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58 Capitulo cinquenta e sete (Felipe)
Notas iniciais
Só digo uma coisa: pasmem!
Eu estava exausto do enterro. Queria apenas deitar e dormir até o próximo mês, mas Caio, June, mamãe e minha consciência (devia ser o Pedro falando no meu ouvido) diziam que eu deveria ir ver Amanda.
Então eu tomei um banho, comi alguma coisa e me pus no caminho do apartamento dela.Minha namorada atendeu a porta logo na primeira campainha, como se estivesse me esperando, mesmo que eu não tivesse dito que vinha.Ela me olhou e parecia um pouco zangada e eu entendia perfeitamente. Afinal, eu não tinha dado sinal de vida em dois dias.Porém incrivelmente, ela suavizou e tirou meus óculos escuros, olhou em meus olhos e enlaçou seus braços em meu pescoço, se esticando para me dar um beijo. Foi rápido, mas suave.Ela se separou e olhando para seus olhos, eu sabia exatamente o que ela sentia. E eu sentia o mesmo.— Precisamos conversar — disse ela.— Sim.Passei pela porta e Amanda a fechou, me levou pela mão para o sofá e sentou-se ao meu lado.— Eu fiz algo terrível — disse ela olhando para baixo.— Como assim?— Eu fiz algo terrível e eu me arrependo muito do que fiz — então ela me olhou, seria — Eu comecei a namorar você para esquecer de Rafael.O ex-namorado de Amanda, Rafael, era o idiota violento que insistia a quase dois meses para voltar, porém ela permanecia firme e forte.— Por que está me dizendo isso?— Por que eu acho que você merece alguém que te ame por você ser você, e não para superar alguém.Dei uma risada seca.— Eu acho que fiquei com você por tanto tempo pelo mesmo motivo...— Eu sei. Eu vi hoje. — Viu o quê?— Vocês dois... — devo tê-la olhado confuso, pois ela suspirou pesadamente — Você e June.— Eu não sabia que você estava lá.— Eu vi vocês abraçados e... — ela deu um riso e olhou para baixo, envergonhada — Pensei coisas ruins. Mas depois de pensar, eu sei que você não faria nada do que eu pensei.Acenei.— Você pode ter certeza que se eu quisesse ficar com June, eu teria acabado com você antes. Ela estava me dando suporte.— Eu sei Felipe. Mas sua namorada sou eu. Quem devia te dar suporte sou eu.— Mas...— Eu não estava lá. Eu não estava lá por que você não falou, não pediu, nem sabia que Pedro tinha morrido.— Eu sinto muito Amanda.— Não tem problema — ela falou sorrindo um pouco — Eu sabia que você não era o homem da minha vida.Dei de ombros rindo um pouco.— Eu também.Ela olhou para baixo e eu também. Amanda se mostrou uma grande amiga é ótima companheira. Eu não queria perder aquilo.— Podemos continuar amigos?Ela me olhou de repente e sorriu largamente.— Sim.Sorrindo um para o outro.E assim nosso pacto estava selado.Algumas horas depois, voltei para casa, bem mais leve do que estive o dia inteiro.Então uma bomba caiu sobre mim ao abrir a porta e ver uma garota com o cabelo da cor do arco-íris, um alargador em cada orelha e um chiclete na boca histérica.Nos encaramos por pelo menos dez minutos.Então minha mãe apareceu pelo corredor e parecia bem nervosa.— Oh olá Felipe. Essa aqui é Alicia, sua irmã.Olhei para a garota e ela olhou para mim.— Olá — disse ela com a voz fina.— O que?— Eu disse "olá"— Não, eu... quer dizer, olá para você também, mas o que?! Irma? Eu não tenho irmã! Sou o último filho!— Podemos conversar sobre isso depois — disse minha mãe.— De modo algum — falou Alicia — Eu explico! Ela transou com um homem aleatório e me teve, então me colocou em um internato integral, mas eu fui expulsa então ela teve que me aceitar de novo.Gargalhei.— Ser expulso parece ser a sina das pessoas da família.— Oh, você também foi?— Sim — falei dando de ombros.— Gostei de você.— E eu amei o seu cabelo.Ela sorriu e mexeu nele como se estivesse orgulhosa.— Eu soube que seu amigo morreu hoje.— Foi.— Sinto muito.— Obrigado.— Quer comer alguma coisa e falar das suas dores?Ri.— Vamos comer chocolate e falar sobre SUAS dores.Ela deu de ombros.— Ok, gosto de falar de mim.— Certo, vamos.E saímos de casa, deixando minha... quer dizer, nossa mãe de queixo caído com o quanto nos demos bem tão rápido.
Notas finais
Pasmaram?
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