Hello

29 Capítulo 29


Notas iniciais
Pronto! Aguardando os comentários. Já avisando que o próximo cap é bem tenso.

29


— Idiota! Por que está fazendo isso? Você é sempre assim? Nem percebe nada... Nem percebe! — Gritei me virando pro lado. Nem percebe nada! Nada mesmo! Nem como estou querendo estar com ele e com esse jeitinho arrogante de... Meu Deus! A cama estava girando também! Eu sorri, que merda. Devia ser tão tarde... Não sei bem, que tal uma hora? Ou duas? Onde estava Edward mesmo?

Agora a escuridão parecia tão convidativa, sono... Devia ser sono.

-

Meu celular me fez abrir com muito esforço meus olhos e merda! Que dor de cabeça desgraçada! Gemi me virando para o lado procurando o aparelho, o barulho do alarme nunca foi tão insuportável. Tirei o celular do meu bolso e a iluminação da tela fizeram meus olhos doerem intensamente.

Fechei-o por alguns momentos e depois tornei abrí-los e olhar na tela. Alarme — Escola.

— Mas que merda. — Sussurrei lembrando da bebedeira de ontem, dentro da minha cabeça devia estar acontecendo um carnaval porque estava querendo explodir de tanta dor. Me levantei sentindo uma leve tontura, deslizei de cima da cama e cambaleei até o banheiro, tinha que estar na escola em menos de uma hora. — Droga, nunca mais vou beber. — garanti enquanto tirava a roupa de ontem e abria o chuveiro.

Vinte minutos depois, estava colocando a roupa da escola e procurando a maldita mochila, olhei as aulas e peguei tudo o que precisava inclusive o uniforme de treino. Prendi meus cabelos e passei uma leve camada de corretivo porque minhas olheiras estava denunciando uma noite muito mal dormida. Fiz uma make super rápida e desci as escada encontrando todos na mesa do café.

— Bom dia, filha. Coma rápido, Carlisle sai em dez minutos. — Falou.

Sentei na mesa e engoli alguns bolinhos e tomei um grande copo de nescau, depois me direcionei a cozinha e tomei dois comprimidos pra dor de cabeça. Maldita ressacada. Maldita bebida. Maldita noite.

Logo na entrada da escola, Sam me abordou se desculpando pelo que havia acontecido ontem, garanti que estava tudo bem e que isso jamais iria afetar nossa amizade. O que era verdade.

— Bella. — Jéssica chamou enquanto eu caminhava para dentro da escola. — Por que foi embora ontem?

— Bom dia, Jess. Eu queria ficar sozinha com Sam, fomos pro Love Story. — Falei, ela deu um sorrisinho safado e eu imediatamente corrigi o que tinha falado: — Porque precisavamos acertar algumas coisas mas, não rola nada entre nós entendeu? Nada.

— Ah claro e era com ele que você estava brava? — Perguntou.

— Eu brava?

— É, você xingou meu irmão. — Disse. Eu arrepiou passou pelo meu corpo, mas me comportei como se estivesse tudo bem.

— Hum, ele me pegou em um momento errado, peça desculpas à ele, ok? Eu fui uma idiota. — Disse, ela acenou com a cabeça.

— Na verdade ele nem ligou, pensou que você já estivesse bêbada. — Sorriu. — Bem, nos vemos no intervalo. — disse, acenei pra ela e entrei rapidamente na escola com a cabeça ainda me incomodando. Graças a Deus hoje era terça-feira e não ia ter treino, até porque eu não tinha capacidade mental para treinar ninguém. Suspirei. Entrei na sala me lembrando que hoje a primeira aula era biologia, pelo jeito o dia não ia ser bom porque eu tinha ferrado ele todo em uma única noite.

Assim que a aula acabou fui embora pra casa. A maioria das meninas ficaram conversando mas, eu só queria dormir. Havia cochilado na aula de geografia e levado uma bela bronca do professor, o que tinha me deixando ainda mais irritada porém tinha que admitir que a culpa era minha, quem tinha mandando eu beber em plena segunda-feira?

O cheiro do almoço me pegou na porta, estava com fome mas queria dormir antes. Subi as escadas em direção ao meu quarto e joguei minha mochila em cima da cama.

Reparei que tinha um som vindo do quarto de Edward, coloquei as mãos na minha cabeça lembrando de todas as besteiras que tinha dito à ele na noite passada. Com um suspiro saí do meu quarto e caminhei em direção ao dele.

Calça moletom e sem camisa, era assim que ele se encontrava enquanto arrastava uma estante para o outro lado do quarto.

— Hey. — Falei, ele finalmente me notou e desligou a música, pegando uma camisa sobre a cama e cobrindo seu corpo.

— Faz muito tempo que você está aí? — Perguntou.

— Não, acabei de chegar. — Murmurei. — Eu posso entrar?

— Claro. — Respondeu.

Entrei e fechei a porta atrás de mim, me mantendo colada a ela.

— Queria falar sobre ontem a noite.

— Relaxa, não levo a sério nada que um bêbado fale. — Disse. Deu as costas pra mim e começou a colocar os livros que estavam em cima da cama dentro da estante. — Mas, fiquei curioso a respeito de uma coisa.

— O quê?

— Quem te beijou? — Perguntou, ainda de costas.

— Ah, isso foi... Bem, nem sei se fui beijada, eu estava muito tonta. — Falei.

— Todos seus amigos ficaram assim? Imagino como devia estar a escola hoje.

— Não sei, eu estava com Sam em outro lugar. — Murmurei. Seus olhos se voltaram pra mim e ele ergueu uma sobrancelha demonstrando estar indiferente ao que eu estava dizendo. — Bem, obrigado por ter me levado pra cama e por não se importar com o que uma bêbada diz. Tenho certeza que foram muitas besteiras.

— É claro, pra você sentir minha falta tem que estar muito chapada. — Disse. Eu apertei meus lábios e soltei um suspiro, o que eu esperava? Que ele entendesse? Tinha noção do que tinha dito a Edward na noite passada e seria estúpido achar que não tinha surtido nenhum efeito, não sei porque não tinha conseguido segurar minha língua.

— Acha isso? Que só sinto sua falta quando estou bêbada? — Perguntei.

— É, o que é quase nunca. — Respondeu colocando outro livro na estante.

— Edward você está me deixando muito irritada, faz dias que está me tratando como se eu não fosse nada pra você. — Falei. Queria segurar minha onda mas aquela situação estava mexendo com meus nervos, hoje eu estava tão sensível e totalmente despreparada para enfrentar esse Edward indiferente. — Me responda, merda. Não pode continuar me ignorando!

— O que você espera de mim? Que eu aja como antes? Que vá até você e fique com você, pra depois você agir como se fossemos só amantes? Sinceramente Bella, eu não gosto desse papel de diversão, se quer mesmo alguém pra transar com você procure a mulher que te beijou ontem ou Sam que veio passando a mão em você e tentou te beijar também, procure alguém que goste desse maldito papel secundário na sua vida. — Falou.

— Você disse que me entendia, droga, por que diabos está se comportando como uma criança? — Perguntei.

— Eu estou me comportando como uma criança? Quem está saindo pra beber em plena segunda-feira? Quem está beijando todo mundo? Quem veio me procurar? — Perguntou.

— Quem está morrendo de ciúmes? — Contra-ataquei.

— Quem está agindo como uma vadia? — Indagou, alterado e olhando pra mim com aqueles olhos verdes brilhando com raiva.

— Eu estou agindo como uma vadia? Como pode dizer isso sabendo que o único homem que me tocou intimamente foi você? — Gritei de volta. Meu rosto estava fervendo. Minha cabeça continuava a doer e havia um sono desgraçado em mim. Minhas emoções pareciam estar a flor da pele, Edward tinha escolhido um péssimo dia pra resolver rebater minhas provocações.

— É? E o que Sam fez ontem? — Perguntou.

— Eu não transei com ele, ele é meu amigo. — Respondi. Só então notei que tinha caminhado até ele e estavamos mais próximos.

— Quer saber... — Parou de falar e soltou um suspiro. — É melhor você sair, tenho alguns móveis pra mudar.

— Não faça isso, Edward. Não comece uma maldita discussão em que você me chama de vadia pra depois me mandar sair. — Falei, passei a mão pelos meus cabelos e depois respirei fundo. — Eu não quero que as coisas fiquem assim entre nós, os momentos que passo com você são maravilhoso mas, eu não podia aceitar aquele pedido, não nessas circunstâncias.

— Não quero explicações. — Disse, me interrompendo.

Mordi os lábios e respirei fundo novamente pra não gritar qualquer coisa pra ele. Maldita cabeça que parecia querer explodir.

— É claro que você não quer mas eu não estou nem aí. Quer saber o motivo? Eu não quero deixar sua vida mais ferrada do que já está, Edward eu sou cheia de problemas, sou traumatizada, sou bipolar e tenho muita coisa guardada, você acha mesmo que sabe tudo da minha vida? Acha que não tenho algumas coisas que não tenho coragem de contar? Eu gosto muito de você, tem emoções que sinto que nem sei explicar, se juntar todas daria um sentimento monstruoso que até eu mesma temo. — Suspirei. — Eu não sou uma vadia. Eu não quis nenhum dos dois ontem a noite, na verdade nenhuma outra pessoa me atrai como você, faz só um ano e alguns meses que tudo aconteceu e você já conseguiu me fazer gostar de sexo. Tem noção disso? Você sabe qual foi a minha sensação ao ter meu primeiro orgasmo? Eu queria gritar pro mundo e te beijar pela eternidade só por saber que estava mais próxima de ser normal, por saber que não era tão diferente das garotas do meu colégio. Pelo amor de Deus, eu não brinquei com você, não brinquei com seus sentimentos e não quero brincar, mas por ser tão bipolar Edward, não sei o que posso sentir durante todo esse processo. James me afeta muito, me faz esquecer de tudo que sinto pra dar lugar a raiva e a dor, e não quero aceitar seu pedido porque daqui a alguns dias a minha vida vai virar um inferno de novo, ele vai saber quem sou eu e sinceramente, não tenho tanta fé como Alice. Se as coisas derem errado Edward, não quero te obrigar a ficar do meu lado porque é meu namorado. Eu não quero você no meio da minha loucura mental. — murmurei.

— Loucura mental? — Sussurrou. — Bella, o que você pretende fazer se as coisas derem errado?

— Nada. — Falei.

Por que diabos eu deixei isso escapar? Edward era muito inteligente, conseguia raciocinar rápido. Era tão difícil esconder algo dele.

— Isabella, se você fugir...

— Eu não vou fugir. — Disse, tentando parecer confiante. Ele me olhou alguns segundos e depois finalmente desviou o olhar.

É claro que eu tinha pensado em fugir, não sei como estava conseguindo mentir tão descaradamente mas, ir embora era minha única alternativa caso nada fucionasse. Como eu ia conseguir agir depois que todos soubessem que fui estuprada pelo irmão da Jéssica? Como ela iria se sentir? E sua família? E se James não fosse pego? Não teria escolhas. Não poderia ficar e esperar ele voltar pra terminar algo que não tinha conseguido aquela vez.

Havia tantas coisas na minha mente, tantos medos e hípoteses que mal conseguia pensar em algo pra dizer a Edward, algo que o confortasse e que deixasse claro que eu não pretendia ir a lugar nenhum.

— Tem alguma coisa que eu ainda não sei? — Ele perguntou.

— É claro que não! — Falei.

— Tem alguma coisa que eu ainda não sei? — Repetiu.

— Edward... — supliquei.

— O que eu não sei? — Indagou se aproximando mais de mim. — Isabella, eu exijo que você fale.

— Não tem nada. — Falei, recuando alguns passos.

— Mas que droga, o que aconteceu e você não quer me contar? Tem algum motivo pra você ter bebido daquele jeito ontem? — Perguntou. — Isabella! — alterou a voz segurando meu braço, me impedindo de escapar.

— Não me obrigue dizer algo que não quero. — Murmurei. Seus olhos verdes pareciam tentar ver minha alma, estavam fixos nos meus olhos enquanto seu aperto ficava cada vez mais forte. Era como se fizesse uma pressão mental e eu estava tão cansada que minhas paredes desabaram. — Eu... Eu falei com James. — coloquei pra fora, soltando um grande suspiro depois. Eu senti as lágrimas vindo e aquele formigamento de água enchendo meus olhos.

— O quê? — Perguntou, surpreso. — Como diabos isso aconteceu?

— Ontem eu estava na festa bebendo vodka com alguma coisa e Jéssica me disse que ele estaria lá, por algum motivo aquilo me deixou absurdamente possessa, eu estava tão magoada com você e juntou todas as coisas que fiquei sabendo semanas atrás sobre Esme e Carlisle, e ainda o fato de olhar pra Jasper e lembrar de Marcus... Eu simplesmente explodi. Não falei nada sobre o estupro, só estava nervosa, eu o xinguei e pedi que ele não encostasse mais em mim. — Sussurei, uma lágrima escorreu do meu olho. — Não aguêntava mais esconder isso, Edward... Tem noção de como é olhar pra ele e ter que fingir que está tudo bem? Queria tanto aliviar minha mente, queria dizer tudo que aquele lixo merece ouvir de mim... Eu sei que foi infantil e perigoso mas, não estava pensando claramente. — suspirei.

— Bella, ele pode ter reconhecido você! — Edward gritou, me sacudindo. Ele estava extremamente irritado.

— Eu sei. — Gritei de volta, com mais lágrimas rolando sem minha permissão. — Acha que não pensei nisso? Acha que essa possibilidade não me torturou durante as horas seguintes? Por que você acha que eu bebi? Porque não queria pensar claramente e me lembrar dessa merda.

— Mas... Mas que merda. — Sussurrou me soltando, seus olhos me fitou por longos momentos e depois ele passou a mão no rosto, e fechou os olhos por alguns segundos. Parecia estar tentando se acalmar ou pensando em algo pra dizer.

— Ele não me reconheceu. — Falei, seus olhos se abriram e me fitaram. — Jéssica hoje na escola... Me disse que ele pensou que eu estivesse bêbada, ela achou que briguei com o James por estar irritada com o Sam, provavelmente vai dizer isso a ele. — expliquei.

— Bella, eu já fui procurá-lo uma vez por sua causa, James não é burro, ele pode ligar os pontos sem muito esforço, isso se já não tiver ligado tudo. — Disse. — Você não faz idéia do medo que tenho de algo acontecer com você, durmo todos os dias com essa maldita preocupação, entro no seu quarto e verifico se a janela está fechada quando você está dormindo, olho dentro do seu banheiro pra ver se não tem ninguém lá. Ás vezes tenho um sonho ruim, acordo verificando todas as janelas e portas da casa. — murmurou, passando novamente a mão pelos cabelos macios. — Eu tenho medo de que ele pegue você quando eu não esteja por perto. Por isso odeio toda vez que você sai, porque não vai estar mais debaixo dos meus olhos e não vou poder protegê-la. Quero mesmo que esse caso acabe logo, juro que vou deixá-la ir se quiser mas, preciso ter total certeza que vai estar bem e em segurança.

— Sinto muito. Sinto muito. — Murmurei.

Sua expressão estava tão machucada, coisas terríveis pareciam estar passando por sua mente e isso fez ele cerrar os punhos. Sem dizer nenhuma palavra Edward veio até mim e me abraçou, foi o que terminou de quebrar toda e qualquer resistência que eu tinha. As lágrimas agora rolavam com mais intensidade e meus braços se apertavam em volta dele procurando alívio pra minha dor.

Ele colou nossos corpos, até ser impossível estamos mais próximos. Meu rosto estava enterrado em seu peito e sua boca dava beijos rápidos nos meus cabelos, cheirando-os também.

— Puta merda, como posso amá-la tanto? — Sussurrou.

— Edward...

— Shh! Não fala nada. — Sussurrou, afastando nossos corpos.

Olhei em seus olhos com a visão embaçada por causa das lágrimas que insistiam em cair, Edward se inclinou pra frente e beijou minha testa. Fechei meus olhos. Um beijo foi depositado uma pálpebra e depois na outra, as lágrimas deviam estar molhando seus lábios mas isso não o impediu de beijar minha bochecha, depois a outra e assim, beijou todo meu rosto mas sem tocar minha boca.

Abri meus olhos e o encarei me dando conta de que as sensações tinham voltado, mais intensas revelando pra mim o quanto eu tinha sentido saudades daquele toque. Daqueles braços. Daqueles lábios. Daqueles olhos. Daqueles cabelos. De tudo.

— Eu estava com tanta saudade. — Sussurrei.

Seus dedos tocaram meu rosto e sem dizer nada secou minhas bochechas com os dedos me fazendo engolir o choro deixando só lágrimas rolarem. Esse era meu problema, guardar muita mágoa me deixava emocionalmente frágil e quando começava a chorar, minha mente queria se livrar de tudo de uma vez.

Ele me puxou e se sentou na cama, me levando junto e me fazendo sentar no seu colo, com as pernas abertas uma de cada lado. As lágrimas voltaram com mais intesidade quando seus dedos acaríciaram meus braços, depois meu rosto. Era só eu que chorava ainda mais quando tinha alguém pra me consolar?

Com Edward aqui me sentia tão segura pra chorar que deixava as lágrimas livres pra cair, desejava que levassem com elas toda a angústia que estava presa dentro de mim durante todos esses dias, que fosse embora também toda a tensão que estava me pressionando. Escola, treinos, Edward, família, James... Eram coisas demais pra uma mente tão fragilizada como a minha.

Agora suas mãos estavam suavemente pousadas em meus ombros e começaram a massegear aquela região, dedos macios acaríciavam minha pele em movimentos circulares tão relaxantes que me fizeram fechar os olhos. Me inclinei pra frente quando senti suas mãos descerem pelas minhas costas apertando-as levemente, parecendo me livrar do peso que estava sobre mim. Já tinha ouvido falar sobre o poder da massagem mas, as mãos de Edward eram milagrosas.

As lágrimas desapareceram, agora eu estava tentando manter meus pensamentos em ordem me concentrando somente na doçura daquele momento. Depois de alguns minutos meu corpo estava mole, só a dor de cabeça me incomodava mas conseguia facilmente ignorá-la. Abri meus olhos. Com o polegar Edward secou algum rastro de lágrima que ainda estava em meu rosto e sorriu.

— Vamos tomar um banho. — Murmurou, ficando de pé e me carregando no colo.

— Obrigada pela massagem. — Sussurrei, enquanto passavamos pelo corredor e entravamos no meu quarto. Edward trancou a porta me segurando com um braço só e caminhou para o banheiro, me sentou em cima da pia e ficou entre as minhas pernas enquanto deslizava seus dedos pela minha cintura.

— Banheira ou chuveiro? — Perguntou.

— Chuveiro. — Murmurei.

Ele se afastou de mim e entrou no box, abriu o chuveiro e saiu novamente. Com um breve olhar pra mim começou a se dispir fazendo meus olhos se fixarem em seu corpo, pra me distrair me livrei da camiseta do uniforme e do sutiã, depois desci da pia e tirei o tênis, as meias, a calça e a calcinha. Ficar nua na frente de Edward não era perfeitamente normal mas, tentei não pensar nisso, principalmente quando vi que ele tinha se livrado de toda sua roupa também.

O box era grande, tinha espaço suficiente para nós dois, ainda bem que meu chuveiro era um tanto largo e assim, se ficassemos próximos a água pegava nós dois. Eu sorri pra ele enquanto me molhava e soltava meus cabelos. Seus olhos passearam descaradamente pelo meu corpo e isso me fez colocar as mãos sobre meus seios fazendo-o me encarar.

— O quê? — Perguntou, fazendo a careta mais inocente do país.

O banho foi bastante divertido, alivou todo o clima que estava entre nós. Na hora do shampoo, eu derramei um pouco nos meus olhos o que me rendeu gritos até lavar e ter certeza que não estava mais ardendo. Edward gargalhou sem parar encostado no vidro, dizendo que minha reação tinha sido engraçada. O fato dele estar caçoando de mim, me fez encher as mãos de água e jogar nele. Isso rendeu uma pequena e infantil guerra de água.

Demoramos bastante no banho e quando saímos, Edward se enrolou no meu roupão pra ir até o quarto dele vestir uma roupa. Sequei meus cabelos enquanto ele ficou na cama sentado me olhando. Ao terminar, fui pra perto dele e nós deitamos.

— Acho que precisamos de algumas horas de sono. — Disse. — Eu também não dormi quase nada essa noite.

— Precisamos mais do que dormir, Edward. — Sussurrei deslizando pra cima dele.

— É mesmo? E no que você está pensando? — Perguntou segurando minha cintura.

Não respondi.

Deslizei meus lábios pelo seu rosto e depois toquei levemente sua boca, aqueles olhos verdes olhavam na minha direção confusos e ansiosos ao mesmo tempo. Capturei seu lábio inferior e o mordi dando uma leve sugada depois, meus dedos deslizaram pelo seus cabelos macios e um pouco molhados e então, tornei a sugar esse lábio tão convidativo pra mim.

— Hum... — Murmurou.

Minhas mãos sairam de seus cabelos e deslizaram pelas laterais do corpo dele, me posicionei melhor em cima dele abrindo minhas pernas e ficando de joelhos na cama, novamente aqueles olhos verdes estavam correndo por todo meu corpo e Edward mordeu seus lábios.

— Você fica tão bonito com os cabelos bagunçados. — Sussurrei.

— Me diz quando foi que você ficou assim. — Murmurou.

Eu sorri.

Havia uma coisa que queria fazer, vinha pensando nisso no lado mais oculto da minha mente, não sabia exatamente como Edward ia reagir. Mas eu queria fazer. Eu ia fazer. Agora pra ser mais clara. Olhei para o seu rosto porque gostaria de ver sua reação. Deslizei minha mão pela sua barriga e entrei dentro daquele moletom indo de encontro ao membro dele.

— Bella... — Disse, em tom de aviso e reprovação. Continuei quieta enquanto me movia pra conseguir segurá-lo e fazer movimentos de vai-e-vem, masturbando levemente. Eu percebi como sua expressão mudou, estava mais dura e seus lábios pressionados de forma bruta. Eu deslizei por cima dele, sem desgrudar meus olhos de seu rosto e então, abaixei o moletom até onde consegui e me debrucei sobre ele. — Você não vai... — murmurou. Me curvei e jogando meus cabelos pra trás, segurei suavemente seu pênis e o cobri com meus lábios, empurrando-o devagarinho pra dentro da minha boca. — Puta. Que. Pariu. — Edward arfou.

Não era tão assustador afinal, não tinha nenhum gosto estranho e parecia extremamente indefeso nas minhas mãos. Eu não sabia como trabalhar com aquilo mas, sabia que estava fazendo algo certo porque Edward estava tendo leve tremores e gemia alguns palavrões. Eu aumentei a velocidade, não era prazeiroso fazer mas as reações dele estavam deixando minha intimidade umida.

Era como se tivesse ele totalmente em minhas mãos, seu corpo era todo meu e se inclinava pra mim. Eu era a causa dos seus gemidos e dos suspiros de prazer que ele estava soltando. A respiração pesada. Os olhos fechados e as mãos puxando delicadamente meus cabelos. Era tudo por minha causa, eu estava dando prazer a ele.

Por algum motivo essa sensação me deixou poderosa e aprofundei meus movimentos fazendo-o segurar meus cabelos com força puxando-o para trás e empurrando-me contra ele.

Sem dizer nenhuma palavra ele me puxou e separei minha boca de seu membro, agora totalmente endurecido. Rapidamente tirou o shorts que eu vestia pra baixo e puxou com força a calcinha fazendo ela arrebentar o fecho que tinha nas laterais e sair do meu corpo. Olhei em seus olhos enquanto Edward movia minha cintura e fazendo-me sentar de encontro ao seu pênis.

Foi a sensação mais gloriosa que já tinha sentido, seu membro pareceu ter rasgado minha intimidade e aquilo me fez delirar. Nunca tinha experimentado cavalgar e sinceramente, se tivesse descoberto antes que era bom assim, já tinha feito várias vezes.

— Merda... — Murmurei, quando chegou ao limite e Edward moveu minha cintura me fazendo rebolar em torno dele. Aquilo estava contraindo todas minhas paredes internas e sensações de prazer passaram por todo meu corpo. — Vai Edward. — Gemi.

Estava tentando controlar a merda dos meus gemidos porque Jane e Jasper estavam em casa mas Edward estava vindo com tanta força e tão rápido que perdia toda a razão quando suas estocadas atingiam o mais profundo de mim. Não demorou até os espasmos tomarem conta do meu corpo e um orgasmo me atingir com violência.

Me contorci em cima dele e amoleci.

Edward me girou nossos corpos e ficou em cima de mim fazendo minhas pernas se enlaçarem sua cintura, olhou em meus olhos e começou a penetrar novamente. Eu mordi meus lábios enquanto me movia contra ele sentindo minhas paredes pressioná-lo com mais força. Tinha acabado de ter um orgasmo, estava toda bamba mas, ele não se importou só continuou estocando dentro de mim me fazendo arranhar suas costas e esconder meu rosto na curva do seu pescoço.

Quando ele começou a vir mais rápido eu sabia o que viria a seguir, os gemidos dele estavam mais intensos e não demorou muito até que se retirasse de dentro de mim gozando na cama. Eu empurrei o lençol pra baixo e olhei para o seu rosto suado, os cabelos bagunçados e um olhar feroz na minha direção.

— Isso foi muito bom. — Sussurrou.

Eu o abracei concordando com suas palavras em silêncio.

— Bella! Bella? Edward? O almoço está pronto. — Jane gritou do corredor.

Nos movemos rapidamente, praticamente pulei da cama correndo em direção a porta e Edward se enfiou debaixo das cobertas.

— Estou terminando de me trocar, já vou! — Gritei.

— Ok. — Respondeu. — Cadê o Edward? — perguntou.

— Eu não sei, deve estar por aí. — Murmurei.

Edward deu uma risadinha e como resposta peguei meu tênis do chão e atirei nele.

— Certo venha logo. — Disse. — Edward? — ela gritou se afastando, provavelmente indo em direção ao quarto. Eu suspirei.

— Vai pro seu quarto. — Sussurrei chegando perto dele. Ele me puxou em direção a cama, lhe dei um olhar de aviso mas Edward não estava nem aí, abraçou minha barriga e me puxou de costas pra ele acaríciando meus seios. — Eu tô falando sério, Jane vai perceber que você não está no seu quarto e vai achar estranho. — Falei, seus lábios deslizaram pelo meu pescoço e se aproximaram da minha orelha.

— Eu não ligo. — Murmurou.

— Edward... — Eu gemi.

— O quê? Vamos fazer de novo, deve ficar tão molhada depois que goza... Ah Isabella, você está cheirando a sexo. — Sussurrou indo em direção a minha intimidade.

— O almoço... — Tentei argumentar mas ele abriu minhas pernas.

— Assim, de ladinho pra mim... — Murmurou passando seus dedos pela minha intimidade, meu corpo estremeceu. — Você vai gostar, vai ficar tão louca que nem vai lembrar que Jane está aqui... Não vai lembrar do almoço e nem de Jasper. — circulou meu clitóris sensível me fazendo morder os lábios com os leves tremores que me sacudiam.

Um dedo escorregou pra dentro de mim.

— Merda. — Gemi. Uma de suas mãos apoiou na minha pernas levantando-a me deixando aberta pra que ele pudesse me tocar. — Não Edward. — gemi, me inclinando pra trás e fechando meus olhos.

— Bella, eu não sei onde Edward está. — Jane falou, abri meus olhos querendo me levantar mas Edward me segurou. Outro dedo. Porra, Edward! — Bom, depois ele come. Venha logo, o Jasper já está na mesa e quero serví-los.

— Jane eu... Eu vou precisar tomar um banho, sirva o Jasper... — Sussurrei, Edward mordeu o lóbulo da minha orelha e moveu seus dedos dentro de mim. — Eu... Eu vou comer depois. — arfei. Mais um dedo. — Não faz isso merda... — murmurei pra ele, meus olhos teimavam se fechar pela sensação de prazer e Edward soltou uma risada abafada.

— Ok então. Está tudo bem aí? — Perguntou. Não Jane! Pare de fazer perguntas! Edward me impossibilitando de respondê-las. Nossa, como aquilo era bom... Abaixei minha perna fazendo seus dedos ficarem bem apertados dentro de mim. Edward os moveu com rapidez me fazendo rebolar contra eles e afundar minha cabeça no travesseiro na tentativa de não gemer.

— Está... Tá tudo bem. — Gritei.

— Tá tudo ótimo. — Edward sussurrou pra mim.

— Ok... Estou descendo. — Jane avisou.

— Idiota. — Eu murmurei pra ele que gargalhou colando-se totalmente a mim.

-

Quarta-feira, dia de treino.

Foi quase impossível levantar da cama, tinha transado três vezes com Edward no dia anterior e meu corpo estava cansado. Não passei maquiagem e nem levei os cabelos, um banho rápido e um coque foi o bastante. A aula foi cansativa, o professor de matemática resolveu pegar pesado e deixou todos exaustos com a avaliação surpresa pra relembrar os conteúdos do semestre antes das férias.

Eu estava um pouco mal nas matérias, estava tendo uma certa dificuldade pra pegar os conteúdos mas, depois de estudar um pouco sempre conseguia. Isso devia ser por conta das milhares de coisas que estavam na minha cabeça ao mesmo tempo. Era quase impossível se concentrar na aula quando Jéssica estava na sala, ela citou James na aula de Geografia e isso me fez pedir ao professor pra ir ao banheiro. Eu não suportava o quanto ele estava invadindo minha vida, não suportava admitir que ele era mais próximo de mim do que imaginava.

— Bella, está indo pra quadra? — Jess perguntou unindo-se a mim.

— É. Vou as vestiário primeiro.

— Ótimo, vou também. — Ela disse.

Nós caminhamos silenciosamente, tentei parece normal mas... Era tão estranho saber que Jéssica era irmã de James. Me doía profundamente ignorá-la, ela não tinha culpa. Mas o que eu poderia fazer? Como poderia agir normalmente?

O vestiário estava vazio mas as bolsas já estavam jogadas por todo canto, com certeza todo mundo já estava se aquecendo. Eu estava atrasada porque não estava conseguindo fazer a maldita prova de matemática. Coloquei minha bolsa no chão em um canto e comecei a tirar minha roupa. Jess fez o mesmo.

— Bella, o que é isso na sua bunda? — Perguntou.

— O quê?

— São cortes? — Indagou se aproximando. Então, percebi do que ela estava falando e imediatamente coloquei a calça. — Como fez isso?

— Eu caí, faz um tempinho. — Disse. — Encontrei com uma cerca de arame.

"Quer dizer Jéssica, quando o merda do seu irmão me estuprou, me deu ainda um brinde pra me lembrar". Suspirei desviando os olhos dela.

— Uh. — Disse, fazendo uma careta de dor. Eu sorri pra tranquilizá-la. — Bella, eu preciso te contar algo. — prendi a respiração. — Acho que estou apaixonada pelo Peter. — disse, eu gargalhei mandando o nervosismo embora. — Você ri? Ele é um galinha, Isabella! Não posso estar apaixonada!

— Calma Jess, depois do treino conversamos. — Falei ainda sorrindo, ainda bem que era isso.

Depois que cheguei do treino, me concentrei em fazer o trabalho com Jasper. Não vi Edward durante o dia todo nem durante a noite, Esme disse que ele tinha ido encontrar alguns amigos da faculdade aquela noite e que provavelmente iria voltar só no dia seguinte.

A noite nem tive tempo de pensar na vida, estava tão cansada que mal me deitei e a escuridão já me levou para um mundo de sonhos. Por incrivel que pareça, sonhos bons, sonhos com Edward e com o time da escola vencendo o campeonato. Isso fez meu humor estar super bem no dia seguinte. A escola conseguiu ser menos chata, fiquei conversando com Sam a maioria do tempo e os professores não deram nenhum trabalho surpresa o que me deixou muito feliz.

Terminei o trabalho que estava fazendo com Jasper antes de escurecer, novamente Edward não estava em casa, na verdade, nem tinha voltado do maldito encontro da noite anterior. Eu estava começando a sentir saudades, dois dias completos sem vê-lo me fizeram perder um pouco do sono naquela noite mas, acabei adormecendo logo.

Sexta-feira, dia de treino mas o último da semana, eu estava exausta e o dia piorou quando desci para o café e descobri Esme irritada porque Edward não tinha dado notícias e isso porque pretendia voltar quinta-feira na hora do almoço. Tentou ligar no celular dele mas estava desligado, ela simplesmente disse que ele devia estar com as garotas e esquecido que tinha família. Isso foi o bastante pra foder meu dia. Edward com outras mulheres. O pensamento me deixava enjoada.

Passou sábado.

Passou domingo.

Edward não tinha dado a merda de um telefonema, agora todos estavam preocupados porque nem sabiamos onde procurar. Onde ele tinha se metido? Por que não estava atendendo as ligações? Estava com outra? Custava dar a merda de um telefonema pra mim? Não que me devesse explicações mas, sua ausência já estava me afetando e ele devia saber disso.