Hello

13 Capítulo 13


Notas iniciais
Comentários e prévia no final.

13

Carlisle conseguiu uma autorização para que duas pessoas ficassem no quarto depois do horário de visitas, fui para casa junto com ele depois que Jasper chegou da escola, ele não parecia tão perturbado e eu sabia que era porque garotos não sentiam tanto isso. Meus olhos estavam pesados de sono e quase adormeci no carro.

Comi alguma coisa durante a tarde e liguei para Jéssica perguntando das matérias, tive que checar com três pessoas para ter certeza que não haveriam trabalhos. Amanhã era dia de ir buscar o vestido e sábado era o baile, o problema é que não estava nem um pouco animada para ir mesmo que isso fosse uma "comemoração" do meu aniversário.

Arrumei minha mochila para o dia seguinte e uma bolsa que levaria para o hospital. O combinado era que Esme ficaria de dia e Carlisle dormiria a noite, ele me pediu para ir essa noite porque teria que mexer com uma papelada e seria bom Edward ter alguém no quarto com ele. Eu aceitei imediatamente, estava louca para vê-lo acordado e perguntar em que diabos ele havia se metido.

Era complicado ir estudar cedo e dormir em um hospital mas deixei claro que queria isso.

Estava com muito medo que eles pensassem coisas sobre mim principalmente quando Esme havia escutado gemidos entre mim e Edward, mas, para minha sorte isso não pareceu afetar nenhum dos dois. Com certeza eles nem deviam estar pensando nisso, a paranóia era somente minha.

Edward havia acordado e Esme estava radiante porque ele estava falando normalmente e não aparentava estar com medo de alguma coisa. Ele não revelou o motivo diretamente à ela mas deixou a crer que havia sido uma briga de bar, o que eu sabia ser mentira, quem o machucaria desse jeito dentro um bar? Edward era um homem forte e não era qualquer pessoa que iria deixá-lo assim.

Carlisle mandou que eu entrar primeiro já que tinha que conversar com Esme, Jasper havia ido embora uma hora atrás porque estava cansado de ficar no hospital. Enquanto caminhava pelo corredor observei os pais de Edward trocar um rápido beijo e um abraço amoroso, senti como se estivesse invadindo a privacidade deles e logo desviei meus olhos procurando pelo quarto 33.

Tive que respirar fundo e tomar coragem para entrar no quarto, a luz estava ascesa e a televisão também, Edward estava acordado e agora podia olhar melhor seus machucados.

Um leve corte na bochecha, o braço enfaixado e curativos deslizando por quase todo seu abdômen. Ele estava sem camisa e com uma calça azul do hospital, não havia cobertores e nem lençóis porque a temperatura era agradável. Fechei a porta devagar mesmo assim houve um leve barulho e seus olhos se voltaram para mim.

Ao certo não sabia qual a emoção que estava pairando neles, mas havia algo em seu olhar quando ele me olhou de cima a baixo. Mordi meus lábios e me aproximei lentamente sem dizer nenhuma palavra, depositei minhas coisas em qualquer lugar do chão e caminhei até estar ao seu lado na cama.

Por segundos ficamos somente nos encarando, tentei ler algo em sua face e não consegui nada. Os machucados eram mais feios de perto mas seu rosto não estava muito atingido, com alguma sorte logo estariam todos sarados e começariam a sumir. Me inclinando um pouco para frente segurei na beirada da cama e respirei fundo.

— Olá. — Sussurrei, seus olhos acompanharam o movimento dos meus lábios e eu acompanhei o movimento dos seus bonitos olhos. — Você está... Bem? — perguntei, é claro que ele não estava bem mas era tudo que conseguia perguntar no momento.

— Estou muito melhor agora. — Murmurou, a voz dele estava rouca como se ele tivesse gritado o dia todo e isso me deixou ainda mais curiosa em saber o que tinha acontecido.

— Edward eu...

— Não, — murmurou colocando seu dedo sobre meus lábios, fiquei paralisada quando ele fez isso e deixei seu polegar contornar meus lábios me fazendo fechar os olhos. — Não fale. — completou, ele acaríciou meu rosto devagar e eu me mantive aquela posição até escutar um suspiro dele e abrir meus olhos. — Bella, me beije. — pediu.

Eu poderia negar, havia tanto motivos para isso. Carlisle estava chegando e Esme havia me pedido para me manter longe dele, porém, foram semanas longe do seu toque e agora ele parecia tão fraco que ficava impossível rejeitá-lo nesse momento.

Com cuidado para não tocar nenhum ponto machucado deslizei para perto e colei meus lábios aos seus. Senti toda maciez da sua boca e um gosto amargo nela, devia ser os remédios para dor que ele estava tomando. Sem me importar entreabri meus lábios e deixei sua língua serpentear para dentro deles.

Eu estava com tanta falta de sentí-los que somente me pressionei ainda mais contra ele se encontrando com sua língua procurando desesperadamente batalhar contra ela. Seus dentes apanharam meu lábio inferior e ele o lambeu selvagemente fazendo um gemido escapar pelos meus lábios.

O beijo prosseguiu, não era tão urgente mas me fez ofegar e precisar me afastar um pouco para respirar.

A vontade de tê-lo perto me fez deslizar a boca pelo seu pescoço observando um pequeno ponto arroxeado ali, trilhei um caminho de beijos até o lóbulo da sua orelha e parei ali respirando diretamente na orelha dele.

— Onde você estava? — Perguntei, minha boca estava grudada ali e sussurrei baixinho para ele fazendo suas mãos se entrelaçarem as minhas e um suspiro escapar pelos seus lábios. — Me diga Edward, o que fizeram com você?

— Bella, — Ele gemeu me advertindo quando lambi suavemente seu lóbulo, era algo totalmente obsceno da minha parte mas eu queria lamber cada parte do seu corpo só para matar a saudade que estava dele. — Eu estava... Droga, estava cuidando de você. — respondeu se inclinando na minha direção.

Sua resposta me deixou confusa e em resposta me afastei lentamente dele. Edward abriu os olhos e me fitou, novamente era aquele modo diferente como uma criança que olha para o seu primeiro doce, era como se visse algo que eu não via e isso só me deixou ainda mais confusa a respeito de tudo.

— Cuidando de mim? — Questionei olhando diretamente em seus olhos, era uma das primeiras vezes que conseguia encará-lo realmente. — Você está todo machucado e não lembro de nenhum cuidado relacionado a mim que causasse isso. — murmurei, abri um sorriso para não parecer dura demais e ele suspirou apertando sua mão contra a minha.

— Estou impressionado com o quão forte você é. — Disse.

— Por quê?

— Por você estar aqui hoje. — Respondeu se inclinando para o lado e desviando nosso olhar, mordi meus lábios sem continuar a entendê-lo e por fim desisti dizendo pra mim mesma que isso deveria ser paranóia por causa dos remédios.

— Ok. — Murmurei fingindo entender quando na verdade não tinha idéia do que ele estava falando.

— Me desculpe. — Sussurrou, voltei a fitá-lo com a testa franzida. — Eu simplesmente não a entendia antes, mas, agora sei que você é a pessoa mais lutadora e vencedora que conheço.

— De que merda você está falando? — Perguntei, impaciente.

— Nada. — Sussurrou olhando para trás de mim, notei que Carlisle estava na porta e que logo a abriu se despedindo do médico que estava no corredor. Suavemente e discretamente soltei a mão de Edward e mordi meus lábios enquanto via um sorriso crescer nos lábios do pai que aparentava estar estremamente aliviado.

— Filho! Que susto vocês nos deu. — Ele disse se aproximando rapidamente da cama, me afastei para dar privacidade aos dois e me sentei em um dos sofás, eles eram confortáveis o suficiente para uma boa noite, hospitais bons não eram tão ruins. — O que aconteceu? Me explique. — Carlisle disse, dessa vez prestei atenção na conversa para escutar a resposta de Edward.

— Eu arrumei uma briga com uns caras em um bar, acabei saindo mal na história. — sorriu, Carlisle suspirou e me perguntei se era somente eu que não acreditava nessa história. — Um deles tinha uma faca e passou no meu braço e no meu rosto, mas eles me deixaram vivo e é isso que importa. — disse, o pai o abraçou devagar e eu desviei meus olhos novamente para dar a eles alguma privacidade.

— Se vocês não se importam vou até a biblioteca para conseguir terminar um pequeno relatório, eu volto logo, tudo bem? — se virou para mim. — Vou deixá-lo nas sua mãos querida, cuide desse irresponsável.

Eu sorri mesmo que não estivesse achando graça em nada e afundei no sofá quando Carlisle saiu deixando-nos a sós novamente.

— Bella. — Ele chamou, mordi meus lábios e o fitei. — Vem aqui novamente, eu a quero perto. — sussurrou, controlei minha vontade de correr até ele e suspirei, eu ainda estava tentando descobrir que conversa era aquela de alguns minutos atrás. — Por favor ou eu juro que vou levantar e ir até você. — disse, era um pedido e uma ameaça e não tive escolhas diante disso. Edward não podia se levantar, mas, não duvidava que ele o fizesse por isso bufei vencida e caminhei em direção a sua cama.

— Por que você está mentindo? — Perguntei.

— Por que acha que estou mentindo? — Ele indagou em resposta, eu sabia que nessa briga ele sempre teria mais argumentos que eu e por isso suspirei vencida. Por que não abrir o jogo com ele? Queria respostas e o único modo de conseguí-las era respondendo as perguntas dele.

— Isso não foi uma briga de bar, há mais coisas nesse meio, você não é o tipo do homem que vai apanhar em um bar e voltar para casa carregado por amigos daquela mulher... Tanya. — Respondi, seus olhos deslizaram por todo o meu corpo e seus dedos se arrastaram até pegar minhas mãos e se entrelaçar com os meus dedos.

— Não foi uma briga de bar. — Ele assumiu.

— E o que aconteceu? — Sussurrei me aproximando mais, ele se afastou um pouco e finalmente subi na cama sentando-se ao lado dele. — Isso não vai machucar você?

— Está tudo bem Bella, você não me machuca. — Respondeu. — Não foi nada demais, não se preocupe porque estou bem agora.

— Você nunca responde perguntas? — Indaguei.

— Ás vezes é bom para você sentir como eu me sentia quando perguntava alguma coisa e você simplesmente não respondia. — Disse, engoli seco e tentei recuar mas ele me segurou com uma leve careta de dor. — Mas há um porém, homens como eu não esperam por respostas, eles vão atrás delas. — falou, pisquei algumas vezes até entender o que estava acontecendo.

— Você foi atrás do meu passado? — Indaguei totalmente surpresa.

— Alguma coisa no seu passado me machucaria dessa forma? — Perguntou, mordi minha língua ao ver que tinha aberto um caminho para ele. Edward tinha jogado verde somente para colher maduro, desviando meus olhos dele suspirei olhando para a parede.

— Não, não mas... Você deu a impressão disso. — Falei, usei minhas mãos para colocar meu cabelo atrás da orelha e acabei desviando os olhos para seu peito, linhas algumas linhas avermelhas com alguns pontos roxos onde suas veias estavam mais visiveis. Fiquei completamente arrepiada pensar em como deve ter sido doloroso aguêntar alguém fazer isso com seu corpo. Na minha opinião havia sido mais de um homem ou um lutador de boxer, um homem normal e sozinho não faria todo esse estrago. — Droga Edward, isso não foi uma briga de bar, por que você tem que se meter com essas coisas? — indaguei mudando de assunto com um tom agoniado. — Eu nem consigo brigar com você nessa situação. — suspirei.

— Temos companhia. — Sussurrou, desci imediatamente da sua cama quando uma enfermeira entrou no quarto acompanhada de outra. Vi as duas trocarem olhares antes de abrirem sorrisos carinhosos para nós dois. Eu estava embaraçada, não haviamos sido pegos fazendo nada, mas no relatório estava que eu era irmã dele e talvez irmãos não ficassem dessa forma.

— Olá. — A mais alta de cabelos negros presos em um coque disse caminhando até perto da cama com uma seringa na mão. — Está na hora de aplicar o remédio para dor em você. — disse, Edward se inclinou até estar deitado corretamente na cama e ofereceu seu pulso que estava ligado ao fio onde ela depositou o remédio que desceu até entrar em sua pele. Com um sorriso ela se inclinou para ele e tirou as luvas pegando outras. — Vou trocar seus curativos e retirar a faixa do local cortado, os pontos vão começar a sair pouco a pouco. Se der tudo certo talvez domingo você já possa ir para casa.

Quando ela finalmente relevou o corte do braço notei que ele era maior do que imaginava, quando o vi em casa havia tanto sangue que ao certo nem sabia para o que olhar. Havia uma camisa amarrada no braço dele e por isso não pude olhar o tamanho.

O corte começava em seu ombro e seguia até seu cotovelo de uma forma profunda, os pontos eram grandes e isso me fez trincar os dentes ao imaginar a dor daquilo tudo. Finalmente elas terminaram de limpar algumas áreas e deixaram de tocar nele com tanta intimidade enquanto conversavam sobre qualquer coisa que não prestei atenção.

Ele sentiu bastante dor quando elas trocaram os curativos, depois das enfermeiras se retirarem do quarto notei que sua testa estava levemente molhada de suor e havia um traço de dor em seu rosto. Me afastei dando algum tempo a ele já que Edward parecia exasto.

— Você vai ficar? — Ele perguntou, afundei no sofá e acenei com a cabeça. — Obrigado. — sussurrou, mordi meus lábios e tornei a mover a cabeça esticando minhas pernas e observando ele se mover com uma careta desconfortável.

— Você quer um cobertor ou alguma coisa assim? — Perguntei. Aqui não era um dos lugares mais quentes, então, com certeza ele estava com frio por causa dos machucados que o deixava frágil.

— Seria bom você vir me esquentar. — Sussurrou, meu rosto ficou imediatamente vermelho e rolei meus olhos em busca de algo para atrair minha atenção até que meu rosto ficasse menos quente. Edward sabia realmente como me deixar sem jeito e isso não parecia afetá-lo. Nada na verdade parecia afetá-lo e afinal não era eu que era forte e sim ele.

Acordei com um leve barulho, rolei meus olhos pelo quarto e encontrei uma enfermeira aplicando mais remédios em Edward. Esfreguei meus olhos ao notar ele entregando uma vasilha para ela enquanto jogava a escova dentro de uma sacola, Edward havia escovado os dentes.

Me espreguicei tornando a passar as mãos no meu rosto, retirando meu celular do bolso notei que só faltava uma hora para a escola. Carlisle viria me buscar logo para que tomassemos café em alguma lanchonete no caminho, aproveitei que a enfermeira ainda estava no quarto para apanhar minha mala e ir em direção ao banheiro.

Troquei de roupa, penteei o cabelo e escovei os dentes agradecendo por ter um espelho ali, minhas olheiras ainda estavam leves e não seriam notadas. Minha noite não havia sido uma das melhores mas de qualquer forma foi bom estar ao lado de Edward. Hoje não seria possível vir passar a noite com ele e nem vê-lo a tarde, tinha que ver os vestidos e amanhã era o baile.

Segunda-feira, graças a Deus, começava as férias.

Carlisle já estava no quarto conversando com Edward quando sai, ambos voltaram sua atenção para mim e eu sorri rapidamente lhes dando um aceno rápido com a cabeça.

— Temos que ir filho, venho a noite novamente e Esme já deve estar chegando. — Disse, os olhos verdes de Edward encontraram os meus e lambi rapidamente meus lábios tentando fugir da pressão que eles causavam ao me olhar dessa forma. — Vou deixar vocês se... Despedirem. Querida, estou na lanchonete. — Carlisle falou, assenti e acompanhei ele sair do quarto para depois soltar minha bolsa no chão.

— Eu não sabia do baille. — Falou, me aproximei um pouco mais e parei perto do soro que estava entrando em suas veias. Segundo os horário em meia-hora viria o café da manhã e ele teria com o que se destrair. Ficar no hospital devia ser perturbador, ainda mais naquelas épocas de férias onde as enfermeiras e médicos trabalhavam com total má vontade.

— É, hoje e amanhã serão bem corridos. — Murmurei, novamente seu olhar estava me pressionando e eu suspirei. — Vou tentar vir lhe ver amanhã, mas... Tenho que ensaiar a dança com Sam e...

— Vai com ele? — Edward perguntou me interrompendo.

— Sim. — Respondi em um fio de voz, havia algo mais em sua voz. Não era nada relacionado a ciúmes ou raiva, talvez fosse descontentamento ou qualquer outra coisa que eu soube identificar. — É o baile das férias e você sabe, todo mundo vai e eu prometi a ele que ia. — murmurei como se houvesse alguma necessidade de me explicar.

— Se divirta.

Isso foi tudo que ele disse e depois seus olhos abandonaram os meus, houve alguma coisa ali que fez meu interior se contorcer. Não queria isso tipo de indiferença da parte dele, eu sabia o quanto isso me deixava completamente acabada. Minha mente pensou em várias possibilidades do que eu poderia dizer ou fazer mas nada me pareceu exatamente uma solução.

Então só tinha aquilo, era minha opção mais forte e tudo que queria fazer antes de passar praticamente quarenta e oito horas longe e deixá-lo naquele estado somente com Esme e Carlisle. Decidida me aproximei dele e abaixei até estar perto do seu rosto virado para o outro lado.

— Edward. — Sussurrei timidamente, ele se voltou e antes que alguma coisa saisse pela minha boca colei ela com a sua.

Não sabia qual dos dois estava mais assustado. Minha coragem de fazer aquilo me deixou surpresa e pela sua boca paralisada em baixo da minha Edward também deveria estar.

Com os olhos fechados deslizei minha língua em torno dos seus lábios lambendo-os devagar e esperando pela oportunidade de deslizá-la para dentro da sua boca quente e umida. Usei meus dentes para puxar seu lábios inferior e lambê-lo também, não conseguindo controlar minha vontade o segurei entre meus dentes com força e o suguei rapidamente.

Deslizei meus dedos até seu peito e sem fazer força acariciei a região nua me deliciando com a textura da sua pele. Estava com medo de passar em cima de algum machucado por isso a todo momento parava e continuava.

Voltando minha atenção para seus lábios deslizei minha língua para dentro deles e encontrei calmamente a sua, preguiçosamente sua língua se moveu e encontrou a minha devagar rolando por cima dela e me fazendo mover os lábios para me encaixar perfeitamente a aquele momento. Tentando copiá-lo rolei minha língua por baixa da sua e contornei a sua lentamente lambendo a ponta dela.

Como se isso não bastasse puxei sua língua para fora devagar e a coloquei entre meus dentes sugando-a por alguns segundos depois a soltei e deixei a sua serpentear para dentro da minha boca explorando-a toda e lambendo todos cantos dela antes de voltar a se encaixar com a minha língua. Deixei ambas se enrolarem enquanto movia meus lábios para os lados tornando mais fácil e rápido aquele contato.

Senti seus dedos em minha nuca e amassei meu rosto contra o dele aumentando a velocidade do beijo, minha língua não se encorroscava mais contra a sua, agora trocavamos rápidas lambidas e eu movia meu rosto com mais velocidade pressionando minhas mãos contra a cama para não despejar meu peso contra ele.

Seus dedos fugiram de minha nuca e deslizaram até meus ombros onde deram voltas rápida a medida que o beijo aumentava a velocidade. Minha respiração estava acelerada e meu corpo estava quente como se de repente do quarto já não estivesse na mesma temperatura agradável de antes. Eu tinha tanta vontade de me inclinar sobre ele e me esfregar como faria antes mas tinha que controlar descontando toda essa vontade reprimida em seus lábios.

Não havia mais ar e eu precisava diminuir o ritmo da minha respiração, com um suspiro desgrudei nossos lábios e fiquei ali com a testa grudada a dele respirando com dificuldade.

— Porra Bella, onde aprendeu a provocar um homem doente dessa forma? — Perguntou, abri lentamente meus olhos e dei um sorriso fraco para ele.

— Você é um bom professor. — Murmurei, ele sorriu também e então desgrudei nossas testas recuando. Seu braço voltou para onde estava e observei ele gemer de dor ao olhar para o outro que estava cortado. — Acho que você não pode forçar muito, me desculpe por... Atacar você. — falei embaraçada e com as bochechas quentes.

— Eu espero mais ataques desses quando estiver melhor. — Disse, sorri novamente me lembrando que Carlisle estava me esperando. Meu sorriso se apagou ao lembrar que o deixaria dois dias nesse total tédio, ele tinha mesmo que se enfiar em encrenca em dias próximos do baile?

— Tenho que ir. — Sussurrei, ele acenou com a cabeça e antes que eu não conseguisse me livrar daqueles olhos e voltasse para seus beijos apanhei minhas coisas e sai do quarto sem olhar para trás. Carlisle estava no estacionamento e somente sorriu para mim quando cheguei, não sabia se ele entendia dessa coisas mais meus lábios estavam um pouquinho vermelhos e inchados, e rezava para ele não saber e nem desconfiar do motivo disso.

A manhã foi corrida, foi passado o resultado das provas e para meu alívio minhas notas foram todas altas. Combinei com as garotas de chegarmos ao baile depois das 20h para não sermos as primeiras e nem as últimas, troquei rápidas palavras com Sam e sai praticamente correndo da escola para encontrar Esme na loja de vestidos.

Eu não estava animada para o baile, na hora de experimentar o vestido quase me deu vontade de dizer a Esme que festas não me deixavam ansiosa e que tudo que eu queria fazer era ir passar noite com Edward, mesmo que fosse somente para sentar no sofá e dormir seria menos pertubador que dançar com Sam e ter que sorrir a noite toda para não sair com a expressão emburrada no video ou nas fotos.

— Está perfeito! — Esme disse quando caminhei na sua frente com o vestido azul, eu achava que minhas costas estavam muito nuas mas tinha gostado dele em mim. — Está tudo bem se formos com esse? — perguntou, acenei com a cabeça e um sorriu enfeitou. — Ah querida você será a mais bonita daquelo baile, com certeza vai arrasar corações. — disse enquanto eu caminhava de volta para o vestiário para me livrar do vestido.

O resto do dia fiquei no meu quarto escolhendo a sandália que iria e ouvindo Esme marcar cabelereiro e outras coisas para mim, amanhã seria um dia cheio e cansativo, e na hora do baile com certeza eu estaria sem nenhum ânimo.

Peguei o telefone em cima da cama e respirei fundo duas vezes antes de olhar na agenda e discar os números. Isso podia ser meio idiota da minha parte e talvez ele nem gostasse da ligação mas senti vontade de ligar e aguêntaria qualquer coisa que ele dissesse.

Chamou pelo menos umas sete vezes, não que contei ou algo assim, mas ele só atendeu depois e ficou em silêncio.

— Edward? — Chamei suavemente.

— Bella? — Indagou, havia surpresa na sua voz e isso me fez morder os lábios. — Estou aliviado de não ser Esme para dizer alguma coisa e... Droga. — sussurrou soltando um gemido agoniado.

— Tudo bem? — Perguntei.

— Sim, eu imaginei que o corte iria coçar e não doer desse jeito quando eu tentasse levantar o braço. — Sussurrou, eu tinha imaginado coisa pior por isso suspirei aliviada e me sentei na cama. — E então, como vão as coisas para o baile? — perguntou.

— Bem. — Murmurei tentando parecer emplogada, o ruim era que não conseguia ser o suficiente.

— Você não gosta muito de festas né? — Perguntou.

— Não. — Suspirei, vencida. — Quer dizer, elas não me trazem boas lembranças.

— O que lhe trás boas lembranças? — Ele perguntou, queria responder que nada mas isso não era totalmente verdade, havia coisas que me deixassem com uma sensação de paz.

— Minha vida é boa Edward, tudo que tenho aqui me rende boas lembranças. — Falei, ele suspirou pesamente e eu deitei na cama imaginando como ele devia estar agora com todo aquele tédio. Aqui estava tedioso também, a animação de Esme não me contagiava mas eu devia fingir muito bem porque ela não parecia notar meu desanimo.

E então me veio a idéia de ir vê-lo, poderia passar a noite com ele e amanhã vir cedo para ir ao cabelereiro, levantei da cama imediatamente e me despedi dele dizendo que precisava fazer algumas coisas. Respirei fundo algumas vezes antes de sair do quarto para ir procurar Esme, era bom eu pensar em uma boa explicação antes de encontrá-la.

Ela estava no jardim regando suas plantas e cantarolando uma música da Mariah Carey, juntei a pouca coragem que não estava pisada ou ofuscada por tanto medo e caminhei até perto dela. Pisei em um galho e logo ela se virou para mim com um sorriso no rosto, colocou a tesoura de lado e ajustou as luvas.

— Tenho que regar essas plantas, tem feito bastante calor por aqui. — Disse, dei um sorriso e ela voltou a cortar uma flor que estava amarela e me deu as costas. Esse era o momento, tinha que pensar em algo que a convencesse.

— Esme, posso ir dormir com Edward essa noite? — Indaguei.

Eu sabia que aquilo poderia soar malicioso e que ela poderia entender errado, mas, foi tudo que consegui pensar. Edward estava ferido e frágil e mesmo sabendo que ele era um idiota tinha que estar ao lado dele ao menos para tirá-lo daquele tédio profundo.

Encarei Esme depois de segundos e encontrei seus olhos me estudando, sua testa estava franzida e ela claramente não parecia muito satisfeita com o meu pedido porque seu sorriso sumiu. Isso era consequência da vez que ela nos pegou juntos, se aquilo não tivesse acontecido, hoje eu não teria que dar explicações. Ela veria isso como um gesto inocente, não que não fosse.

— Por que quer ir pro hospital? Você sabe que amanhã é um dia cheio, não poderá estar cansada. — Disse, minhas esperanças começavam a sumir e disse para mim mesma que só ia tentar mais uma vez e que se ela não deixasse não valeria a pena insistir.

— Por favor, amanhã estarei de volta bem cedo. — Murmurei, ela suspirou e tirou de vez as luvas.

— Vá se arrumar, sairemos em meia-hora. — Falou, abri um sorriso e acenei com a cabeça. — E leve roupa para dormir, vou dar um jeito naqueles sofás.

Isso soava muito, extremamente idiota mas, eu estava feliz quando desci no estacionamento do hospital. Esme estava de ocúlos escuros e não pude olhar em seus olhos para ver se ela estava me observando ou vendo minha reação, no carro ela pareceu estar confortável então julguei que ela não estava brava por estar aqui.

Após pegarmos os crachás e sermos advertidas sobre as regras dos hospital adentramos o elevador e fomos em direção ao terceiro andar onde Edward estava. Isso seria praticamente uma surpresa o que era bom, havia chocolates na minha bolsa e se houvesse alguma oportunidade oferecia alguns para Edward.

Quarto 33, porta aberta.

Fiquei surpresa ao ver Edward sentado na cama com uma enfermeira em sua frente analisando-o delicamente, ela tapava a visão dele para porta por isso entrei e deixei minhas coisas no chão. Esme fez o mesmo e nos aproximamos da cama juntas, ele finalmente notou passos e se virou para nós com a sobrancelha arqueada.

— Olá querido. — Esme disse caminhando mais a frente, a enfermeira lhe deu espaço e ela o beijou na bochecha que não estava machucada. — Viemos passar o resto do dia. — sorriu.

— Bella? — Ele desviou os olhos dela para me chamar fazendo o sorriso no rosto da sua mãe sumir, seus olhos encontraram os meus e ele sorriu. — Estou feliz por você ter vindo. — sussurrou, abri um leve sorriso e me inclinei um pouco para frente para dar um beijo em sua bochecha. — Eu gosto do seu shorts, eles deixam suas lindas pernas de fora. — sussurrou na minha orelha, o sangue esquentou minhas bochechas e eu recuei rezando para Esme não ter notado aquilo.

Eu sabia que havia criado um clima ruim entre nós duas quando pedi para vim ver Edward, mesmo que ela estivesse sorrindo e fingindo que nada aconteceu, estava claro que ela não tinha gostado do meu pedido. Ao certo não sabia onde estava com a cabeça para lhe pedir algo como isso e não estar arrependida agora.

Tinha muito medo de que Esme ficasse brava comigo de forma que me colocasse na rua, havia limites para mim e tinha que agradá-los, mas, ela tinha me dito para ser uma verdadeira filha e uma filha pede coisas que as mães ás vezes não gostam. Não considerava Esme como mãe, nem Carlisle como pai e era impossível considerar Edward como irmão.

Eles eram minha família e tinha muito que agradecê-los, queria poder ter um amor de filha por Esme mas era impossível, ela não se parecia com minha verdadeira mãe e Carlisle estava longe de ser o desgraçado que Charlie foi.

Ela conversou com Edward e eu fiquei sentada no sofá fingindo estar interessada em um livro, mas, na verdade a única coisa que li foram duas linhas.

Quando escureceu a médica veio levar Edward para tomar banho, foram quatro enfermeiras que entraram no banheiro com e ele e isso me deixou totalmente surpresa.

Edward não era do tipo do homem que tinha quatro mulheres tocando seu corpo sem ele fazer nada, meus pensamentos voaram e quando me dei conta estava imaginando qual era a reação dele quando elas tocavam em seu membro. Totalmente confusa com esses pensamentos levantei do sofá e acompanhei Esme em direção a lanchonete, não podia ficar aqui escutando os barulhos do banheiro e pensando coisas.

Tentei distrair minha mente e pensei no baile, amanhã seria um dia insuportável, seria praticamente o dia todo tendo que forçar uma falsa animação para o baile, depois forçar a mesma animação para Sam e todos da festa, e depois forçar novamente a merda da animação para pensarem que você gostou do baile.

— O que vai querer? — Esme perguntou sentando-se na cadeira e fazendo-me emergir dos pensamentos. — Acho que podemos comer algumas besteiras, por exemplo, que tal nos lotarmos de hambúrguer e coca cola? — indagou, eu sorri e acenei com a cabeça.

Ela voltou, depois de minutos, com o refrgerante e se sentou calmamente me olhando de modo diferente, tentei disfarçar olhando para qualquer lado da lanchonete vazia mas, ela não tirou os olhos de mim.

Eu temia isso! Ela iria falar de Edward nesse momento porque haviamos dado motivos a ela no quarto, Edward também não colaborava, ele simplesmente falava das minhas pernas como se estivesse falando do tempo e mesmo que foi baixinho, Esme com certeza notou minha pele corada e o sorriso travesso dele.

— Que horas é o salão? — Perguntei, tentando começar um assunto.

— Querida, acho que está na hora de conversarmos. — Disse, engoli seco e a encarei lentamente. — Sobre você e Edward.

Depois disso fiquei completamente paralisada esperando o que poderia vir a seguir.

Notas finais
Viram que eu ando postando de 2 em 2 dias, mas depende também. Ás vezes posso postar no dia seguinte tb.
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No próximo cap:
"[..] Você nunca vai reconhecer nada que um homem faça por você. - disse, com desgosto profundo em sua voz. E após suas palavras, meu corpo gelou totalmente.
- Do que você está falando? - Eu consegui sussurrar em meio a tanta surpresa."
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Beijos!