! Ele não está mais por aqui... — concluiu irritado.
— Estranho capitão, veja ao redor — ele pediu surpreso.
— Hãn... mas o que? — inquiriu se assustando com o que viu. — Maldição!
— Pois é... fora os dos nossos parceiros, não tem outros vestígios de batalha, nem das armas, nem do corpo e sangue do Uchiha... o que significa que...
— O rastro dele foi apagado — completou pensativo.
— Devemos tomar cuidado, pois, segundo o que o chefe disse, ele sofreu muito dano, então não há possibilidade dele ter feito isso sozinho e seja quem for, o ninja que o ajudou não deve ser um qualquer, afinal... teve a precaução de limpar a presença do nukenin desse lugar e o fez perfeitamente, pois não consigo sequer rastrear o caminho que trilhou — falou preocupado analisando o solo.
— Desgraçado! Se acha que irá se esconder de nós está muito enganado — disse se posicionando. — Vamos! Mesmo que levem dias para acharmos, se voltarmos sem a cabeça dele; serão as nossas sobre a bandeja do chefe! — explicou o líder tomando um rumo.
— Hai! — todos concordaram em uníssono o seguindo.
(...)
Próximo a uma colina, num campo aberto não muito distante do chalé no qual residia temporariamente, Sakura, com uma cesta em mãos, cantarolava enquanto colhia algumas ervas.
— Sasuke-kun... não sabe o quanto me fere com o teu silêncio. Bem! Pelo menos está perto de mim e agora eu sei que está protegido... mas por outro lado, eu sei que o que estou fazendo pode me custar muito caro. Óh céus! Tomara que algum senso entre naquela cabeça dura que ele tem— ela pensou preocupada, logo se levantando, pegando a cesta com as plantas e seguindo rumo a casa novamente.
O caminho seguiu-se silencioso, a rosada andava mecanicamente imersa em seus devaneios. Chegando em seu destino, ela desfez sua cara de preocupação e abriu a porta, seguiu pelo corredor deixando a cesta sobre uma mesinha, logo adentrou o quarto do rapaz:
— Tadaima... Sasu-ke...? — ela disse pausadamente arregalando os olhos assustada com o que viu. — “SASUKEEE”?
Notas finais
E aí? Gostaram? Detestaram? Sintam-se a vontade para comentarem! Eu não mordo, fiquem tranquilos ;D
#Notas:
-Iryou-nin : Ninja médico.
-Itadakimasu : Dito antes da refeição. (Algo como "obrigado pela comida").
-Tadaima : Frase dita quando se volta pra casa. (Algo como "cheguei").
Até a próxima./
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