Notas iniciais
Bloqueio criativo, não me matem

Tá um LIXO, eu sei, me perdoem

Sinto muuuuuuuuuuuuuito pela demora!

DIA 1

POV’s Letícia

Aquilo tudo parecia um pesadelo.

Há algumas semanas, haviam me oferecido uma bolsa para uma das melhores escolas do mundo – digamos que ser a capitã do time feminino de vôlei do estado de Michigan tem lá suas vantagens – Mas a viagem de meus sonhos acabou se tornando numa tragédia grega quando o avião colidiu numa montanha, partiu em dois e caiu. Tanto o piloto quanto a aeromoça morreram na queda.

A situação é crítica. Os que não estão machucados fisicamente, pode ter certeza que seu emocional não está nada bem.

Eu e mais alguns destaques estamos junto da parte dianteira da aeronave.

Nenhum sinal de habitantes, até agora.

– Gente, ferrou – Disse a irritante da Katherin McQuinn – Já era. Vamos morrer aqui. Vamos acabar iguais ao piloto.

– Ai, McQuinn, por favor – Repliquei — Menos! Não precisamos de suas histerias numa hora dessas.

Já conhecia Katherin antes, ela era de minha escola. “Popularzinha”, destaque no teatro. Nunca nos demos bem. Os meninos sempre babavam por seu corpo e as meninas invejavam seu cabelo loiro e seus olhos azuis. Eu não. Sempre fui feliz com meus longos cabelos castanhos e meus olhos cor de chocolate. Mas pareço ser a única que odeia seu jeitinho grudento. Até mesmo meus melhores amigos gostam dela... Dá pra acreditar?

– Ninguém pediu sua opinião, Gray!

– Muito menos a sua – Ri, sarcástica. Adoro esses joguinhos.

– Meninas, chega – Disse Sam Collins, esfregando as têmporas – Já temos estresse demais por aqui. Vamos evitar brigas assim, por favor.

Decidi deixar o assunto morrer ali.

Entrei na metade do avião que se encontrava ali presente e me joguei em um dos bancos. A aeronave estava detonada. Tirei do bolso de trás de minha calça o bilhetinho que meu irmão escrevera para mim:


“ Leh,



Oi, irmã. Tudo bem? Espero que a viagem esteja boa...



Imagine, Austrália... é bem longe daqui, né?



Só queria lembrar você que vou sentir muita (...)”



Deixei de ler antes que o bilhete chegasse em sua metade. Não podia suportar a dor. Desde que minha mãe falecera eu cuidava dele, já que meu pai não dava a mínima para nós... E agora não havia ninguém por lá para ele.



Como eu podia ser tão estúpida?



Levantei e chutei o banco da frente.



– Ei! – Disse uma voz que vinha da frente do avião.


Droga, pensei que estava sozinha!

– Ah... Oi?! – Respondi, envergonhada

Um garoto de cabelos castanhos cacheados e olhos escuros olhou para mim por cima do primeiro banco. Ele me examinou de cima abaixo e finalmente disse:

– Aí, chega mais. – Ele abriu um sorriso torto e voltou a se jogar nos bancos.

Fui até seu encontro. Ele usava camiseta em “V” branca e jaqueta de couro.

– Credo – disse – você não tem calor não?

Ele apenas olhou para mim e riu de leve. Sentei-me no banco do outro lado do corredor, onde algumas mascaras de oxigênio pendiam do teto.

– O que aconteceu ali atrás?

Esfreguei os braços e encarei o chão enquanto tentava formular uma resposta descente.

– Sabe... – Abri a boca – Tudo isso aqui é assustador.

– Acho que sei como você deve estar se sentindo – Ele reclinou a cabeça no banco.

– Não está com medo?

– Na verdade – Ele pensou por alguns instantes – nem um pouquinho

– Como assim? Isso aqui é o inferno!

– Isso aqui é o paraíso – ele me corrigiu

– Você é louco

– E você é cega. – Ele se levantou – Sem pais; Sem regras; Sem horários; Sem bla bla bla de gente velha; Nada de professores, e aqui tem mina pacas. O que mais eu podia pedir?

Revirei os olhos

– Sanidade? Decência? Bom-senso? — Respondi

– E quem precisa disso?

– Pelo o que me parece, você – ri

Ele levantou uma sobrancelha e me encarou por um tempo. Ele parecia um daqueles “Bad Boys”... Nada demais

– Aah, já entendi... – ele apontou um dedo para mim – Você é uma certinha

– Certinha? – Retruquei – Eu quebrei o nariz de uma líder de torcida

– Eu já peguei umas lideres de torcida – Ele deu de ombros

– Estive tantas vezes na sala da diretora que as secretarias de oitenta anos, que não reconhecem nem os próprios filhos, já aprenderam meu nome

– Eu já peguei minha diretora

– Masoquê? – Perguntei, indignada

– Brincadeira. Continua

– Já fui expulsa de duas escolas

– Agora, isso – Ele me disse, encarando fundo em meus olhos – É alguma coisa

– Ta vendo? Não sou uma filhinha de papai.

– É... talvez não seja. – Ele sentou-se ao meu lado e estendeu a mão – Falando nisso, meu nome é Peter Klomey

– Letícia Gray – Respondi ao cumprimento

Talvez tivesse feito um... Amigo

Notas finais
Tá péssimo, eu sei. Não me matem por que assim eu não vou poder melhorar essa história.

Qualquer erro que eu tiver cometido pfv, me avisem por MP