Hello
20 Capítulo 20
Notas iniciais
e os comentários?
eu sou cruel msm, haha. brimks.
mais um cap, vai parar numa parte maldosa, mas se der um posto amanhã conforme os comentários, ok?
Eu adianto uma COISA: No próximo cap tem encontro Bella e James. A d o r o.
20
Quando ele me penetrou com mais força eu gemi de dor, procurei alguma parte da cama para apertar com força e evitar de me contorcer. Não havia como relaxar, a dor aumentava conforme ele colocava mais fundo. Aliviava quando ele se retirava, porém ainda continuava ardendo.
— Eu sei, está incomodando, mas, se você continuar tensa assim não vai melhorar. — Sussurrou.
— Estou bem só... Continue. — Eu disse entredentes.
Ele o colocou dentro de mim e deslizou seus dedos pelo sexo. Era uma tentativa de me acalmar e fiz o mesmo comigo mesma me esforçando para esquecer aquele incomodo e a vontade de largar Edward ali e terminar de vez com aquilo. Essa não era a melhor solução por isso me inclinei para frente e deixei seu pênis deslizar mais fundo.
Edward parou de retirá-lo e esperar, agora ele o retirava e colocava de novo não com muita velocidade mas o bastante para fazer a ardência aumentar. Impulsei meu quadril de encontro a ele enquanto minha respiração acelerava e meu coração batia mais forte, uma hora essa dor ia ter que passar ou pelo menos melhorar.
Seus dedos trabalharam perfeitamente no meu sexo e aos poucos fui sentindo minhas pernas mais relaxadas. Ele não estava se movendo dentro de mim, somente se mantendo para que eu aos poucos me acostumasse com ele.
Seus dedos continuaram se movendo na minha vagina e a ardência ficou em segundo lugar com o calor que começava agora.
Me movi para frente mordendo meus lábios, minhas paredes o apertava e isso fazia doer um pouco mais, mas eu queria acabar logo com aquilo. Todas falavam que a primeira vez causava uma dor horrível, não estava doendo muito mas era como se tivesse algo se apertando dentro de mim causando um incomodo enorme na região da minha cintura.
Os dedos dele deslizaram com mais intensidade e fechei meus olhos com aquele estremecimento conhecido que começava quando o desejo ascendia dentro de mim. Minha tentativa de esquecer o incomodo estava fucionando, se concentrando em outra coisa a dor já não era tão ruim. Edward investiu com mais forças aumentando a velocidade dos seus dedos para que não me incomodasse tanto.
Me inclinei o máximo que pude apertando minhas mãos conta os lençóis,
— Faça isso mais rápido. — Murmurei tombando minha cabeça para trás e inclinando meu corpo para frente.
Ele atendeu meu pedido somente movendo seus dedos mais rápido e entrando e saindo de dentro de mim, eu gemi de dor mas não pedi para ele parar porque não era tão insuportável assim. A velocidade dos seus dedos estava tão intensa que eu senti meu corpo estremecer totalmente e então eu soube que havia tido mais um orgasmo, o estranho desse orgasmo é que ele havia sido seco, não parecia com os outros, era como se tivesse tido pouco prazer.
Suavemente ele deslizou para fora de mim aliviando aquela dor e finalmente respirei fundo deixando meu corpo cair sobre a cama. A parte da penetração não tinha sido uma das mais agradáveis mas eu sabia que seria bem pior se fosse com outro homem e de outro jeito.
Edward deitou ao meu lado e me trouxe suavemente para perto dele, não tive outra reação que não fosse enterrar minha cabeça em seu peito e fechar minhas pernas para conter o ardor. Ele não disse nada, somente beijou minha testa e me deixou descansar em cima dele.
Eu estava exausta.
Já se passava das 21h quando chegamos na casa de Esme, havia cochilado um pouco no carro porque Edward me deu um banho e fez uma massagem que faria até a mais forte das mulheres cair no sono. Estava tudo bem comigo, a única coisa que me incomodava era uma pequena dor nos quadris mas era normal para quem tinha forçado-o pela primeira vez daquela forma.
Ao fecharmos a porta escutei passos, eram de Esme com toda certeza, Edward fez o que eu pedi e se manteve afastado de mim para que ela não pensasse nada, não mais do que tudo que ela já deveria estar pensando.
Os passos dela foram calmos, ela estava com um conjunto vermelho e pensei que ela iria sair ou tinha acabado de voltar. No momento estava com receio de sua reação, sempre ficava mas dessa vez era diferente porque eu realmente havia aprontado algo digno de uma correção.
— Eu vou tentar não ser dura com vocês, por tanto me respondam, onde estavam? — Indagou.
— No seu apartamento. — Edward respondeu antes que eu formulasse uma resposta.
— Quero deixar claro que aquilo não é modo de sair, não imaginava para onde vocês iam e me deixar esperando que nem uma maluca foi totalmente infantil. Vocês deveriam ter ligado apenas para dizer que estavam bem e deixar a louca da mãe de vocês mais calma, querem parar de agir como duas crianças? Se precisavam conversar bastava me avisar, nunca proibi nenhum dos dois de nada mas não vejo nenhuma outra alternativa. — Falou sem alterar o tom de voz.
— Esme...
— Estão de castigo, eu sei que a Bella está de férias e que você não faz nada Edward, mas não vão sair por uma semana independente do lugar. — Decretou. — Estou fazendo isso pelo bem de vocês!
— Se estamos falando de bem vamos começar pelo bem da Bella, ela nem mesmo se sente bem na escola que você colocou ela. — Edward falou.
— Edward... — Murmurei. Aquilo não deveria ser dito daquela forma, mas Esme já estava me fitando com a expressão confusa e eu suspirei. — Não que eu não me sinta bem, Esme, mas... Ás vezes a escola é... Desconfortável, você entende?
— Mas... Aquela foi a escola que eu e seu pai estudamos, o estudo de lá é impressionante e as pessoas são respeitosas, a maioria das famílias que tem lá eu conheço e as filhas deles são meninas maravilhosas que vão ser boa influência pra você. — Disse passando o peso de uma perna para a outra.
— Boa influência? Das garotas do mesmo ano que ela já devo ter transado com umas vinte e todas foram extremamente fáceis. — Edward disse.
Cruzei os braços sobre o peito, o modo dele chamar as garotas de fáceis me atingiu afinal eu era uma das vinte. Eu me encolhi e dei um sorriso calmo para Esme, por que estava esperando por algo diferente? Tinha escolhido aquilo, por que tava surpresa pelo modo dele falar? É claro que eu tinha sido fácil.
Apaixonado. Sorri amargamente por dentro porque por alguns segundos tinha acreditado nisso.
— Vou ficar no colégio. — Falei, interrompendo o olhar que ambos estavam cruzando. — Está tudo bem, Esme, o ensino lá realmente é maravilhoso e as companhias também, é claro que não se deve julgar todas as meninas do colégio por causa de algumas. — murmurei.
— É claro. — Falou abrindo um sorriso. — Mas se não estiver se sentindo bem, podemos tentar o colégio público que tem a alguns minutos daqui, os alunos lá devem ser muito legais também.
— Obrigada, Esme.
— Imagina. — Sorriu. — Vocês vão comer alguma coisa e depois vão direto para seus quartos e ah, telefonemas também estão proibidos.
Carlisle estava na cozinha junto com Jasper mas quando entramos pela porta os dois fingiram estar fazendo alguma coisa. Carlisle era sem dúvidas mais calmo que Esme, as decisões da casa pareciam ser totalmente tomadas por ela.
Me sentei na mesa ao lado de Jasper e tentei evitar fazer uma careta mesmo quando senti uma dor desconfortável no quadril. Edward sentou-se em minha frente e me encarou, não era pra mim estar agindo assim mas estava com vergonha e tentando ignorá-lo.
— Avisem da próxima vez, não quero ter que ficar ligando pro celular desligado dos dois. — Jasper disse.
— Me desculpe. — Murmurei.
— Tudo bem, imaginei que Edward iria transformar você, ele sempre faz isso com todas as pessoas.
— Jasper, é melhor você ficar calado. — Falou.
— Por que eu ficaria? Há muitos porquês que quero saber. — disse. — Por que você voltou da faculdade? Aliás, largou o curso que nossos pais lutaram pra te colocar? Sua sede por mudar a cabeça de meninas inocentes é maior que sua vontade de lutar pelo seu futuro? Bom, imagino que seu futuro será estar sempre rodeado de mulheres e sem fazer merda nenhuma nessa sua vida. — Rebateu.
— Meninos, já chega. — Carlisle disse.
— Mas que porcaria, por que sempre vão proteger ele? Vocês dois sabem que ele é irresponsável e que vai acabar com a Bella, sabem que já fez isso com outras garotas e nem estão se importando, mas é claro — sorriu com a voz assumindo um tom ironico. — Se ele for preso provavelmente vão pagar a fiança dele de novo, vão acobertar ele de seus erros para depois ele os tratar como nada.
— Chega, Jasper! — Esme interferiu dessa vez.
— Bella, desculpe querida, esses dois sempre brigaram assim. — Carlisle disse.
— Jasper está querendo colocar a culpa em mim por ser um fracassado que não conseguiu até hoje uma garota que não te amasse por causa do nome da família. — Edward murmurou, o punho do irmão fechou ao meu lado e pigareei tentando fazer Edward me notar e parar de irritar Jasper. — Você me inveja, no fundo quer ser como eu e conseguir o que tenho, mas deixe-me lhe explicar uma coisa, você não é nada e nunca vai ser como eu, deve ser a vergonha da família.
Com a última frase Jasper disparou sobre a mesa agarrando-se a Edward, um copo quebrou ao meu lado e um pedaço me atingiu, recuei para trás enquanto Carlisle se colocava entre eles tentando separá-los. A fúria de Jasper parecia ser tão grande que seu punho atingia várias vezes o rosto de Edward enquanto esse tentava se livrar dos socos disparados com rapidez e violência.
Esme estava visivelmente irritada quando Carlisle finalmente conseguiu tirar Jasper de cima de Edward que agora tinha as bochechas vermelhas e um pouco de sangue no canto do lábio. Com o olhar focado no irmão se levantou da mesa e empurrou com força a cadeira.
— Tem muita sorte que não quero retribuir esses socos, eu desfiguraria esse lixo que você chama de rosto. — Falou, e com passos duros caminhou em direção a porta saindo da cozinha. Escutei a porta da entrada ser batida com força e Carlisle deu um olhar a Esme indo em direção a porta.
— Jasper, fique aqui, vou acalmar seu irmão e já volto. — Esme ordenou. — E não ouse tocar na Bella.
Quando ela finalmente saiu agachei no chão para apanhar os cacos do copo que havia caído e quebrado.
— Não precisa pegar. — Ele disse sentando-se na cadeira e bagunçando furiosamente os cabelos.
— Está tudo bem. — Falei colocando os cacos dentro de um prato, os menores não peguei mas iria achar algo para limpar aquilo direito. Não que eu gostasse de pegar em cacos de vidro ou algo parecido, mas era melhor ter algo para fazer do que ficar rolando os olhos diante daquele clima pesado.
— Transou com ele? — Perguntou.
Sua pergunta me atingiu em cheio, esperava tudo, menos algo tão constrangedor e verdadeiro.
Tentando ignorar a pergunta que me havia sido feita apanhei o prato e caminhei em direção a pia. Essa não era a melhor reação, talvez eu devesse fingir estar surpresa e dizer o quanto aquela pergunta era absurda ou fazer um discurso sobre minha moral, mas nenhuma das alternativas conseguia me fazer responder algo. Tudo que consegui fazer foi ficar muda e praticamente paralisada, com meus olhos fitando o nada e meu rosto queimando.
— Imaginei que...
— Não. — Falei virando-me para ele. — Não sei porque está me perguntando isso mas é um absurdo.
— Talvez seja, me desculpe, é que ele estava lhe olhando como se... — suspirou. — Como já se tivesse te tocado.
— Está vendo coisas demais. — Falei, sentindo dentro de mim uma necessidade de rebater aquilo.
— Já vi aquele olhar antes, se ele não transou com você então quer fazê-lo. — Disse. — Não tenho dúvidas disso.
Ele não estava errado e isso estava começando a me assustar, se Esme sonhasse com isso talvez fosse o começo para outro desastre na minha vida. Por que eu tinha deixado chegar a essa ponto? Deus! Onde eu estava com a cabeça? O pior era estar arrependida quando tive um milhão de chanches de evitar aquilo, decidi que iria enfrentar as consequencias, o que poderia ser pior? O que poderia doer mais?
— Vou subir. — Falei e antes que ele respondesse dei as costas. Quando atravessei a sala escutei Esme tentando falar com Edward e em silêncio subi as escadas, essa casa parecia ter virado de ponta cabeça para baixo em apenas alguns meses, Edward realmente era mestre em fazer desorde na vida das pessoas.
Naquela noite após o banho escutei ele bater na porta e me esforçando o máximo que puder pedi para ele ir embora, por incrível que pareça ele não insistiu, mas por que iria? Já havia conseguido de mim o que desejava, não tinha mais nada pelo que lutar.
Apaixonado.
Eu sorri novamente me sentindo amarga e ironica por dentro, não queria deixar aquilo me afetar mas mesmo não querendo, aquelas palavras estavam cravadas em mim e iriam me atormentar, pelo menos por um tempo.
No dia seguinte, me sentei na mesa do café entre Carlisle e Edward, ele não me deu bom dia e também não olhou pra mim e por algum motivo aquilo fez meu estomago encher de borboletas. Mesmo adorando os cookies sobre a mesa a vontade de tomar café da manhã havia sumido mas, mesmo sem fome me esforcei para comer pois sabia não podia demonstrar que aquilo estava me afetando.
— Bella, mais tarde pode me ajudar a mudar algumas coisas de lugar? — Esme perguntou.
— Claro, vou estar no meu quarto. — Avisei.
Assim que terminamos o café levantei da mesa junto com Edward e essa foi a primeira vez no dia que o encarei no dia, sua bochecha estava um pouco vermelha e o canto do seu lábio inchado mas ele não parecia irritado até porque Jasper nem mesmo estava na mesa do café. Queria perguntar se estava tudo bem, mas, estava sentindo-o tão frio que não dei uma palavra, mesmo quando saimos juntos da cozinha e ele subiu a escada na minha frente.
— Imaginei que não iria falar comigo. — Disse quando eu já estava abrindo a porta do meu quarto, lentamente me virei para ele e fiquei algum tempo encarando-o sem dizer nada.
— O quê? — Perguntei, por fim.
— Eu esperava que depois de ontem você fosse pelo menos me deixar entrar no seu quarto para ver como você estava, mas aconteceu exatamente como eu temia, você me evitando e me pedindo pra te deixar em paz. — Falou, eu olhei para trás e suspirei.
— Poderiamos conversar no meu quarto? Eles podem ouvir. — Murmurei.
— Claro Isabella, podemos fazer o que você quiser.
O tom irônico dele quase me fez voltar atrás mas era melhor que aquela conversa continuasse em um local seguro, eu tinha algumas coisas pra falar também e não queria correr o risco de Esme escutar e a situação daquela casa piorar.
— Ontem eu estava cansada. — Falei quando já estavamos no quarto, ele parecia tão inquieto andando pelo quarto que me mantive colada a porta não por medo e sim por receio.
— Queria somente saber como você estava se sentindo, se queria alguma coisa, se não estava preocupada e o que recebo em troca? Um vai embora? Um me deixa em paz? — Perguntou. — Eu a deixei em paz, talvez você só precisasse de uma noite, mas hoje novamente você está me olhando como se tivesse com medo e raiva de mim, como se eu tivesse feito alguma coisa que você não quis, mas que droga Isabella, se ia se arrepender por que me deixou fazer aquilo? Sabe como eu me sinto agora? Rejeitado, como se tivesse feito como James fez!
Fiquei algum tempo parada somente olhando fixamente para seu rosto irado, talvez ele nem tivesse notado mas o nome de James arrepiou minha pele e me fez segurar no trinco da porta enquanto formulava alguma coisa na minha mente. Tinha sido egoísta ontem, olhando pelo lado dele talvez eu pudesse estar equivocada em relação aos seus sentimentos, ou talvez não. A verdade é que eu ficava cada vez mais confusa com tudo isso.
— Me desculpe. — Murmurei.
— Mas que merda, não sei porque achei que escutaria algo além disso. — Disse e sem nenhuma outra palavra caminhou até mim abrindo a porta e me empurrando junto, quando seus passos finalmente se distanciaram e escutei a porta do quarto bater, eu suspirei deslizando para o chão.
Passei a tarde toda tentando encontrar algo em minha mente, algo forte o suficiente que me desse coragem para ir até Edward e falar com ele e a idéia me pareceu melhor quando ficou decidido que na terça Esme iria até o colégio público ver se conseguia fazer uma transferência, talvez eu nem me desse bem no colégio mas acreditava que as pessoas fossem ao menos um pouco mais humildes. Isso era algo que podia usar para começar a falar com ele.
Depois de tomar banho finalmente caminhei em direção ao quarto de Edward, durante a tarde ele tinha saído, mas voltou antes mesmo que Carlisle chegasse. Esme reclamou que ele não tinha costume de avisar para onde ia e nem quando voltava e isso a irritava, na posição de mãe eu a entendia, toda mãe quer saber onde seu filho vai e quando vem. Além do mais, segundo as regras dele ele estava de castigo, mas parece que castigos não duravam nessa casa e nem a autoridade de Esme.
Fiquei algum tempo parada em frente a sua porta me convencendo de que não precisava fazer aquilo, mas pela primeira vez em minha vida minha mente iria me acusar se eu não perguntasse algo ou pelo menos tentasse falar com Edward.
Tomando coragem bati na porta mordendo meus lábios enquanto esperava algo.
— Tá aberta. — A voz rouca dele disse e escutei um suspiro pesado logo depois. Pensei pelo menos umas cinco vezes antes de finalmente abrir a porta e escorregar para dentro sem nem mesmo pedir licença. Seus olhos estavam focados em um livro mas quando fechei a porta ele levantou a cabeça para me fitar. — Oi, — murmurou ajeitando-se na cama. — Não esperava vê-la aqui agora.
— Oi, é... — suspirei. — Quero conversar com você, se estiver tudo bem.
— Claro. — disse. — E sobre o que quer falar? — Perguntou jogando o livro em cima da mesa onde estavam espalhados outros cadernos e revistas, a velocidade do livro fez algumas folhas voarem no chão mas isso também não pareceu incomodá-lo.
— O que você queria escutar hoje? — Indaguei.
— Esquece. — Ele disse com aquele sorriso irônico que mesmo só vendo-o algumas vezes já o odiava. — Não precisamos tocar nesse assunto. — com isso desceu da cama indo em direção as folhas espalhadas no chão.
— Você está agindo como se nada tivesse acontecido. — Falei. A essa altura não era certo acusá-lo, mas aquilo estava me afetando e precisava dizer como estava me sentindo mal por ter transado com ele e depois ser tratada como um caso qualquer, ou pior, como um caso que nunca aconteceu.
— E você está agindo como se estivesse arrependida e com nojo de mim. — Disse se virando para mim e pisando nas folhas de papel. — Eu me manter longe te incomoda?
— Depois de ontem, sim. — Falei.
— Que incrível você sentir minha falta, estou lisonjeado. — Ironizou.
— Isso Edward, continua agindo com esse jeito irônico e mentindo que é apaixonado por mim pra depois me chamar de fácil na frente da sua mamãe. — Falei. Não era pra mim estar tão furiosa e nem estar acusando-o como se ele tivesse obrigação de me respeitar, mas era uma das poucas vezes que senti vontade de falar alguma coisa e realmente falei.
Quando tornei a olhar para ele seu semblante estava diferente, seu modo de olhar também.
— Eu não... Eu não chamei você de fácil. — Sussurrou.
— Me explica o que foi aquilo então? Transou com várias garotas fáceis do meu colégio e estou no meio delas. — Eu disse. — É disso que me arrependo, não é nojo do que aconteceu e nem da forma que aconteceu, é do que você falou depois como se isso fosse verdade... E se for verdade, droga, por que tinha que dizer na minha frente?
— Bella, você não é fácil. — Sussurrou, pela sua expressão parecia um pouco assustado e surpreso também. Ele não sabia que eu falava? Não sabia que eu também podia gritar e fazer uma cena descontrolada quando me sentia atacada? Ou ele pensava que eu era uma boneca que nunca vai sentir nada por que foi violentada?
Respirei fundo algumas vezes tentando acalmar meus impulsos, não era bom começar a falar tudo de uma vez, no final eu ia acabar dizendo que não devia e me arrepender amargamente dessa conversa.
— É como eu me sinto, fácil, idiota e enganada. — Falei.
Dei as costas pra ele com as mãos inquietas sentindo vontade de socar qualquer coisa na minha frente, com receio dessa vontade, praticamente corri para fora do quarto com medo de que ele viesse atrás de mim mas... Ele não veio. Mas por que viria? Era inútil esperar algo assim dele daqui pra frente.
Durante o resto da noite fiquei na internet e passei bastante tempo atualizando algumas fotos no meu facebook, fazia tempo que não entrava lá e meu twitter estava praticamente abandonado. Tinha poucos seguidores, somente 28 pessoas e todas escola, eu não os seguia de volta e talvez por isso muitos não me seguiam.
Ia acessar o site de vítimas que contavam sobre violência sexual mas acabei desistindo e acessei um blog de dicas para se manter em forma. Era uma das primeiras vezes que eu evitava o assunto.
Desliguei o computador um pouco tarde, só entrei no banheiro pra me preparar para dormir e logo depois fui ajeitar minha cama jogando as almofadas no chão e finalmente me deitei suspirando e sentindo o cheiro de pasta de dente que estava em meu hálito.
A porta do meu quarto abriu e me virei para ver se Esme não queria dizer algo já que até minutos atrás ela estava no corredor conversando com Jasper. Não era ela.
Os cabelos bagunçados estavam novamente no meu quarto, a luz do abajur era fraca mas mesmo assim conseguia exergá-lo perfeitamente. Uma calça moletom e uma camiseta grande e desbotada era o que ele vestia. Estava com os pés descalços e as mãos bagunçando os cabelos como sempre, Edward era um cara bonito, nada fora do comum, mas era o tipo que a maioria das mulheres querem, pelo menos olhando pela sua aparência.
— Podemos conversar por alguns minutos? — Perguntou caminhando até perto da cama.
— Estou com sono. — Murmurei.
— Não mente, você não é boa nisso. — Falou sentando-se afastado de mim na cama grande. — Quero falar sobre o que aconteceu mais cedo, teve coisas que não foram esclarecidas e não quero que você pense que lhe acho fácil ou algo parecido. — suspirou. — Eu me equivoquei quando disse aquilo, assumo isso, não era pra mim ter falado daquela forma... Mas de qualquer modo você sabe que não foi qualquer uma pra mim-
— Não?
— Me deixe terminar, Isabella. — Falou entredentes. — Sei que você não acredita em mim agora mas sei que é preciso tempo, só não quero que você tenha esse tempo pensando coisas ruins ao meu respeito. Será que não mereço alguns pontos positivos? Eu estou tentando da minha melhor forma, dá pra entender isso?
— Edward, isso tá me deixando confusa! Eu não sei como agir e tem muita coisa me pressionando ao mesmo tempo, qualquer coisa que você diz já é suficiente pra me fazer voltar atrás, você é o primeiro homem que eu confio e justamente por isso fico assim. — Murmurei. — Nem tudo é culpa sua, mas o modo que você falou e me tratou depois... — deixei as palavras no ar e balancei meus ombros como se não tivesse palavras pra explicar o resto.
— Eu sei, só não pensei que você tinha entendido dessa forma. — Murmurou. — Mas também não admito você chamar meus sentimentos de falsos, eu nunca brinquei com os sentimentos de ninguém e não brincaria com os seus. Você tem direito de não acreditar de mim, mas não pode falar isso pra mim, é uma das coisas que me deixa irritado.
— Desculpa.
— Isso também me irrita, eu espero uma grande resposta de você mas sempre só vem pouca coisa. — Sorriu de modo amargo. — A culpa não é sua, sou eu que espero demais. Bem, acho que já posso ir.
Mais uma vez eu iria perdê-lo, era incrível como ele estava fugindo de mim esses dias, como se ele tivesse medo de algo acontecer.
— Os papéis parecem estar invertidos, é você quem foge agora. — Falei.
— Pensei que estivesse com sono. — Disse.
A resposta dele me fez recuar e cruzar minhas pernas sobre a cama. Se fosse qualquer outro dia eu diria tudo bem para me fingir indiferente, mas agora não pronuciei nada, Edward estava usando coisas que sabia que era mentira para ficar longe de mim, e céus! Eu estava ficando paranóica com isso.
— Pensei que você soubesse quando estou mentindo. — Rebati.
Ele não respondeu, deu as costas pra mim e olhou para o teto como se procurasse se acalmar. Alguns segundos depois ele se virou pra mim e com a rapidez e agilidade de um gato veio para cima de mim fazendo-me deitar na cama com seu corpo pressionando o meu enquanto caia sobre mim.
Sua boca encontrou a minha, suavemente e rapidamente, e depois ele se afastou.
— Agora mente pra mim e diz que não está louca por mais. — Desafiou.
Ele sabia que essa era uma maneira baixa de jogar comigo mesmo assim não aparentava querer parar. Seu peso estava sobre mim e me debati debaixo dele desconfortavelmente tentando me concentrar em seu peso para esquecer seus lábios tão próximos aos meus. Algumas vezes as garotas tinha comentado que era difícil resistir a um homem desejável, agora eu sabia do que elas estavam falando.
Edward não esperou minha resposta, suas mãos seguraram as minhas impedindo-me de me mover e sua boca procurou a minha. Por dentro eu estava gritando que não queria ser tão fácil assim, mas com seus lábios espalhando beijos pelo meu pescoço estava difícil tentar resistir.
— Edward, para...
— Por quê? — Perguntou beijando regiões diferentes conforme eu tentava fugir. Agora estava ficando extremamente difícil formular uma resposta.
Sua língua deslizou pelo meu queixo até ela finalmente serpentear para dentro dos meus lábios chocando-se contra a minha.
Tentei escapar dele mas, quanto mais eu me debatia, mais seu corpo se ajustava ao meu. Minhas pernas se abriram e as dele entraram no meio delas encaixando nossas cinturas, o tecido da calça era fino porque sentia-o toda vez que ele movia sua cintura para cima e para baixo. Edward sabia exatamente o que usar para seduzir uma mulher porque perdi totalmente a vontade de lutar contra ele e me inclinei para frente finalmente correspondendo ao seu beijo.
Ele podia me chamar de fácil depois, dizer que eu era uma das quinze que ele tinha conseguido transar mas no momento não adiantava nada pensar nisso. Tentei soltar minhas mãos mas ele não deixou, continuou me segurando com força e beijando-me daquele jeito selvagem que fazia todo meu corpo se arquear contra ele.
Sua cintura continuava se esfregando em mim e fechei minhas pernas em torno dela deixando seu membro esfregar diretamente no meu sexo separando-nos apenas pelas roupas. Agora havia um desejo ardente em nós, algo diferente da última vez, eu não estava com medo e só queria continuar a esfregar todo esse calor nele e rebater aos seus beijos selvagens da mesma forma.
Consegui soltar uma das minhas mãos e a deslizei pelas suas costas levantando a camiseta e acariciando a pele nua. Edward acabou por soltar a outra para colocá-la em meu rosto puxando-me para ele, rolamos juntos na cama e fiquei por cima dele e suas mãos furiosas rasgararam a peça de roupa que eu estava usando. Se fosse à dias atrás isso me faria morrer de medo, mas agora eu só queria me livrar da merda daquelas roupas.
Nossos lábios se separaram e deslizei minha boca pelo seu pescoço quente, estava sem sutiã por isso arfei quando suas mãos cobriram meus seios massageando-os suavemente.
Logo depois seus dedos deslizaram pela minha barriga e depois foram direto para o meu sexo, eu mordi suavemente seu pescoço e apertei seus ombros quando sua mão finalmente alcançou minha vagina. Ele levantou meu quadril de forma que eu fiquesse de joelhos na cama e ele pudesse ter acesso ao meu sexo.
— Olha pra mim. — Ele ordenou, levantei meu rosto e olhei em seus olhos. — Quero ver seu olhar enquanto eu toco você.
Era possível ele ficar mais sensual?
Tentei somente fitá-lo sem dizer nada enquanto sua mão ia de encontro a mim intercalando entre movimentos violentos e movimentos suaves, meu quadril se movia automaticamente contra seus dedos e minha respiração estava começando a acelerar.
Não gostava de ter ficar olhando para seus olhos porque tinha que controlar minhas reações, queria morder os lábios, gemer ou fechar os olhos, mas queria continuar encarando aqueles olhos tão cativantes, provar a ele que poderia encará-lo.
Edward se inclinou para frente e mordeu suavemente meu queixo pra depois beijar meus lábios de novo, fechei meus olhos redendo-me ao beijo seu calor e a velocidade dos seus dedos em meu sexo aumentou. Isso arrancou de mim um gemido que foi abafado por seus lábios.
— Edward... — Murmurei quando ele tremeu seus dedos fazendo o calor que estava em mim aumentar. Mal tinhamos começado e eu já estava pegando fogo, talvez isso fosse normal porque ele tinha sido o primeiro a me tocar, mas qualquer movimento dele me fazia tremer e querer mais. Quando a velocidade aumentou, senti meu sexo molhar e Edward usou isso para continuar a me tocar, dessa vez deslizando pelo meu clitóris me fazendo gemer e morder seus lábios. — Isso, isso... Oh, isso. — gemi estremecendo.
Ele se moveu, rolando novamente pela cama e me colocando em baixo dele. Vi quando ele abaixou as calças e retirou seu membro para fora, olhando diretamente em meus olhos ele o deslizou pelo meu sexo, me fazendo fechar os olhos e virar minha cabeça para o lado, e então lentamente ele começou a me penetrar.
Não houve aquela dor de antes, havia mais prazer dessa vez e isso me fez colar meus lábios aos dele sugando sua língua enquanto ele entrava e saia novamente fazendo-me inclinar o quadril em sua direção e acompanhar seus movimentos.
— Olha pra mim. — Ele ordenou, abri meus olhos desgrudando nossos lábios e o fitei enquanto arfava com cada movimento que ele fazia. — Você gosta? Eu sei que gosta, tá quente e molhada por dentro, olha como eu deslizo... — murmurou entrando novamente e me fazendo gemer. — Não grita, querida, vão nos escutar.
— Edward... — Choraminguei.
— Você quer assim? — Perguntou aumentando a velocidade das estocadas, dessa vez ele entrava com mais força e rapidez olhando diretamente em meus olhos.
Meu coração estava batendo mais forte e minhas unhas se cravaram em suas costas trazendo-o em direção a mim, ele gemeu e apoiou suas mãos na cama para não despejar seu peso em cima de mim, depois voltou a rebolar entrando e saindo.
Conforme ele entrava, eu o apertava entrelaçando sua cintura com as minhas pernas e sentindo quando ele vinha com mais força, parecia que quanto mais fundo ele penetrava, mais gostoso ficava.
Tentava controlar meus gemidos, mas quando ele aumentou a velocidade eu não pude controlar um gemido alto que escapou pelos meus lábios.
Alguém deu duas batidas na porta e antes que eu pudesse racíocinar ela foi aberta, e se tinha alguma excitação em mim ela foi substituida pelo gelo que se espalhou pelo meu corpo me deixando congelada e incapaz de expressar uma reação.
Carlisle estava pálido, talvez estivesse mais pálido do que eu, parecia paralisado e incapaz de dizer uma palavra a nós dois. Mesmo com meu corpo gelado minhas bochechas estavam queimando e minha mente parecia ter virado um grande ninho de perturbações e lembranças antigas. Por Deus, eu não queria voltar pra onde eu estava, mas pela expressão dele parecia ser exatamente o que ele queria fazer.
— Se vistam, quero os dois lá em baixo em dez minutos. — Disse.
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