Notas iniciais
Yo minna-san!
Postando aqui mais um capítulo para vocês, fiz com muito carinho, espero que gostem!
OBS: Capítulo reeditado (melhorado)!
Boa leitura!


— Humpf... — bufou, olhando para o lado. — Mulheres! Quem consegue entendê-las?

(...)




Estrategicamente construída em meio à floresta ficava a “sede” da organização desconhecida, era um lugar um tanto sombrio, a mata densa dava-lhe um ar de abandono.

Dentro de um dos diversos cômodos espalhados por toda base, se encontravam os shinobis feridos que falharam na captura do garoto do sharingan:

— Maldito! Aquele Uchiha me paga... aiiiih... — dizia o homem irritado enquanto resmungava de dor.

— Hehe... acho que você o subestimou hein mestre? — zombou, o ninja médico que cuidava das feridas do outro. — Deprimente! Mesmo levando consigo quatro de seus capangas... ainda assim teve de fugir, olhando por outro lado, de trágico... isso se torna hilário — ele disse tentando conter a risada.

— Cale a boca seu estúpido e ande logo com esse tratamento! — vociferou impaciente.

— Ora, ora... desculpe-me, mas no estado em que a vossa malvadeza se encontra, vai demorar um bom tempo para que se recupere completamente — explicou em tom de deboche.

— Aff, que seja — falou enquanto olhava ao redor —, eh... você aí! — chamou apontando para o homem parado na soleira da porta. — Eu posso ter sido obrigado a fugir, porém o Uchiha também sofreu muito dano, se bobear pode estar desmaiado pela floresta e... — elucidava pensativo — organize uma equipe e inicie uma busca por lá, começando pela área perto da cascata, pois foi mais ou menos ali que eu tive que bater em retirada — admitiu olhando para o lado. — Porém se não o acharem perto deste local, não importa o tempo que leve, vocês devem achá-lo de qualquer maneira e se não o trouxerem, serão mortos. Enfim, vá! — ordenou ríspido.

— Sim senhor! — acatou se retirando da sala.

— Aiiiih! Mas que desgraça... isso dói seu inútil! — reclamou após o iryou-nin desinfetar uma das feridas.

— Desculpe, mas eu tenho que limpar isso, er... aguente firme — ele pediu entediado.

— Ar... que seja — desdenhou irritado.

(...)

Na pousada, alguns ainda dormiam e outros já sentados à mesa tomavam seu café da manhã, como era o caso de Hinata.

A morena em silêncio, degustava seu cappuccino quando o loiro sonolento, ainda com os olhos miúdos por conta do inchaço, apareceu na porta:

— Bom dia Hina-chan! — ele saudou sorridente já adentrando o cômodo.

— Eh... bom dia N-Naruto-kun! — ela retribuiu timidamente.

— Hummm, isso parece estar muito gostoso! — o garoto disse admirando o farto café da manhã sobre a mesa. — Vou comer até explodir — afirmou animado, já puxando uma cadeira e se sentando. — “Itadakimasu”! — ele agradeceu logo começando a comer.

— Er... boa s-sorte Naruto-kun! — murmurou a menina com o rosto enrubescido logo voltando a tomar sua bebida.

Alguns minutos depois começavam a chegar o restante do pessoal.

— Nossa! Chegamos em boa hora... — disse Sai se sentando e se servindo.

— Pois é... se a gente demorasse mais um pouco, quando chegássemos não teria mais nada — proferiu olhando torto para o loiro — Seu esfomeado!

— Ora seu... fica na sua aí ô pulguento! — retrucou de boca cheia.

— Naruto-kun, tenha modos! — disse o garoto de óculos escuros, sentado ao lado do loiro.

— Ahhhhhhhhhh! — todos gritaram em uníssono, exceto Hinata.

— S-Shino? Cara de onde tú surgiu? — indagou com os olhos arregalados.

— Naruto-kun, eu estava aqui er... desde o início! — explicou fitando a comida.

— Hehe... nem tinha notado! — exclamou coçando a cabeça sem graça.

— Mas é claro! Morto de fome como é só pensa em encher essa pança — afirmou Kiba irritado.

— Você também se assustou! Maldito... eu... — disse voltando a comer — te bato quando terminar o rango.

— Ora Kiba-kun! Não insulte o Naruto-kun. Nós estamos de férias e deveríamos apenas r-relaxar! — a menina falou acanhada.

— É! A Hinata tem razão, além do mais é sempre uma encheção tumultos durante a refeição — o preguiçoso se manifestou entediado.

— Isso aí Shikamaru! A refeição é sagrada, respeitem-na — concordou o outro se preparando para comer.

— Ora se não é o gorducho dando moral pro preguiçoso! — murmurou com deboche.

— Do que você me chamou seu vira-lata? — inquiriu furioso.

— Pare com isso Kiba-kun! — preocupada a morena pediu ao garoto.

— O que? Eu não disse nada er... “QUEM” você chamou de vira-lata? — perguntou nervoso partindo para cima do outro.

— Eita! Ainda é tão cedo e já tão fazendo bagunça? — indagou a garota de coques se juntando aos outros na mesa.

— Bando de mal educados! Não sabem respeitar as damas que estão aqui — disse a loira num tom arrogante. — Morrerão solteiros! — sentou-se também.

— Que dama? Eu não vejo nenhuma Ino-san — falou o garoto com seu sorriso falso costumeiro numa falha tentativa de descontrair.

— O que você disse “Sai”? — ela perguntou se levantando da cadeira, pondo-se frente ao garoto e estralando os dedos.

— Vamos! Diga outra vez — pediu Tenten com cara de psicopata também estralando os dedos, se juntando à amiga.

— Er... calminha meninas, eu só tava... — engoliu seco.

—“Bom dia pessoal”! — o rapaz saudou adentrando o cômodo todo suado e apoiando seus braços nos ombros das duas garotas em pé.

— Lee? — inquiriu a morena de coques surpresa. — De onde você está vindo a essa hora da manhã?

— Argh! — a loira se desvencilhou do rapaz ao ver o suor escorrendo pelo mesmo. — Que nojo, eu hein? — sentou-se novamente.

— Ah... eu estava “pondo fogo” nas lenhas da minha juventude — ele explicou com chamas nos olhos.

— Nossa! Quanta energia — disse olhando para o lado. — Enfim! O café da manhã nos espera — dito isso ela também se sentou e começou a comer.

Ufa! Elas se esqueceram de mim! — pensou o garoto aliviado, logo voltando a comer e conversar também.

— Er... eu mal comecei um assunto e já se esqueceram completamente que estou aqui! — murmurou Shino que havia sido ignorado. — Me excluíram novamente!

(...)

Ainda dentro da gruta, os dois jovens caminhavam em busca da saída:

— Aff, já faz tempo que estamos andando e nada de saída — ela reclamou.

— Claro! A besta correu feito louca pra dentro daquele lugar. Eu te achei rápido porque me liquefiz, assim tive mais facilidade — ele explicou irritado.

— Ora inútil... — murmurou para si mesma.

— Aí, se quiser eu viro água de novo e te deixo continuar o resto do caminho sozinha — ele falou com sarcasmo.

— Er... n-não precisa, pode continuar seu caminho junto comigo — ela forçou um sorriso simpático.

— Que seja! Aperta o passo que a lesma já tá alcançando — proferiu olhando para o lado.

— V-Você disse l-lesma? — perguntou assustada.

— Aí, tu tá com medo? — inquiriu incrédulo.

— N-Não! Aff, claro que não eu só... — ela negou, olhando pelo chão tentando enxergar algo.

— Sei... enfim, foi só uma expressão — explicou seguindo na frente.

— Ah tá... espera, não me deixe para trás — ela pediu alcançando-o.

— Hum... “cuidado com a lesma aí”! — ele avisou repentinamente.

— “Onde”? — ela indagou assustada agarrando-se ao braço do rapaz e analisando tudo ao seu redor.

— Hahahahaha — começou a rir descontroladamente.

— Ahhh... seu “IDIOTA” — ela gritou chutando-lhe a canela e seguindo em frente bufando.

— Aiii sua bastarda! — ele reclamou se agachando e colocando as mãos no local dolorido. — Me espera aí, tu não sabe o caminho mulher! — avisou seguindo-a mancando.

(...)

Aos arredores da cascata, alguns homens analisavam o local, ainda havia algumas armas de seus companheiros espalhadas pelo chão, no entanto, nada que provasse a estadia do Uchiha naquele local:

— Droga! Ele não está mais por aqui... — concluiu irritado.

— Estranho capitão, veja ao redor — ele pediu surpreso.

— Hãn... mas o que? — inquiriu se assustando com o que viu. — Maldição!

— Pois é... fora os dos nossos parceiros, não tem outros vestígios de batalha, nem das armas, nem do corpo e sangue do Uchiha... o que significa que...

— O rastro dele foi apagado — completou pensativo.

— Devemos tomar cuidado, pois, segundo o que o chefe disse, ele sofreu muito dano, então não há possibilidade dele ter feito isso sozinho e seja quem for, o ninja que o ajudou não deve ser um qualquer, afinal... teve a precaução de limpar a presença do nukenin desse lugar e o fez perfeitamente, pois não consigo sequer rastrear o caminho que trilhou — falou preocupado analisando o solo.

— Desgraçado! Se acha que irá se esconder de nós está muito enganado — disse se posicionando. — Vamos! Mesmo que levem dias para acharmos, se voltarmos sem a cabeça dele; serão as nossas sobre a bandeja do chefe! — explicou o líder tomando um rumo.

— Hai! — todos concordaram em uníssono o seguindo.

(...)

Próximo a uma colina, num campo aberto não muito distante do chalé no qual residia temporariamente, Sakura, com uma cesta em mãos, cantarolava enquanto colhia algumas ervas.

Sasuke-kun... não sabe o quanto me fere com o teu silêncio. Bem! Pelo menos está perto de mim e agora eu sei que está protegido... mas por outro lado, eu sei que o que estou fazendo pode me custar muito caro. Óh céus! Tomara que algum senso entre naquela cabeça dura que ele tem— ela pensou preocupada, logo se levantando, pegando a cesta com as plantas e seguindo rumo a casa novamente.

O caminho seguiu-se silencioso, a rosada andava mecanicamente imersa em seus devaneios. Chegando em seu destino, ela desfez sua cara de preocupação e abriu a porta, seguiu pelo corredor deixando a cesta sobre uma mesinha, logo adentrou o quarto do rapaz:

— Tadaima... Sasu-ke...? — ela disse pausadamente arregalando os olhos assustada com o que viu. — “SASUKEEE”?


Notas finais
Hehe...o que será que aconteceu com o Sasuke???
E aí? Gostaram? Detestaram? Sintam-se a vontade para comentarem! Eu não mordo, fiquem tranquilos ;D
#Notas:
-Iryou-nin : Ninja médico.
-Itadakimasu : Dito antes da refeição. (Algo como "obrigado pela comida").
-Tadaima : Frase dita quando se volta pra casa. (Algo como "cheguei").
Até a próxima./