Hello
19 Capítulo 19
Notas iniciais
19
Minhas costas encontraram apoio na parede e a boca dele aumentou a intensidade do beijo, tentei corresponder deslizando minha língua em volta da sua que sem nenhum pudor explorava todos cantos da minha boca.
Meus dedos estavam enrroscados em seus cabelos e sua mão deslizava pela minha nuca causando arrepios ao meu corpo. Ele havia descoberto que ali era um lugar sensível ao seu toque e agora o tocava levemente somente para sorrir contra meus lábios quando tinha sua resposta.
Mantive meus olhos fechados mesmo quando sua boca separou-se da minha e deslizou pelo meu corpo, seus dedos deram atenção aos meus seios acaríciando-os suavemente, mesmo com eles em baixo do sutiã eu sentia o toque suave dos seus dedos e tive que morder meus lábios para controlar as vontades do meu corpo.
Eu senti quando ele se afastou e sua boca deu um leve beijo na minha barriga, abri meus olhos e segurei em seus cabelos, Edward estava de joelhos e eu tinha idéia do que ele iria fazer só não queria pará-lo. Eu podia ser louca ou algo parecido, mas ter ele de joelhos me dava uma sensação de poder que me deixava quase confortável.
Havia escutado sobre sexo oral na escola, as meninas falavam bastante coisas, mas nada do que elas diziam se comparou ao que Edward fez então parei de criar espectativas em cima do que elas falavam. Da primeira vez que ele tocou meu sexo não houve explicações para o que eu senti, só queria me contorcer em uma sensação deliciosa que tomou meu corpo.
Ele dispiu a parte de baixo do meu corpo e eu suspirei. Aquele momento era importante pra mim e eu estava tentando não ficar aterrorizada com nada. Suas mãos estavam sendo suaves e tirando tudo com muito cuidado, e só depois de alguns segundos senti o vento de sua respiração nas minhas pernas nuas.
Seus dedos deslizaram suavemente por cima da calcinha e eu fechei meus olhos com força me concentrando para acaríciar e não puxar seus cabelos. Ele pressionou suavemente a parte interna das minhas coxas para que eu as abrisse um pouco, as afastei me mantendo firme para que ele suspirasse e começasse uma massagem nas minhas coxas.
Suas mãos ficaram um tempo acaríciando minhas coxas, depois subiram lentamente e seu dedo puxou minha calcinha pra baixo. Dessa vez abri os olhos e olhei para ele, Edward estava concentrado olhando fixamente para o meu sexo. Meu rosto estava pegando fogo mesmo assim tentei disfarçar e morder meus lábios como uma maneira de me acalmar.
Quando seus lábios tocaram minha pele um suspiro escapou pelos meus lábios, eles roçaram perto do meu sexo e um calor se formou no meu ventre. Lentamente ele desceu sua boca para o meu sexo e segurou uma perna minha colocando-a em seu ombro para que ele tivesse uma visão melhor da minha vagina.
Sua língua deslizou por ela e isso me fez prender a respiração com o tremor que tomou meu corpo. Era quente e molhado, uma sensação que fez todo meu corpo pegar fogo e eu apertar seus cabelos mordendo meus lábios. Eu não imaginava que aquelas sensações poderiam ser melhores.
Suas mãos subiram para minhas nadêgas e ele as apertou continuando a dar leves linguadas na minha vagina, cada vez que ele fazia isso meu corpo estremecia e eu ardia de desejo. Me inclinei para frente e deixei Edward continuar a fazer aquilo, só sabia puxar seus cabelos e virar minha cabeça de um lado para o outro com todo aquele calor.
— Edward. — Sussurrei deixando escapar outros gemidos que estavam presos na minha garganta. — Isso é muito bom! Não para, por favor!
Aquilo ia me enlouquecer ou melhor, eu já estava louca somente por estar aqui com ele, gemendo como uma vadia e recebendo mais daquela língua quente no meu sexo. Ele me sugava como se precisasse daquilo e eu gemia cada vez mais alto me inclinando para frente necessitando de cada vez que sua língua fazia aqueles momentos de vai e vem rapidamente.
Meu corpo começou a estremer e meus gemidos se transfomaram em gritos, aquela sensação estava tomando todo meu corpo e me dava vontade de trazê-lo cada vez mais para perto de mim. Eu estava subindo e descendo, e Edward somente aprofundamente os movimentos usando seus dedos para me tocar além da sua língua. Não conseguia pensar em nada, somente na vontade de ter mais daquilo, mais dele e de saciar aquele tremor todo.
A sensação estava ficando mais forte e eu implorei para que ele continuasse, não tinha noção do que falava mas meus olhos estavam fechados com força e minha cintura se inclinando para frente a todo momento. Edward não precisou sugar novamente, porque logo aquele gelo passou por todo meu corpo e senti algo escorrer de dentro de mim. Era o melhor orgasmo que eu havia tido e só conseguia murmurar besteiras e estremecer, Edward segurou minhas pernas bambas para que eu não deslizasse para o chão, soltei finalmente seus cabelos cravando a unha na minha palma esperando aquela sensação maravilhosa passar.
Abri meus olhos depois que consegui respirar melhor e me deparei com um sorriso brilhante.
— O que foi? — Perguntei com o rosto vermelho.
— Você é tão sensual quando quer. — Sorriu me fazendo se inclinar para frente e enterrar meu rosto vermelho em seu ombro. — Vamos levantar daqui, você precisa de um banho. — disse.
— Nós não vamos...
— Vamos, mas podemos fazer algo no chuveiro antes. — Sussurrou.
Sem dúvidas hoje seria um dia surpreendente e maravilhoso.
Ele me carregou diretamente pro banheiro, não ascendeu a luz, somente fechou a porta. Não sei se estava acostumada a uma idéia de ter Edward no banheiro comigo e no escuro, mas depois do que tinha acontecido na sala, depois de tudo que eu havia sentido meu receio não era maior que minha ansia pelo que estava por vir.
Edward me sentou em cima de alguma coisa fria, de certo modo eu estava feliz por ele não estar vendo meu corpo e nem fazendo comentários que fosse me deixar vermelha de vergonha.
Eu não era o tipo de garota que iria planejar uma primeira vez até porque a alguns meses atrás eu nem pensava em beijar um garoto quanto mais transar com ele, mas se eu tivesse que planejar algo não seria nem um pouco parecido com isso. Algumas vezes eu imaginei perder minha virgindade com um algum garoto de programa porque pelo menos ele eram comandados por você e tinham que lhe agradar.
Mas isso aqui com Edward estava sendo diferente, porque agora não conseguia imaginar nenhum garoto que me fizesse o que Edward fez. Pelo menos não me causando tantas emoções.
Só fiquei apreensiva quando escutei o zíper dele abrindo, ele estava se livrando e mesmo tentando não pensar nisso estava anciosa e com medo da hora que ele quisesse começar a penetração. Respirei fundo mas não deixei minha respiração sair pesada para ele escutar, o que eu estava esperando? Que ele nunca tirasse a roupa?
— Relaxa Bella, não precisa ficar assim. — Edward murmurou, apesar de suas palavras terem soado de modo sério, havia um leve divertimento nelas o que me dava impressão de que ele estava rindo, mas eu não podia enxergar isso. — Você está vermelha. — sussurrou.
Não respondi, só senti seus dedos deslizarem pelo meu rosto quente e depois sua risada sensual fez eco no banheiro silencioso.
Ficamos quase um minuto sem falar nada, só seus dedos acaríciando minhas bochechas e minha respiração ecoando no cômodo, depois ele finalmente se moveu e tomou minhas mãos.
— Achei que você ia reagir melhor no escuro. Eu vou te ensinar como tocar um homem. — Ele disse, balançei a cabeça e depois me dei conta de que ele não poderia ver. O banheiro estava totalmente escuro e eu só conseguia sentir. — Depois você tocar no escuro, vai ser mais fácil tocar no claro pois já vai conhecer, tudo bem? Se quiser parar é só avisar.
— Tudo bem.
— Eu vou te apresentar meu corpo, começando por aquil. — Sussurrou tomando minhas mãos e colocando-as em sua nuca. — Eu gosto quando você coloca os dedos aqui, se deslizar as unhas vai ser melhor ainda, tente isso. — falou. Me inclinei um pouco para frente e apoei meus braços em seus ombros. Delicadamente deslizei minhas unhas por sua nuca, subindo e descendo lentamente até ele suspirar. — Essa parte é uma parte... Sensível. — declarou.
Por algum motivo senti vontade de sorrir e isso fez ele suspirar.
Deslizei meus dedos até sua bochecha e fiquei um tempo acaríciando ali, depois não resisti e vontade de me inclinar para frente e beijá-lo lentamente. Sua boca veio de encontro a mim e logo senti seus dedos deslizaram por minhas costas nuas. Nós nos juntamos mais e ele pegou minhas mãos deslizando-as por seu abdômen.
Deixei sua boca cuidar da minha e me concentrei em seu peito, suavemente para não machucá-lo deslizei minhas unhas por ali e me afastei um pouco para poder apalpar melhor seu corpo. Eu deslizei por seu abdômen até quando encontrei seu umbigo, dei voltas naquela região e senti quando ele tremeu, depois dessa reação tão nova da parte dele não pude evitar de abrir um sorriso contra seus lábios fazendo-o suspirar. Eu tinha feito aquilo.
Comecei todo o trajeto novamente rossando minhas pernas nas suas, isso fazia ele aumentar a velocidade do beijo como se descontasse tudo que estivesse sentindo lá. Só parou quando tremeu novamente, isso o fez puxar meu corpo para perto do seu e senti sua boca segurar meu lábio e sugá-lo selvagemente e desesperadamente.
— Eu queria lhe ensinar a me tocar, mas parece que você já sabe o suficiente. — Sussurrou contra meus lábios, com a respiração um pouco acelerada.
— Puta merda. — Murmurou. — Vamos fazer uma troca, você me diz onde quer ser tocada e eu digo onde quero suas mãos. — Disse, seu hálito estava quente e mesmo assim me deixava toda arrepiada.
— Tudo bem.
— Onde quer minhas mãos? — Ele perguntou. Estava agradecida pelo ambiente estar escuro porque pelo menos ele não estava vendo o quão vermelha fiquei somente de pensar o que estava pensando. Talvez não era algo correto, mas era tudo que conseguia imaginar no momento e seria bom arriscar já que estava tentando deixar meus medos para trás.
— Eu quero sua mão lá. — Sussurrei.
— Lá onde? Fazendo o quê? — Edward provocou.
— Você sabe.
— Não, eu não sei. Me diz. — Sussurrou, seus lábios brincando com minha orelha e arrepiando todo meu corpo. Com ele beijando meu pescoço do jeito que estava fazendo eu não conseguia pensar em nenhuma resposta. — Me diga, Bella...
— Me toca, por favor. — Gemi.
Seus dedos tocaram, exatamente onde eu queria e isso me fez segurar as bordas do mármore gelado para não estremecer.
— Me toca. — Sussurrou. — No mesmo lugar onde estou lhe tocando. — ele pediu. — Por favor.
Esse era o meu maior receio, era hora de conhecer a parte do corpo dele que me deixava mais apreensiva. Tentei não deixar isso transparecer e encaminhei minhas mãos lentamente para sexo dele, uma hora eu ia ter que perder esse medo de conhecer o pênis de um homem.
— Se você não quiser... — Edward falou, com seu hálito mais perto do meu rosto.
— Não, eu quero. — Murmurei. — Ele não morde, não é? — Falei tentando parecer divertida, mesmo que por dentro eu estivesse nervosa e despreparada. Várias mulheres já deviam ter feito isso em Edward, mulheres experientes que puderam dar prazer a ele, mas e eu? O que eu ia saber fazer? Seria decepcionador ver toda aquela excitação sumir.
Porém tinha que tentar, tinha chegado até aqui não seria uma boa idéia acabar com aquilo quando estava recebendo prazer também em troca.
Passei minhas unhas lentamente pela sua barriga de novo e por fim cheguei onde queria, os movimentos dele pausaram e mordendo os lábios envolvi minhas mãos em volta dele, senti os dedos de Edward apalparem minhas coxas e apertá-las suavemente, tentando não me distrair passei meus dedos por seu pênis conhecendo-o.
O tamanho era grande, não enorme mas era grande. Deslizei meu dedo até a ponta dele e rodeei ali alguns minutos, não era tão ruim assim. Pegando nele parecia indefeso e ninguém imaginava que podia causar um dano tão grande se fosse usado para a violência.
A respiração de Edward aumentou porque a intensidade dela estava maior batendo de encontro a minha bochecha. Aquilo era um bom sinal, poderia estar decepcionando mas ele não estava demonstrando sua decepção. Desci mais para baixo tocando seus testículos suavemente e dessa vez seu rosto afundou na curvatura do meu pescoço, e ele gemeu.
Foi tão diferente dessa vez, pareceu tão verdadeiro e tão angustiado, mas por algum motivo fez minha coragem aumentar.
Me inclinei mais para frente e o peguei com um pouco mais de firmeza, não estava apertando-o somente segurando-o como uma mulher normal. Sua respiração continuava acelerada em meu pescoço e isso me fez sorrir, pelo menos estava causando alguma coisa nele.
— Como você gosta? — Eu perguntei.
— Quero que você faça do seu jeito, do jeito que achar que... Caramba. — Gemeu no meu pescoço deslizando as mãos pelas minhas costas de forma rápida e forte. — Só continue.
— Assim? — Perguntei deslizando as mãos por ele todo, depois passei a ponta dos meus dedos pelo topo do seu pênis e senti quando sua boca me mordeu suavemente. Não era tão tenso assim e eu poderia fazer isso outras vezes.
Havia um sorriso idiota no meu rosto e nem precisava me olhar no espelho para saber que estava satisfeita com as reações dele. Isso era ao meu toque, meu toque! Que se dane se outra mulheres fizeram isso, se ele gostou mais delas do que de mim, mas no momento era meus toques que faziam seu corpo estremecer e sua respiração acelerar.
Conforme começava a me soltar, passava as mãos por seu membro com mais frequência, comecei praticamente masturbá-lo mas com gentileza para não machucá-lo. Seu rosto saiu da curvatura do meu pescoço e ele tornou a gemer novamente. Com minha outra mão segurei seus testículos e os acaríciei também, Edward não sabia onde ficar, seu rosto não parava mais em meu pescoço e em um gesto que pareceu desesperado ele colou sua boca a minha.
O beijo estava feroz, diferente de todos os outros. Sua língua estava praticamente se chocando contra a mim e nos intervalos ele sugava meus lábios com vontade fazendo-me perder a concentração no que estava fazendo. Ele estava fora de controle, mas a única coisa que soube fazer foi colocar minha mão em sua nuca e deixar ele fazer o que quisesse com meus lábios.
— Eu quero você. — Edward murmurou depois de interromper o beijo.
— Edward... — Eu gemi inclinando-me para frente tentando achar seus lábios para recomeçar aquele beijo novamente.
Suas mãos desapareceram das minhas costas e foram parar no meio das minhas pernas afastando minhas coxas rapidamente e começando a acaríciar aquele local com um pouco mais de rapidez que as vezes anteriores. Não demorou muito para o meu corpo começar a sentir o calor que aquilo estava causando.
— Faz o que você estava fazendo. — Ele disse.
Rapidamente coloquei minhas mãos em torno de seu membro e retornei a fazer meus movimentos, ao mesmo tempo que tomava cuidado para não apertá-lo estava tornando meus movimentos mais rápidos e intensos. Estava tentando fazendo com ele o mesmo que ele estava fazendo comigo.
Meu corpo começou a estremer e cada vez mais eu aumentava meus movimentos e minha força. Quando senti meu orgasmo vindo o masturbei com mais intensidade e depois o soltei para tremer e sentir meu líquido escorrer. Minhas pernas estremeceram e aquela sensação de gelo, conforto e prazer se apoderou do meu corpo me fazendo subir ao paraíso e descer novamente ficando completamente mole quando aquilo terminou.
Edward estava com a respiração acelerada e pesada.
— Precisamos nos limpar. — Murmurou. Eu sorri mais uma vez e quis gritar para o mundo que eu tinha conseguido dar prazer a um homem, a um homem que merecia aquele prazer. — Ascenda a luz, eu vou entrar no box, porque acho que você já notou que ele não morde.
Esperei escutar a porta do box fechar para finalmente poder descer da onde estava, minhas pernas estavam moles como se algo tivesse passado por cima delas, com um suspiro busquei alguma coisa para encostar a mão e segui deslizando-a por uma parede gelada até chegar na porta e a abrir. Isso iluminou o banheiro o suficiente para que eu pudesse conseguir ascender a luz.
Escutei o barulho do chuveiro e olhei para o lado de fora, Edward estava mais uma vez provando que me entendia. Estava me dando a chanche de escolher entre ficar e ir embora, isso não era nada por pressão, estava tudo sendo feito conforme a minha vontade e isso me deixava completamente aliviada e segura. Como não depositar minha confiança nele se ele agia dessa forma tão maravilhosa?
Fechei a porta novamente e caminhei em direção ao box, evitei me olhar no grande espelho da parede para não ter motivos para estar mais vermelha quando encarasse Edward.
Ele estava de costas olhando para o alto enquanto a água caia sobre ele, não pude evitar de deslizar meus olhos por seu corpo molhado. Suas pernas tinham pêlos claros e quando ele se virou para mim eu estava olhando exatamente para suas nadêgas. Desviei meus olhos e cruzei os braços sobre o peito tentando esconder meus seios do seu olhar constrangedor.
— Vem cá. — Ele convidou, se virando de frente e estendendo sua mão para mim.
Segurei em sua mão e delicamente ele me puxou para perto dele. Eu imaginava que talvez ele fosse selvagem e ele era, só que sabia os momentos certos para ser selvagem e momentos como esse que eram melhores quando havia delicadeza. Estava completamente encantada por ele e não imagina, no momento, qualquer outro cara para entregar minha virgindade.
Suas mãos molhadas, porém quentes, apoiaram em minhas costas enquanto ele ficava mais próximo a mim, fazendo-me sentir seu corpo duro e forte contra o meu.
— Você está bem? — Perguntou puxando-me para debaixo da água quente.
— Estou. — Murmurei colocando minha cabeça em seu peito e deixando a água me molhar.
— Você pareceu relaxada. — Ele sussurrou se movendo e levando meu corpo junto ao seu. — Estou feliz por saber que está confiando em mim. — disse. Logo depois algo gelado encostou nas minhas costas o que presumi ser o sabonete, a água quente o esquentou e logo Edward estava deslizando-o pela minha pele com rapidez e maciez.
— Eu acho que terá uma rebelião quando voltarmos pra casa. — Falei. Não era minha intenção estragar o clima nem nada parecido, eu só estava tentando começar uma conversa para o clima não continuar daquele jeito.
— Você vai acabar se acostumando com Esme, ela sempre foi exigente comigo e com as pessoas que me rodeavam, acho que por isso aprendi a controlar meu espaço e me tornar independente. Esme está tentando ser uma mãe pra você, — suspirou. — Não deixa ela conseguir, ela é melhor como pessoa. — o sabonete deslizou pelos meus braços e isso fez ele me afastar. — E como é a escola? Você tem bastante amigas.
— Elas são legais.
— É só isso que tem a dizer delas? — Perguntou ensaboando meus seios, eu queria negar mas aquilo estava começando a me esquentar, ainda mais quando ele estava me olhando daquele modo e passando a língua suavemente pelos seus lábios.
— Elas falam bastante futilidades. — Falei tentando manter o raciocínio.
— Por exemplo?
— Sexo, compras, sexo, garotos, sexo, comida, sexo e... Sexo. — Falei, ele sorriu docemente e isso aliviou o clima.
— Gosta da escola? — Perguntou.
— É um lugar bacana, mas ás vezes me incomoda estar ali. — Falei, honestamente. Ele ligou o chuveiro colocando-me em baixo dele para me enxaguar.
— Incomodada? Como assim? — Indagou. Tentei ignorar seu corpo nu tão perto do meu e esquecer o que ainda estava por vir.
— Quando você nunca soube o que era um pijama Pink da Victoria's Secret você se sente deslocada quando todo mundo começa a falar sobre. — suspirei. — Eu nunca quis estudar em uma escola muito boa, apesar de que eu sei que vai me ajudar na faculdade, mas eu não nasci em um lugar como esse, entende? Não tem como se sentir em casa.
— Jasper disse que Esme moveu céus pra fazer você se sentir bem, se está sentindo-se deslocada é só falar com ela. Pode mudar de escola se quiser. Pra uma escola pública, talvez. — Sugeriu.
— Você acha que ela deixaria? — Perguntei, enquanto a água passava pelo meu corpo enxaguando-o.
— Podemos conversar com ela. — Disse.
— Uau, isso seria importante pra mim. Me sentiria melhor em um ambiente onde as pessoas não se importam com o tênis que você usa só porque ele não é importado. — suspirei. — Obrigada, Edward, de verdade.
Enquanto ele caminhava na minha frente enrolado em uma toalha, após o banho, eu estava indo silenciosamente atrás enrrolando meus dedos na fita do roupão que estava usando.
Estava sendo diferente pra mim, inclusive a forma de olhar para ele. Edward era uma pessoa ótima, pelo menos estava sendo comigo. Eu sabia que estava deixando pequenos gestos me convencerem e que provavelmente ia me arrepender depois, mas, como conseguir evitar me derreter por esse jeito que ele tinha? Com essa forma de me olhar e dizer, e fazer coisas? Era impossível manter uma máscara de indiferença quando eu começava a descobrir que nem todos os homens se importavam com sexo ou algo relacionado a ele.
— Que tipo de filme você gosta? — Ele perguntou quando estavamos dentro do quarto.
— Qualquer um, de ação seria bom.
Enquanto ele procurava um filme em uma caixinha que tinha perto da televisão eu me sentei na cama macia e alta balançando os pés enquanto olhava suas pernas cheias de músculos se moverem pelo quarto. Estava começando a ter pensamentos impuros olhando para Edward e isso estava me deixando assustada, talvez eu estivesse ficando mais aberta e aceitando meus pensamentos. Mas isso era errado, não deveria nem mesmo estar aqui com ele, mesmo assm não me arrependia de nada que tinha acontecido até agora, realmente meus pensamentos estavam atordoados.
Edward deixou os trailers passando e foi até o canto do quarto para trocar a toalha por uma bermuda, o que me deixou assustada foi que não tive nenhum receio de olhar o corpo dele e aproveitei para capturar algumas curvas enquanto sua atenção estava na peça de roupa.
— Você gosta das minhas pernas. — Ele afirmou me fazendo desviar imediatamente os olhos dele. Isso fez elea abafar o riso e caminhar na minha direção. — Qual o problema em gostar das minhas pernas? — perguntou sentando-se na cama e ajeitando as almofadas. — Eu gosto das suas. — disse próximo a mim.
— Edward...
— O que foi? Nunca disseram que você tem pernas lindas? — Perguntou deslizando a ponta dos seus dedos pelas minhas coxas. — Você tem um corpo maravilhoso, eu imagino o que cada homem deve pensar quando você passa.
— Ás vezes é desconfortável, alguns garotos da escola não tem respeito. — Murmurei.
— Só ficam nervosos por não terem a mesma sorte que eu. — Sussurrou beijando meu ombro. — Mas eu fico feliz em saber que eles não tenham, eu ficaria bravo ao saber que outro também toca você. — disse seguindo com seus beijos até meu pescoço.
— Por quê? — Sussurrei inclinando meu pescoço para o lado para qie ele pudesse me beijar. Seus lábios causavam arrepios em mim e antes que eu começasse perder a razão era melhor tirar minhas dúvidas.
— Eu não brinquei quando disse que gostava de você e juro que se pudesse fazer algo para mudar, mudaria. Sei que não posso fazer isso com você, mas não me arrependo e nem me constrange a idéia de estar com você. — Sussurrou. — Mas deveria, você é diferente e por isso estou tentando me adequar a você, não gostaria que nessa horas você tivesse que procurar outra pessoa para fazer o que eu gostaria de estar fazendo.
— Tem ciúme, então? — Perguntei, prendendo a respiração quando seus dedos deslizaram pela borda do roupão e a puxou suavemente para o lado deixando meu seio esquerdo de fora.
Ele não respondeu minha pergunta, só se moveu para frente tocando suavemente meu seio com a ponta da língua, fechei meus olhos e suavemente coloquei meus dedos em seus cabelos inclinando-me para trás. Se eu estava querendo alguma resposta, nesse momento para mim era indiferente porque tudo que estava consiguindo fazer era me arrepiar com sua boca sugando meus seios e causando um tremor incrível em mim.
Edward se ajeitou sobre mim de forma de pudesse segurar um seio em sua mão enquanto abocanhava outro, a diferença é que já não estava com a mesma calma que havia tido quando lambeu o primeiro seio, agora ele chupava com mais vontade e isso me fez se mover para frente de encontro a ele.
A única coisa que se ouvia no quarto era nossas pesadas respirações e o barulho da televisão ao fundo.
Eu cedi deitando de vez na cama e senti quando Edward despejou seu peso sobre mim colocando suas pernas entre as minhas de forma que tinha que afastá-las para recebê-lo. Eu estava quente e formigando, e quanto mais ele sugava meus seios mais para frente eu me inclinava. Eu queria que ele sugasse forte, alguma coisa em mim estava desejando que doesse um pouco e isso era loucura, mas era o que eu sentia.
— Gosta disso não é? Adora quando eu faço isso, seu corpo responde por você. — Sussurrou descendo mais sua boca abrindo com violência o roupão.
Não sabia se sentia medo por tudo isso ou se estava feliz por ele não estar me tratando como uma louça frágil e sim como uma mulher. Tinha quase certeza que se pedisse para parar Edward pararia, então não havia o que temer e nem o que pensar, ainda mais quando sua boca estava causando arrepios em todo meu corpo estando tão perto do meu sexo.
— Edward...
— Quer fazer isso? — Indagou e antes que soubesse do que ele estava falando, Edward pegou minha mão e levou suavemente até minha vagina. — Tem que aprender a gostar de tocar a si mesma e então vai gostar que os outros a toquem. — disse. Coloquei meus dedos em cima dela e estremeci suavemente pelo calor que estava ali. — Agora, mecha seus dedos e a toque.
No começo fiz lentamente, estava incomodada por ele estar observando, mas depois parecia que os movimentos não eram suficientes e o desejo estava aumentando. Fechei meus olhos e usei um segundo dedo para deslizar em circulos em meu clitóris notando que cada vez que fazia isso ele ficava ainda mais molhado.
Um gemido escapou pela minha boca sem querer mesmo assim continuei a me tocar daquela forma, meu corpo estava quente e eu parecia não me importar por saber que Edward estava logo ali na minha frente observando meus movimentos.
Quando senti o ápice se aproximando inclinei meu quadril para frente e aumentei a velocidade dos meus movimentos estremecendo quando finalmente atingi o objetivo e minhas pernas deslizaram moles e molhadas pela cama.
Ainda estremecendo suavemente abri meus olhos, as mãos de Edward se apoiaram ao lado da minha cintura e lentamente ele se aproximou trazendo minhas pernas para enlaçá-las com as dele. Me manteve afastada suficiente para que seu membro não me tocasse, eu só sentia suas mãos segurando minhas nadêgas de forma que não as apertava mas também não segurava de leve.
— Vamos tentar agora, ok? — Perguntou, assenti. — Relaxe.
Ele retirou uma mão de mim para segurar seu membro, admitia que estava nervosa mas estava tentando manter o pensamento de que estava tudo bem na minha cabeça, Edward havia sido tão gentil até agora, provavelmente ele tentaria ser novamente, tinha minhas dúvidas quanto a isso, mesmo assim estava acreditando que ia dar tudo certo.
Pela primeira vez eu não era a menina querendo correr disso, alguma coisa dentro de mim estava me forçando a enfrentar aquilo como uma mulher. Estava ciente de que não iria poder fugir disso para sempre então, por que não passar por isso agora? Não poderia doer mais do que tudo que já causava dor dentro de mim.
— Está pronta? — Edward perguntou.
— Sim. — Sussurrei.
Delicadamente ele me trouxe para perto dele, seu pênis tocou minhas coxas por alguns segundos mas logo Edward o tirou, estava com camisinha e isso me deixou um pouco mais segura. Mais uma vez ele estava demonstrando que era responsável e que pensava por nós dois.
Quando seu membro tocou meu sexo fiquei apreensiva, ele não me penetrou somente deslizou seu pênis por toda minha vagina esfregando com mais intensidade na região do meu clitóris me fazendo tremer suavemente. Ele prosseguiu fazendo isso relaxando aos poucos meus músculos tensos e eu estava curiosa em saber quantas garotas virgem ele já havia acalmado antes da transa.
— Você é macia. — Ele sussurrou me corar, o calor nas minhas bochechas não foi como antes mas foi o bastante para que eu soubesse que estava um pouco vermelha.
Edward começou a deslizar para dentro de mim e isso me fez imediatamente abrir as pernas, a dor ficava exatamente nas paredes e isso me fez recuar tirando-o de dentro de mim.
— Relaxa, meu anjo, vamos tentar até doer menos. — Falou. Edward recolocou seu pênis em mim porém devarzinho, havia só um pedaço dele dentro de mim e com lentidão começou a se aprofundar mais. Dessa vez a dor aumentou, não era terrível, ele estava deslizando facilmente pelo meu sexo mas ainda assim havia um dor incomoda no fundo. — Bella, a primeira vez não tem que doer, se você relaxar vou conseguir abrir sua passagem melhor, por favor, confia em mim.
— Eu confio. — Murmurei.
— Então sabe que vou fazer o possível para não machucá-la, não é? — Indagou.
— Sim, eu sei, eu só sou...
— É como qualquer outra menina, vamos fazer isso juntos e no final vai estar tudo bem, ok? — Murmurou, assenti e tentei amolecer meu corpo. Ele estava sendo delicado, extremamente delicado e eu tinha que agradecê-lo muito por isso. Facilitar as coisas era um começo.
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