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41 Capitulo quarenta (June)
Tomei um gole do meu café e continuei lendo meu livro.
Estava em uma livraria, daquelas que tem cafeteria dentro, onde você pode ler o livro enquanto toma o café.Particularmente eu odeio café, mas especificamente o dessa cafeteria era apaixonante.Tinha pegue um livro da Agatha Christie, minha escritora preferida, chamado Cipreste Triste e já estava me envolvida no crime.Até alguém puxar a cadeira e sentar nela. Olhei para cima e dei de cara com Amanda.– Oi — falou ela sorrindo.– Oi — falei secamente voltando para meu livro.– Olha, June, eu não quero arranjar confusão. Vim aqui estender a mão e pedir para sermos amigas.– Isso é inusitado — falei sem olhar para ela.Amanda bufou.– Inusitado seria você ter uma conversa normal comigo.Então o sangue subiu e finalmente a encarei.– Você acha que eu deveria estar andando por aí de mãos dadas pra você depois de tudo o que você me fez? Se toca Amanda! Eu quase me matei por sua causa!Ela recuou.– Você o quê?Suspirei lembrando que eles não sabiam.– Eu tentei me matar. Feliz?Ela balançou a cabeça e seus olhos começaram a ficar cheios d'Água.– Eu não sabia... eu... sinto muito...Respirei fundo. – É claro que você não sabia. Eu não queria que ninguém soubesse.Ela olhou para baixo e soluçou baixinho.– Desculpe... — ela continuava repetindo.Vendo Amanda daquele jeito, me fez sentir pena e perceber que aquilo não valia a pena. Eu estava destruindo a mim mesma. Enquanto eu culpava Amanda por erros meus, eu continuava errando, ao não perdoá-la. Devia ter precisado de muita coragem para Amanda me pedir perdão.Eu teria de ser ainda mais corajosa para perdoá-la.– Não se preocupe Amanda. Eu te perdoo.Ela me olhou, com os olhos vermelhos e inchados.– Sério mesmo?– Sim. – Podemos ser amigas?– Não exagera.Ela soltou um riso meio fungada.– Ei! Cipreste Triste! Eu já li esse livro!Olhei para meu livro e sorri, impressionada por estar realmente sorrindo para Amanda.– É um bom livro. Até agora, pelo menos.Ela secou as lágrimas e sorriu.– Você nunca vai imaginar quem matou.– Eu nunca adivinho. Não sou boa com essas coisas.Então meu celular vibrou na mesa. Amanda deu uma espiada e franziu as sobrancelhas ao ver o identificador de chamadas.Peguei o aparelho para atender.– Alô? – June — disse Felipe, ele respirava forte e parecia nervoso — June você precisa vir aqui...– Espera Felipe. Respira direito e fala com calma. Onde eu preciso ir e por que?– No hospital — ele choramingou — Você precisa vir ao hospital!– O quê? — falei assustada — Por que?– É Pedro. Ele teve um colapso. – O quê? — repeti incrédula.– Ele teve um colapso June — falou ele rápido — E o médico disse que ele está muito mal. Ele pode não passar de hoje.
Notas finais
Quem está tenso? Eu estou tensa! Reviews time!
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