Hello
21 Capítulo 21
Notas iniciais
Enfim, vou postar quando der e aviso logo que vai ter uma mudança na história. Esse encontro da Bella e do james foi levinho né? KK
enfim, conforme os comentários no final d semana tem mais. Bjs E MUITO OBRIGADA pelos coments do ultimo cap o/
21
A voz dele não parecia nervosa, mas estava fria como se tivesse nojo do que estava acontecendo e eu o entendia, se ele me considerava como uma filha, ele estava presenciando um incesto mesmo que não fosse exatamente isso. Meu corpo estremeceu quando a porta bateu com força e Edward murmurou alguma coisa passando seus braços em volta de mim.
— Tá tudo bem... — Sussurrou beijando meus cabelos.
Não estava tudo bem e por alguns segundos eu só quis começar a gritar, mas em situações como essa, meu corpo reagia como se estivesse morto e se movesse por obrigação. Essa também era a hora que minha mente me acusava, dizia que depois de tudo que passei consegui uma nova chanche e havia acabado de destruir ela com as minhas próprias mãos.
Por que diabos eu deixei as coisas chegarem a esse ponto? Eu sabia das consequências e mesmo assim quis arriscar, que merda eu tinha na cabeça afinal? No fim, eu acho que eu tinha que cair, sempre encontro meu lugar nas cinzas, o que há de errado comigo?
— Quer dizer algo? — Edward perguntou enquanto colocavamos a roupa. Neguei com a cabeça. — Bella, isso não é sua culpa.
— Cala boca. — Murmurei, era uma ordem mas saiu como se fosse um pedido.
Não precisava dele falando que era culpa dele, não era, a culpa era minha por ser tão fácil assim, por desejar o homem errado. Talvez se eu sentisse o mesmo pelo Sam as coisas seriam melhores, mas eu parecia estar predestinada a cometer erros na minha vida, começando pelo erro de ter descido naquela noite para abrir a porta.
Para minha surpresa, quando chegamos na cozinha somente Carlisle estava lá, parado de costas olhando fixamente para a janela com as mãos apoiadas na pia. Edward colocou a mão nas minhas costas como um apoio mas desviei delas, não queria pensar em alguém me protegendo ou acabaria ficando sensível e começaria a chorar.
— Carlisle? — Ele murmurou.
A janela estava aberta e o vento adentrava por ela, a noite estava fria e tudo estava muito quieto, era como se todos soubessem do que estava para acontecer mas ninguém se importava o bastante para impedir. Essa era minha sensação toda vez que acontecia algo, talvez eu esperasse por alguém, por alguma solução mas precisava saber que aquilo realmente não iria acontecer.
Eu não queria deixar minha parte destruída tomar conta de mim, sempre que começava pensar com ela era sempre a mesma coisa, pensamentos egoísta, falta de esperança, de confiança e de fé nas coisas que eu fazia.
Estava na beira do precipício, mas não ia correr, não poderia deixar essa parte infeliz me dominar, podia aguêntar tudo que estava para acontecer, meu coração não podia doer mais e minha alma parecia cansada o bastante para fugir de novo. Eu temia tanto aquilo mas agora que estava na minha frente só queria que acabasse logo, queria que Carlisle xingasse ou fizesse o que eu imaginava que faria, afinal, eu sempre encontrava meu lugar nas cinzas, não seria diferente agora.
— Eu sabia que isso ia acontecer. — Carlisle disse, olhei diretamente para o chão enquanto Edward se movia desconfortavelmente a alguns centímentros de mim. — Vocês dois tem algo a me dizer? — a cozinha permaneceu silenciosa, o mais puro e tenebroso silêncio. — Esperava que não. — suspirou. — Tinha algo entre vocês e eu notei desde que vocês foram naquele passeio, só não imaginava que as coisas tinham chegado a esse ponto. E droga, Edward! Por que você tem que ser sempre o mesmo inconsequente?
— Com ela é diferente, Carlisle.
— Tão diferente que você a levou pra cama exatamente como fez com as outras, se era tão diferente por que diabos eu não fiquei sabendo? Por que você preferiu esconder? — Perguntou, o tom dele estava alterado e seu rosto estava ficando vermelho. — Não me interessa quantas garotas você transa nas ruas, a Bella é minha filha e não quero ver ela chorando por ser só mais uma.
— Você não sabe o que ela significa, Carlisle.
— Me diga. — Desafiou.
Os dois se encararam por longos momentos, Edward mantinha um olhar frio e os lábios contorcidos em uma expressão de nojo. Carlisle somente o fitava com as sobrancelhas arqueadas em tom de desafio como se soubesse que iria ganhar essa batalha.
Aquela conversa estava me deixando com o estômago embrulhado, Carlisle estava com toda razão, se fosse algo sério ele teria comunicado aos seus pais, mas nem se importou em falar o que me dava a impressão de novamente estar sendo usada. Eu era realmente muito burra, se não fosse não estaria aqui agora chegando a esse ponto.
— Eu gosto dela. — Edward disse com a voz indiferente.
— Então, para o seu bem e o dela eu espero que fiquem distanciados, e não estou brincando. — Virou-se para mim. — Você me entendeu, Isabella? — perguntou. — Entendeu? Me responde.
— Entendi, Carlisle. — Sussurei.
— Sobe pro quarto, tenho que conversar com Edward. — Falou. Eu engoli seco e mais do que depressa deixei a cozinha praticamente correndo até o meu quarto.
Só quando finalmente tranquei a porta notei que estava suando frio, aquela sensação que toda criança sente quando é pega em uma grande mentira. Sabia que as coisas mudariam de hoje em diante, seria quase insuportável olhar para Carlisle e para Edward, mas a culpa era minha, meu Deus, por que eu sempre tinha que me dar mal? Eu não podia escapar somente uma vez?
E a resposta era simples, eu não podia, era destino.
-
5 semanas depois.
Por sorte as aulas estavam de volta, os dias tinham sido longos depois que Carlisle nos descobriu, Esme não parecia saber mas tinha certeza que tinha alguma coisa acontecendo em casa. Jasper não falava comigo e eu evitava qualquer lugar em que Edward estivesse.
Na escola comecei a aceitar todos os convites que as meninas faziam para sair, Esme até começou gostar quando pedi dinheiro pras compras e voltei cheia de sacolas. Até tinha gostado de passar a tarde com as meninas, não era tão ruim ficar de loja em loja escolhendo roupas e gargalhando quando elas colocavam algo que realmente não combinava.
Guardei meu celular dentro da mochila e peguei a garrafinha do chão indo em direção ao estacionamento, o treino havia sido cansativo inúmeras brigas por causa da pressão do campeonato de final de ano que se aproximava, os vencedores iriam ganhar uma viagem e já imaginava como estavam as outras salas.
O Sol estava quente e abri o casaco enquanto andava de volta para casa, as ruas estavam mais cheias por causa da banca de jornal e da lanchonete nova, ia ser mais difícil o caminho estar vazio mas mesmo assim toda vez que via um homem caminhando ou correndo na minha direção uma leve pontada de medo me tomava.
Planejei durante o caminho todo como pedir a Esme para ir a festa de Jéssica, ela deixaria mas sempre pedia o consentimento de Carlisle e ele não tinha nenhum motivo para me deixar sair.
A casa estava em silêncio, Jane devia estar no jardim. Subi com a minha mochila e joguei ela no canto do meu quarto indo direto pro banheiro, odiava tomar banho no vestiário feminino da escola, os meninos diziam ter colocado câmeras e mesmo que fosse mentira quase nenhuma menina arriscava tomar banho lá.
Lavei meus cabelos e fiquei algum tempo enrolando debaixo da água morna, minha perna esquerda estava dolorida por causa da queda no treino e no banho parecia que as dores começavam a aflorar.
Sequei meus cabelos enquanto pensava em Edward, Carlisle estava em todo lugar que ele estava dificilmente tinhamos chanches de olhar um pro outro, estava louca para dizer que sentia muito por causa daquilo mas não era fácil com Carlisle nos observando, não sabia se Esme estava fingindo não saber por isso evitava falar algo na frente dela também.
Fiquei no meu quarto praticamente a tarde toda, coloquei todas as lições em dia e estudei para a prova de matemática que seria na sexta. Exclui todos os registros do site que falava sobre estupros do meu computador, eu queria sair um pouco daquele meio de sofrimento e daquelas coisas que me puxavam pra baixo.
Retirei o wallpaper escuro e coloquei um junto com a Jessica em uma foto que tinha ficado bastante colorida, parecia até mais vivo quando ligava. Era bom me relacionar com os meninos, nessas semanas estava aprendendo sobre eles e sobre as brincadeiras que faziam. Apesar de sempre enxergar mais malícia do que todas, ainda conseguia parecer um pouco divertido o modo deles de falar.
Interrompi meus pensamentos quando escutei a voz de Esme na sala, prendi meus cabelos e desci praticamente correndo pelas escadas.
— Oi mãe. — Cumprimentei. Ela pareceu surpresa por ouvir o "mãe" e ainda mais surpresa por ele ter sido pronuciado naturalmente.
— Olá querida. — Sussurrou com a voz derretida. — Como está?
— Estou bem... — Mordi os lábios. — Queria pedir uma coisa. — sussurrei.
— Realmente você está muito animadinha para um dia normal, diga querida. — Falou, sorrindo.
— Vai ter uma festa na casa de Jéssica, eu gostaria de ir, é hoje a noite. — Eu disse torcendo minhas mãos. — Por favor, juro que volto antes das 3h, vai estar bastante gente da escola e-
— Eu deixo. — Ela falou. — Mas assim que você quiser vim pra casa é pra me ligar, entendeu? Não quero que venha sozinha ou com outro garoto.
— Ok. — Falei juntando minhas mãos e abrindo um sorriso. Ela me deu um tapinha na bunda e subiu pelas escadas, Esme não era uma pessoa ruim, ela não podia ser porque comigo conseguia ser uma ótima mãe. — Obrigada. — gritei quando ela já estava lá em cima e em seguida corri pro telefone para avisar a Jéssica que ia comparecer.
23h45.
Olhei para o relógio da parede enquanto esperava a minha bebida ficar pronta, desde que Mary tinha me apresentado a tequila quase em toda festa eu bebia uma ou duas doses.
— Bella, — Jéssica gritou por causa da música alta. — Tem uma pessoa que quero que conheça. Eu sorri, era mais uma tentativa dela de me fazer ficar com alguém na festa. Prendendo o riso me virei para ela de cabeça baixa e a olhei. — Qual é, ele é bacana, vamos?
— Tudo bem. — Concordei.
Ela deu um pulinho agarrando meu braço e me arrastando entre as pessoas para chegar perto da piscina, me livrei de um garoto molhado correndo com uma garrafa de cerveja na mão e continuei seguindo Jéssica até perto do banheiro.
— Bella, esse é James. — Falou me empurrando pela frente, olhei para o rapaz e o sorriso que estava em meu rosto sumiu. Senti meu coração acelerar, meus pés devem ter pedido o chão porque aquele era o último rosto que eu esperava ver em toda minha vida. — Bella, dá oi pra ele. — Jéssica falou me dando dois tapinhas, mas não tinha voz na minha garganta. Não conseguia nem mesmo respirar. Puta que pariu, que pesadelo era esse?
Ele não devia ter notado quem eu era por isso minha mente estava implorando por uma reação da minha parte, meu corpo parecia não querer obeceder meu cerébro já que continuava parado enquanto Jéssica me cutucava para que eu não continuasse olhando fixamente para o homem sem nem mesmo respondê-lo.
— Acho que ela não quer me conhecer, Jess. — Falou, sorrindo.
Sabia que corria o risco disso acontecer alguma hora, Edward havia me dito sobre James e Jéssica, mas esse encontro tinha sido tão surpreso, tão impactante que me afetou muito mais do que eu esperava.
— Bella, tá tudo bem? Qual é, o James não morde. — Ela disse sorrindo.
Naquele momento meu corpo tremeu, ele mordia sim e fazia mais do que isso. Só de lembrar me dava arrepios, arrepios fortes agora que ele estava na minha frente de novo me olhando com aquele olhar predador que me ferrou por várias noites. Meu corpo parecia estar gritando, uma Bella desesperada se debatia dentro de mim e por fora, só restava meu semblante frio e meus olhos amedrontados.
Eu precisava sair dali, precisava sair de perto dele. Senhor! Será que alguém podia notar que aquilo era demais pra mim? Será que podia acontecer um milagre e esse monstro sumir da minha frente. Deus, eu não merecia isso, não merecia!
— Bella? É seu nome? — James indagou sorrindo. — Bonito nome, tão lindo quanto a dona dele. Calma gatinha, não vou machucar você.
Quando ele estendeu a mão para tocar meu cabelo, foi como se meu corpo inteiro levasse um choque, antes que eu desse conta do que estava fazendo empurrei Jéssica e sai correndo desesperadamente pela festa. Não conseguia escutar nada além da minha respiração acelerada e minha mente gritando me fazendo correr ainda mais.
Empurrei a menina que estava no portão e corri em direção a outra rua, olhei para trás diversas vezes com a sensação que tinha um guepardo me seguindo e que me alcançaria em segundos. Virei a rua onde tinha um posto de gasolina e segui para onde tinha poucas pessoas, não sabia para onde estava indo e tinha a sensação que deveria ter corrido para o outro lado, mas eu só queria me distanciar dali o mais rápido possível.
Cristo! Ele ia me tocar! Com aquelas mãos imundas, aquele rosto tão familiar, tão maldito e capaz de me devastar daquela forma.
Virei a direita e subi um escadão indo diretamente para uma praça da rua de cima, olhei para trás para ver se tinha alguém vindo, nenhum rosto familiar me seguindo mas ele podia estar vindo ainda e isso me motivava a correr. Por mais que...
— Merda. — Gritei quando tropecei em alguma coisa e fui de encontro ao chão, meu rosto bateu no asfalto e eu senti meus joelhos ralarem no mesmo. Quando me vi caída foi como se um balde de emoções caisse sobre mim agora que eu estava por baixo. Como se tudo viesse a minha mente e me despertasse uma vontade imensa de chorar.
Era como se tivesse levado uma surra mas ela só estivesse doendo agora, meus músculos estavam tensos e por causa desse susto, meu sistema nervoso estava descontrolado e frágil, e somente uma queda foi o bastante para fazer meus olhos encherem de lágrimas e descontroladamente elas começarem a rolar pelo meu rosto.
Solucei baixinho tentando encontrar forças para me levantar do chão e sair dali.
— Moça, precisa de ajuda? Está tudo bem? — Uma voz feminina perguntou, estremeci assustada porque não tinha escutado passos. Lentamente levantei minha cabeça e forcei minhas mãos no chão sujo para conseguir me apoiar e ficar sentada.
— Não, tudo bem. Obrigada. — Murmurei, passando as mãos no meu rosto mas as lágrimas não paravam de cair. Não sei se era só comigo, mas se eu estivesse chorando e alguém perguntasse se estava tudo bem, era como se piorasse, era uma fraqueza saber que tinha outra pessoa importando e meu coração só conseguia apertar cada vez mais.
— Quer que eu ligue pra alguém? — Perguntou agachando-se na minha frente, olhei diretamente para seu rosto, era morena, cabelos pequenos e com olhos grandes e escuros. Segurava contra o peito uma sacola e nas mãos um celular e um molho de chaves. Sem conseguir falar abaixei minha cabeça novamente e tornei soluçar como uma criança no meio de um deserto solitário com uma cobra enorme atrás dela. — Não querendo ser indelicada mas seus joelhos estão sagrando e seu rosto está arranhado, você precisa cuidar disso, sabe que é muito fácil adquirir uma infecção, não é? Moro naquela casa ali, fica a alguns metros daqui, pode ir até lá comigo se quiser e ligar pros seus pais.
A moça deve ter notado que não iria responder porque passou a sacola para a outra mão e deslizou seu braço por dentro do meu me puxando para cima junto com ela. Apoiei uma palma no chão e me levantei tirando meus cabelos do rosto molhado.
Foi só então que notei que minhas mãos estavam tremendo e que precisava da ajuda dessa estranha. Por algum motivo ela me passava uma certa confiança e poderia ir até a casa dela, era melhor do que ficar aqui quando Jéssica provavelmente estava vindo atrás de mim junto com o pesadelo do qual mais fugi em toda minha vida.
Alice foi estremamente gentil comigo, me levou para a casa dela e não fez nenhuma pergunta mesmo quando fiquei quase vinte minutos chorando no canto da sala dela. Ela me ofereceu chá e depois disso passou uma pomada nos meus curativos para que não infeccionasse e parasse de sangrar, somente depois disso que ela pediu o telefone da minha família e meia tensa digitei os números e ela se encarregou de dar o endereço para que Esme viesse me buscar.
Eu sabia que viria inúmeras perguntas e que agora não poderia respondê-las. James estava na cidade, meu risco era maior do que antes e sendo chegado a Jéssica não poderia arriscar nenhum passeio com ela. Na verdade não tinha coragem nem para encará-la, ela ia querer uma explicação sobre o episódio e eu não teria coragem de contar.
Mas, como contar? "Olá Jéssica, fugi da sua festa porque o James, o cara que você me apresentou e que por acaso é seu irmão me estuprou a alguns meses atrás." Suspirei. Não tinha como dizer algo assim e por isso era melhor me manter afastada dela e da sua família.
Naquela noite só consegui dormir depois de tomar quatro comprimidos e sentir meu corpo amolecer, somente nesse momento meus músculos relaxaram ainda que minha mente estivesse a cada segundo mais tensa. Mesmo assim, não pude controlar quando a escuridão se aproximou de mim e minhas palpebras cansadas se fecharam.
Acordei com um barulho no meu banheiro, esfreguei meus olhos antes de abrí-los e quando o fiz a luz ascesa do banheiro me fez fechá-los novamente. Escutei o barulho de algo quebrando e deslizei para fora da cama, o relógio ainda marcava 3h da madrugada e quem estaria em meu banheiro a essa hora?
— Esme? — Chamei indo em direção ao banheiro. — É você?
Entrei dentro do banheiro e congelei quando vi os cabelos loiros.
— Olá Bella. — James sussurrou olhando para o espelho.
— Meu Deus. — Murmurei. — Socorro! — gritei saindo correndo do banheiro, a porta do meu quarto parecia tão longe ainda mais com ele vindo atrás de mim. Tentei abrir a porta mas para o meu desespero ela estava trancada. — Socorro. — gritei novamente enquanto tentava girar a chave com minhas mãos trêmulas. — Vai merda, abre. — sussurrei com os olhos começando a encher de lágrimas. — Abre, merda. Socorro!
As mãos dele me atingiram segurando na minha cintura e me afastando da porta.
— Cala boca, sua vadia.
— Não, não, por favor. — Sussurrei enquanto ele abria o zíper da calça. — Por favor, por favor, só dessa vez. — pedi com os olhos derramando lágrimas. — De novo não...
— Bella, Bella. — Alguém me chamou ao longe, meu corpo foi sacudido em soluço e alguém me chamou novamente. Dessa vez a escuridão começou desaparecer e eu abri meus olhos pulando do local que estava. — Bella, — Ele chamou novamente, olhei para o lado assustada e vi Edward em pé com as chaves na mão. — Está tudo bem?
Foi só um sonho, foi só um sonho. Só um sonho bobo.
Murmurei para mim mesma várias vezes tentando acalmar as batidas do meu coração desperado, essas semanas estava difícil de ter algum pesadelo por isso esse tinha me perturbado dessa forma.
A primeira coisa que estava em minha mente era fugir, sair da cidade e procurar algum abrigo para ficar. Não iria demorar para James me reconhecer de alguma forma ainda mais sendo tão próximo a Jéssica e ela sendo minha melhor amiga.
A cama afundou e sai de meus pensamentos, era Edward sentando na beirada um pouco a frente de mim. Seus olhos estavam calmos mas suas sobrancelhas estavam arqueadas e sabia que ele queria fazer inúmeras perguntas.
— Esme...
— Esme saiu. — Respondeu. — O que aconteceu ontem?
— Nada. — Murmurei levantando da cama, podia confiar em Edward mas só não queria contar que James estava na cidade e que eu pretendia fugir essa tarde.
— Bella, se não me contar eu vou descobrir. — Disse, não parecia estar brincando e sua voz estava mais arrogante que o normal. Deslizei novamente para a cama e olhei para ele. — Não conte mentiras também, estamos afastados mas tenho notado o quão próxima você está das suas amigas e acredite, são as pessoas mais falsas que conheço. — advertiu.
— Elas não são falsas. — Murmurei.
— O que está acontecendo? — Perguntou desviando o assunto que eu queria começar.
— Não quero falar, será que pode respeitar isso? — Indaguei mordendo meus lábios.
— Se não quer falar pelo meno esconda todo esse medo que está estampado no seu rosto. — Disse jogando minhas chaves na cama. — O engraçado de tudo isso é que conheci uma garota que tinha medo da sombra, mas agora é difícil te achar em casa de sábado e até dias semanais você sai direto com as suas amigas e volta muito tarde ás vezes. Isso é bom, mas você não sabe lidar com o mundo como elas lidam, essas garotas sempre tiveram tudo e sempre entraram em grandes confusões só que sempre tiveram alguém para tirá-las. Eu não quero que você se meta em confusões junto com elas e depois tenha esse tipo de reação.
— Não me menti em confusão. — Murmurei. Ele desviou seus olhos e de mim e abaixou a cabeça.
— Não sei porque diabos ainda estou tentando conversar com você. — Falou. Não tornou a olhar pra mim, só caminhou para fora do meu quarto e me deixou ali, assustada e confusa com o seu comportamento. Minha alma estava tão frágil que esperava compaixão de qualquer pessoa para que pudesse me deixar mais segura comigo mesma, mas o mundo havia resolvido virar as costas para mim.
Depois que tomei banho fiquei alguns minutos decidindo se isso era o certo a fazer, abri a porta do meu quarto várias vezes e depois decidi que talvez não pudesse fugir disso.
Caminhei até o quarto de Edward e entrei direto sem bater na porta, ele estava lendo alguma coisa e abaixou a cabeça quando me viu no quarto fechando a porta.
— Precisamos conversar. — Murmurei caminhando até ele, seus olhos voltaram para o livro e tomando coragem peguei o livro das suas mãos e joguei em cima do sofá. Ele me olhou por longos segundos parecendo um pouco surpreso e em seguida se levantou ficando de frente para mim.
— Precisamos? — Perguntou com seu rosto bem perto do meu. Fazia semanas que não ficava perto dele dessa forma com seu hálito batendo contra meu rosto, sem poder controlar olhei diretamente para seus lábios esquecendo do que estava para falar, esquecendo do que tinha acontecido ontem e do que estava para contecer.
— Sim. — Murmurei sentindo minhas forças começarem a ceder quando ele tocou meu rosto com a ponta dos dedos. — Edward...
— Me diga... — Sussurrou passando um braço pos trás de mim e me abraçando suavemente.
— Estou com medo, muito medo. — Falei suspirando, ele se aproximou um pouco mais rossando seus lábios nos meus e passando seus dedos em minha nuca agarrando meus cabelos de modo suave e deslizando seus dedos por ele. — Me faça esquecer isso, só por alguns minutos. Transa comigo. — Pedi, seus olhos se arregalaram um pouco e antes que ele pudesse dizer qualquer coisa me inclinei para frente e colei meus lábios nos seus.
Edward não demorou para corresponder e nossas línguas desesperadas se chocaram batalhando uma contra a outra. Deslizei meus dedos até seus cabelos e empurrei sua cabeça em direção a mim fazendo nossas testas se colarem e o beijo se tornar mais intenso, minha língua passou em sua boca deslizando para cima e para baixo e em torno de sua língua quente. Suas mãos foram direto para as minhas nadêgas e ele as apertou trazendo meu corpo de encontro ao dele e me levantando do chão. Me concentrei em seus lábios enquanto ele se movia sentando-me na mesa e abrindo minhas pernas para entrar no meio delas, eu precisava disso e queria ele nem que fosse pela última vez.
Deslizei meus dedos pelas suas costas apertando seus músculos sempre que chegava nos ombros, nosso beijo parecia mais ardente agora e sabia que com aqueles braços fortes me envolvendo eu não corria nenhum perigo. Corri minhas mãos por ele até chegar na beirada de sua camiseta e poder puxá-la para cima tirando-a de seu corpo. Passei minhas unhas pela sua barriga voltando logo depois para o calor dos seus lábios.
Nossos corpos se apertavam cada mais e algo dentro de mim começava a se ascender novamente, só queria tocá-lo e despertar nele as mesmas emoções que ele me causava. Soltei seus braços fortes e me direcionei para a peça de roupa que ele usava em baixo, ele pareceu surpreso quando deslizei minhas mãos de uma vez e agarrei seu membro.
— Porra, Bella. — Gemeu. — Não precisa...
— Cala a boca. — Sussurrei pra ele enquanto voltava a bricar com seus lábios colocando minha língua devagar em sua boca.
Impaciente me livrei logo da peça que me atrapalhava e segurei com duas mãos seu pênis, nossos lábios se separaram e ele olhou em meus olhos com a boca entreaberta e sua respiração acelerando. Devagar massageei seu membro me inclinando para frente e rossando minha boca na sua mas nunca colando nossos lábios. Eu não podia ter medo dessa merda, inferno! Era só um membro masculino, não ia me assustar.
Seus dedos deslizavam pelas minhas pernas mas ele não conseguia prestar atenção em meu corpo, sua atenção toda estava em mim que continuava subindo e descendo minhas mãos pela extensão de seu pênis. Me inclinei para frente e me desviei de seus lábios para experimentar o gosto da sua pele, era a primeira vez que eu deixava minha vergonha de lado para ser ousada com ele sem nenhum receio.
— Bella... — Ele sussurrou meu nome novamente enquanto eu descia da mesa agachando lentamente conforme deslizava minha boca pela sua barriga para chegar perto de sua cintura e rossar em sua pele fazendo leves circúlos.
Eu o coloquei na boca de uma vez, não porque era bonito ou convidativo, mas pelo prazer de sentir seu corpo estremecer e de ouvir os gemidos escapando pelos seus lábios. Eu engolia até onde conseguia e depois tirava novamente tentando fazer isso devagar, seus dedos deslizavam por meus cabelos e os acaricíava mas a impressão que eu tinha é que Edward queria puxá-los.
— Merda... — Ele xingou novamente se inclinando para frente e fazendo seu membro entrar com mais velocidade na minha boca, dessa vez parecia que ele tinha perdido o controle e agarrou meus cabelos e os puxou em vez de acariciá-los. — Pare... — sussurrou tentando me tirar dali.
— Por quê? — Provoquei.
— Porque você... Você não vai querer me ver selvagem. — Ele disse, o fitei quando Edward se afastou respirando de forma descontrolada. Suas mãos me fizeram levantar e depois me trouxe para perto do seu corpo pressionando contra mim todo seu volume, sua boca deslizou pelo meu pescoço e ele terminou de retirar minhas roupas me deixando completamente nua.
Me jogou em cima da cama deitando por cima de mim, seus dedos deslizaram pelo meu corpo nu contornando meus seios que logo se instrumeceram com seu toque delicado e ao mesmo tempo selvagem. Sabia que tinha provocado-o de uma forma que ele não podia se controlar, seus olhos exibiam toda a luxúria e seu membro ereto rossava em mim a todo momento.
Edward separou minhas pernas enquanto seus lábios intercalavam mordidas e lambidas selvagens no meu pescoço. Senti seu membro quente deslizar pelas minhas coxas e depois ele afundou em mim me fazendo morder meus lábios para não gritar, as sensações de estar perto dele pareciam cada vez mais fortes, meu corpo inteiro respondia aos seus comandos se inclinando para frente e se movendo junto com ele em um ritmo calmo e ao mesmo tempo rápido.
— Eu estava com saudades. — Ele sussurrou. — Muitas saudades disso... — disse segurando na minha cintura me trazendo cada vez mais pra perto dele. — Seu corpo é feito pra mim, é meu... Todo meu.
— Mmmmm... — Sussurrei incapaz de dizer alguma coisa.
Edward segurou minha cintura e girou nossos corpos para que eu ficasse em cima dele. Meu corpo estremeceu inteiro quando ele entrou dentro de mim me fazendo cavalgar sobre ele enquanto suas mãos deslizavam por todo meu corpo. Eu não conseguia pensar em mais nada, somente no quão bom era subir e descer sobre ele e ouvir seus gemidos tão angustiados como os meus.
Nosso desejo pareceu tão descontrolado que somente uma vez atingindo o climáx não pareceu o bastante, tivemos que iniciar tudo de novo e quando terminamos minhas pernas estavam bambas e moles.
Edward se deitou ao meu lado e puxou o lençol pra cima dos nossos corpos nus e molhados de suor. Estava tão cansada que queria simplesmente fechar meus olhos e dormir, a noite tinha sido tão pesada mas estando aqui com ele sabia que poderia dormir sem o medo de James entrar pela janela e me atacar.
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