Notas iniciais
Oi pessoal, desculpem-me por demorar tanto para postar, acabei me enrolando aqui. O colégio tá ficando cada vez mais difícil ( Pq os números tinham que se misturar com o alfabeto?Pq?), eu tive que estudar pra caramba e como sempre, nem tudo é um mar de rosas, as provas chegaram (Fujam para as montanhas!). E tive que estudar como uma condenada. Algumas pessoas tem medo de aranha, de altura, outras até de palhaços, eu meus amigos, eu tenho medo de PAF. No meu colégio é o seguinte, em todo período vc pode ficar em recuperação e pode reconquistar a nota na prova de recuperação dessa matéria, mas fica devendo nota na soma total, e para passar de ano direto tem que ter média 7 ( é quase uma mafia), tipo vc tira 6 no primeiro período, no segundo tem que tirar8. Ai o povo moribundo do colégio fica estudando desgraçadamente para não ficar de PAF. É tenso, é quase que nem pecar em um barril, a PAF é um ser cruel e odioso, vem quando vc menos espera e estraga as suas féria que já eram minúsculas por conta da greve. Ou seja, meu colégio nunca para de me surpreender com as suas maravilhas que até o Tim Burton e o Stephen King sentiriam inveja. E ante que eu comece a narrar toda a minha vida, pascemos para o texto. Desculpe pela falta de imaginação, mas foi feito às pressas. Me perdoem por qualquer erro de português etc e até! ~Ártemis

“Os pelos do meu braço se arrepiam, sinto gosto de metal na boca, e antes que eu possa assimilar o que está acontecendo um enorme raio cai sobre mim, e antes a fúria agora é um monte de pó dourado. Olho em volta assustada, a tempestade já está se desfazendo, com um grande esforço me ponho de pé. Estou muito cansada, o mundo está turvo para mim, tenho que me apoiar nas árvores para conseguir ficar em pé, e ando cambaleante até a entrada do acampamento. Não faço ideia do que acabou de acontecer, não tenho a capacidade de fazer isso agora. O mundo está girando, não consigo ir mais além, desabo na fronteira do acampamento e simplesmente apago, adormecendo olhando o céu azul.”

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Sonho que estou em diferentes lugares, na verdade sobrevoo eles, acho que sou uma águia. Sou incansável, voo sobre mares e continentes sem nunca parar, enfrento todos que me desafiam, até que minha jornada acaba. Não há mais monstros a quem derrotar, e pessoas ou lugares à conhecer. Volto ao meu ninho, no alto de uma enorme montanha, a qual o pico está coberto pelas nuvens. Não sei se é possível alguém morar ali, nem se meu ninho resistiria aos fortes ventos. Mas ali é a minha casa, meu lar, não sei dizer como sei disso, apenas sei. Continuo a subir, é longo o caminho, passo fome, sede, frio e sono, mas em momento algum penso em desistir, por fim chego. Lá existe uma cidade enorme, inteiramente baseada na arquitetura grega, ela é linda. Perfeita em todos os sentidos. Mas está vazia. Minha atenção se volta a uma enorme construção, maior do que todas as outras, mais ornamentada, mais bela e estonteante do que todas as outras. Encaminho-me direto para lá, passo pelas pilastras e chego a um enorme salão com tronos. Há um homem sentado no maior deles. Um homem vestindo uma túnica estilo grega, os cabelos e a barba encaracolada já estavam em tom acinzentados como as nuvens em dia de chuva, embora não mostrasse mais que quarenta anos com seu porte atlético, levava uma coroa na cabeça e algum tipo de objeto tremeluzente que mais parecia um raio no colo.

–Muito bom criança. –sua voz era grossa e retumbante- Vejo que sobreviveu, bom, bom. Mas muitos perigos ainda aguardam você, muitas batalhas a serem travadas, muito sangue a ser derramado...Mas meu sangue corre em suas veias! O deus dos deuses! E você minha criança, será o meu orgulho, a minha honra!-Ele fala as poucas palavras como se fossem bombas prestes a explodir, e meu movimento fosse o motivo. Não estendo absolutamente nada, a bomba continua sem explodir. Ele me olha com pesar e então continua:

–Logo sairá em missão, uma missão importante, dela muitos futuros dependerão, e a sua vitória e derrota declarará tudo. Irá enfrentar diversas forças poderosas, sempre é assim, mas saiba, que todos caímos perante uma força maior, sempre haverá um inimigo que não irá conseguir vencer... E querendo ou não, todos temos um fim. Sacrifícios serão necessários, mas nunca perca a coragem minha criança, muitas vezes está será a sua arma mais poderosa! Acho que estou me apressando, tenho este costume irritante de falar demais...

Não entendo muito o que ele diz, nem sei se este sonho é real. Forço-me a prestar mais atenção, e então pergunto¿

–Quem é você¿ O que isso significa¿

–Não posso dizer muito mais do que já disse, na verdade já disse mais do que devia, o futuro você mesma deve descobrir. Quando perguntar-se por que ainda não foi reclamada, não se entristeça, é pelo seu próprio bem.- ele faz uma pausa, não entendo o que quis dizer, e logo continua- Será uma heroína, um exemplo a muitos seguirem. Mas todo herói precisa de uma arma- diz ele me mostrando um anel- Considere um presente.

Pego o anel, sem saber o que fazer com aquilo, então apenas guardo-o.

–Já a prendi demais aqui Maya, o tempo passa mais rápido para os deuses do que para os mortais. Até mais criança, e boa sorte em sua missão.

Acordo em o que parece uma enfermaria. Estou deitada em uma cama, não tem mais ninguém até onde eu posso ver, ao menos acordado. Então eu me sento. Não foi uma boa ideia, o mundo gira momentaneamente, seguro-me nos lençóis, depois de um tempo volto a me estabilizar. Massageio o espaço entre meus olhos, e estes se chocam em meus dedos. Um anel entrelaçado de ouro se encontra em meu dedo indicador. Então aquele sonho foi real¿ Não levei muito a sério, achava que era mais um de meus simples sonhos, mas o anel está aqui. Será que aquele homem era real¿ E afinal quem era ele¿ Isso está me deixando com dor de cabeça, então tendo tirar de minha mente o assunto por um instante. Me levanto e começo a andar em busca da saída daquele lugar. Vejo outras camas com feridos, outras vazias, não há mais ninguém. Ando até uma porta por onde a luz do sol entra e então saio. Sou cegada pela luz forte, meus olhos estão desacostumados e até que eu comesse a enxergar de novo consigo ver contornos de morros e algumas construções.

Isso é maior do que eu pensei, e tem construções tão diferentes. Poderia se passar por um acampamento de verão qualquer, se não fosse a realidade em que vivemos. Estou maravilhada, nunca vi nada assim, a não ser naquele sonho que acabei de ter...perco-me em meus pensamentos e quando volto a realidade tem uma cabeleira loira e volumosa passando a mão diante de meu rosto.

–Aloooouuuu¿! Terra chamando Maya, Terra chamando Maya, responda, repito, responda!

–Ein¿-respondo com a minha enorme graciosidade

–Bateram na sua cabeça também¿

–Não não, só estou, hum, pensando- ela começa a me encarar e tento mudar de assunto, Aquele sonho, é meu e só meu, e até eu saber explicar o que foi a quilo, prefiro manter segredo- Olha como isso é grande! Você não tinha me falado muito do acampamento, apenas o reconfortante : ’’ o único lugar seguro para pessoas como nós...’’ etc etc. Não, espera, como assim também bateram na minha cabeça¿ Bateram na sua¿ Miles, como ele está¿

–É, o lugar é legalzinho-ela faz uma pausa- Mas temos assuntos mais importantes para falar-obviamente- Cara, você ficou apagada por dias! Estávamos nos perguntando se você iria acordar. Na verdade, eu também desliguei, mas nossos curandeiros são muito bons, meus machucados já estão bem melhores! Não tô nem mais vendo manchas na minha visão, estou conseguindo andar em linha reta, olha só!- ela demonstra, muito em bora a linha reta mais pareça um circulo- Meus danos físicos já estão quase totalmente curados, os seus também. Mas parecia que alguma coisa a mantinha em coma, como uma ancora... Deixa prá lá.

–Por quanto tempo eu fiquei desacordada¿ O que aconteceu, eu não me lembro de muita coisa. Só que tinha um mostro em cima de mim, depois veio um clarão e a coisa não estava mais lá. Uma das poucas coisas que lembro depois é de ter apagado na entrada.

–Bem, que bom que você tocou nesse assunto, na verdade ninguém sabe. Você deve saber que eu bati a cabeça e apaguei¿- então era por isso- Só que, sei lá, não deve ser muito bom ficar batendo a cabeça várias vezes em um único dia.- ela faz uma careta- Mas, por favor! Eu não poderia ter outro final nas lutas¿ Que saco! Por que eu sempre acabo nocauteada nos momentos épicos¿ Um dia contarão a magnifica história de Maya, uma honrável semideusa sem medo do perigo, nascida para liderar em meio ao caos, sempre nos levando a vitória- a narração dela é admirável- Miles, um incrível filho de Atena, esperto igual à mãe, o qual honra o seu nascimento com as mais sublimes estratégias- então ela para e faz uma voz de tédio- E Eleonor, uma filha de Afrodite que apaga enquanto Maya e Miles fazem todo o trabalho.

–Eleonor.- respondo eu séria

–Beleza, beleza...continuando! Ai você mandou o Miles me levar para dentro, enquanto você estava com a fúria, foi difícil, mas assim ele fez. Na verdade ele tem um pouco de medo de você, da última vez em que não seguiu as suas ordens acabou mal- franzo as sobrancelhas- Ah! Ele me contou tudo. E calma, ele está bem, só um pouco preocupado, assim como eu. Tá, você já deve saber de tudo isso, então vou adiantar, blá blá blá ele me levou para a enfermaria blá blá blá te deixou sozinha para morrer blá blá blá brincadeirinha blá blá blá ele voltou correndo só para te encontrar desmaiada na fronteira do acamamento. É, acho que é isso. Vou chamar Miles, ele vai ficar feliz em saber que você acordou-essa foi então sua deixa para sair correndo. Fico tentada a acompanha-la depois que ela dá de cara em uma árvore impossível de não se ver. Na segunda vez que ela tropeçou nos próprios pés eu fui ao seu encontro, mas ela apenas balançou as mão e me repeliu. Fiquei olhando-a ate ela ficar minúscula e sumir.

Eleonor demora, fico com medo de entrar na enfermaria e ela não saber onde estou, então apenas sento na grama e fico esperando. O que parece uma eternidade depois, Eleonor volta correndo em minha direção com Miles acompanhando-a.

–Desculpe a demora- diz ela se sentando do meu lado, arfando por conta da corrida- Eu cai umas vezes, e teve uma hora que eu fui parar na entrada da floresta! Depois eu apenas me esqueci onde o Miles morava-diz ela, enquanto Miles me olha preocupado

–O.k., tem certeza que você está bem¿

–Com toda certeza! Quer dizer, eu acho que tou super bem, só os médicos que não, mas qual é¿ Todos aqui são muito franguinhos.

–Ela fugiu da enfermaria anteontem, os médicos ainda a estão procurando-responde Miles

–Meu Deus Eleonor! Por que não ficou na enfermaria¿ Está na cara você não está bem!- olho zangada para Miles- E você deixou¿! A garota fica tropeçando nos próprios pés a cada minuto!...

–Ei!- interrompe ela irritada- Eu estou mais saudável que um búfalo!

–...E você deveria ter tomado conta dela!- já estou de pé irritada, e viro-me para Eleonor- O búfalo então já está no túmulo!

–Meus Deuses, mal acorda e já está assim¿ Olha, eu não o pai ou a mãe dela, se quiser contrate uma babá. Ela faz as próprias escolhas, sim eu sou o amigo dela, mas o que eu posso fazer, ela iria fugir de novo! Tudo o que eu já falei, entrou por um ouvido e saiu por outro!-fala ele zangado

–Cara! Vocês me amam, essa é a única resposta pra você ficarem pegando no meu pé toda hora não¿- fala Eleonor

–Ela poderia entrar em um manicômio! Parece que usaram a cabeça dela como bola de boliche!- respondo eu ainda mais zangada

–É verdade, vocês acreditam que esses dias eu tive um sonho parecido com isso¿ Tipo tinham um time de jogadores só que tinham uns dois metros de altura e os pé...

–Eu tentei fazer com que ela voltasse para a enfermaria, e ela voltou, mas fugiu de novo! E se queria tanto nos manter seguros, protegidos, devo dizer que você falhou. É sua culpa ela ter batido a cabeça, é sua culpa ela estar assim!-ele responde

O silencio que se segue é pesado e obscuro, ninguém ousa dizer uma palavra, ninguém tem o que dizer. Ou pelo choque dele ousar dizer isso ou pelo horror de suas palavras. Aquilo me acertou em cheio e me magoou. Ele soube como me machucar e assim fez. Achou o meu ponto fraco, o que pesava em meus ombros. A raiva é enorme, mas a culpa também. Ele tocou em um assunto muito pessoal, não sei o que dizer. Ele sabe muito bem disso. Eu nunca quis machucar nenhum deles, nunca faria nada proposital que os fizesse sofrer. Mas eu sei, e eles também que tudo que aconteceu nos últimos tempos conosco foi por minha causa, minha culpa. Foi por mim que eles passaram tudo isso, mesmo que seja simplesmente pelo fato da minha existência. Eu tentei protege-los de todas as formas que pude, arrisquei a minha vida para salvá-los. Mas mesmo assim não foi o suficiente. Nem mesmo em batalha pude protege-los. E ele sabe que me culpo desde sempre por isso.

–Você pode não ser o pai ou a mãe dela, nem mesmo a babá, mas é o amigo dela. E nem assim você conseguiu protege-la- falo com meu tom de voz neutro me aproximando dele- Você fez as suas escolhas também, e nenhuma delas você se importou com alguma de nós. Você pode ser o amigo dela, mas você não chega nem perto disso em sua relação comigo. Se me achavam chata, mandona e irritante sendo a sua amiga, tente descobrir como sou quando não sou mais a sua amiga.

–De todas as coisas idiotas que você disse até hoje Miles, essa foi de longe a pior- Eleonor diz séria

Assim que digo a última palavra me viro e saio andando, o que foi meio idiota pois não conheço esse lugar, então ando sem rumo por uns minutos quando uma figura loira se aproxima do meu lado e começa a caminhar comigo em direção a uma grande construção velha e mal pintada.

–Vamos encontrar um dos diretores do acampamento, ele vai querer saber o que aconteceu vindo da sua pessoa. Só... não tente parecer chocada. O nome dele é Quíron. O nosso diretor normalmente é o Sr. D , mas estamos tendo problemas e ele teve que sair por um tempo.

Caminhamos em silencio até uma casa velha e mal cuidada com a pintura descascando. Chegamos e então Eleonor entra sem bater. Entramos e encontramos um homem de meia idade em uma cadeia de rodas enterrado em papéis. Ele está tão vidrado em uma tarefa que nem percebe a nossa chegada

–Hum, Senhor Quíron. Maya acordou, trouxe aqui para falar com o senhor assim como pediu-fala Eleonor

Quíron finalmente percebe a nossa presença e por um minuto levanta seus olhos com enormes olheiras do papel e então volta a encará-los e então volta a me encarar com os olhos completamente abertos.

–Maya não é¿ Mandei Eleonor e Miles ficarem de olho em você já há algum tempo, me parecia ser uma meio-sangue em potencial. Eram tempos difíceis, não pude eu mesmo fazer esse papel que normalmente faço. Como foi a viajem¿- pergunta-me ele ainda me encarando, ele está serio

–Foi bem

–Bem¿-pergunta ele rindo, muito embora seja um riso seco- Você é muito pessimista não¿ Soube que foram atacados por uma empoisai e uma fúria, os quais ataques vocês saíram vitoriosos, ou perto disso ao menos- diz ele olhando para Eleonor, a qual brincava com uma formiga em seu braço, aos risos, uma cena meio estranha.- E soube também que foi graças à você. Normalmente os semideuses tem tendências a seu sangue Olimpiano, o que se enquadra a dislexia e o déficit de atenção. Estão acostumados à leitura do grego antigo e a estratégia em batalha, e são esses instintos que os salvam. A maioria leva jeito para as armas, seu corpo já esta adaptado para manuseá-las, e com treinamento alguns viram verdadeiros heróis. E é isso o que fazemos aqui, nós treinamos heróis além de protege-los, os preparamos para o que quer que tenha além dessas fronteiras. Seus amigo me falaram que lhe explicaram um pouco do mundo real, mas ainda assim, você tem muito o que aprender. Agora, me conte exatamente o que aconteceu.

E assim eu fiz, narrei a história desde o primeiro ataque até que coloquei os pés nesse acampamento. Era uma história longa, Eleonor me ajudou em algumas partes tornando-a bem detalhada, mas Quíron não tinha pressa. Ele era um ótimo ouvinte, manteve-se quieto durante toda a narrativa, sempre atento aos detalhes, sem nunca interromper e sem desviar sua atenção para qualquer outra coisa. Por fim, a história acaba. Mantemo-nos quietos por um tempo, Quíron absorvendo o que acabei de contar e Eleonor e eu esperando o que quer que viesse logo em seguida.

–Bom, é uma história verdadeiramente muito interessante. Que bom que chegaram tão rápido ao acampamento, e me pergunto o que poderia ter acontecido se isso não tivesse acontecido. E você, vamos treiná-la e achar uma espada que sirva. Bem, por hoje eu acho que já é informação demais-ele pensa um pouco-Creio que o senhor Lewis poderia acompanhar a senhorita...¿

–Hood, Maya Hood- respondo envergonhada ao perceber que ele se referia à mim

–...a senhorita Hood em um passeio pelo nosso adorado acampamento. Apresente-a a seus novos colegas de quarto. Explique um pouco como as coisas funcionam por aqui. Tudo bem¿ — fala Quíron, até então eu não tinha percebido que Miles estava lá

–Eu posso leva-la- Eleonor tenta ajudar as coisas- Ela é minha amiga, posso ajuda-la a se situar.

–Creio eu, que a senhorita não está nas melhores condições para até mesmo a menor das tarefas, na verdade, acho melhor você voltar a consultar o seu médico, o chalé de Apolo ainda não desistiu de procura-la- não posso discordar disso, ela caiu três vezes vindo para cá, e a linha reta dela não está muito reta. Muito embora eu quisesse que fosse ela quem me acompanhasse, acho melhor não. E também acho que tinha alguma coisa que Quíron quisesse conversar com Eleonor, algo que não me incluía

Eleonor apenas suspira e acende com a cabeça.

–Claro-reponde Miles resmungando mal humorado. Ótimo, eu estou tão feliz quanto ele.

Miles não fala quase nada, apenas explica o que é cada lugar.

–Acabamos de sair da Casa Grande, onde é administrado este lugar. Quíron e Sr. D que cuidam daqui. A administração é por conta deles, mas também temos outros funcionários, as Hárpias que cuidam da limpeza, os sátiros nossos buscadores entre outros trabalhos, Argos o nosso chefe da segurança, etc.

A nossa conversa de resume a isso, na verdade, essa foi a única coisa em que prestei atenção. Achei um tédio a viagem e comecei a brincar com o meu mais novo anel, prestando atenção à sua simplicidade e beleza. Passamos por diferentes cenários, uma praia estonteante, a entrada de uma floresta com barulhos estranhos um pavilhão de almoço, uma enorme fogueira, uma quadra, um campo de morangos, etc apenas vislumbrando com o canto dos olhos. Até que Miles para em frente a um monte de casas diferentes.

–Aqui é aonde nos reunimos com nossos irmãos e dormimos. Os deuses tem muitos filhos, nós nos agrupamos em diferentes dormitórios dependendo de sua mãe ou pai Olimpiano. Cada chalé é como se fosse uma homenagem aos deuses também, o chalé de Zeus, Hera, Poseidon e Ártemis são exemplos, esses deuses não tem ou nunca irão ter filhos como Ártemis que tem um voto de castidade e Hera a deusa do casamente, ela tem que dar o exemplo. Zeus, Poseidon e Hades fizeram um voto de nunca terem filhos nunca mais, mas, vá saber.

–Você pode ver que a decoração é diferente de um para outro, cada um deve se identificar com a personalidade de cada deus. São doze chalés ao todo. Zeus, Hera, Poseidon, Deméter, Ares, Atena, Apolo, Ártemis, Hefesto, Afrodite, Hermes e Dionísio. Nessa ordem. Os semideuses normalmente vão para um chalé específico quando são reclamados como sendo seus verdadeiros filhos, pode ser no seu primeiro dia ou nunca dependendo da programação dos deuses sei lá. Mas até que alguém seja reclamado, fica-se no chalé 11, o chalé de Hermes, o mensageiro dos deuses, protetor das estrada e viajantes, Deus do comércio e patrono dos ladrões, fique de olho na sua mochila quando entrar lá. Seus filhos são conhecidos aqui, pelas suas mão leves- diz ele apontado para um chalé de acampamento normal, velho, com a pintura descascando e um caduceu, este tem duas cobras, bem acima da porta.

De repente eu me lembro de uma coisa, naquele sonho o homem de coroa disse para eu não me preocupar se não fosse reclamada, ainda. Será que ele estava se relacionando à isso¿ Se não, o que¿ Parece ser um lugar legal, o chalé de Hermes, mas simplesmente não é lá que eu pertenço. Meu olhos começam a deslizar de chalé em chalé, vendo cada um minunciosamente. Alguns, como o de Hermes, parecem um chalé comum sem nada em especial, apenas algum símbolo que o diferencie dos demais, outros já são completamente chamativos, como é o caso de um chalé pintado de vermelho vivo com arame farpado no telhado e uma cabeça de javali acima da porta. Mas tem um em especial que me chama a atenção, logo o primeiro. Ele é maior do que os demais, é uma enorme caixa de mármore branco com grandes e pesadas colunas na frente, tem enorme portas de bronze polido, que meus olhos estão me enganando, parecem atravessados por raios. Meu coração praticamente salta do peito, o ar simplesmente não que mais entrar em meu peito, parece que um enorme imã me atrai para ele, não consigo explicar o que esta acontecendo, não consigo pensar em mais nada. Apenas caminho em direção à ele e paro de frente à sua enorme porta. Meu coração está dançando em meu peito, minha respiração esta acelerada. Levanto lentamente a minha mão até a maçaneta quando uma voz me interrompe a alguns metros de distancia:

–Eu não faria isso se fosse você. Os deuses não gostam muito quando invadimos o seu espaço pessoal, os chalés pertencem à seus filhos, e a não ser que você seja convidada, bem...Principalmente esse daí, Zeus é muito, hum, temperamental. Bem eu não sou você, então...faça o que quiser- viro-me, essa voz não veio de Miles, ele esta andando em minha direção. Essa voz vem de minha esquerda. Da construção vermelha com arame farpado. Meus olhos então se chocam com um garoto com aproximadamente a minha idade, cabelos castanhos claros e olhos castanhos, ele está sorrindo para mim.

Volto a minha atenção de volta para a porta, à minha mão que parou no meio do caminho. Volto a movimentá-la. Alcanço a maçaneta. No mesmo instante sinto uma corrente elétrica correr por todo o meu corpo, que eriçam os meus pelos e me deixam um gosto amargo na boca, mas ao contrário do que eu pensava, essa corrente é agradável, não como um aviso ou ataque, mas como um carinho ou os abraços que eu recebia da minha mãe sempre que eu voltava do colégio. Tiro a minha mão pelo susto do que aconteceu, o medo dos sentimentos que acabo de ter, eu deveria sentir isso¿ Quem ele disse que era o Chalé, Zeus não¿ Mas eu adorei, como se estivesse em casa e fosse bem vinda, mas ao mesmo tempo não. Adorei. Não tenho como evitar o sorriso que me vem aos lábios.

–Eu disse-fala o garoto. Ele esta com uma calça jeans velha e uma camiseta laranja, que aparentemente é o uniforme do colégio, todos estão usando-a. Mas esta está customizada, a original está “Acampamento Meio-Sangue” mas ele rabiscou o Acampamento e Meio e escreveu as suas próprias palavras, que ficou ”Vou tirar o seu Sangue”, isso e a espada que carregava. Muito agradável.

–Você está bem¿ Da última vez que tentaram entrar aí foram parar na enfermaria -só agora percebo que ainda estou encarando o outro garoto, e Miles também- Vamos Maya. Vou te levar ao chalé 11.

Viro-me e acompanho Miles na saída do Chalé, tento ajeitar o meu cabelo que percebo estar com o dobro do tamanho com o choque, minha camisa não está muito melhor. Não é um caminho muito longo, caminhamos do chalé 1 ao 11, do primeiro ao penúltimo. E cada vez que eu me afastava me sentia mais solitária e vulnerável, aquele chalé tem algum efeito sobre mim que não sei explicar. Será que isso tem haver alguma coisa como meu pai ou mãe Olimpiano¿ Não, eu acho que não... Viro meu rosto com a intenção de olhar o chalé 1 mais uma vez mas acabo encontrando os olhos do garoto da construção vermelha, ele também está me encarando agora. Volto meu rosto para a frente com as bochechas quentes. Tiro meu anel, e começo a rolá-lo entre meu dedos. Não sei o que está acontecendo, e isso me é horrível. Miles para bruscamente fazendo com que eu bata de cara com as suas costas, fazendo com que nós dois façamos uma careta, e eu derrube o anel. Me inclino para pegá-lo coloco no meu dedo. Seguro novamente.

–Não me lembrava desse anel-diz ele

–O que eu tenho ou não tenho, novo ou velho, não lhe diz e nunca lhe dirá respeito-respondo grosseiramente, ele apenas gira os olhos e bate na porta

–Chegamos- diz ele para mim logo antes de uma garota loira abrir a porta

–Heaiiii Miless, meu irmão! Como é que cê tá¿ Faz um tempo que não vejo você cara! O povo do 6 disse que você tinha saído em missão especial pro Velho Quíron! Que bom que cê voltou!- ela se vira para dentro da porta e grita

–Olha cambada, o Miles tá vivo, quem tinha dito que ele morreu mesmo¿ Há! Matthew tá me devendo cinco pratas seus desgraçado!- ela grita para dentro enquanto um garoto passa uma nota para ela, apenas arqueio as sobrancelhas para Miles, ele dá de ombros

–Carinha, estávamos até hoje apostando a causa da sua morte... O eu que estávamos falando mesmo¿ Haé! A missão! Como é que foi¿ Qual o objetivo¿

–Semideus em potencial-diz ele apontando para mim, só então a garota percebe que estou ali- E é por isso que estou aqui, chegamos há alguns dias, mas só agora acordou, sabe como é, monstros...- a garota concorda

–Bem, Esther essa é a Maya, Maya essa é a Esther. Ela é a conselheira do chalé de Hermes- ela me estende a mão, e no último minuto eu me lembro do que Miles disse e então tiro o anel do meu dedo, acho parecia desapontada-Bem, a Esther toma conta do chalé de Hermes, ela que administra o lugar, ela vai te ajudar a entrar nos horários e atividades. Bem, só...não tente fazer porcaria-ele então se despede e vai embora.

–Bem- Esther tenta quebrar o gelo- Como foi o passeio¿ Gostou do acampamento¿-começo a prestar mais atenção nela. Se assemelha um pouco com um elfo, possui o rosto fino, sobrancelhas arqueadas e sorriso malicioso, ela é esguia e charmosa. Não tem a mínima chance de eu ser irmã dela- Considere-se bem vinda ao nosso humilde lar, vou apresenta-la ao pessoal-diz ela se virando novamente para dentro da porta e a abrindo, tomando fôlego, ela grita o mais alto que pode- Ei cambada! Essa aqui é a Maya, ela acabou de sair do coma. Sejam gentis e bons anfitriões, ela enfrentou alguns monstros, e venceu! Maricas como vocês não vão ter um futuro muito diferente! Ela é nova, então deem um tempo para se acostumar, entendido¿-ela vira-se para mim e sussurra baixinho-Esconda a mochila e guarde as coisas preciosas às sete chaves, e reze para que não encontrem- então volta-se novamente à plateia que nos encara- Digam olá para a Maya

O quarto é superlotado, por toda canto para onde eu olhe vejo crianças e adolescendo parecidos com elfos, e em alguns momentos rostos que se sobrepõem aos cabelos loiros e o rosto fino. Alguns olhos azuis, outros castanhos, poucos verdes, cabelos lisos, crespos, encaracolados de diversas cores. Estes, eram tão parecidos com os outros quanto um cão é de um gato. Os indeterminados. Assim como eu, ele não se sentem à vontade ali, não é seu verdadeiro lar. Em algum momento me entregaram roupas e me deixaram em um beliche com um baú para guardar as minhas coisas. Guardo as roupas ali, mas continuo com a mochila nas costas, pego o anel no bolço e ponho novamente em meu dedo. Pego uma muda e vou até o banheiro com a minha mochila. Tomo um banho para me livrar a sujeira, isso também alivia o meu estresse. Não tenho presa. Me lavo com sabão, passo shampoo nos cabelos e depois condicionador. E então saiu. Me enxugo e me visto com uma calça jeans gasta que eu trazia na mochila e uma camisa do Acampamento e um tênis. E então saio. Vou até o meu beliche e deito-me em minha cama sem tirar o sapato ou a mochila das costas, apenas fico deitada em o que parecem minutos, mas então um sinal toca e todos formam uma enorme fila liderada por Esther.

–Vamos cambada! Hora da janta, e depois fogueira!- ouvimos gritos animados vindos de todas as partes- Bora, vocês sabem que Quíron não admite atrasos! Vamos novata, você também tem que vir

Hesitante eu me levanto e ponho a mochila no baú e fico apenas com o anel, não sei desde quando, mas ele me transmite tranquilidade. Vou arrastando-me até o último lugar da fila e então fico no meu lugar até Esther começar a andar, e então a fila também. Ando às cegas por um tempo, até a fila finalmente para e eu me dar de cara com um enorme banquete, tinha uma mesa enorme que se seguia por metros, lotada de tudo que se possa imaginar. Havia também uma grande fogueira e 12 mesas grandes, algumas com mais cadeiras outras menos.

–Cambada! Bon appétit! –diz ela abrindo os braços- E comportem-se! –Esther veio ate mim- Vou te mostrar como funciona-fomos andando ate as mesas cheias de comida e nos servimos- Cada mesa representa um chalé, não podemos nos sentar em outras mesas, mesmo se sejamos convidados, é a regra. Agora siga-me- ela vai em direção à fogueira onde há algumas pessoas- Veja-então ela joga uma parte da comida em seu prato na fogueira- Voce faz tipo uma oferenda aos deuses, normalmente seu pai ou mão Olimpiano ou o seu protetor ou raramente, que te deu uma bênção. Eles gostam do cheiro, estranho não¿ Os majestosos deuses gregos, a base de toda a civilização gostam...de cheirar comida queimada. Fazem isso desde os tempos antigos, só que com animais vivos e inteiros, hergth! Vá experimente.

Assim eu faço. Vou caminhando até uma fogueira. Fico sentida de jogar tão maravilhosa comida na fogueira, mas faço. Jogo metade do prato fora, já não tenho mais tanta fome. A princípio não sei à quem fazer a oferenda, não tenho à quem faze-la, não tenho pai nem mãe Olimpiano à quem dedica-la, então começo a enrolar, se é que é possível fazer tal coisa em um momento como esse. “À Hermes, por me abrigar enquanto meus pais não dão as caras. Obrigada” penso um pouco então continuo “À seja lá quem for o Deus do meu sonho, por sua irrelevante conversa que não esclareceu nada e a sua maravilhosa profecia do futuro sobre a cerca minha morte. Mas acima de tudo, obrigada pelo presente, e por ser o único até agora, a realmente perceber que eu existo, mesmo até se não for o meu pai.” Acho que acabou, mas então eu me lembro de uma coisa que realmente vale a oferenda “Obrigada acima de tudo à Zeus, a primeira pessoa até agora que realmente fez eu me sentir em casa, e me receber de braços abertos. Obrigada”. Volto para Esther que ficou me olhando esse tempo todo.

–Acredite se quiser, mas temos que fazer esse teatro todo dia, você se acostuma. E acaba sendo uma das únicas formas de se comunicar com seus pais -ela faz uma pausa- Vamos! Já devem estar nos esperando!-ela fala com toda a sua animação novamente. Será que meu futuro vai ser assim. Ignorada por meus próprios pais¿ Como se já não bastasse o que ele nos fazem passar só por carregar o seu nome. Será que a única forma de ter alguma relação com meu pai vai ser queimando comida para ele, mesmo se ele nunca der as caras¿ Isso é cruel. Tento não pensar mais nisso e vou me sentar com o resto do chalé.

Só tem um lugar vazio na ponta da mesa reservado para mim, ao lado de um garoto que não tem mais do que oito anos. Deixo-me levar por meus pensamentos, não tenho mais a mínima fome. Fico brincando com a comida até ela ficar frio, então a deixo ser levada por uma mulheres que mais parecem galinhas. Então me perco mais ainda em meus pensamentos, um a um as pessoas da mesa se levantam e vão embora, agora restam poucas pessoas na mesa, até o garoto ao meu lado foi embora. Fico girando o meu anel entre os dedos, não sei da ode adquiri essa mania, mas sinto-me mais confortável, e é quando uma voz ao meu lado me mata de susto.

–Mayaaaa¿¿¿ Eu realmente acho que você bateu a cabeça-diz Eleonor sentada ao meu lado

–Eleonor! Você não pode se sentar aqui, se te pegam...

–Que gentileza a sua se preocupar comigo!-ela faz uma cara de admiração e põe a mão no coração- Não se preocupe, não há tantos dedos duros aqui. E afinal o povo já está indo para a fogueira, daqui a pouco nós vamos ir também, mas até lá...novidade!¿ Como foi o passeio com o Miles¿

–Por incrível que pareça, ele se manteve quieto! Acredita¿ Bem, na verdade ele só se mostrou o Miles novamente quando chegamos aos chalés.

–Será que raptaram o Miles e fizeram uma lavagem cerebral nele¿ Mas continua...-ela fala

–Bem esse acampamento é mesmo muito grande, nem acredito que tem estábulos para pégasus!

–Não boba, os chalé! O que ele fez para voltar a ser o Miles habitual¿- não acredito, eu estou mesmo fofocando com Eleonor¿ O que esse lugar fez comigo¿ Desde quando eu me senti tão em casa para ficar fofocando por aí¿

–Nada de mais, ele me explicou como funcionava a seleção de semideuses, as características de cada um e os deuses. Eu fui ver o chalé de Zeus. Tinha outro garoto perto, ele me advertiu mas mesmo assim, eu fui vê-lo. –olho para os dois lados, tem algumas pessoas nos olhando-Eleonor, foi estranho, eu simplesmente, gostei.

–Não surpreenderia se isso acontecesse-diz ela dando de ombros

–O que¿

– Você ser filha de Zeus. Não sei se você sabe, mas sempre que somos mandados, é para ficar de olho em um semideus em potencial. Ou seja, filho dos três grandes. Zeus, Poseidon e Hades. Eles são os deuses mais poderosos, a terra foi dividida especialmente para que cada um governasse-a. Zeus o Deus dos Deuses, Rei dos Olimpianos ficou com os céus. Poseidon é o deus dos mares. E Hades ficou com o mundo inferior, tomando conta das almas. Após a morte, o nosso futuro fica em suas mãos. Os filhos dos Três Grandes são os mais poderosos, os mais destrutivos. Seu poder é maior do que o dos filhos de outros deuses. E são os que normalmente mais são atacados. Normalmente são autoritários, rudes, e perfeccionistas e quando irritados, parecem uma tempestade!

–Obrigada-digo resmungando

–Mas também são corajosos, você impõe liderança! É você Maya, fomos enviados até você por uma razão, pode ser que tenhamos errado, isso já aconteceu antes. Mas conheço-a melhor do que conheço muitos do meu chalé. Acredite, pois eu acredito

Fico brincando com o meu anel e penando no que ela disse. Será mesmo¿ Será que ela está certa e eu sou uma filha de Zeus. Eu e meu péssimo temperamento de não seguir ordem, não conseguir conversar em paz sem sair berrando ou deixar alguém zangado, eu a rude Maya, a quase não tem amigos¿

– Vamos, temos que ir para o anfiteatro, já devem estar nos esperando. E você não contou do comportamento estranho do Miles.- nós nos levantamos e vamos em direção ao anfiteatro

–Nada demais à relatar. Fomos lá, ele me explicou como funcionava, eu idiotamente fui até o chalé de Zeus, um garoto me advertiu, mas mesmo assim eu fui depois levei um choque, voltei toda descabelada, e então Miles me levou até o Chalé11 e me apresentou à uma tal de Esther e pronto fim da história.

–Pera, esse garoto que você falou, era o Miles ou não¿

–Era outro que eu não conhecia, quer dize eu não conheço ninguém aqui- digo rindo secamente

–Como ele era¿ Como ele era!-pergunta histérica. Uma vez Eleonor, sempre Eleonor.

–Tinha cabelos castanhos bem claros, olhos que mais pareciam mel. Tinha um porte atlético. E estava com uma camiseta customizada. Ele estava saindo do chalé del.

–Humm. E qual era esse chalé¿

–Não sei direito, era todo vermelho, tinha uma cabeça de javali e arame farpado no telhado.

–Ares- ela fala o nome como se fosse a pior coisa do mundo

–O que tem¿

–Os filhos de Are, até mesmo o Ares, são criaturas nojentas e odiosas, víboras peçonhentas que não tem dó de te atacar pelas costas -Meu Deus, se a adorável e querida Eleonor estava falando tão mal de alguém...esse pessoal não deve ser muito legal

–Eles não são flor que se cheire. Mantenha-se longe. Poucos são realmente boas pessoas, para não dizer que são inexistentes.

–O.K. então...

–Mas Maya, huau, mal chega e já está abalando corações, não é a toa que Miles está com tanto ciú — ela para no meio da palavra como se só agora tivesse pensado

–Eleonor. O que tem Miles. Não é a toa que ele está com tanto...

–Nada de mais. Não é a toa que Miles está com tanta dor de cabeça! Você se mete em tanta furada que parece que cada pessoa que conhece ou cada passo que dá, você cai em uma nova armadilha. Põe má sorte nisso!-ela falou um pouco rápido demais, o que a entregou. Desde sempre nós temos um trato, toda vez que ela contava uma mentira ruim, eu fingia que acreditava e ela fingia que eu acreditava.

–Está bem-respondo

–Agora vamos que eu não quero perder a apresentação dos filhos de Apolo, além de ótimos curandeiros, são músicos perfeitos. Eles tinham dito que ia ter uma apresentação especial esta noite- ela tenta esconder, mas sua expressão esbanja nervosismo e alívio ao mesmo tempo.

–Vamos

Notas finais
Esqueci e avisar. Mudei o meu nome de Kara-Mel para Ártemis blz? Beijocas '3', Ártemis
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.