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3 Um bebê que curte rock
Notas iniciais
Eu cheguei faltando exatamente 5 minutos para a saída das crianças, havia varias mães ali, algumas me encaravam e babavam com a minha presença.
Pobres mulheres mais velhas, não resistem quando me veem. Não é como se a culpa fosse delas,viver com seus maridos gordos e velhos não deve ser fácil
Eu nem percebi que tinha milhões de crianças correndo para a saída desesperadas ate o momento que um deles esbarrou em mim
–Ei, você entrou no meu caminho seu idiota – o moleque mal educado disse chutando minha canela e me fazendo gritar de dor.
Antes que eu pudesse chuta-lo ate a morte, ele já tinha corrido para os braços de sua mamãe. Malditas crianças
Eu me aproximei do portão com a intenção de pegar Holly e sair o mais rápido possível daquele inferno que algumas pessoas conhecem como ‘’creche’’
–Eu sou o novo ‘’babá’’ da aluna Holly Mckinnon
–Ahn,sim a Sra Mckinnon falou de você.Já vamos pegá-la -a mulher loira com dentes amarelados disso sorrindo e se retirando
Foi em um piscar de olhos que eu vi a mesma se aproximando de mim com uma criança de aproximadamente um ano com o cabelinho moreno e os olhos grandes e azuis
–se você não tivesse dito que era o ‘’babâ’’,eu diria que é o pai –A mulher disse sorrindo e me fazendo rir
Eu,Sirius Black,com uma filha ? Por favor, eu nunca seria tão burro a esse ponto. Crianças só trazem problemas,e só Deus sabia o quanto era contraditório o fato de eu estar carregando um bebê naquele momento
Foram os momentos mais torturantes do mundo aqueles que eu tive que colocar o cinto de segurança da cadeirinha de bebê em Holly. Era talvez uma das coisas mais complicadas do mundo
Aquela merda era tão pequena que eu me sentia colocando uma linha em uma agulha.Foi ai que eu tive a brilhante ideia de pegar a fita crepe que eu tinha guardado no carro para enrolar na cadeira invés de colocar o maldito sinto
Marlene me bateria e gritaria comigo para sempre se visse aquela cena. Mas nos finais das contas fitas crepes eram tão seguras quanto cintos.Se não mais
De qualquer jeito ate o momento eu tinha dado sorte, pois Holly não tinha chorado ou reclamado ou pior de tudo. Não tinha cagado,literalmente .
Sirius Black trocando uma fralda era algo tão inédito que nem eu acreditava que em breve iria acontecer
Eu cheguei à casa da donzela e percebi o quanto a vida de Marlene deveria ser complicada, trabalhar tanto e dar todo o duro que ela dava não lhe rendia muita grana. Não considerando que seu apartamento estava mais para uma kitnet e o bairro que ela morava provavelmente era o mais afastado possível da cidade grande,o que basicamente significava que ali era mais barato
Isso fez com que eu me sentisse mal pelo dinheiro que eu receberia dela no final do mês. Mas eu precisava daquilo então não poderia simplesmente ir embora
Ate porque se não fosse eu seria outra pessoa recebendo o dinheiro dela. Portanto não faria tanta diferença mesmo
Tive que tirar a fita crepe que prendia o bebê no carrinho e isso fez com que eu me arrependesse de usar uma fita crepe, pois alem de demorar mais para tirar também acabou incomodando Holly alem de acordar pelo barulho também começou a se mexer loucamente enquanto eu tirava a fita (NA: ele não colocou de um jeito que ‘’machucasse’’, ele só colocou por cima mesmo).
Então eu entrei naquele cômodo que Marlene chamava de casa e assim que bati a porta o bebê começou a chorar loucamente
Sugeri que fosse fome, então peguei a mamadeira que sabiamente meu ‘‘chefe’’ tinha deixado pronta dentro de uma bolsa térmica que manteve a temperatura junto com um bilhete bizarro que dizia.
‘’vou te dar essa força já que é seu primeiro dia, agora continue cuidando da minha filha cachorrão’’.
Aquela garota tinha problemas
A mamadeira não fazia o bebê parar de chorar, eu vi se era sua fralda porem esse também não era o problema, fiquei a balançando, peguei seus brinquedos coloquei a sua frente, e nada.
Holly Mckinnon era um bebê bipolar
Foi no momento que meu cérebro já estava pegando fogo e se cada berro fazia meu cérebro ser perfurado que eu tive a brilhante ideia de cantar
Só que as canções como ‘’nana neném que a CUCA VEM PEGAR’’ ou ‘’Atirei o PAU no gato ‘’ não era uma opção, afinal aquelas musicas para mim sempre foram do satanás do que para bebês de verdade.
De qualquer forma a única musica que passava pela minha mente era
– Take me down to the paradise city where the grass is green and the girls are pretty ..Oh, won't you please take me home (NA:Paradise city do guns –caso alguem não saiba )
Logo em seguida ela ficou quieta e passou a prestar atenção na minha voz. Tudo bem,talvez ela gostasse de rock
Aquele bebê era o bebê mais radical de todos
Eu peguei o notbook e coloquei vários vídeos do Guns e o Aerosmith e isso fazia com que ela parecesse um bebê, no caso um bebê normal, assistindo os vídeos da galinha pintadinha.
Era fato Holly Mckinnon era sem sombras de duvidas um bebê fora do normal
Ela não deu muito trabalho no primeiro dia, na verdade algumas horas depois eu lhe dei a mamadeira, dei banho e a troquei.
Ela adormeceu quando era certa de 18h30min enquanto tocava always do Bon Jovi na playlist no meu celular com o nome ‘’para acalmar Holly’’
Mas isso não significava que meu trabalho tinha acabado, na verdade eu tive que limpar toda a bagunça que eu tinha feito quando lhe dei banho e ‘’desperdicei’’ no mínimo umas 15 fraldas tentando acertar como colocava a mesma.
Deixei uma bagunça na cozinha tentando fazer uma segunda mamadeira perfeita com as instruções que Marlene tinha deixado pendurado com um irmão da geladeira
E tive que recolher todos os ursinhos que eu joguei na sala quando estava tentando acalmar o bebê louco
Meus olhos estavam pesados, eu me deitei no ursinho gigantesco que tinha no quarto de Holly que ficava ao lado do berço, a playlist ainda tocava e foi ao som de ‘’i don’t wanna miss a thing’’ que eu adormeci de vez. Uma tarde com Holly me fez odiar um pouco menos a ideia de ser pai
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