Hendril - O outro mundo.
3 Capítulo 03 - Mansão dos Evans em Hendril
Notas iniciais
— Estranho ele te odiar por isso Emy… Quase todos da Ordem dos Cavaleiros de Dragão sabem sobre o irmão dele… — Christopher fez cara de quem realmente não entendia o motivo.
— E você acha que eu sei o porque? — ela falou levantando os braços fazendo o gesto de não saber de nada. — Eu só posso deduzir que é por isso, porque se não for… Juro que eu não sei! — ela falou abrindo a porta da casa e entrando. — Mãe… Pai…. Andy… Cheguei!!! — ela chamou por sua família mas não obteve resposta. — Ótimo… Temos um tempo à sós para treinarmos! — ela falou sorrindo e os dois saíram correndo para o porão.
Uma vez eles lá dentro, que Christopher começou a explicar para Emily como era ser e se transformar em um Hunter.
— Você tem que sentir esse outro ser dentro de você e respirar fundo até sentir um batimento só dentro de você. — ele disse. — Que animal você acha que é?
— Eu não sei… Os felinos me atraem muito…. Mas tenho medo que seja um dragão, pelo amor que tenho ao FireHeart….. — ela falou meio preocupada.
— Calma… Acho que não vai ser um dragão! — ele falou sorrindo tranquilizando a menina.
— E como sabe? — ela perguntou cética.
— Porque desde que te conheço, você tende mais à ser um tipo de felino do que um dragão…. — ele disse sorrindo.
— Espero que você esteja certo porque se eu destruir a minha casa por causa do tamanho do meu instinto, eu juro que te mato…. — ela falou fingindo estar brava com ele e rindo.
— Vaaaai anda logo, antes que seus pais cheguem e me matem de verdade… — ele falou rindo.
Emily respirou fundo, acalmando sua mente e seu espírito; quando sentiu algo batendo junto ao coração dela, respirou fundo novamente e então sentiu as duas batidas, dos dois corações batendo como um só e então ela disse: Instinctus Animales. E com um grande clarão, no lugar onde estava a menina, havia surgido um gato listrado cinza com as listras pretas.
Christopher não aguentou e caiu na gargalhada, chegando à cair no chão e à chorar de tanto que ria.
Emily olhou à sua volta e viu sua calda, suas patas e ao olhar em um pedaço de espelho perto de Christopher, viu em que animal ela se transformou e disse se sentando e olhando para o amigo com cara feia:
— Quer parar de rir? Ou vou ter que te arranhar?
— Des… Desculpa… — ele falou rindo de se acabar. — Mas você tá muito fofa Emy! — ele ria que teve que parar de falar e continuar a rir.
— Engraçado…. — ela falou contrariada, ela pensou que poderia ajudar o lado da luz à combater o das trevas se se transformasse em um animal imponente, mas como uma gata… O máximo que poderia fazer era ficar de tocaia perto da casa de alguém…. — Para logo de rir seu retardado. — ela falou visivelmente incomodada com a situação e logo em seguida voltou à se transformar em humana de novo, dando tapas em Christopher que ainda ria muito.
Eles saíram do porão e a menina foi fazer um lanche para eles na cozinha; pouco tempo depois os pais e o irmão mais velho da menina chegaram e se juntaram à eles no lanche; mas a transformação de Emily foi segredo absoluto.
— Chris.. Que bom que você veio cara, preciso te mostrar o que eu consegui invadindo o QG dos Feiticeiros Negros ontem. — Andrew, irmão de Emily disse assim que viu o amigo.
— Como é que é? — Emily perguntou assustada ao ouvir a conversa do irmão. — Você ficou louco Andy? Mãe… Pai… Vocês ouviram isso? — ela falou pasma com os pais.
— Sim Emy… Nós estávamos juntos. — eles falaram.
— E porque ninguém me falou nada? Eu podia ter ajudado também! — a menina falou brava.
— Você foi designada para cuidar da comunidade não mágica Emily… Não pode interferir aqui em Hendril. — Alexander, o pai da menina disse sério.
— Que legal… Joga na cara mesmo… — ela falou emburrada largando tudo em cima da pia e saindo de casa, mas ao chegar na porta da cozinha, ela parou e disse: — Esperem até vocês precisarem de mim para alguma coisa. — e com isso ela saiu de casa batendo a porta.
A relação de Emily com sua família nunca foi muito boa, desde que a menina se descobriu dracovalier, pois para seus pais, ela deveria ser somente uma maga, como toda a família. O único a apoiar ela, era Andrew, para o homem, de trinta anos mas com jeito de menino ainda, era muito legal a irmã ser além de maga, uma dracovalier.
— Pegaram pesado hein? — Andrew falou revirando os olhos e fazendo sinal para Christopher subir com ele as escadas que levavam para os quartos.
— Ela precisa entender, que ordens, são ordens e não se desfazem assim do nada. — a mãe, Lizzy falou brava pondo um ponto final na conversa.
— Aaaah claro… Claro… — ele falou subindo com Christopher e foram para o quarto.
— Eles ainda odeiam o fato de ela ser uma dracovalier? — Christopher perguntou.
— E como…. É insuportável… — o amigo disse abrindo a porta do seu quarto. — Ainda bem que Emily mora na outra dimensão e sabe se virar bem por lá. — ele disse fechando a porta depois de entrarem no quarto. — Mas escuta.. Olha o que achei no QG… — ele falou e jogou uma pedra negra brilhante para Christopher pegar.
— Isso é… — Christopher disse olhando a pedra boquiaberto. — Não pode ser cara… Se isso for o que eu realmente acho que é…. O mundo tá bem perdido. Precisamos avisar todos da Ordem. — ele falou sério e preocupado.
— Sim, já avisei ao Casper, ele ficou de fazer uma reunião urgente. — Andrew disse sério. — E o pior, é que não era só essa não… Eles tem várias iguais à essa lá no QG. — ele falou tenso.
— Que merda… Estamos perdidos… — Christopher disse tenso. — Vamos precisar de todos aqui para deter Hensfeld, CoohWood e todos os seus colaboradores.
— Sim… E isso quer dizer que Emy vai poder finalmente voltar à montar o FireHeart como ela sempre quis. — Andy disse sorrindo.
Emily, por ter quase exposto a comunidade mágica de Hendril, em uma situação de extrema necessidade e que vidas dependiam dela, foi quase que banida de Hendril, sendo acusada por seus próprios pais, que trabalhavam na prefeitura da cidade como Controladores do Sigilo Mágico de Hendril; eles proibiram a menina montar FireHeart de novo sem a supervisão de algum dracovalier experiente. Então, desde esse dia, ela nunca mais voou como gostava, às plenas asas.
Andrew e Christopher ficaram conversando horas sobre as pedras que Andrew achara no QG dos inimigos e que podiam destruir todo o mundo, incluindo a comunidade não mágica.
Eles eram amigos desde crianças e mesmo com trinta anos cada um, agiam na maioria das vezes quando juntos, como adolescentes: imprevisíveis.
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