Help

5 Capítulo 5


Help me if you can, I'm feeling down

Ajude-me, se você puder, eu me sinto pra baixo

And I do appreciate you being round

E eu aprecio você estar por perto

Help me, get my feet back on the ground

Ajude-me, coloque meus pés de volta no chão.

Won't you please, please, help me

Você não vai, por favor, ajudar-me?


Toda essa minha angustia, todo o meu sofrimento em forma de arrependimento, tudo mudaria. Ao mesmo tempo em que ele resolveu se ajudar estava ajudando a mim também. Pela primeira vez na vida, eu estava me deixando ajudar e permitir que os outros me ajudem. Isso para mim era uma nova experiência, me sentia bem melhor por isso.


É a primeira vez que sinto isso. E me sinto bem melhor, como se tivesse tirado um peso das costas, e aposto que Joshua se sentia do mesmo jeito. Ele me ligou ontem avisando que conversaria com a outra ainda essa semana para dar um basta em tudo. Fiquei feliz só de ouvir sua voz entusiasmada ao telefone. Sorri bobo e timidamente para ninguém, apenas para mim mesmo.


Sem muito que fazer e com uma ansiedade enorme para vê-lo novamente, dessa vez todo para mim, não tinha muito que fazer. Peguei meu violão e comecei a dedilhar alguma coisa, uma bela melodia que pudesse mantê-lo em meu pensamento, que pudesse relembrá-lo assim que ouvida.


Dois dias depois ele apareceu. Vestia uma calça jeans de cor vinho, uma camiseta branca e seus óculos de armação preta.


– Desculpe não ter aparecido antes, é que aquela chata não parava de encher o saco. – Começou a se explicar depois de ter passado por mim e ido se sentar no sofá.


– Falou com ela sobre aquilo? – Perguntei depois de me sentar em outro sofá.


– Falei sim. – Falou se ajeitando para ficar mais confortável.


– E ela, fez alguma coisa?


– Bem, no começo ela começou a jogar alguns objetos em mim achando que eu tinha traído ela de alguma forma e de tanto insistir falando que seria melhor assim, ela concordou e deu-se por encerrado. Depois de um bom tempo ela foi entender que já não era a mesma coisa que antes, se e que houve o antes, mas no fim tudo acabou bem. Ate o fim de semana ela terminar de tirar as coisas do meu apartamento.


– Quer alguma coisa? – Perguntei um pouco sem jeito, com a mão na minha nuca.


– Um copo de água cairia bem com esse calor.


– Vou pegar. E o que você vai fazer com seu apartamento depois que vir passar a morar comigo?


– Vou deixar o Spencer morar lá.


– Que bom. Ele deve estar todo feliz com isso, não?


– Bastante! Ate começou a arrumar as coisas dele. Disse que semana que vem já começa a levar boa parte do que estiver arrumado.


– Ótimo. E você já começou a arrumar as suas coisas, Josh?


– Eu estava pensando se você poderia me ajudar com isso. Você sabe que organização nunca foi o meu forte, mesmo eu tentando deixar tudo organizado.


– Isso é um fato! Quem sempre organizava suas coisas durante as turnês? Eu, porque a sua bagunça, era a bagunça.


– Vai me ajudar ou não?


– Claro que vou. Só quero ver o que vai sair daquele seu closet.


– Vai sair muita coisa que você nem faz idéia. Ou melhor deve fazer idéia sim, e você vai gostar do que tem lá.


– Joshua!


– O que foi agora? Eu não disse nada demais.


– Sei... Vou fingir que acredito. – A expressão em meu rosto era de desconfiança.


– Alec, agora tenho que ir e ver se aquela coisa já foi embora. Tenho que descansar, porque amanha o dia é corrido. O Panic! tem umas entrevistas marcadas e Spencer vai comigo.


Antes de abrir a porta, despedimo-nos com um abraço na sala e por um impulso da minha parte, dei um beijo no canto de seus lábios.


– Alec, se for me beijar, que beije direito e não como uma garotinha.


– Não me chame de... – Minhas palavras morreram ali. Seus lábios tomaram conta dos meus e quando nos separamos eu estava sem fôlego e minhas pernas bambas. Ele me deu um ultimo beijo, um selinho, saiu pela porta indo embora.