Hello, mrs. Death.
1 Prólogo.
Notas iniciais
O sábado tinha acordado nublado, Susie notou após olhar pelo pequeno rastro escuro das nuvens que estavam à mostra pela janela. O relógio ao lado de sua cama marcavam as seis da manhã, e antes de mais nada, Susie lembrou pela primeira vez naquele dia que era na terça seu oitavo aniversário e ela sorriu com isso. Annie ainda deve estar dormindo. Ela virou seu rosto para o lado direito e teve a certeza que sua irmã mais velha ainda dormia, mas ela não tinha mais sono, seu pai havia saído naquela manhã mais cedo, fora o que ele disse antes dela e Annie dormir. Será que sua mãe estava acordada a essa hora? Era o que ela iria descobrir. Após calçar suas pantufas quentinhas e fofas, ela se dirigiu ao quarto de seus pais, sua mãe não estava lá, e logo em seguida ela foi a cozinha tomar água e checar se sua mãe, Amy, estava lá tomando café mas Susie não a viu lá, depois que tomou sua água, ela foi a sala de estar á procura de sua mãe e não viu ninguém.
– Mãe? – Susie chamou passando seus pequenos olhos verdes pelo cômodo, mas sua mãe ainda não tinha respondido. O quintal, é claro. Susie foi até a porta que levava ao quintal e a abriu, revelando a piscina logo em seguida, uma silhueta estava em pé ao lado do guarda sol um pouco distante da piscina.
– Mãe? – a mulher pareceu tomar um susto e se virou para a filha com uma expressão triste e assustada em seu rosto.
– Susane, volte para sua cama. – ela disse com a voz trêmula enquanto escondia algo atrás de si.
– Eu não tenho mais sono, mãe. – Susie disse inclinando sua cabeça para tentar ver o que sua mãe escondia. – Mãe, o que a senhora tem ai? – Amy pareceu se assustar mais ainda com a pergunta de sua filha mais nova.
– N- nada, filha – lágrimas invadiram suas bochechas. –Volta para o seu quarto.
– Mãe, porque a senhora tá chorando? – Susie disse confusa. – Foi alguma coisa que eu fiz? Eu não fiz nada, mãe... me desculpe.. e- eu...
– Não, meu amor, você não fez nada... volte para seu quarto, Susie, você não precisa ver isso, você é muito jovem. – Susie não a obedeceu, não foi porque ela quis, mas suas pequenas e finas pernas se recusavam a sair do lugar onde estavam. – Filha, eu não vou ter outra escolha... – Amy, agora tinha um revólver em sua mão direita, Susie notou imediatamente – ela sabia o que era um revólver porque tinha visto em um jornal semanas atrás, mas seu pai tomou de imediato quando o viu, mas agora sua mãe estava com um em sua mão que tremia e suava. – Susie, eu te amo muito, fale para Annie que eu a amo muito e pro papai também, ok filha – Sua voz se tornou trêmula e então ela levou o revólver a sua cabeça. – Eu amo todos vocês. – Susie imediatamente entrou em pânico, sua mãe ia se matar? Iria deixar ela, Annie e o seu pai sozinhos? Ela não podia fazer isso... Susie não queria ficar sem mãe.
– Mãe, não faz isso, por favor.
Houve um enorme barulho em seguida e a pequena Susie viu sua mãe cair – morta – na grama, ela correu em direção a mesma e após se aproximar e vê sangue jorrando de sua cabeça, seus olhos sem vida, seu rosto agora pálido, ela gritou, gritou alto esperando uma resposta sua mãe, mas ela não respondia, lágrimas grossas invadiram seu pequeno rosto enquanto ela gritava cada vez mais alto e agora soluçava, Susie gritou pelo nome de sua irmã que em minutos apareceu na porta e ao ver a cena, correu em direção a ela.
– Annie... a nossa mãe... – Susie não conseguiu terminar, ela apenas sentiu sua cabeça doer, suas vistas ficarem escuras aos poucos e a cena se repassar várias e várias vezes em sua mente fazendo-a desmaiar ao lado do corpo inerte de sua mãe.
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