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72 Capitulo sessenta e nove (Alicilinda)


Notas iniciais
Oi pessoal! Acho que vocês vão sentir raivinha de mim agora, mas é meu dever de autora deixar vocês angustiados... xD

– De jeito nenhum — falou ela enfatizando o "nenhum".

– Acho que você me deve isso — rebati. Por que... afinal... era ela que tinha me abandonado nos Estados Unidos! O que vocês fariam se fossem eu?

– É muito rápido Alicia, eu não vou deixar você ir para Minas Gerais sozinha por que um garoto...

– Garota.

– Pior ainda!

– Você tem preconceito?

– Querida, não fomos feitos para ficar com pessoas do mesmo sexo. Homem com mulher e mulher com homem. Qualquer coisa diferente disso não é natural.

Vocês podem pensar que isso não é possível, mas eu normalmente não tenho vontade de socar as pessoas...

(N/l: hm... então...)

Cala a boca! Eu nunca tive vontade de socar ninguém!

(N/l: e aquela vez que você jogou a garota no lago com um soco?)

Ela estava me irritando por muito tempo, ela mereceu. E não conta!

(N/l: e que tal aquela vez que você empurrou uma criancinha por que derrubou um sorvete?)

Ninguém desperdiça sorvete! É crime!

(N/l: você empurrou uma criancinha, Alicia!)

Não era tão pequena assim!

(N/l: tinha três anos)

Ela era grande!

Enfim, eu estava com vontade de socar minha mãe por suas frases nada gentis.

(N/l: cuidado com seu temperamento!)

Ela merece e ponto final!

Mas eu não a soquei. Em vez disso eu dei um argumento que ela não podia contestar:

– Mãezinha, você não gosta de mim aqui, seja sincera.

– Do que você está falando?

– Eu fiquei a vida inteira longe de você e de sua família, nós não temos o mínimo de carinho uma pela outra. Se eu fosse para Minas Gerais, eu iria morar sozinha como eu sempre fiz, você iria apenas me mandar dinheiro como sempre fez e eu venho visitar de vez em quando.

Ela me olhou com as sobrancelhas franzidas.

– Eu pensei que trazendo você de volta, ficaria mais fácil para nós nos unirmos.

– Mas eu estou aqui há mais de um mês e você nem tentou ter uma verdadeira conversa comigo!

Ela suspirou.

– Ir para Minas Gerais vai lhe deixar feliz?

– Sim.

Ela estreitou os olhos.

– Está bem, mas eu quero uma ligação por dia, quero que continue indo à escola e quero saber de tudo o que está fazendo lá. Você ainda tem só dezesseis.

– Obrigada! — falei abraçando-a.

– Não há de quê.

– Você vai gostar de Lirya!

– Eu não me sinto muito animada para conhecê-la agora. Talvez daqui a uns dez anos, quando eu me acostumar com a ideia.

– Vai se acostumar mais rápido que imagina.

– Eu espero que sim, Alicia... eu realmente espero que sim.

Notas finais
Sim! Alicia vai se mudar para Minas Gerais e é provável que ela apareça menos na fic... mas ela ainda vai estar aqui! (Não me matem, por favor)