Heróis Origins - Parte 1
1 Olhos da Alma
Nossa história começa em 1916, no meio da Europa. Um monastério escondido em uma floresta densa abriga um clã chamado Clã da Lua Sangrenta. Apesar do nome, esse clã é totalmente pacifico e apenas ensina habilidades de combate para autodefesa.
No monastério, existem dois irmãos gêmeos, Vector e Jayce. Vector é imaturo, brincalhão, ansioso, mas de bom coração. Já Jayce é calmo, experiente, um pouco mais sério e é ele que evita que Vector faça alguma asneira. Um cuida do outro basicamente.
Ambos os irmãos são exemplares guerreiros do clã. Eles nunca conheceram seus pais, pois ambos são órfãos e foram deixados na porta do monastério a muitos anos, e são cuidados pelo mestre do clã, Yamitto, um senhor de idade, mas sábio e poderoso guerreiro.
O dia estava normal, Jayce e Vector treinam como fazem todos os dias. Isso até que Yamitto entre no salão de treino e interrompe o treinamento dos irmãos. Yamitto se aproxima deles e diz:
-Vector, Jayce, chegou a hora.
-O que quer dizer, mestre? –pergunta Jayce.
-Vamos deixar o monastério. Vamos além das montanhas para aperfeiçoar seus treinamentos de suas habilidades.
-Maneiro! Vamos aperfeiçoar aquela coisa que aqueles caras da cidade chamam de Genes Z? –diz Vector, animado.
-Exato, Vector. –diz Yamitto. –Agora, vamos!
Jayce e Vector pegão seus equipamentos e suas mochilas e partem junto a Yamitto para além das montanhas que ali existem.
Após caminharem muito eles chegam em um templo abandonado e em pedaços.
-Que lugar é esse mestre? –pergunta Jayce.
-Veem aquelas estatuas de homens com asas? –diz Yamitto apontando.
-Sim...
-São estatuas dos Anunnaki. Dizem que foram eles que nos originaram e deram o Genes Z. Bem... é o que a lenda e alguns malucos dizem. Mesmo assim, aqui é local sagrado.
-Tá bom, tá bom. Chega de faladeira e vamos para a ação! –diz Vector.
-Vejo que está animado, Vector. –diz Yamitto.
-Sim, estou muito!
-Muito bem, então. Vamos começar.
Então lá eles ficaram, treinando e treinando os poderes de Jayce e Vector. Como ambos são irmão gêmeos e idênticos, ou seja, vieram de um espermatozoide e um óvulo, ambos possuem o mesmo Genes Z e, praticamente, os mesmos poderes, que seriam poderes dos elementos, tais como fogo, água, terra, ar, eletricidade etc.
Após vários dias treinando e treinando arduamente, sem parar, finalmente eles partem de volta para o monastério. Era noite, tudo calmo e tranquilo, até verem uma luz forte.
-Que luz é aquela? –pergunta Vector.
-Está vindo do monastério. –diz Yamitto. –Acelerem o passo!
Eles começam a correr e, ao subirem o monte que estava a frente deles, e eles veem o monastério pegando fogo, sendo atacado por soldados alemães.
-O monastério... –diz Jayce.
-Como esses desgraçados nos acharam? –pergunta Vector.
-Depois pensamos nisso, precisamos proteger os outros alunos. –diz Yamitto.
Eles correm direto para o monastério.
Vários e vários soldados alemães estão saqueando e matando os alunos e companheiros de Vector e Jayce. Mas os irmãos e Yamitto chegam e começam a lutar contra os soldados.
Apesar dos soldados alemães estarem equipados com armas de fogo, as habilidades de luta dos três é muito superior. Yamitto, sozinho, tinha derrotado vários soldados sem suar.
Após uma longa luta, Yamitto agarra um dos soldados, prensa-o contra a parede diz:
-Como vocês nos acharam.
O soldado sorri e diz uma frase em alguma língua desconhecida e um brilho surge, cegando por alguns segundos Yamitto. O mesmo, desnorteado, larga o soldado e vira-se. Quando sua visão volta um rifle está apontado para ele e então...
Vector ouve e olha para a direção de Yamitto e tudo o que ele vê é seu mestre caindo no chão após o disparo do rifle. Vector simplesmente não acredita no que está vendo. Um sentimento de raiva e ódio começa a surgir nele. A Íris de seus olhos começam a ficar brancas e surge um formato de shuriken de cor dourado e sua pupila fica dourada.
Vector solda um grande grito, então a Espada Skarlet, uma espada mística lendária que nunca foi e nunca deve ser tirada da bainha e que era protegida por Yamitto surge na mão dele, então ele começa a correr na direção de seu mestre e começa a matar todos os soldados alemães que ele encontra pela frente, fazendo uma chacina. Vector desvia dos tiros com uma facilidade assustadora. Naquela hora parecia que nada além de ódio passava em sua mente... ou será que nem consciente ele estava?
Após um derramamento de sangue tremendo, os soldados alemães restantes partem em retirada. Vector está ajoelhado na frente do corpo de Yamitto... ele está morto. Jayce chega perto de seu irmão e abraça-o. Vector então começa a chorar.
Após o funeral de Yamitto, apagarem o fogo do monastério e de cuidarem dos sobreviventes, Vector começa a encher sua mochila com suas coisas. Ele veste seu sobretudo preto e pega a Skarlet e sai de seu quarto. Vector vai em direção a saída do monastério, mas ele ouve a voz de Jayce dizendo:
-Onde você pensa que vai?
-Não interessa para onde eu vou. –responde Vector.
-Intereça sim. Você vai abandonar tudo? Tudo pelo que lutamos?
Vector fica em silencio.
-Irmão, a raiva está consumindo sua mente. Não é preciso de vingança.
-Você aceita o que aqueles vermes fizeram? –diz Vector. –Eles invadiram o monastério, mataram vários de nossos amigos e inclusive o Yamitto!
-Vector, me escute...
-Não! Eu já tomei minha decisão! Não tente me parar, Jayce.
Vector, então, abre a porta do monastério, mas antes de sair Jayce fala:
-Se você passar por essa porta, acho bom não voltar.
Vector fica em silencio e, então, sai do monastério e parte Europa adentro, sozinho e só com sua arma, um tanto de dinheiro e suprimentos. Do que vai ser dele? Só o tempo dirá.
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