Hello

16 Capítulo 16


Notas iniciais
Entãaaaaaaooo, eu ia postar só amanhã maaas, lembrei que tenho um trabalho de química pra fazer, além disso mais uma recomendação né awnnnn obrigada, aaaaaai resolvi postar hoje.
tininhaaaa, obg pela correção *-*

16

— Stanley. — Repeti lentamente, Edward suspirou e se inclinou para trás. — Eu tenho uma amiga com esse sobrenome.

— Eu sei, Jéssica Stanley. — Disse. — Não se preocupe com ela, Jéssica nunca conversou com o irmão, James sempre viveu sozinho e longe da família, ele é um pouco problemático para viver em um ambiente familiar. — suspirou. — Não fique assustada Bella, ele nem sabe que foi você que ele... Que ele...

— Estuprou. — Falei, com meus olhos enchendo de lágrimas. — Pode dizer, eu geralmente aguênto, é a verdade não é? — perguntei, seus olhos fitaram o chão e a expressão dele ficou mais aliviada. — Como descobriu isso tudo? Eu dei muitas dicas? — indaguei com minha voz trêmula.

— Bella, vem aqui. — Sussurrou. Fiquei alguns segundos ali mudando o peso do meu corpo para a outra pernas até finalmente ceder e praticamente correr até a cama. Eu sentia como se estivesse quase para explodir, havia muita coisa dentro de mim, muitas emoções, era coisa em poucos dias.

Eu podia ser forte como Edward disse, mas não era de ferro.

Deslizei pela cama e me sentei atrás dele com as pernas cruzadas, não demorou muito até ele suspirar e vir até mim apoiando seus dedos em minha nuca e trazendo minha cabeça lentamente até seu peito nu. Eu fiquei suavemente pressionada enquanto engolia o choro e tentava acalmar minhas emoções.

— Bella, chore, inferno, pare de amassar tudo isso dentro de você. — Sussurrou, diante dessas palavras não houve outra reação do meu corpo que não fosse meus ombros sacudirem em um soluço que deu começo a um choro amargo que estava reprimido.

Eu abafei meus soluços em sua pele, respirava todo o calor da minha boca contra seu peito e isso não parecia incomodá-lo. Eu funguei pela vigésima vez e me senti segura ao sentir seus dedos deslizando pelas minhas costas, seu simples toque parecia me deixar mais segura e aliviar todo o peso que estava em cima de mim.

Meus soluços foram diminuindo aos poucos, meus ombros não sacudiam mais com tanta força e as lágrimas estavam caindo em menor quantidade. Todo esse tempo Edward não disse nada, não tive coragem de olhar em seu rosto para ver sua expressão, talvez ele não estivesse gostando disso, mas, pelo menos não se pronuciou.

Era hora de me afastar, eu gostaria de continuar aqui mas não podia ser egoísta. Edward estava nessa mesma posição a minutos, ele estava machucado também e tinha que se mover para não ficar com dor.

— Eu acho que estou bem agora. — Sussurrei, ele suspirou e afastou suas mãos de mim para que eu pudesse me inclinar para trás. Meu rosto devia estar vermelho e meus olhos inchados, mas isso não importava muito. Ele já tinha me visto chorar outras vezes. — Obrigada por me... Me deixar chorar. — murmurei com a voz um pouco rouca.

— Eu estou aqui pra mais do que isso. — Disse tocando meu queixo com a ponta dos dedos. — Estou... Para qualquer coisa. — sussurrou se aproximando, sua respiração batendo contra o meu queixo. — Qualquer coisa que você precisar. — disse e dessa vez seus lábios calmamentes vieram de encontro aos meus.

Estava tão confusa que não consegui expressar nenhuma reação, só meus olhos que se fecharam em uma reação imediata e eu fiquei quieta enquanto sentia seus lábios macios deslizarem suavemente pelos meus. Sua língua deslizou pelo meu lábio inferior que permanecia quieto, entreaberto, e Edward o puxou para seus dentes chupando-o devagar.

Eu desmanchei ao sentir sua língua deslizar para dentro da minha boca, lentamente me inclinei para frente e pousei suavemente minhas mãos sobre seus ombros tomando cuidado para não apertar nenhum machucado. Meu rosto estava molhado pelas lágrimas mas isso não pareceu incomodá-lo, logo seu dedo deslizou pela minha bochecha e sua língua calmamente tocou a minha.

Com cuidado correspondi deslizando meus dedos pelas suas costas nuas. Era tão diferente estar tocando ele, eu não tinha medo de estar aqui com ele, Edward poderia ter me machucado mas ele nunca o fez, não acreditava que ele o faria agora. Ele tinha me deixado chorar e pareceu se preocupar com cada lágrima que pingava ou em seu colo ou deslizava por seu peito.

Eu estava segura com ele no quarto, agora não havia mais ninguém aqui e nenhuma sombra. Só havia ele e sua boca quente que estava me deixando toda arrepiada. Minhas reações estavam ficando cada vez mais intensas, o que eu controlava antes, não conseguia controlar mais. Como meus dedos que estavam passeando por toda extensão das suas costas, meu corpo se aproximava do seu a medida que o beijo ficava mais intenso.

— Deite-se. — Sussurrou, contra minha boca. Eu fiz o que ele pediu me inclinando para trás e me movendo sobre a cama até estar deitada. Eu abri meus olhos para ver ele se arrastando até o meu lado, eu imaginava que ele deitasse em cima de mim, mas ele pareceu pronto a ficar do meu lado. — Eu não quero machucá-la com meu peso e meu braço não está muito bom para apoiar na cama. — disse.

— Eu posso...

— Não. — Murmurou, me interrompendo. Seus dedos deslizaram do meu pescoço em direção a minha barriga e deu suaves voltas em torno do meu umbigo.

Minha pele estava arrepiada e um calor estava se apoderando lentamente de mim, Edward estava me encarando de um modo intenso e não mudou sua expressão mesmo quando seus dedos deslizaram para baixo da minha camiseta vindo lentamente na direção dos meus seios. Eu fiquei apreensiva e meu corpo endureceu, suavemente ele suspirou e se aproximou mais de mim.

— Relaxa, você vai gostar. — Sussurrou.

Seus dedos deslizaram por cima do meu sutiã e deu algumas voltas por ele, eu mordi meus lábios ao sentir um arrepio percorrer a minha nuca e um frio na minha barriga me fazer estremecer. Com seus olhos ainda pregados nos meus ele abaixou meu sutiã e suavemente deslizou seus dedos pelo bico do meu seio que imediatamente endureceu se tornando visível.

O calor tomou conta do meio das minhas pernas e eu passei a língua em torno dos meus lábios sentindo uma estranha vontade de me contorcer. Seus dedos seguraram o bico do meu seio e ele apertou suavemente me fazendo se inclinar para frente e fechar os olhos.

— Edward...

— Deixa eu despir você, Bella. — Sussurrou na minha orelha me fazendo morder os lábios. — Eu vou tocar você, quero lhe dar outro orgasmo. Bella, deixa eu amar você, eu quero tirar toda sua roupa e beijar seu corpo inteiro. Diz que você quer isso, diz... Só preciso que você autorize e prometo que não vai se arrepender.

— Oh meu Deus. — Sussurrei, me contorci lentamente quando ele tirou o outro seio para fora e repetiu os movimentos me fazendo soltar um gemido abafado e mecher meu corpo em cima da cama. O calor estava aumentando e eu só queria aliviar aquela sensação que estava crescendo no meu sexo.

— Eu posso? — Perguntou levantando um pouco, abri meus olhos e o fitei. Pensei que ele estivesse falando das roupas ou algo parecido, mas ele estava falando com os lábios perto do meu seio e quando eu acenei com a cabeça sua língua calmamente deslizou para fora e tocou meu seio.

Eu senti uma onda de emoções me atacarem de uma só vez, meu corpo inteiro estremeceu com o contato da língua dele sobre uma parte tão íntima do meu corpo. Não houve outra reação em mim que não fosse agarrar os lençóis furiosamente e apertá-los com meus dedos. Inclinei meu peito para frente desencostando minhas costas da cama, e droga! Meu corpo estava absurdamente quente e eu não pudi impedir um gemido de escapar pelos meus lábios.

Aquilo era tão diferente, era como se ele estivesse mamando no meu seio e isso me trazia um prazer diferente de tudo que já havia sentido. Meses atrás nunca imaginaria que um homem pudesse me fazer ficar dessa forma, completamente irracional e só desejando que a sensação icomoda, que estava no centro das minhas coxas, desaparecesse.

Quando sua língua deslizou para o meu outro seio, minhas mãos deslizaram pela minha barriga e, sem que eu pudesse me conter, as deslizei por dentro do meu shorts e toquei delicamente o local onde o calor estava acumulado.

— Não. — Edward sussurrou contra minha pele tirando minha mão de cima da minha calcinha e colocando-a sobre a cama novamente. — Eu vou fazer isso Bella, fique quieta, é uma coisa de cada vez. — disse.

Seus lábios fugiram dos meus seios e deslizaram pelo meu pescoço me causando arrepios, abri meus olhos para vê-lo diante de mim e sentir sua boca colando a minha. Tentei me concentrar em seus lábios, mas com seus dedos fazendo caminho em direção ao cós da minha calça ficou quase impossível corresponder ao beijo.

Sua língua lambeu meus lábios e em uma reação do meu corpo, me arqueei querendo que seus dedos fossem de uma vez para o local que estava me causando tanto incômodo. Quando ele finalmente me tocou intimamente uma corrente eletrica passou pelo meu corpo e meus gemidos foram abafabos contra seus lábios.

A sensação dos seus dedos contra o meu sexo era deliciosa, era algo que não havia nem mesmo explicações. Senti um calafrio percorrendo a minha espinha e aquela sensação de me contorcer aumentava. O calor estava ainda maior e eu me empurrava contra seus dedos desejando um orgasmo.

— Edward. — Eu sussurrei mordendo seus lábios. Seus dedos começaram a deslizar pelo meu sexo usando a umidade que estava acomodada ali. — Não pare, por favor. — pedi, enloquecida.

Era a primeira vez que não tinha a menor consciência dos meus atos, estava completamente fora de mim, eu só pensava em ter mais daquilo. Necessitava de mais.

— Você gosta? — Perguntou sussurrando no meu ouvido. Não consegui responder, estava mordendo os meus lábios procurando um meio de fazer meus gemidos não serem tão altos, afinal Jasper estava aqui do lado... E merda! Ele tinha aumentado a velocidade, seus dedos estavam se movendo com mais força, e agora eu não conseguia nem mesmo pensar.

— Eu... Eu... Oh céus! — Gritei movendo minha cabeça para o lado totalmente descontrolada. Dois dedos deslizavam por cima do meu sexo e ele nunca ia mais para baixo, era sempre rodeando aquela região do clitóris fazendo total pressão ali.

— Eu posso lhe dar mais que isso, Bella. — Sussurrou na minha orelha, me arrepiando. — Você não tem noção de quanto prazer posso dar a você, eu quero fazer você gritar por vários minutos até sua voz falhar e você não aguêntar mais tanto prazer.

— Edward, oh. — Gemi, me contorcendo tanto pelas suas palavras quanto para os seus dedos que estavam investindo em mim com mais velocidade.

— Agora Bella, quero que você atinja o orgasmo. Quero que seu líquido molhe meus dedos. Faça isso, porque é só para mim que você vai fazer, só para mim. — Disse.

Ele começou a massagear com rapidez e eu não pude conter os gemidos que estavam escapando pela minha boca. Minhas mãos apertavam os lençóis com força e sentia aquela sensação maravilhosa se tornando cada vez mais profunda. Minhas pernas estavam tremendo e todo meu corpo parecia estar subindo em direção ao paraíso do prazer. E céus! Como algo tão simples poderia causar tanto prazer?

Quando eu finalmente explodi em um orgasmo completamente elouquecido, rolei sobre a cama me separando dele. Minha testa estava suada e minha respiração totalmente descontrolada. Meu rosto também estava incrívelmente quente e eu sabia que era porque não tinha coragem para fitar ele depois do que tinha acontecido.

Eu estava envergonhada, ele tinha me visto perder todo o controle e estava simplesmente deitado na minha cama com a mão molhada pela minha excitação. Essa situação era no
minímo constrangedora e era o bastante para me deixar completamente sem graça.

— E essa é a parte que voltamos ao normal? — Sussurrou tocando calmamente minhas costas para abaixar minha camiseta e colocá-la de volta no lugar. Eu fiz o mesmo tirando de uma vez o sutiã e abaixando a camiseta na parte da frente para fugir das perguntas. — Não tem que ter vergonha do que aconteceu entre a gente, isso geralmente é normal.

— Me desculpe, eu sou... Meia... Você sabe. — Sussurrei.

— Tudo bem. — Murmurou. — Você quer que eu saia?

— Não. — Falei, imediatamente. — Se você quiser ficar, eu... Eu agradeceria.

— Você sabe que eu vou ficar, você sabe que é só pedir. — Murmurou. — Eu só preciso ir até o quarto trocar os curativos, o meu braço está sangrando um pouco, deve ter sido os movimentos.

Isso foi o bastante para me fazer virar novamente para ele. Pulei para fora da cama e mesmo com as pernas trêmulas, caminhei até o interruptor e ascendi a luz. Eu estava em péssimo estado, mas seus machudados poderiam começar a sangrar e isso seria um grande problema, tinha que cuidar deles.

— Onde você deixa a caixa de curativos? — Perguntei.

— E você se importa? — Indagou rolando calmamente na cama.

— Onde está a caixa? — Perguntei, novamente. Dessa vez ele sorriu.

— Está me impressionando. — Disse. — Se isso é o que acontece depois de um orgasmo, vou lhe dar um todos os dias.

Minha pele ficou vermelha e eu tentei negar para mim mesma que não tinha gostado do que ele havia dito.

Eu tomei um banho antes de cuidar dos curativos de Edward, troquei meus lençóis após cuidar de tudo e por volta das cinco da manhã finalmente nos deitamos. Juntos. E foi uma das melhores noites que consegui ter relacionada aos últimos dias.

Abri meus olhos devagar para me acostumar aos poucos com a claridade do quarto, me virei para o lado e me descobri abraçando o cobertor porque Edward não estava mais lá. Eu não estava esperando que ele estivesse, devia me lembrar que era proibido um romance entre nós. As coisas começaram desorganizadamente, eu não esperava que ele simplesmente viesse até mim e me pedisse em namoro. Eu não aceitaria também de qualquer forma.

Deslizei para fora da cama com a minha barriga roncando por causa do cheiro de café que estava no ar. Olhei para o relógio e me assustei deixando meu corpo deslizar para a cama novamente, o relógio marcava quatro horas da tarde, eu tinha dormido praticamente o dia todo!

Depois de respirar fundo caminhei para dentro do banheiro e enfiei meu rosto na pia para escovar os dentes e me ajeitar. Prendi meus cabelos do modo mais ajeitado que consegui e vesti uma roupa casual. Disparei pelas escadas e entrei na cozinha, encontrei Jasper tomando lanche da tarde, assim que me viu seus olhos desviaram para o pão.

— Boa tarde, Bella. — Jane disse entrando na cozinha, dei um sorriso a ela. — Dormiu bastante não?

— Deve ser porque Edward a manteve ocupada a noite toda. — Jasper disse, eu fui pega de surpresa por suas palavras, Jane pigarreou e eu finalmente tive coragem para olhar para ele. Jasper estava com os olhos no seu café e parecia tão despreocupado que parecia ter feito uma declaração sobre o vento e não sobre mim, e seu irmão.

— E então, o que vai querer comer? — Jane perguntou, notei que ela estava tentando mudar de assunto para aliviar o clima pesado que tinha caído sobre o ambiente. — Eu fiz uma torta de maçã hoje de manhã, tenho certeza que você vai adorar experimentar um pedaço. — sorriu. Eu estava realmente com fome porque não tinha jantado ontem, mas comer aqui com Jasper era algo que eu considerava impossível.

— Você se importa se eu comer na sala? — Perguntei.

— É claro que não, querida. — Disse, com um sorriso. — Vá preparando o que vai beber enquanto eu corto um pedaço grande para você.

Ela pareceu adivinhar meus pensamentos, eu só queria alguma para fazer alguma coisa para não ter que encarar Jasper ou algo parecido. Eu não tinha idéia do que tinha causado toda essa revolta nele, ele parecia simplesmente não suportar estar no mesmo ambiente que eu mesmo eu não tendo a menor idéia do motivo.

— Você também quer? — Ela perguntou a Jasper.

— Não, obrigado. — Disse.

Eu segurei a porta da geladeira ao sentir os olhos dele nas minhas costas. Ele devia estar furioso porque sabia que Edward e eu estavamos nos encontrando durante a noite, do quarto de Jasper dava para escutar os meus gemidos mas eu simplesmene não conseguia soltá-los mais baixo. Edward me deixava completamente louca. Era normal um irmão estar com raiva, quem ia gostar desse tipo de coisa?

Era por esses motivos que deveria ficar longe de Edward, Esme já sabia o que estava acontecendo e tinha me pedido para me manter longe e eu não consegui nem mesmo seguir sua ordem. Talvez eu estivesse na beira do penhasco sem me importar com o que estava me empurrando para me fazer cair.

Jantamos sem Edward, ele tinha saido desde cedo com um amigo dele. Eu estava desapontada por não encontrá-lo na cama quando acordei, eu não esperava que ele estivesse lá com aquele sorriso desnumblante para mim, só que por alguns segundos pensei que houvesse algo a mais entre nós.

— Bella, me ajuda com a louça? — Esme pediu, acenei com a cabeça e peguei meu prato trombando em Carlisle no caminho da pia. Nenhum dos dois comentou sobre isso, entre nós comentários era o mais desnecessário. Ele era a única pessoa que tinha se acostumado com o meu silêncio.

Eu ainda estava terminando de guardar os pratos quando tocaram a campanhia, pela voz pude ver que era Edward, mas ele não estava sozinho, tinha mais uma voz masculina com ele e por isso terminei logo os pratos e, sem olhar para trás, disparei pelas escadas até chegar no meu quarto.

Não me importava com as amizades de Edward, só não queria nenhum tipo de assunto com os amigos dele e evitaria isso o quanto pudesse.

Tinha ficado o dia todo pensando se ligaria para Jéssica, eu pensei em lhe perguntar se ela tinha um irmão e se ele ia vê-la. Edward havia dito que ele não morava com a família, mas eu tinha medo por ele estar tão perto. Jéssica era da mesma escola que eu, e se um dia ele viesse vê-la? Só de pensar nessa possibilidade todo meu corpo estremecia.

Eu peguei o telefone decidida, guardar aquilo para mim também não era algo bom, ia perder inúmeras noites de sono pensando no fato de que a todo momento estava tão perto da família do homem que tinha me estuprado. Tinha tanto medo dentro de mim que estava me enlouquecendo.

Disquei os números lentamente pra não correr o risco de errar nenhum, e levei o telefone até minha orelha escutando os bips que anuciavam que estava chamando.

— Alô. — Era a voz de Jéssica, pensei em desligar mas, se descartasse essa oportunidade não iria ter coragem pra tentar novamente.

— Jéssica, sou eu, Bella. — Sussurrei.

— Bella! — Ela disse, surpresa. — Por que não foi ao baile? Acredita que o Sam teve que fazer par com a loira morango da turma doze? Você disse que ia, posso saber porque simplesmente sumiu e nem mesmo telefonou para nós pra dar uma satisfação? — disparou todas essas perguntas, eu suspirei.

— Eu não estava me sentindo bem. — Menti.

— E por que não me ligou? Você perdeu, a balada foi sensacional. — Tagarelou. — Mas espera, você está bem agora não é?

Eu não estava bem, simplesmente porque estava falando com a irmã do meu estuprador.

— Estou, foi... Um mal-estar rápido. — Falei. — Mas e então, como estão todas?

— Vai ter uma viagem de férias, queremos passar uns dias na praia, eu soube que vai fazer calor. O que acha disso? — Perguntou. Com todas essas coisas me atormentando, eu não seria capaz de viajar, muito menos com a Jéssica, não era nada contra ela, era contra o seu irmão. Podia ser algo idiota, mas ele podia estar próximo, podia vir aqui... Podia acontecer qualquer coisa, eu nem sabia mais o que pensar.

— Eu acho melhor não. — Murmurei. — Sua família vai?

— Meu pai não pegou férias, podiamos juntar uma galera e levar algum pai como responsável. — Disse.

— Jéssica, você tem algum irmão? — Perguntei mudando totalmente de assunto.

— Por que quer saber? — Perguntou, dando uma risadinha. — Eu tenho, mas ele quase nunca vem aqui, ele estava na faculdade e largou porque se envolveu com umas pessoas erradas, depois disso nunca mais deu as caras aqui em casa. — suspirou. — Mas, por que está me perguntando isso?

— Ah nada, só queria saber se você tinha irmãos homens em casa. — Falei, minha voz estava quase sumindo e eu estava pálida, mas ela não pareceu ter notado.

— Se eu tivesse irmãos como os seus, estaria feliz. — Disse.

Ela realmente não notou.

— Jéssica, eu vou desligar. — Sussurrei. Eu não conseguia mais mostrar uma voz calma e casual quando eu estava tão assustada. Eu sempre gostei de Jéssica, desde que nos encontramos pela primeira vez na escola, apesar dela ser tagarela e já ter dormido com metade dos garotos da escola, a presença dela não era tão desconfortável.

— Tudo bem, pense na viagem e se decidir algo me avise antes de sexta-feira. — Falou, fingi não ter escutado e desliguei o telefone colocando-o no lugar. Sentei ali no chão por longos minutos, eu não acreditava que o irmão dela tentasse algo contra mim em público, agora eu tinha uma família que podia pagar um advogado e um detetive.

Se eu fosse esperta iria contar para Carlisle para que todos ficassem alerta, o problema é que eu não sabia se todos iam encarar como Edward. Se iriam me achar forte ou teriam nojo de mim. Esses eram riscos que eu não queria correr.

Entrei no banheiro logo depois de tomar coragem para me levantar, tranquei a porta do quarto e fechei a janela, podia ser um medo bobo mas depois que foi estuprada sempre tive sensações estranhas, sensação que tinha alguém me observando ou que quando entrasse no quarto alguém estaria escondido no meu armário ou dentro do banheiro. Segundos alguns depoimentos que li, essas eram as reações que o medo causava e a pessoa tinha que vencê-las.

Porém, o medo não era um oponente fraco. Que nunca conheceu o verdadeiro medo, não sabe como ele é capaz de destruir você.

Demorei poucos minutos no banho e me vesti com um pijama que tinha ganhado de aniversário. Ele era branco com alguns detalhes rosas, chegava a ser até mesmo um pouco infantil, mas era confortável e isso era tudo que me importava em um pijama.

No dia seguinte eu acordei ás oito, a noite não foi péssima mas fiquei duas longas horas rolando na cama antes de conseguir finalmente apagar. Eu sabia que isso era consequência das coisas que estavam acontecendo, descobrir que estava tão próxima da família do meu estuprador havia sido uma surpresa. Ninguém convive com isso sem ter nenhuma reação.

Coloquei um moletom azul-claro e uma camiseta branca, e prendi meus cabelos. Eu não estava com vontade de enfrentar a todos na mesa do café, mas não queria também ficar sozinha no meu quarto com aquele dia nublado.

Fiquei surpresa ao ver Carlisle e Esme na mesa, hoje era dia de trabalho e era novo eles estarem em casa. Edward também estava lá e o amigo também, aquele eu nunca havia visto. Parecia ser alto, com os ombros largos e cabelos negros que deslizavam até seu ombro. Tinha uma tatuagem no braço que estava a mostra por causa da camisa que ele usava e parecia bem musculoso também. Esse era o tipo do homem que eu temia.

— Bella. — Esme disse, sorrindo. — Sente aqui, querida. — disse. Eu me sentei ao seu lado e comprimentei todos com um aceno de cabeça. — Will, essa é minha filha mais nova, Isabella. — ela disse e por alguns minutos tive a impressão de sentir uma pontada de orgulho na sua voz.

— É um prazer conhecê-la, Edward falou muito bem de você. — Falou, eu olhei em seu rosto pela primeira vez um pouco surpresa por Edward ter falado de mim e ao mesmo tempo com medo do quanto ele realmente falou.

O resto do café foi silencioso e depois Esme chamou Jasper para tirar a mesa. Edward se apoiou nas muletas e com a ajuda do amigo caminhou até a sala. Eu passei rapidamente pelos dois e fui para o meu quarto, eu já me sentia desconfortável naquela casa, quando havia visitas ficava era bem pior.

Eu estava terminando de acessar um site para ver as notícias quando alguém bateu na minha porta, fiquei alguns segundos pensando se realmente abriria ou não, acabei decididindo que as pessoas não tinham culpa dos meus medos e nem dos meus traumas, não podia ignorar essa família que tinha me adotado.

Abri a porta e não me deparei com Esme ou Carlisle, era Edward. Eu sabia que ele poderia vir aqui, mas pensava que seu amigo ainda estava na sala e pelo menos enquanto o garoto estivesse aqui, ele não ia querer vir falar comigo.

— Seu amigo já foi? — Perguntei.

— Me desculpe não ter ficado com você até de manhã, tive que sair cedo e ontem tive que fazer algumas coisas de dia. — Sussurrou.

— Eu não pedi nenhuma explicação. — Falei, minha voz estava baixa e com o tom cansado. Tentei parecer indiferente, mas não deixava de estar surpresa. Era a primeira vez que ele me dava satisfação de alguma coisa que tinha feito e não pude deixar de confessar a mim mesma que tinha gostado disso.

— Sei que você não pediu, provavelmente não se importa, mas, eu me senti no dever de me explicar. — Disse. — Posso entrar? — perguntou.

— Onde está seu amigo?

— Não importa. Eu posso conversar com você alguns minutos? — Indagou com um suspiro.

— Pode. — Murmurei, me afastei da porta para deixá-lo entrar e fechei-a átras de mim quando ele parou a uma certa distância e se apoiou nas muletas. — E então, como estão os machucados?

— Estão bem, talvez amanhã já vou poder largar as muletas, a dor estava diminuindo e o médico disse que quando isso acontecesse eu já poderia largar essas coisas e tentar andar. — Murmurou. — Ele disse que nos primeiros dias que ia mancar, eu levei uma facada perto do joelho, tive sorte de não ter sido lá ou poderia ter uma perna imobilizada pelo resto da vida.

— Do que exatamente foi atrás? — Perguntei.

Ele suspirou.

— Eu não vim pra falar disso. — Falou.

— Se tem a ver comigo, mereço saber. — Eu disse me aproximando um pouco mais. Ele mudou o peso para a perna direita e me fitou, Edward estava desconfortável. Essa era a confirmação de que isso tinha a ver comigo, eu só queria saber o que tinha machucado-o dessa forma e se tinha algo que eu pudesse fazer em forma de desculpas.

— Bella, eu vim conversar sobre outra coisa, teremos bastante tempo pra você me perguntar sobre isso. — Falou. — Quero falar sobre o que está acontecendo entre nós.

— Não tem nada entre nós. — Sussurrei.

— Chama o que eu fiz com você aquela noite de nada? — Perguntou, sua voz estava um pouco mais elevada e eu recuei alguns passos. — Bella, a noite que tivemos não foi um "nada", eu ia fazer mais com você se não tivesse um pouco de juízo ainda na minha cabeça. Você não tem noção de quão duro fiquei e de quanta vontade tive de arrancar toda sua roupa e beijar todo seu corpo. — suspirou. — Depois eu ia afundar em você com calma, tomando cuidado para não machucá-la e se machucasse depois lhe cobriria de prazer como um pedido de desculpas.

— Edward... — Murmurou com minhas bochechas quentes e meus olhos procurando qualquer lugar para se fixar, qualquer lugar que não fossem os olhos dele. — Eu...

— Não precisa dizer alguma coisa, só não repita que não temos nada porque nós temos. — Falou. — Eu só quero definir isso, não quero ficar com você e depois no dia seguinte largá-la... Isso não é pra você, porque soa como se você fosse...

— Uma vadia. — Completei por ele.

— Bella!

— Você pode dizer isso Edward, eu aguênto. — Falei.

— Eu nunca vou desmerecê-la dessa forma. — Murmurou. — Você não é uma vadia, sabe muito bem disso, está longe de ser uma vadia. Você é uma mulher, é capaz de muita coisa menos de ser uma vadia, você pode ser o que quiser, menos uma mulher fácil. — suspirou. — Uma mulher fácil não faria minha cabeça como você fez.

— Como assim? — Perguntei, em um sussurro.

— Não sei se sabe, mas você é capaz de fazer um homem se ajoelhar aos seus pés. Você é exatamente o tipo de mulher que nenhum homem está preparado para conhecer. — Falou. — Você é forte, distante e fria quando quer, e isso acaba com qualquer pessoa principalmente com um homem. Você tem seus momentos, seus momentos onde você pode ser incrivelmente quente. É bonita, tem um corpo maravilhoso e é capaz de excitar qualquer homem quando está com aquele shorts do pijama que é curto pra caramba. — sussurrou.

Meu rosto que estava quase voltando ao normal tornou a ficar totalmente quente, tinha que admitir que suas palavras tinham me deixado surpresa. Ele estava me elogiando e me descrevendo e nem havia muito tempo que ele me conhecia, mas isso era o bastante para Edward me descrever como nenhuma outra pessoa fez.

— Eu não sei o que dizer.

— Não espero que diga, mas se tornar a dizer que não há nada entre nós, não serei tão amigável assim. — Falou.

— Me desculpe, eu só achava que...

— Acha que eu sou o que minha mãe disse? — Perguntou.

— Não sei o que achar. — Murmurei.

— O que pensa sobre mim? Não quer me contar? — Perguntou se aproximando um pouco mais de mim. Eu suspirei.

— Onde está seu amigo?

— Não use ele pra fugir das minhas perguntas, eu respondo as suas. — Disse.

— Ah é? Porque é que até agora não sei o que aconteceu com você? — Perguntei. — Eu sei que isso foi por culpa minha, tem alguma coisa a ver comigo e pode ser com o meu passado já que você estava indo atrás dele, por que não responde no que se meteu? Tem medo do que posso dizer?

— Tem coisas que você não precisa saber. — Falou.

— Mesmo quando é relacionado a mim? — Perguntei.

— Sim.

Eu respirei fundo. Queria achar uma forma de fazê-lo falar e a única que encontrava no momento era seduzí-lo. Eu não sabia exatamente como fazer isso, mas Jéssica tinha dito que nenhum homem resiste quando a mulher está no controle. A pergunta era, eu podia fazer isso? Eu conseguiria?

— Por favor. — Pedi deslizando meus dedos pelas suas costas, tocando levemente sua camisa e olhando em seus olhos levemente abertos. — Foi atrás de quem?

Do James. — Falou.

Eu não sei se estava surpresa por conseguir uma resposta ou por causa das palavras. Primeiro eu não imaginava que ia conseguir, meu pensamento era que talvez ele me empurasse e me dissesse para não tentar ser uma vadia com ele.

Notas finais
Próximo cap:
"Não esperava por isso, qualquer coisa sobre Charlie seria melhor do que saber que Edward sabia que uma garota foi estuprada e nem mesmo teve coragem de dizer a polícia quem foi."
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