Hell's Island

1 Um sonho realizado.


Numa bela manhã de domingo, a jovem de cabelos loiros denominada Molly Ruscherd despertou de seu profundo sono com o som de seu celular tocando incessantemente, de uma maneira que chegava a ser irritante. Abrindo seus olhos e enxergando a parede branca de seu quarto, ela virava o corpo para o lado, encarando seu criado-mudo de madeira rústica seriamente. Seu aparelho estava sobre ele, vibrando e emitindo um som agitado e alto, cujo era o toque padrão dos celulares da época. Já irritada com a situação, elevou o braço até seus dedos alcançarem a beira do móvel, o que já era o suficiente para pegar o celular. Segurou o aparelho com a ponta dos dedos, o levando para perto de seu rosto. Sem ler quem estava lhe chamando, a tal arrastou o dedo pela tela, atendendo a chamada. Aproximou o celular de sua orelha, sentindo a tela gélida do aparelho retangular. —Alô?— Disse a jovem com uma voz rouca e sonolenta, num tom de curiosidade. —Parabéns, você foi selecionada para a tão sonhada viagem no navio dos sonhos, Titânico! No dia trinta de setembro deste ano, esteja presente no porto de Kolt ao meio dia com o bilhete enviado a sua casa via correio em mãos. Você e mais 2,500 pessoas ganharam este sorteio. Caso tenha ganhado e quer que mais uma pessoa vá navegar junto com você, não tem problema. Apenas digite UM caso queira, e caso não queira, digite DOIS. — Uma voz robótica falou isto do outro lado da linha, enquanto a garota abria um sorriso indescritível em seus lábios. Sem pensar duas vezes, tocou no botão ''um'' do celular, já se levantando da cama, com uma lágrima de alegria escorrendo por seu rosto. Saltitou várias vezes até chegar na porta de madeira do quarto, aonde colocou a mão na gélida maçaneta em formato de bola e a girou em sentido anti-horário, puxando a mesma com a mesma mão, abrindo a porta. Com acesso ao corredor, ela saiu do quarto correndo em direção ao quarto de sua irmãzinha, Karen, de 13 anos, com o celular em mãos. Quando se aproximou, fechou o punho e aplicou alguns socos na porta com força mediana, emitindo um alto som de madeira, que instantaneamente acordou a menor. Repetindo o mesmo processo que fez em sua porta, ela abriu a porta do quarto de sua irmã, invadindo o mesmo e apertando o botão do interruptor que se encontrava do lado de dentro do quarto, próximo a porta, com o dedo indicador. Isso acendeu a lâmpada do cômodo, acordando de vez a pequena garota que estava coberta com cobertores em sua cama. A menor encarava sua irmã mais velha de forma ameaçadora, dizendo mentalmente: ''Vai se arrepender de ter me acordado''. Molly, ignorando o fuzilamento ótico de Karen, se aproximou da menor e pulou sobre a resistente cama de ferro, caindo de joelhos sobre o colchão macio e confortável em que a menor estava deitada. A mesma deixou seu peso tombar seu corpo para o lado, abraçando sua irmãzinha de forma carinhosa e calorosa. —Fomos sorteadas para o Titânico!— Ela disse praticamente gritando na orelha da menor, porém, ela continuava com uma expressão neutra e entediada. —Uhum. E daí?— Disse Karen, parecendo desanimada. —Sério? Não está nem um pouco surpresa?— A maior continuava abraçando sua irmãzinha. —...AAAHHH, FOMOS SORTEADAS, YAY...— A menor respondeu num tom sarcástico. — Certo então... só eu vou, você fica aqui cuidando da casa. — —Maldade. Vai deixar a sua pobre e indefesa irmãzinha aqui, sozinha, correndo riscos? Se é assim, vá em frente. — Num tom de fofura, Karen se encolheu logo depois de falar isto, colocando as mãos sobre o rosto e fingindo chorar. —Não quis dizer isso, idiota.— Molly aproximava o rosto da cabeça de Karen, dando um pequeno beijo no topo de sua cabeça. —Ah, tá.— A pequena logo voltou a sua postura normal, erguendo os braços para cima e esticando todo o seu corpo enquanto deitada, bocejando logo em seguida. —Mas então, quando vamos partir?— —Dia trinta, ao meio-dia.— — ...Molly, sabe que dia é hoje?— —...não me diga que...— —Não, idiota. Hoje é dia vinte, ou vinte e um.— —Ufa.— Logo a menor se soltou dos braços de sua irmã mais velha, se levantando da cama.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.