Hello
9 Capítulo 9
Notas iniciais
9
O resto do dia passou sem surpresas, Edward se trancou no seu quarto depois da conversa que teve com Carlisle no jardim, me mantive ocupada e liguei para duas pessoas da minha sala querendo as matérias que haviam sido passadas hoje, combinei de encontrar com uma garota da minha sala para que ela me desse o caderno com as matérias e eu as copiaria na aula de Educação Fisíca.
A noite tive um pesadelo mas, no sonho seguinte ele desapareceu e depois só teve uma escuridão aconchegante e solitária. Acordei de bom humor, me vesti rapidamente e sorri quando olhei pela janela e vi que talvez pudesse fazer Sol hoje, depois de ontem eu só queria um pouco de claridade na minha vida escura.
— Olá querida. — Esme disse, me sentei na mesa e acenei com a cabeça para Jasper que andava calado demais e para Carlisle que retribuiu com um sorriso. — Você está bem?
— Sim. — Respondi rapidamente e comecei a comer, não houve nenhuma conversa durante o café somente algumas perguntas casuais entre Esme e Carlisle. Jasper que sempre dizia algo, agora se mantinha calado e reservado como se algo não agradasse a ele.
O carro foi um completo silêncio e chegamos na escola no horário de sempre, faltando quinze minutos para o portão fechar, Jasper desceu primeiro e eu estava quase a sair quando Carlisle me chamou.
— Querida, não ache isso ofensivo ou constrangedor, só quero lhe perguntar porque há dúvida. — Sussurrou. — Você e Edward tem... Algo?
— Não! — Respondi apressadamente sentindo minhas bochechas ficarem quentes, não queria me entregar nem nada parecido, mas, nenhuma garota iria ficar normal quando seu "pai" lhe pergunta se você tem alguma coisa com o filho dele. — Não temos... Nada. — cuspi as palavras totalmente embaraçada.
— Tudo bem, me desculpe por perguntar. — Ele disse. Deslizei para fora do carro sem responder sua despedida, Carlisle estava complicando nossa relação que já não era nem um pouco fácil. Meu dia havia começado bem difícil, as coisas não estavam ficando bem na minha vida e isso porque Edward havia acabado de chegar, não queria nem ver o que seriam os próximos meses perto dele e isso é, se eu ficasse nessa família.
A escola estava agitada, seria hoje que o diretor iria se pronuciar dizendo se aceitava ou não a proposta do baile de despedida para as férias do meio do ano. Eu gostava de bailes, era divertido ver as pessoas dançando mas agora era vazio, em todo baile o adolescente leva a família e na minha antiga escola tinhamos festinhas em que minha mãe sempre comparecia e ela adorava isso. Gostaria de levá-la a um baile agora, com certeza ela daria chilique quando me visse de vestido longo.
Como o previsto o direitor aprovou a idéia, dividiu as tarefas para cada sala e a minha ficou com a decoração da entrada e do jardim. Começou então toda aquela correria, as garotas queriam arranjar seus pares e os meninos queriam fisgar as garotas mais bonitas da escola, o ponto bom é que ele deixou para avisar no final das aulas e assim pude vir para casa o mais rápido possível para evitar qualquer pedido. Eu não iria ao baile.
Fiquei praticamente a tarde toda na internet com as garotas da minha sala, o baile só aconteceria em dois meses mas todas já estavam com idéias para o que poderiam fazer no enorme jardim da entrada. Li as sugestões e anotei as que me pareciam mais agradáveis e menos elegantes, o baile seria como uma despedida não precisava de nada muito chique ou chamativo, mas garotas queriam que nossa parte fosse a melhor já que a escola forneceria tudo que precisassemos, chegava a ser cansativo todo o entusiasmo.
Antes de descer pra jantar eu tinha uma pequena lista do que iriamos pedir, a decoração seria branca e vermelha e para começar queriamos tecidos para cortá-los em tiras e fazer alguns arranjos, tudo da maneira mais simples possível, queriamos que as pessoas se sentissem desnumbladas pelo que vissem dentro, a fachada era só um aquecimento.
Todos estavam na mesa quando cheguei na cozinha, meu sorriso de felicidade por ter a chanche de decorar algo desapareceu, sentei-me na cadeira e me servi com pouca comida. Pela primeira vez eu estava animada para o dia seguinte na escola, queria discutir idéias e ter algo para ocupar minha mente que não fosse pensamentos ruins ou algo sobre Edward.
— Bella, com quem vai no baile? — Jasper perguntou.
— Eu ainda não...
— Ela vai comigo. — Edward disse, com um suspiro levantei meus olhos até onde ele estava. Todos estavam surpresos, mas, ele sorriu como se não tivesse falado nada diferente. — É melhor do que ela ir com qualquer babaca da escola, pelo menos comigo ela vai estar segura. — explicou, para meu desgosto pude ver Carlisle mudando sua expressão como se concordasse com isso. Dessa vez seria diferente, eu iria negar isso, eu não queria e não faria.
— Eu não vou ao baile. — Declarei.
— Adorei a piada Bella, mas você me disse para comprar um smoking para vestir, não vai dizer que decidiu agora não ir? — Perguntou, fiquei em silêncio perplexa com sua habilidade para mentir e contornar a situação. — Ir com o irmão para o baile não é uma coisa careta, essas suas amigas que falam essas coisas, mas, você sabe que não há nada de errado em me deixar ir com você.
— É querida, na minha formatura eu entrei com meu irmão já que meus pais ainda não sabiam do meu namoro com Carlisle. — Disse com um sorriso, olhei para eles desejando que eles fossem contra isso, mas agora ambos pareciam estar convencidos de que essa era a melhor opção. — Edward não vai ser um irmão chato, se você quiser... Arrumar um namoradinho por lá não irá ter problemas.
— Ele só tem que ser mais bonito, não quero ser largado por causa de alguém como o Sam. — Ele disse com um sorriso torto e irônico. No fundo ele sabia que eu estava com raiva, mas não se importava nem um pouco, ele era um perfeito ator quando queria.
— Você tem algo com Sam? — Carlisle perguntou mais interessado.
— Não! — Neguei.
— Na verdade, ele quer algo com ela, mas não acho que ele seja um bom homem pra Bella. — Edward disse limpando a boca com o guardanapo. — Ele é... Lento demais.
— Edward, pare com as suas mentiras e assuma que está afim da Bella. — Jasper disse com a voz enfurecida, senti meu rosto arder e as expressões mudarem para surpresa e medo. Eu estava me queixando dele não se pronuciar mais, porém, neste momento desejei que ele nunca tivesse falado nada.
— Jasper, o que está acontecendo com você? — Carlisle perguntou como ignorasse o que ele havia dito. — Você está simplesmente ignorando a todos nós e quando fala acusa Edward de algo que não sabe se é verdade? — indagou com a expressão cuidadosa, Carlisle sabia como deixar alguém com medo e com vontade de repensar suas palavras e atos.
Ao contrário do que imaginava Jasper não rebateu o que seu pai disse, ele apenas se encostou na cadeira e deu um longo suspiro como se estivesse vencido. Finalmente pude soltar minha respiração que estava presa e voltar a olhar para o rosto de todos, Edward não parecia abalado, na verdade ninguém parecia estar se importando, era somente eu que me importava com o que Jasper havia dito?
O jantar terminou com assuntos sobre o baile, Esme queria ir comigo para escolher o vestido e Carlisle disse que ensinaria Edward a se portar como uma cavalheiro na festa. Eles estavam agindo como se eu tivesse concordado com tudo e houvesse um sorriso no meu rosto.
Subi para o meu quarto esperando ter mais idéias para colocar no papel, sentei na cama e avaliei o jardim em pensamento para tentar enxergar alguma decoração legal, já havia flores mas de cores diferentes, teria que perguntar se podia arrancar algumas para plantar outras no lugar. Estava quase pegando o telefone para ligar para a garota da minha sala quando alguém bateu na porta.
— Entre. — Falei rapidamente, peguei a lista telefônica e comecei a procurar os números quando alguém pigarreou atrás de mim. — Edward, eu estou... — me virei para ele. — Ocupada.
— Só quero alguns minutos de atenção porque... Precisa fazer isso. — Sussurrou, segundos depois eu estava sendo puxada contra ele e seus lábios estavam moldando-se nos meus.
Meu corpo bateu contra a parede suavemente e a lista de telefones deslizou das minhas mãos caindo no chão, não havia língua no beijo apenas seus lábios se movendo sobre os meus enquanto eu continuava onde estava com o corpo paralisado surpresa porque estavamos novamente voltando a esse relacionamento mais íntimo.
— Bella. — Ele gemeu em meus lábios, devia estar frustrado porque meus lábios continuavam da mesma forma apenas sentindo o calor e a umidade da sua boca macia. — Não faça dessa forma, por favor. — Edward sussurrou, queria evitá-lo para que aquilo não continuasse mas era tão gostoso escutá-lo pedindo para ter um poucos dos meus lábios que não pude evitar de suspirar e lentamente me inclinar para frente.
Abri minha boca devagar pegando timidamente seu lábio inferior entre os meus, seu corpo estava longe do meu somente suas mãos deslizavam pelos meus braços na tentativa de me relaxar. Suguei lentamente seu lábio e quando tive a oportunidade deslizei minha língua para dentro da sua boca envolvendo a sua com a minha.
Isso pareceu ter acabado com toda a paz que havia entre nós dois, Edward me prensou com força contra a parede colando seu corpo no meu e esfregando-se suavemente sem nunca interromper nosso beijo. Aos poucos isso começou a sair do meu controle e já não pude evitar que minhas mãos pousassem em seus ombros deixando que ele puxasse-me contra ele segurando minha cintura.
Me afastei quando me faltou ar, essa devia ser a primeira vez que deixava ele me beijar a ponto de me deixar ofegante. Pensei que ele me soltaria mas ele deslizou seus lábios quentes e molhados pelo meu pescoço fazendo minha cabeça se inclinar para trás dando a ele todo espaço que ele precisava. Havia inúmeros gemidos intalados na minha garganta, meu corpo estava pegando fogo e eu queria me aproximar e esfregar-me contra ele para cessar todo esse formigamento no meu ventre. Eu só não tinha coragem.
Edward lambeu meu pescoço causando arrepios pelo meu corpo, decidi me esfregar contra ele mesmo sabendo que talvez não pudesse levar adiante, só precisava que meu corpo parasse de formigar por ele. Inclinando minha cintura para frente deslizei minha perna até estar ao lado da sua e esquecendo da minha vergonha esfreguei-me contra ele subindo e descendo minha perna pela sua.
Ele gemeu no meu pescoço e parou seus movimentos respirando com dificuldade, eu gostava da sua voz quando ele gemia, ficava bem rouca e convidativa. Fiz novamente. Escutei novamente aquele gemido rouco e tentei fazer novamente só que dessa vez Edward segurou minhas pernas e levantou seu rosto até olhar em meus olhos. Seu olhos estavam negros, ele me desejava naquele momento.
Nossas bocas voltaram a se encontrar mas dessa vez não havia nenhuma barreira, ele me puxou me tirando da parede onde estavamos, era impossível caminhar quando minhas pernas estavam tão trêmulas, havia um calor intenso no meio das minhas coxas e eu só queria esfregar todo aquele calor contra ele.
Edward deitou na cama e meu corpo caiu sobre o dele, eu estava com medo mas pelo menos estava por cima se houvesse algo era mais fácil fugir. Minhas pernas pousaram ao lado das suas coxas e podia sentir o calor que havia em baixo do centro das minhas pernas, sem poder me conter esfreguei-me contra ele vendo o fechar os olhos e seu pênis endurecer em baixo de mim indo de encontro ao meu sexo.
Arregalei meus olhos e lentamente tentei me afastar porém ele segurou minha cintura sentando-me em sua barriga. Levantou um pouco e segurou em meu queixo colando seus lábios aos meus, beijei-o e deixei ele deitar novamente me levando consigo deixando meus seios se esmagarem contra seu peito.
— Não vou machucá-la. — Garantiu sussurrando contra meus lábios.
— Eu tenho medo. — Confessei, ele continou a me beijar deslizando as mãos pelas minhas costas, eu poderia me entregar a Edward mas, tinha medo que depois de qualquer coisa ele passasse a me ignorar me tratando como mais uma em sua lista de paqueras. Tinha medo de que ele não fosse tão gentil assim, nunca se sabe ao certo o que uma pessoa tem em pensamento. Porque afinal, eu tinha que fazer aquilo em algum momento.
Ele selou meus lábios algumas vezes antes de se afastar e cair deitado na cama me mantendo em cima dele. Sem poder olhar para ele desviei minha atenção para o chão, era surpreendente como o clima conseguia acabar rapidamente entre nós, a única coisa que não tinha mudado era a umidade que estava no centro das minhas coxas, isso me perturbaria a noite inteira.
— Você é muito confusa. — Ele sussurrou deslizando seus dedos pelas minhas coxas que estavam dobradas sobre a cama. — Mas de uma coisa tenho certeza, eu deixo você molhada e ofegante. — disse. Minhas bochechas ficaram estremamente vermelhas e rapidamente me preparei para me levantar de cima dele porém ele me segurou e soltou uma surpresa gargalhada. — Você gosta?
— Edward...
— Me responda. — Ele ordenou deslizando seus dedos ainda calmamente pela minhas coxas.
— Eu acho melhor você...
— Céus, você é muito teimosa. — Disse, puxou meu queixo me obrigando a encará-lo e bruscamente sentou na cama me fazendo sentar no colo dele. Na tentiva de me segurar passei meus braços em torno do seu pescoço, meus cabelos deslizaram para o meu rosto e fitei Edward entre eles. — Eu não vou perguntar, eu vou tirar a prova. — sussurrou.
Alguns segundos depois eu estava ofegante em seus braços esfregando meu corpo contra ele novamente, sua boca corria loucamente pelo meu pescoço até chegar em minha orelha onde ele sussurava palavras de conforto e excitação, Edward sabia como provocar uma garota até deixá-la pingando exatamente como eu estava me sentindo agora.
— Molhada. — Ele sussurrou enquanto apertava meu corpo contra o seu. — Molhada pra caralho. — disse ofegante lambendo o lóbulo da minha orelha enquanto eu matinha meus olhos fechando soltando meu primeiro gemido dando ínicio a uma longa sequência de gemidos ofegantes e altos.
Quando nos afastamos permaneci com a cabeça tombada em seu ombro tentando acalmar minha respiração. Seu rosto afundou na curvatura do meu pescoço e nenhum de nós dois disse nada, não havia coragem em mim e ele talvez estivesse me dando um espaço para que eu não ficasse desconfortável pelo que haviamos acabado de fazer.
— Eu acho que devo ir pro meu quarto. — Sussurrou.
Isso me deixou um pouco surpresa porque eu sempre tinha que mandá-lo embora e agora era Edward quem estava querendo ir por conta própria. Mas estava quente aqui, ele não estava tentando nada e eu me sentia segura, como se alguém não fosse chegar perto de mim porque Edward estava me abraçando. Eu tinha que admitir que não queria que ele fosse embora.
— Edward, você se importa em... Ficar? — Perguntei mordendo os lábios até eles doerem bastante a ponto de me fazer parar. Pude sentir ele sorrir e depois sua língua deslizou pelo meu pescoço até que eu estremecesse.
— Não Bella, não me importo, posso ficar. — Disse.
Um sentimento de alívio passou por mim e finalmente suspirei continuando na mesma posição. Se ele deitasse comigo dessa jeito talvez a noite não fosse tão ruim.
Seus dedos vagaram pelas costas fazendo pequenas contornos, eles deslizavam até meu quadril e voltavam a subir até meu pescoço pressionando minha nuca suavemente como se estivesse fazendo uma massagem. Aquilo fez meus músculos relaxarem e lentamente fechei meus olhos descansando totalmente sobre ele, fazia muitos anos que ninguém me relaxava dessa forma.
Minha respiração foi se tornando leve e não pude impedir o sono de se aproximar, estava tão quente e tão seguro que finalmente deixei minhas mãos deslizarem até a cama e meu peso cair totalmente sobre ele. Meus pensamentos ficaram atordoados e o sono se apoderou totalmente da minha mente e depois de minutos me entreguei a escuridão dos sonhos.
Despertei com uma leve batida, não estava mais tão quente quanto antes e isso me fez abrir os olhos rapidamente e sentar na cama. Edward não estava ao meu lado, uma luz me atraiu e notei que era a luz do meu banheiro que estava ascesa, não havia muito tempo desde que eu havia dormido, na verdade olhando para o relógio notei que só havia se passado quarenta minutos.
Deslizei para fora da cama e esfreguei meus olhos enquanto caminhava até o banheiro, a porta estava aberta então espiei dentro. Edward estava inclinado sobre a pia escovando os dentes, ele havia trocado de roupa, usava uma bermuda folgada e nenhum tecido na parte de cima, mordi meus lábios ao avaliar seus braços fortes, não era por menos que me sentia segura.
Quando ele terminou se virou para mim e quando me viu abriu um largo sorriso e depositou sua escova no armário.
— Eu já estava voltando para a cama, pequena. — Sorriu, entrei no banheiro e peguei minha escova dando a entender que eu queria escovar os dentes antes de falar com ele, eu não acordava com o melhor hálito do mundo.
Depois que escovei os dentes voltei para a cama, apaguei a luz do banheiro e ficou tudo escuro, o bom era que eu conhecia o caminho até a cama e não correria o risco de tropeçar em nada. Deitei na cama e de algum modo senti o corpo de Edward perto do meu, estava muito escuro para que eu visse como ele estava, empurrei-o com a mão mas ele não se moveu e escutei uma leve risada vindo dele.
— Edward... — Murmurei. — Vai um pouquinho pro lado. — pedi com a voz mais melosa que tinha, ele não voltou a sorrir pelo contrário, soltou um leve suspiro mas não se moveu. Sua mão agarrou meu pulso com suavidade e deslizou pelas minhas costas até chegaram em minha cintura. — Edward...
— Pode deitar, em cima de mim como você estava mais cedo. — Sussurrou com a voz rouca, fiquei onde estava pensando se deveria aceitar ou não sua proposta, havia adormecido daquela forma e não era nem um pouco desconfortável deitar no colo dele.
Surpreendendo tanto a mim quanto a ele deslizei uma perna por cima dele e puxei o cobertor para mim me deitando em cima dele com as pernas separadas. Eu podia sentir a respiração dele contra meu queixo e me esforcei para não beijar aqueles lábios para saborear seu hálito de menta. Procurei uma posição confortável em cima dele, me movendo para que não ficasse de forma que machucasse ele.
— Você quer acabar comigo. — Ele gemeu, franzi o cenho indo em direção ao abajur para ascendê-lo mas antes que tivesse a chanche ele me puxou novamente para cima dele e segurou em meus cabelos. Fiquei paralisada e sem saber qual seria sua reação, mas, ele apenas se aproximou e capturou minha boca com seus lábios, eu não queria que isso voltasse a acontecer na minha cama e a essa hora mas era quase impossível negar a um beijo caloroso como esse.
Sua língua se encontrou com a minha e não houve nenhuma gentileza no encontro, ele estava ofegante e batalhava rapidamente contra a minha deixando aquilo mais prazeroso, parecia que aquilo não era o bastante, eu queria me aproximar mais e sentir mais do que ele estava a me oferecer. Edward não estava puxando meus cabelos apenas os segurava e pressionava meu rosto de encontro ao seu.
Sem poder me conter me afastei um pouco deslizando meu sexo até estar de encontro ao seu membro, só queria escutá-lo gemer novamente para mim, com isso eu tinha a sensação de que estava no comando e que Edward estava obedecendo as minhas ordens. Não sentia medo assim. Prendi seu lábio infeior em meus dentes e o suguei devagar aproveitando esse momento para me esfregar contra ele.
Sua respiração ficou ofegante e quando soltei seu lábio ele não fez nada, me esfreguei novamente para cima e para baixo ofegando com o calor que se apoderava do meu ventre toda vez que eu fazia isso. Ele não estava agindo por isso eu, timidamente, deslizei minha língua pelos seus lábios lambendo-os antes de mover meu quadril rebolando lentamente em cima dele.
E Edward gemeu!
Fiz novamente e não pude deixar de notar que meu sexo formigava esperando por aquele contato novamente, ele estava endurecendo em baixo de mim e no momento aquilo não estava importando, eu só queria saciar o meu calor e escutar seus gemidos ecoarem pelo quarto. Tentei algo diferente, deslizei minhas mãos por seu abdômen unhando-o suavemente e pude sentir ele ofegar soltando um grunido de advertência.
— Você gosta? — Perguntei com as bochechas vermelhas, eu só precisava saber se aquilo não estava irritando-o. Edward não respondeu e para escutar ele dizer algo nem que fosse gemendo esfreguei-me com um pouco mais de força contra ele.
— Merda! — Edward gritou. — Eu gosto. Não pare! Por favor!
Realmente não queria parar, quanto mais me esfregava contra ele mais intenso ficava o calor no meio das minhas pernas. Eu sempre esfregava e parava logo, mas, agora tentaria algo diferente, segurando os lençóis deslizei para cima e para baixo várias vezes e da minha boca escapou um gemido mesmo sem que eu desse permissão.
Não pude evitar e continuei fazendo dando leves beijos em seus lábios quando conseguia, minha respiração estava tão ofegante quanto a dele e chegava momento que começavamos a gemer juntos, ambos se deliciando com aquilo. A formigação aumentou e com isso minha vontade de me esfregar contra ele ficou ainda maior, perdi o controle da situação e continuei a fazer aquilo mais forte deixando minha testa suada.
Uma sensação estranha de apoderou de mim depois de alguns minutos, era como se todos meus músculos estivessem sendo relaxados causando um prazer intenso ao meu corpo. Eu me contorci em cima dele e a sensação maravilhosa me fez fechar os olhos e afogar um grito que quis escapar pela minha boca e era como se um balde de água gelada tivesse sido derramado por todo meu corpo. Depois disso senti um completo cansaço e tombei minha cabeça no peito de Edward completamente ofegante.
— Edward, isso foi...
— Você teve um orgasmo. — Ele disse me abraçando e deixando eu relaxar em cima dele. — Durma agora Bella, acho que aprontamos demais para uma noite só.
Um orgamo! Eu consegui ter um orgasmo! Minha alegria era tanta que mordi meus lábios para conter um grito, deslizei para o lado e deixei Edward me abraçar enquanto eu fechava minhas pernas sentindo o centro delas ainda molhado. Ele ainda estava duro mas isso não importou tanto, eu me sentia feliz e cansada e só queria fechar os olhos e dormir ao lado dele.
No dia seguinte acordei cansada, procurei Edward na cama e não o encontrei, isso me deixou frustrada porém quando vi no relógio que já se passava de dez da manhã entendi o porquê e procurei não deixar minha cabeça se infestar de teorias absurdas sobre o que ele devia estar pensando de mim.
Depois de ter tomado banho fui em direção a cozinha, o sábado costumava ser bastante animado com Esme na cozinha e Carlisle na televisão ou escutando Rod Stewart, hoje ele resolveu escutar Bon Jovi e falou animadamente comigo quando passei pela sala. Quando cheguei a cozinha encontrei Edward sentado tomando café e lendo jornal, eu sabia que tinha que ter coragem para enfentá-lo depois de ontem, mas o que realmente me deu vontade foi de correr de volta para o meu quarto.
Depois de respirar fundo caminhei em direção a geladeira que ficava no lado oposto da mesa e peguei o leite tomando finalmente coragem para encará-lo. Edward estava me fitando cuidadosamente me fazendo piscar algumas vezes antes de tomar coragem para voltar a andar em busca de algo para comer.
— Bom dia. — Sussurrei depois de pegar tudo o que precisava e me sentar em frente a ele.
— Você está bem? — Ele perguntou, acenei com a cabeça dando uma pequena mordida na torrada.
— E em relação a nós? Tudo bem? — Indagou.
— Sim. — Murmurei, timidamente. Eu não poderia negar que havia tido um momento agradável ao seu lado ontem e não poderia estar mal com ele nem se eu quissesse.
Esme entrou na cozinha segundos depois, animada ela me comprimentou com um sorriso depositando em cima da bancada algumas sacolas de compras. Edward não estava mais lendo seu jornal, estava me encarando e nem parecia ter notado a presença da mãe dele no mesmo ambiente, Esme geralmente não prestava atenção em muita coisa quando estava na cozinha mas era melhor previnir pois qualquer pessoa sabia o que significava aquele olhar.
Me levantei lentamente e fui até a mesa olhando distraidamente as compras, havia legumes e peixe. Eu não era uma grande fã dos seres que viviam nos mares mas Esme conseguia deixar qualquer comida boa, ela tinha um tempero maravilhoso e quando Carlisle perguntava ela respondia que o gosto bom era o amor e o tempero o carinho, ele sempre era tapeado com essa explicação.
— Eu comprei peixe hoje porque já faz três dias que estamos comendo carne. Bife, carne com legumes e ontem foi o que mesmo? — Ela indagou se movendo para guardar algumas coisas, depois de lavar o que eu havia sujado no café da manhã me direcionei para ajudá-la. Esme devia ser a cliente número um do mercado, quase todo santo final de semana ela estava nele para comprar alguma coisa. — Bella, querida, já decidiu que vestido irá usar no baile? — perguntou, neguei com a cabeça rapidamente. — Eu conheço algumas lojas maravilhosas onde excelentes opções, quando quiser a levarei até uma delas.
— Tudo bem. — Murmurei.
Edward empurrou a cadeira bruscamente e saiu da cozinha, eu não consegui controlar a tristeza que me abateu pois pensava que depois de ontem ele seria mais afetivo em relação a mim, mas, agora Edward estava agindo como se estivesse longe, como se não quisesse se aproximar e aquilo me deixou completamente frustrada.
— Bella, eu estava pensando que talvez amanhã pudessemos fazer algo diferente. — Comentou tirando os legumes das sacolas plásticas. Notei que ela também já estava me chamando de Bella. Minha mãe só me chamava de Isabella quando estava brava e depois que ela se foi Charlie só passou a me chamar de Isabella o que me dava a constante impressão de que ele estava com raiva de mim. Cheguei até pensar que ele jogou a culpa do acidente em mim porque não conseguia perdoar a si mesmo por ser mecânico e nem mesmo parar pra inspecionar o carro da mulher e saber se os freios estavam bons. — Querida? — Esme chamou novamente me fazendo balançar a cabeça para respondê-la.
— Você é quem sabe. — Sussurrei.
— Vi no jornal que amanhã irá fazer Sol, podemos ir no clube faz uns três meses que não vamos passar o dia lá. — Falou. O clube era um dos meus piores pesadelos, os garotos ficavam constantemente olhando para sua bunda sem se importar se aquilo lhe deixava desconfortável, mas, Esme queria ir e não podia estragar o domingo deles por causa dos meus traumas.
— É uma boa. — Menti.
— Ótimo! — Disse. — Seus biquínis estão bons? Porque se você achar que não podemos comprar novos.
— Não, eles estão bons. — Falei. Havia biquínis que eu nunca havia usado que estavam mofando na minha gaveta, como poderia querer mais?
— Tudo bem, vamos fazer o almoço então.
Eu estava conseguindo conversar com Esme sem fugir de nenhuma pergunta, ela não estava me perguntando nada sobre meu passado e sim sobre a escola. Em relação a isso eu não precisava mentir, a escola era um lugar ótimo e as pessoas me respeitavam, sempre tinha um engraçadinho ou outro mas eles não insistiam por muito tempo.
Fizemos uma boa parceiria, enquanto ela fritava os peixes eu cozinhei os legumes temperando-os conforme a receita ordenava, não houve muitas palavras entre nós quando começamos a cozinhar cada uma estava com a atenção voltada para o que estava fazendo. De vez em quando Esme me lançava breves sorrisos e eu correspondia com um simples aceno. Terminamos um pouco depois do meio-dia, subi para trocar a roupa suja, lavar as mãos e pentear o cabelo.
Entrei no quarto e procurei um shorts jeans na minha gaveta, troquei a camiseta por uma regata amarela, no banheiro prendi meus cabelos rapidamente com um laço e escovei meus dentes mesmo sabendo que iria sujá-los daqui a alguns minutos. Apaguei a luz e sai pelo quarto procurando um chinelo, minha busca terminou quando visualizei Edward sentado na minha cama.
— Edward. — Sussurrei rapidamente, ele passou a língua em torno dos lábios e minha mente se recordou deles ontem deslizando pelo meu pescoço e do meu corpo está fervendo enquanto meu sexo se arrastava em cima dele ganhando uma profunda satisfação depois. Esses pensamentos fizeram minhas bochechas esquentarem e rapidamente desviei os olhos resolvendo procurar pelo chinelo.
Eu tinha quatro chinelos para ficar em casa, mas quando precisava de um, todos evaporavam! Abri meu guarda-roupa e peguei uma sandália sem nenhum salto e com pouca tira para amarrar. Agachei no chão para poder colocá-la e tentei ignorar a presença de Edward para não pensar nenhuma besteira que me entregasse. Isso fucionou até eu sentir dedos deslizarem para minha cintura e uma pesada respiração bater contra meu ombro.
Fiquei onde estava enquanto ele deslizava seu nariz pelo meu pescoço tirando meus cabelos dali, a mão em minha cintura me puxou um pouco para trás e eu me encaixei no meio das suas pernas também dobradas e agaichadas como as minhas. Ele me pressionou contra ele devagar e passou seus lábios no lóbulo da minha orelha arrepiando meu corpo.
— Edward. — Eu gemi suavemente. — Eu não posso. — murmurei. — Nós não podemos... Temos que ir almoçar.
— Temos? — Ele indagou dando uma leve mordida na minha orelha, respirei pesadamente fechando meus olhos sem poder conter novamente aquelas emoções. — Durante toda a manhã eu tive que me segurar para não agarrar você e deslizar minhas mãos pelo seu corpo, você me deixou tão excitado ontem... — sussurrou passando seus dedos pela minha barriga me fazendo tremer. — Tive que sair da cozinha para não agarrá-la e sentir você novamente, eu quero deixar você molhada de novo Bella, quero escutar seus gemidos novamente e quero lhe dar outro orgasmo. — disse, me inclinei para trás sentindo meu corpo implorar para que eu deixasse ele fazer exatamente o que queria, mas eu não podia! Esme viria nos procurar para o almoço logo e não queria que ele me visse assim, me derretendo nos braços de Edward.
— Edward...
— Sim, me diga que quer isso. Eu não preciso penetrar você para lhe dar outro orgasmo, me deixe Bella... Me deixe... — Pediu virando meu rosto para que ele pudesse beijar meus lábios. Eu senti sua boca quente sobre a minha e depois sua língua lamber meus lábios sem nunca penetrá-los e santa maria! Eu precisava fugir antes que... Antes que me entregasse para ele e não pudesse continuar ou me arrependesse depois.
— Não. — Sussurrei, afastei suas mãos respirando com dificuldade e me soltei dos seus braços passando a mão nos meus cabelos para me acalmar. Fiquei de pé e lentamente o encarei. — Eu tenho que ir almoçar, eu disse a Esme que desceria em alguns segundos. — falei mordendo com força meus lábios.
— Eu imaginei que você fosse fugir depois ontem, depois de tudo que aconteceu ontem. — Ele disse, na sua voz não tinha raiva como eu imaginei que teria, nas suas palavras não havia nada somente ecoavam vaziamente me deixando com ocoração apertado. — Mas tudo bem, você tem um trauma. — sussurrou. — E você me usa para ter prazer e depois argumenta que não podemos, tudo bem é melhor irmos almoçar.
— Edward. — Sussurrei agarrando-o pelo braço quando ele fez menção de partir. — Aquilo significou bastante para mim, me desculpe se estou agindo dessa forma é que não é fácil! Você não tem idéia de como estou feliz, eu conseguia avançar muito em pouco tempo e é você quem está ajudando nessa questão mas...
— Me conte, Bella. Me conte. — Pediu se aproximando mais.
— Você pode deixar isso para outro dia? — Perguntei com a voz baixa, eu esperava outra explosão de raiva mas ele simplesmente suspirou e me puxou para ele me dando um forte abraço. Eu fiquei em silêncio, mesmo que surpresa não falei nada apenas deslizei para perto dele e enterrei a cabeça no seu peito.
— Vamos almoçar. — Disse me puxando, ainda descalça, para fora do quarto junto com ele.
Notas finais
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No próximo capítulo...
POV EDWARD
" Onde está o pai dela? Perguntei me enchendo de esperanças, eu poderia dar um belo chute no saco dele e exigir saber o porquê da Bella ter fugido de casa.
Preso. Murmurou, pisquei os olhos algumas vezes e exigi uma explicação dela arqueando uma sobrancelha. Assalto a mão armada em um mercado, foi preso com mais cinco companheiros, faz quatro meses.
Sabe em que prisão ele está?[...]"
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Tirem suas conclusões!
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