Help Me!
3 Eu sempre consigo o que eu quero!
Sabe aquela vontade de espancar alguém? Então, o Ashley faz despertar essa vontade em mim. Ele é pior que a Macaile. Minha irmã de oito anos. E olha que ela é , com todo respeito, o inferno em pessoa.
Comecei a rir alto, o Ashley me olhava confuso.
- Você tá mesmo achando que eu me apaixonei por você em apenas um dia?
- Muita gente se apaixona por mim pelas fotos! — ele sorriu, e eu parei de rir.
Ele não desistiria tão fácil.
-Eu não vou sair nessa chuva! Desiste. — outro trovão, eu comecei a tremer.
- Quer esperar pela próxima então? — ironizou — Vamos Anne, por favor!
- Não.
- Tá, vou espalhar pro mundo inteiro que você está apaixonada por mim.
- Se eu for com você, você esquece essa história ridícula?
- Sim, mas vamos logo!
Quando entramos no carro, ele olhou pra mim com um sorriso vitorioso na cara.
- Eu sempre consigo o que eu quero!
- Então se acostume a não conseguir sempre, é a primeira e a última vez que eu te ajudo.
- Pode ter certeza que não.
Ele começou a dirigir. Eu olhava impacientemente pela janela, e a trovoada só piorava. O Ash ligou o ar condicionado do carro.
Esse cara era louco pra ligar o ar nesse frio?
- Desliga essa merda! — falei, irritada.
- Toma. — ele tirou o casaco e me deu, enquanto estávamos parados em frente ao semáforo.
- Não seria mais fácil você desligar o ar?
- Não, eu gosto do ar ligado.
Vesti o seu casaco, era comprido, então tampava metade das minhas coxas. No segundo depois que eu coloquei o casaco, Ash já reclamou.
- Se bem que eu preferia você sem o casaco!
Fiquei quieta, logo paramos em frente a uma loja. De jóias. Entramos e logo fomos atendidos por uma loira siliconada, que o Ashley só faltou babar em cima dos peitos dela. Revirei meus olhos e fomos vendo as jóias, achei um colar de ouro com um coração, enfeitado com strass preto. Mostrei pro Ash, ele não gostou. Mostrei 10 colares, nada. Eu já estava começando a ficar irritada.
- Quer escolher logo a porcaria do colar?
- Calma! Estou vendo as opções.
Esse garoto me irritava mais que qualquer coisa. Depois de horas vendo os colares, ele levou um com o símbolo do infinito, outro com um lacinho e um de uma cruz. Pagamos e finalmente voltamos para casa. Entrei em casa, pelo jeito ninguém ainda havia acordado. Assim que eu subi o primeiro degrau, fui puxada. Ashley me surpreendeu com um abraço.
- Obrigado! — ele me soltou, e eu fiquei olhando para o nada.
(...)
- Anne, acorda! — alguém me cutucou no meio da noite, acendi o abajur e logo reconheci Ash.
- O que você quer aqui estrupício?
- Quero te contar do meu encontro!
Desliguei o abajur e voltei a dormir.
- Eu ainda to aqui! — ele falou, minutos depois.
- Você não vai parar de me encher se eu não te ouvir né?
- É isso aí. Então foi assim, eu fui lá no ponto que ela trabalha, dei o colar pra ela, a gente ficou, não confunda isso com transar, e ela me despachou... Ela não quer mais me ver na vida, acredita? Que mulher mais louca.
- Porque será que ela não quis mais te ver né?
Porque você é um insuportável, Ashley.
- Então, eu não transei com ninguém nessa noite e... — acendi o abajur. E o encarei.
- Aonde você quer chegar com essa história?
- Em lugar nenhum, só queria que você ficasse sabendo. Ah é, toma. — ele me entregou o colar de lacinho. Era lindo. — Pra ti. Não tinha mais nenhuma garota pra entregar então, fica pra você. — ele colocou no meu pescoço, e ficou olhando... para os meus peitos.
— Você não é nada discreto, né?
- Aham, agora chega pra lá. — ele disse, me empurrando.
- Porque?
- Porque eu vou dormir contigo, ué.
- Dormir comigo? Você endoidou?
- Eu não vou te estrupar enquanto dorme, Anne. Relaxa. Eu só não quero dormir sozinho.
- Você dormir sozinho, isso é definitivamente um milagre, não é?
- Mais ou menos! — ele se deitou. — To sem sono.
- Agora você tirou o meu sono também. — bufei.
- Podemos fazer outra coisa enquanto estamos sem sono. — ele disse se aproximando, e segurando na minha nuca. Nossos rostos estavam bem próximos. Até que o meu celular tocou. Ashley me olhou irritado.
- Oi. — falei, assim que atendi o celular.
- ANNE, MINHA LIIIIIINDA! — ele berrou, reconheci a voz.
- Eduardo meu amor. Que saudades.
- Eu também estou com saudades. — sorri. — Quando você volta? Onde você tá?
- Daqui a três meses. Em Los Angeles, e eu to na casa de um parente meu.
- É muito tempo para eu ficar sem você!
- Pelo menos alguém sente a minha falta!
- Tem muita gente aqui sentindo a sua falta.
- Os seus animais não contam, Edu! — soltei um riso baixo. — Ei, eu vou ter que desligar, até mais!
Coloquei meu celular do meu lado, e olhei novamente para Ash. Ele me encarava seriamente.
- O que foi?
- Nada, quem é esse Eduardo? — ele falou, se deitando.
- Um amigo. — me deitei, apagando a luz. — Durma e vê se fica bem longe de mim.
Falei isso e adormeci. Acordei com alguém entrando no quarto e berrando, e eu caindo da cama no susto. Já que eu estava na beirada, porque o Ashley ocupa muito espaço na cama. Não que ele seja gordo, ele é só acomodado.
- Anne... HMMMMMMM to interrompendo algo, não estou? Ai garota, que orgulho de você! Mal chegou e já tá pegando o Ash!
- Ah, filho da mãe! — berrei, olhando para o CC. — Eu não to pegando ninguém, caramba!
- Isso é o que você diz! — ele sorriu malicioso e saiu do quarto.
Ótimo, como eu vou explicar que o Ashley entrou no meu quarto, e eu o deixei dormir comigo, mas não aconteceu nada?
Olhei para o lado, e Ashley ainda dormia. Caramba, esse daí tem um sono pesado. Me levantei com as mãos na cabeça, cuidando para não cair. Coloquei a primeira roupa que eu vi na frente, que era um vestido preto, não muito curto. E um All Star qualquer. Desci e CC ainda estava com o sorriso malicioso na cara.
- Não aconteceu NADA! — falei, enquanto pegava um pedaço do bolo de chocolate.
- Awn Anne, eu não achei que você fosse tão puta ao ponto de pegar o Ash em tão pouco tempo mas... eu fico feliz por você! — ele veio me abraçar.
Como assim, puta? Puta é a mãe dele!
Ashley logo desceu, e ele foi explicar pro CC o que realmente aconteceu.
- Eu sabia que você tava mentindo Anne! Ashley acabou de me contar o que realmente aconteceu com vocês, e espero que tenham usado camisinha. — ele saiu. -
- O que você disse pra ele?
- Eu falei tudo na ironia e ele acreditou!
- Seu idiota!- E agora, eu posso matar o Ash, não posso? — Agora ele vai achar que eu sou uma puta! — me joguei no sofá, bufando.
- Você não é uma puta...
- Obrigado!
- Putas tem corpo mais bonito que o seu!
- Eu só tenho 17 anos, caramba!
Ótimo, além de o CC achar que eu e o Ashley transamos, vou ter que ouvir do Ash que eu não tenho um corpo bonito!
- Mas você dá pro gasto guria! Relaxa.
Bufei.
- Você é bonita! Mas eu ainda prefiro as prostitutas.
Levantei do sofá e comecei a subir as escadas. Irritada.
Eu precisava arrumar um jeito de ir pra casa.
me atirar na frente de uma bicicleta não me parecia uma idéia ruim.
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