Hello

10 Capítulo 10


Notas iniciais
Comentário e prévia no final!
A idéia do clube não agradou a todos, Edward e Jasper acabaram com os planos de Esme pois nenhum dos dois queria sair no domingo. Resumindo o clube foi cancelado o que me deixou aliviada, mas, Carlisle resolveu que iriamos sair amanhã para não ficar no domingo assistindo programações ruins na televisão.

Ao término do almoço Jasper foi escalado para ajudar com a louça, fui para a televisão já que Carlisle saiu para comprar a sobremesa. Edward deslizou no sofá oposto e direcionou seus olhos para a tela, aproveitei esse breve momento para fitá-lo. Os cabelos bagunçados e a expressão relaxada, observei um leve biquinho se formando em seus lábios enquanto ele suspirava e fechava os olhos.

Era tão impossível resistir a ele, depois do meu estupro ele foi o primeiro homem que me beijou e que me deu um orgasmo que eu nunca tinha experimentado antes. E foi glorioso e satisfatório. A única coisa errada é que eu queria mais porém minha mente estava pensando agora, naquela noite minha mente parecia estar vazia, qualquer aviso era ignorado e eu só queria me esfregar cada vez mais contra ele.

Neste momento havia vergonha em mim por tais atos, eu havia deixado-o excitado e sabia que a maioria dos estupros era quando a mulher excitava um homem e fugia depois. Eles pensavam com outra cabeça e acabavam ficando irritados a ponto de serem violentos.

Com um suspiro afundei no sofá e tentei colocar em minha mente que Edward não era esse tipo de homem. Sabia que não devia julgar todos os garotos do mundo pelo que um homem havia feito e outro havia tentado fazer, mas era invevitável, você pensava que todos que se aproximavam de você tem exatamente a mesma intenção.

Bella? Escutei a voz de Edward sussurrando meu nome, lentamente abri minhas pálpebras e o fitei mordendo meus lábios ao ver no rosto dele uma expressão preocupada. Eu não havia dito nada, ou havia? Você está bem?

Sim, eu só... suspirei parando a explicação, eu não tinha que dizer nada que fosse me comprometer. Edward suspirou parecendo conformado talvez ele estivesse se acostumando a minha falta de explicações. O que vai passar agora? indaguei mudando o assunto fazendo-o sentar-se no sofá.

Pare de fugir de mim, inferno! Falou alterado, me inclinei para trás e escutei passos na sala.

Tudo bem por aqui? Esme perguntou suavemente, olhei para Edward tentando achar nele minha salvação porém ele apenas suspirou e deu as costas para sua mãe voltando a se deitar no sofá. Por que ele tinha que ser tão difícil e deixar as coisas caírem tudo em cima de mim? Eu sei que estava provocando-o e exterminando sua paciência mas não era porque eu queria!

Está sim, tudo ótimo.

Ok, qualquer coisa me chamem. Disse, ouvi novamente os passos dela se distanciando e soltei minha respiração que estava presa. Eu queria dizer algo a Edward mas não queria que ninguém escutasse, estavamos próximos da cozinha e qualquer grito era o bastante para trazer Esme aqui.

Ele começou a mudar os canais sem me dar a oportunidade de ver o que estava passando em cada um deles, eu gostava de assistir os filmes que passavam a tarde, eles eram leves e quase sempre com finais felizes. Eu não acreditava muito em finais felizes, mas, era bom saber que pelo menos nos filmes isso acontecia.

Bella? Edward chamou novamente, dessa vez me virei imediatamente não querendo nenhum tipo de conflito que envolvessem gritos. Me desculpe. sussurrou. Aquilo teve um tom tão sensual e sincero que gemi internamente tentando não me deixar levar por aqueles olhos verdes que estavam pedindo minhas desculpas.

Tudo bem. Respondi.

Podemos conversar em outro lugar? Indagou. Tinha impressão de que se não aceitasse ele iria começar um assunto aqui mesmo sem se preocupar se Esme ou Jasper escutaria. Não queria que ninguém desconfiasse de algo por isso me levantei e caminhei para o meu quarto, Esme com certeza não iria lá.

E então? Perguntei depois que ele trancou a porta. Não tinha tanto medo de ficar sozinha com ele como no começo, agora só restava um leve receio e isso eu sabia que teria qualquer homem, até mesmo com Sam.

Bella, eu nunca lidei com nenhuma garota como você, na verdade nunca me preocupei com nenhuma delas. Suspirou. Mas, você é diferente, não é o tipo de garota que vai se apaixonar por mim depois de um só beijo, você tem receios em relação a mim e não consigo saber exatamente o que você está achando ou pensando, eu me sinto frustrado porque não consigo a explicação que quero de você. deixou seu corpo cair sentado sobre minha cama e respirou fundo. E por mais que eu tente, sua capa só cai por um minuto ou dois e logo depois você volta a ser novamente aquela pessoa distante e fria, e toda essa merda acaba comigo então... bagunçou seus cabelos e eu me aproximei um pouco mais dele ficando somente a alguns passos da cama. Me diga pelo menos algo que tenho que saber sobre você Isabella, qualquer coisa, algo que me ajude a entender o que você pensa ou acha sobre isso tudo. Porque eu realmente não entendo que merda acontece com você.

Queria poder ficar em silêncio, mas, diante da explicação que ele havia me dado eu não poderia deixá-lo sem nenhuma palavra. Edward parecia estar sendo tão sincero e sua expressão era tão dolorida que por segundos deu a impressão de que aquilo realmente o afetava. Dei um longo suspiro e me aproximei dele para deslizar os dedos por seus cabelos afagando aquela maciez e fazendo-o suspirar mais uma vez.

Meu passado é... Bastante dolorido. Confessei, seus olhos verdes encontraram-se com os meus e suas mãos encaixaram-se na minha cintura trazendo-me para o seu colo. Fechei minhas pernas em torno da sua cintura assim que me sentei em suas coxas fortes e continuei com meus dedos em seus cabelos. Edward me fitou se inclinando para frente e beijando suavemente meu queixo.

Você não gosta do seu passado? Ele indagou, neguei com a cabeça e me inclinei um pouco mais para frente deslizando meus lábios pelos seus. Você não quer falar disso com ninguém? perguntou novamente, tornei a negar e ele suspirou. Quando sentir vontade fale comigo, tudo bem? Eu desejo ser o primeiro a saber.

Tudo bem. Sussurrei.

O beijo que ele me deu no momento seguinte se resumiu em um leve roçar de lábios, me inclinei um pouco para trás segura de que se houvesse algo eu pudesse fugir. Edward não me causava tanto medo mas eu o conhecia pouco e não sabia exatamente o que esperar. Ele estava a se afastar quando empurrei um pouco sua cabeça fazendo-o voltar novamente para perto de mim, inclinei minha cabeça e tornei a colar meus lábios nos dele para saciar aquela sensação de formigamento que estava em minha língua.

Deslizei minha língua para dentro de sua boca e a encaxei suavemente com a sua, nossos lábios não se moveram, durante segundos somente nossas línguas se moviam uma contra a outra causando arrepios em minha pele corada. O beijo seguinte foi mais intenso, movi meus lábios intensamente contra os dele procurando mais naqueles beijos.

Meu controle estava indo embora como na noite passada, sentia meu corpo pedindo mais aproximação, mas me torturei me mantendo onde estava não cedendo aquele desejo convidativo e tentator. Meus dedos afagaram seus cabelos e escutei um leve gemido escapar pela boca dele e ser abafado pelos meus lábios.

Ele se afastou e colou sua testa a minha olhando em meus olhos, permancemos assim sem nenhuma palavras até o infeliz telefone tocar e Esme gritar que a ligação era pra Edward.

Edward conversou com alguém por telefone, pelo seu tom carinhoso e os apelidos parecia ser uma mulher, combinaram algo como se encontrar em frente a um estacionamento, que não prestei atenção no nome e trocaram mais algumas palavras sem sentido. Depois que colocou o telefone no gancho ele me fitou fazendo-me desviar o olhar.

Eu vou precisar sair. Ele disse, acenei com a cabeça. Posso vir aqui quando chegar? indagou, dei os ombros e ele suspirou. Tudo bem... Até mais tarde. falou com o tom frustrado, depois disso desapareu pela porta e eu respirei fundo soltando minha respiração com calma. Era tão ruim tentar ficar sem dizer nada a ele e mais ruim ainda era perder ele para qualquer outra pessoa.

POV EDWARD.

O que conseguiu? Falei assim que travei as portas do carro esperando-a falar. Hoje ela usava um dos seus vestidos curtos, típico de mulheres com o corpo cheio de curvas como o dela. Deslizou pelo banco e tirou alguns papéis de um envolpe.

Boa tarde pra você também. Disse com ironia, sorri e deixei que ela suspirasse antes de começar. Sobre o acidente, em uma cidade por mais pequena que for se você não for filha do prefeito ou alguém importante o jornal nem mesmo faz uma matéria na última página sobre você. O que eu consegui foi depoimento de um vizinho da rua de trás, já que a vizinha que morava ao lado mudou-se para Seattle dois meses depois de Isabella ter fugido de casa, o acidente é realmente verdadeiro. falou. Não consegui muita coisa, o cara era velho e não se lembrava direito mas a conversa que escutou é que os freios não estavam fucionando o que é estranho já que o pai da garota, Isabella, era mecânico.

Onde está o pai dela? Perguntei me enchendo de esperanças, eu poderia dar um belo chute no saco dele e exigir saber o porquê da Bella ter fugido de casa.

Preso. Murmurou, pisquei os olhos algumas vezes e exigi uma explicação dela arqueando uma sobrancelha. Assalto a mão armada em um mercado, foi preso com mais cinco companheiros, faz quatro meses.

Sabe em que prisão ele está?

Não, mas, posso descobrir quando for a Seattle na próxima semana. Disse, afundei o banco e peguei o envelope com o direiro que ela havia cobrado e o que ela precisaria para a viajem. Edward, isso é mesmo importante? Digo, ficar tentando descobrir o passado de uma garota?

Nos vemos em duas semanas, nesse mesmo horário e nesse mesmo local. Respondi. Com uma careta ela jogou os papéis no meu colo e se retirou do carro deixando seu perfume de morangos nele. Antes de começar a dirigir dei uma olhada no endereço e no número da casa, poderia perguntar algo a Bella mas com cuidado, não queria que ela desconfiasse que eu já sabia até mesmo o nome do pai dela.

Passei no mercado para comprar um pote de sorvete e barras de chocolate, toda garota gostava de um desses itens. Estava pensando no que exatamente dizer quando chegasse ao quarto de Bella, ela pareceu tão indiferente quanto a minha saída que me dei conta de que ela não se importava. Talvez eu estivesse acostumado com todas as garotas que demonstram fácil seus sentimentos, mas ela, nem mesmo um grande psicologo conseguiria desvendá-la. Ou talvez eu estivesse colocando os sentimentos a frente da razão.

A fila do mercado estava grande gastei mais de meia-hora para comprar tudo e finalmente sair dali, havia uma mulher dando olhadas sensuais para mim no estaciomento e eu apenas peguei o telefone dela depois de alguns minutos de conversa. O nome dela era Caroline, ela tinha vinte e dois anos e era divorciada. Não pretendia ligar pra ela hoje, talvez amanhã ou qualquer dia que eu precissasse me enterrar dentro de alguém.

Em casa Esme estava assistindo TV com Carlisle e Jasper estava no quarto jogando video-game, ele era doente por esse tipo de coisa e me perguntava se estava faltando mulheres disponíveis por aqui. Eu tinha que guardar esses envelopes rapidamente, estava conferindo as compras quando trombei com Bella saindo do meu quarto. Eu escondi os envelopes atrás de mim e ela ficou estremamente vermelha notando que eu havia pegado-a no flaga.

O que você estava fazendo no meu quarto?

FIM DO POV EDWARD.

Edward eu... Eu vim somente porque... Esme mandou. Falei vagarosamente tentando achar as palavras certas afim de que aquele sorriso torto desaparecesse do rosto dele. E eu não mexi em nada, juro, entrei apenas por cinco segundos. murmurei, Edward soltou uma risada baixa e abafada, e balançou a cabeça.

Ele cheirava a morangos, mas não era como a fruta, parecia perfume ou shampoo de cabelos de alguma mulher. Me lembrei que havia ficado praticamente a tarde toda esperando por algum sinal dele, nenhum homem podia beijar uma mulher daquele jeito e em seguida deixá-la porque a mulher com certeza ficaria como uma idiota louca por mais.

Eu tenho que ir. Sussurrei, antes que ele falasse algo que me fizesse ficar mais tempo, me inclinei para passar mas ele bloqueou a passagem. Com um suspiro olhei em seus olhos e esperei algumas palavras tentando não demonstrar expressão nenhuma. Edward, por favor...

O que? Perguntou se inclinando para perto de mim me fazendo recuar dois passos. O que aconteceu? Algumas horas atrás você estava me beijando e agora correndo novamente? indagou. Seus dedos deslizaram pelo meu ombro e depois pelo meu rosto segurando meu queixo suavemente para me fazer fitá-lo. Há algo errado?

Não. Sussurrei, porém antes que eu tivesse a chanche de dizer que queria ir embora ele roubou um beijo rápido e intenso de mim. Edward! protestei.

Eu vou no seu quarto depois que eu tomar banho, se você trancar a porta vou arrombá-la e isso não vai ser bom pra nenhum de nós dois. Disse, pisquei meus olhos algumas vezes e abaixei minha cabeça. Não estou ameaçando-a Bella, apenas não quero que corra de mim, tudo bem?

Não respondi, fiz menção de passar por ele novamente e dessa vez ele deixou. Não olhei para trás porque era bem capaz das minhas feições estarem completamente perturbadas agora. Durante a tarde havia pensando estupidamente em lhe pedir outro orgasmo, daquele mesmo modo me deixando controlar tudo, mas, depois de minutos tive vergonha de mim mesma por ter aquela idéia.

Sufoquei um gemido porque estava parecendo uma criança de cinco anos que chupou seu primeiro sorvete sozinha e queria outro constantemente. Era um grande passo para mim porém, para Edward poderia ser qualquer coisa, talvez ele fizesse apenas por diversão ou por pena. Por pena. Esse pensamento me fez desabar sobre a cama e fechar os olhos.

Quem já conviveu com o sentimento de pena o rodiando sabe que ele é algo que lhe causa vergonha, ninguém gosta de saber que alguém sente pena de você porque isso fere seriamente o orgulho. Eu nem sabia mais onde estava meu orgulho, não me importava tanto assim com ele, nas condições que vivi na minha vida não havia porquê de manter o orgulho ele só ia me machucar mais.

Não tranquei a porta, não sei ao certo se foi por medo ou porque queria que Edward estivesse ali.

O sono chegou três horas depois. Edward ainda não tinha chegado e irritada por ficar esperando-o caminhei em passos duros e entrei no banheiro. Deixei a água ficar fumegante a ponto de queimar um pouco, mas isso iria me cansar e quando eu deitasse na cama não haveria minutos para pensar, eu iria adormecer logo.

Coloquei um pijama leve, um shorts de algodão lílas e uma camiseta curta e da mesma cor, havia um ursinho estampado na frente era um pouco infantil mas para dormir não havia nada melhor.

E ele estava lá.

Sem camisa, apenas com uma bermuda larga e acima dos seus joelhos, era claramente um pijama, que me fez ofegar por alguns segundos. Abri minha boca pronta para pedir que ele se retirasse mas ao ver chocolate e sorvete sobre a cômoda fiquei surpresa. Coloquei a escova que havia levado pro banheiro de volta no armário e respirei fundo antes de falar.

Vamos tomar sorvete a essa hora? Indaguei. Não está muito calor.

As coisas podem ficar quentes Bella, não precisa exatamente ter um Sol lá fora. Disse, mais uma vez ele estava sorrindo torto como se gostasse de ver minhas bochechas pegarem fogo e se avermelhar. Isso era idiota mas era de família, minha mãe também corava quando alguém dizia algo, segundo ela, minha avó também era assim. Eramos provavelmente as mulheres mais fáceis de ler de todo o planeta.

Onde você achou? Hoje a tarde procurei sorvete, mas, Jasper já havia pegado tudo. Sussurrei caminhando lentamente em direção a cama, o clima pesado parecia ter sumido e tudo por causa daquele sorriso que estava em seu rosto.

Eu comprei, achei que você iria gostar, que garota não gosta? Indagou se inclinando para frente enquanto eu lentamente sentava em sua frente mantendo um pouco de distância. Quer que eu fique aqui novamente com você?

Se você quiser... Eu... Eu não sei. Sussurrei mordendo meus lábios.

Bella, está mesmo perguntando se um vampiro quer ficar onde tem sangue fresco e doce? Perguntou com o tom divertido, eu sorri um pouquinho e me inclinei para trás enquanto ele observava meu pescoço. Ele deveria ser realmente um vampiro, o mais lindo que eu já havia conhecido.

Ele se inclinou um pouquinho para a frente fechando a pequena distância que existia entre nós, agora minhas pernas estavam tocando as suas e os olhos dele estavam grudados nos meus mesmo que ele se movesse. Senti seus dedos deslizarem pelo rosto e suspirei, eu sabia o que viria a seguir só não sabia como fugir disso.

O sorvete vai derreter. Sussurrei enquanto ele se aproximava e ficava de joelhos para me fazer levantar a cabeça para fitá-lo. Seus dedos deslizaram pela minha pele e arrepios estremeceram meu corpo, mais uma vez ele estava acabando com minhas vontades de fugir, Edward já sabia como me manipular para estar a mercê de suas vontades.

Bella, quero tentar uma coisa. Disse pousando sua mão em minha cintura me trazendo pra mais perto. Mas você tem que prometer que vai confiar em mim, não quero e nem vou machucar você, posso parar quando você quiser só preciso que confia em mim. Murmurou. Você confia?

Aqui estava o problema, confiança era uma das coisas mais difíceis para mim. Confiar em alguém era complicado ainda mais em um homem que está sozinho no mesmo quarto que você perguntando se pode fazer algo. Não sabia ao certo o que responder, eu tinha o pensamento que Edward não iria me machucar, mas, era difícil acreditar nele.

Edward, eu não sei se podemos. Falei, mesmo não tendo idéia do que ele estava querendo fazer. Me afastei um pouco mas logo os braços fortes dele enlaçaram minha cintura e ele me puxou para si.

Bella, não sou capaz de machucá-la, não vou passar dos limites, quero apenas um pouquinho de você. Por favor. Sussurrou, queria negar a ele mas pedindo dessa forma não consegui ter outra reação a não ser amolecer em seus braços. Isso era um sim mesmo não sabendo o que ele pretendia fazer comigo.

Suavemente ele segurou minha cintura e girou seu corpo me colocando deitada no centro da cama, minha cabeça afundou no travesseiro macio e o fitei sem entender. Edward estava com aquela expressão calma no rosto e desejei que a minha fosse a mesma já que por dentro eu estava totalmente receosa e com medo de que aquilo não pudusse acabar bem.

Ele apanhou o sorvete em cima da cômoda e pegou um pedaço do chocolte enfiando-o dentro do sorteve, se posicionou ao meu lado, sem nunca se colocar sobre mim, e trouxe o chocolate até meus lábios fazendo-me abrir a boca e lamber meus lábios após mastigar o chocolte. Edward fez novamente, me alimentando e me relaxando ao mesmo tempo, deixá-lo assumir o controle não estava sendo tão desconfortável afinal.

Um barulho na janela atraiu minha atenção, havia sido somente o vento e quando me voltei senti lábios quentes e macios colar-se aos meus. Um beijo gelado foi o que veio depois, a língua dele estava com gosto de sorvete e senti uma enorme vontade de sugá-la para sentir mais daquele gosto. Me inclinei um pouco para cima e apanhei sua língua entre meus lábios sugando-a devagar, Edward respirou com dificuldade e em seguida caiu por cima de mim fazendo minha boca se desgrudar da sua.

Bella... Ele gemeu protestando quando notou que eu estava tentando fugir dos beijos. Não aguêntei ver a careta de dor que se formou em seu rosto e me levantei fazendo-o deitar onde eu estava.

Me deixe... Fazer assim. Sussurrei, com receio deslizei para cima dele e sentei em sua barriga fazendo-o arquear uma sobrancelha. Era desse jeito que eu me sentia segura, com ele em cima de mim qualquer coisa que eu estivesse sentindo acabava. Me inclinei para baixo e segurei meus cabelos enquanto voltava a beijá-lo caçando loucamente sua língua.

As mãos dele deslizaram pelas minhas costas enquanto nossos lábios se moviam descontroladamente e o beijo ficava cada vez mais ofegante, eu não tinha idéia de como havia chegado a esse ponto com Edward, mas aqui estava eu deitada sobre ele beijando-o intensamente sem me arrepender nenhum pouco disso.

Ele me levantou um pouco interrompendo nosso beijo, o fitei enquanto os dedos dele se enfiavam no meio de nós e deslizavam pela minha barriga, minha respiração acelerou e Edward sorriu calmamente voltando a colar seus lábios aos meus. Esqueci de seus dedos e apoei minhas mãos no travesseiro afogando um gemido que estava ameaçando sair pela minha garganta.

Seus dedos deslizaram por cima do meu shorts indo em direção ao centro das minhas pernas e imediatamente recuei, ali era onde só eu podia tocar, da última vez que alguém havia chegado perto dali a dor tinha sido absurda, não queria correr o risco de passá-la novamente.

Tentei me soltar e desgrudar nossos lábios, mas, ele não deixou, Edward segurou firmamente minhas costas com uma mão só mantendo a outra paralisada no cós do shorts.

Você prometeu que iria confiar em mim. Sussurrou contra meus lábios me fazendo gemer em prostesto. Se não gostar, não vou insistir. Apenas quero que sinta primeiro para depois protestar, tudo bem? indagou, respirei fundo e olhei em seus olhos sentindo-me desnumblada por eles. Levanta a cintura um pouco. pediu, fiz como ele disse prendendo minha respiração enquanto os dedos dele deslizavam em direção ao meu sexo. Podia ser que não fosse tão dolorido e se fosse, seria o preço que eu teria que pagar por confiar em alguém que não devia.

Fiquei olhando em seus olhos pronta para arrumar uma desculpa e fugir, mas, Edward se manteve calmo e sem pressa. Mordi meus lábios quando seus dedos deslizaram por cima do meu sexo. Meu corpo estremeu e se iniciou aquela formigação no meu ventre, abri minha boca querendo pronuciar algo mas não saiu nada, então, novamente seus dedos tocaram meu sexo e mesmo que ele estivesse coberto pelo shorts e pela calcinha eu podia sentir os movimentos dele por cima dos dois tecidos finos.

Edward. Gemi quando ele começou a circular aquela região com os dedos fazendo minha pele se arrepiar totalmente, a formigação havia aumentado e a pressão dos seus dedos continuava a mesma, Edward prosseguia acaríciando devagar sem nenhuma alteração em seus movimentos, era como se ele não quissesse me assustar ou algo parecido.

Em algum momento fechei meus olhos e mordi meus lábios para evitar que gemidos ecoassem por todo o quarto e consequentemente fossem escutados lá fora, eu não sabia se todos já estavam dormindo.

Abra os olhos. Ele murmurou, seus dedos ainda estavam com a mesma velocidade e meu corpo já começava a pedir por mais. Sem saber exatamente como agir experimentei me esfregar contra seus dedos, a sensação foi empolgante e fiz novamente. Você quer mais rápido, não é? sussurrou, seus dedos se moveram com mais agilidade no segundo seguinte e um gemido escapou pelos meus lábios seguido de vários outros que sairam sem minha permissão. Você gosta assim? Me responda, diga se isso esquenta você, diga se molha você totalmente por dentro...

Edward! Gemi alto demais enquanto a velocidade aumentava. Sim, eu... Oh! Sim. murmurei ofegando e movendo minha cintura sobre seus dedos que investiam cada vez mais rápido em meu sexo. Aquela sensação forte e relaxante estava chegando outra vez e eu não tinha mais controle sobre o meu corpo e mente, meus gemidos estavam altos demais e só pensava em mais já que meu corpo estava implorando por um orgasmo.

Vem Bella, eu quero vê-la molhar esse shorts todo, faça isso, goze querida. Ordenou sussurrando na minha orelha, ele estava acaríciando rápido demais e meu corpo o acompanhava, minha cintura rebolava se mexendo contra ele e sentia minha calcinha molhando enquanto meu corpo pegava fogo.

Gritei e me contorci loucamente quando meu orgasmo chegou, meu corpo todo estremeceu e a sensação de estar molhada aumentou ainda mais. Todos meu ossos pareciam ter sido relaxados e em seguida veio aquele cansaço e tombei em cima de Edward com a respiração ofegante e sentindo o centro das minhas pernas ensopado.

Minha pele estava vermelha de vergonha, mas, ao mesmo tempo estava quase pulando de felicidade. Havia sido meu segundo orgasmo, agora com seus dedos e ele não havia feito nada para me machucar ou algo parecido, cada vez mais eu me convencia de que Edward não queria me machucar e isso estava me ajudando a ficar com ele sem ter nenhum ataque de pânico.

Neste momento não queria sair de cima dele porém precisava me limpar e tirar esse shorts e a calcinha já que ambos estavam molhados. Lentamente me levantei sentindo minhas pernas bambas, Edward estava com os olhos fechados e os abriu arqueando a sobrancelha como uma pergunta.

Preciso... Ir ao banheiro. Falei, ele acenou com a cabeça e se levantou também. Por segundos tive a sensação ruim de que ele iria embora, então, depois que peguei tudo que precisava parei na porta do banheiro e me voltei. Edward, se você quiser ficar... Eu... Não me importo. murmurei mordendo os lábios, totalmente insegura.

Eu não sou capaz de deixá-la depois disso. Disse, com um sorriso sincero eu entrei no banheiro e me olhei no espelho. Tranquei bem a porta antes de dar um pulinho de alegria, afinal eu podia ser normal, se eu havia conseguido dois orgasmos eu era capaz de conseguir muito mais. Edward estava sendo paciente comigo sem querer nada em troca, e era exatamente o tipo de homem que eu precisava.

Fiquei no banheiro tempo suficiente para conseguir me recuperar dos pensamentos que estavam poluindo minha mente, me pegava mordendo os lábios ao lembrar de como era gostoso ter um orgasmo. Agora eu sabia porque as garotas falavam de sexo o dia todo, se os homens delas fossem tão bons quanto Edward elas teriam enormes motivos para falar a qualquer momento.

Depois que prendi meus cabelos em um coque mal feito sai do banheiro, não o encontrei em nenhum lugar do meu quarto e lambi meus lábios tentando me convencer de que ele podia sair quando quissesse, ele só não devia ter me dito que iria ficar. Assim que me sentei na cama observei que o sorvete havia desaparecido, segundos depois ele entrou no quarto porém dessa vez ele estava com uma camisa.

Se eu deixasse aqui, amanhã estaria estragado. Disse, acenei com a cabeça e me enfiei debaixo do cobertor virando de costas para ele. A luz foi apagada e o abajur iluminou o ambiente, eu podia escutar seus passos pelo quarto e logo depois ele se deitou ao meu lado desligando o abajur e escurecendo tudo.

A lua estava brilhante por isso havia alguma claridade vinda da janela e das luzes da rua, porém, eu ainda continuava sem coragem para me virar para ele. Era meio idiota ter vergonha do homem que havia lhe dado dois orgasmos, mas não era fácil para mim encarar as coisas desse jeito.

Seus dedos deslizaram pela minha cintura e seu braço se pôs em volta dela puxado-me de encontro a ele, seu rosto descansou em meu pescoço e saua respiração pesada e morna estava batendo de encontro a minha bochecha. Edward não se aproximou tanto da minha cintura então pude respirar normalmente e fechar meus olhos esperando pelo sono.

O que aconteceu com seus pais? Edward perguntou, aquela pergunta me fez abrir os olhos e me revirar inquieta. Bella, me responda, você sabe que pode contar comigo para algo além de prazeres sexuais. disse, sua voz não estava carinhosa, era como uma acusação e eu sabia que a conversa de que eu o usava começaria novamente.

Minha mãe morreu. Eu disse rapidamente, o caso dos meus pais era algo que qualquer pessoa poderia saber diferente do meu estupro. Meu pai não teve condições de me criar e uma amiga dele me levou para um orfanato. falei, durante minha fala tentei não deixar minha voz quebrar, mas, ela não saiu totalmente sem emoção, ainda havia uma pontada de tristeza nasminhas palavras.

Seu pai não tinha um trabalho? Perguntou, agora estava estava começando cutucar minha ferida e isso iria começar a doer, com um suspiro fechei meus olhos e fiquei calada por alguns segundos desejando afastar as memórias que ameçavam começar a perturbar meus pensamentos. Bella?

Eu não quero falar sobre isso. Respondi, ríspida.

Você sabe que isso não cura sozinho não é? Que é você que tem costurar a ferida se não quiser que ela sangre. Sussurrou, acenei com a cabeça porque eu realmente sabia que as pessoas ao certo não se importavam, rasgar a si mesma era melhor do que sentir as outras pessoas lhe machucando. Você é difícil mesmo de contar algo. disse supirando logo depois.

Depois de alguns segundos de silêncio suas mãos me puxaram para mais perto dele e Edward beijou meu pescoço parecendo finalmente querer dormir. Seu calor era confortante e não fiquei muito tempo com os olhos abertos, o sono veio logo e eu não lutei contra ele, a noite de hoje havia me cansado prazeirosamente e era bom dormir agora.

Frio. Foi tudo que senti quando abri meus olhos, a escuridão não me deixava enxergar muita coisas, mas, eu tinha certeza de que não estava mais nos braços quentes de Edward. Onde eu estava afinal? Levantei do lugar duro onde estava dormindo e observei em volta tentando achar algum ponto de luz para seguir.

Comecei a caminhar até escutar vozes, eram vozes masculinas e isso me encheu de medo. Rapidamente comecei a buscar no lugar uma saída, e finalmente encontrei um lugar onde entrei. Ainda continuava frio e as vozes aumentavam, não tinha exatamente para onde correr porque o chão parecia um pouco escorregadio.

Charlie está em casa? Perguntou, eu reconheceria aquela voz em qualquer lugar do mundo, uma voz grongue que soava como se estivesse cansada mas como se no fundo dela houvesse crueldade e impiedade.

Eu não queria que aquilo acontecesse novamente, ninguém tinha idéia do quanto aquilo iria me matar por dentro se acontecesse da segunda vez. Com a respiração ofegante e o coração aos pulos comecei a correr desesperadamente, o chão estava me fazendo escorregar mas eu não podia parar porque ele estava logo atrás de mim, quase me alcançando.

Algo agarrou as minhas pernas e isso me fez desabar no chão batendo minha barriga contra algo molhado, quem segurou minhas pernas sumiu, mas as mãos que me puxaram pela cintura eram bem conhecidas. Brutas e asquerosas, e a voz que gritava para que eu não me mexesse me chamando de vadia como se eu estivesse gostando daquilo. Deus! Iria começar novamente!

Tentei me mexer, mas, naquele momento era como se todas minhas forças tivessem sumido, nenhum movimento, nenhum grito e nenhum pedido era o bastante. Novamente sentia o frio nas minhas nadêgas e eu tentava sair dali, mas, o corpo dele era pesado e suas mãos eram fortes demais para que eu conseguisse escapar.

Por favor, eu não quero ser estuprada novamente. Gritei, meu rosto bateu de encontro ao molhado e as lágrimas começaram a descer, a minha primeira reação era chorar, mesmo sabendo que as lágrimas não ajudariam em nada, somente aumentariam o gosto ruim na minha boca. O gosto tinha o sabor da frustração, da derrota e da dor que viria a seguir.

Meus cabelos foram puxados brutalmente como antes, por algum motivo ele devia sentir prazer nisso, era a forma que ele encontrava para fazer meu corpo se arquear para que ele pudesse me rasgar sem piedade. Por que ele não escutava meus gritos? Ele parecia ser surdo ou cego para não notar quanta dor iria me causar.

Ele devia ser muito sádico ou talvez fosse louco, era amigo de Charlie e não sabia o que esperar. Amigo de Charlie, amigo de quem devia estar me protegendo e que se nesse momento deveria estar em qualquer buteco sem se importar se sua filha estava bem.

Me afogando nas lágrimas senti seu membro encostar em mim, a tortura iria começar e não havia ninguém para me salvar. Ninguém.

Bella? Uma voz diferente chamou, de repente tudo começou a desaparecer menos o desespero que estava me deixando completamente inqueita. Bella, calma. Edward sussurrou. Edward! Oh meu Deus! Era somente Edward. Lentamente abri meus olhos e constatei que estava no meu quarto, a luz do abajur estava ligada e não havia nenhum sinal dele.

Oh, me desculpe. Sussurrei passando a mão pelo meu rosto, eu estava trêmula e suando frio, mas, era aliviante saber que só tinha sido mais um pesadelo, nada foi real. Nada.

Tudo bem? Ele perguntou, assenti e observei ele se mover me puxando para perto dele, dessa vez ele me manteve de frente pra ele. Meu rosto colou ao seu peito e eu senti uma estranha vontade de chorar. Quando estava triste e alguém me consolava de alguma forma, a vontade de chorar ficava ainda maior. Calma amor, eu estou aqui, somente eu. disse, me convenci disso aos poucos e me esquentei em seus braços e em baixo do cobertor deixando aquela sensação de estar gelada passar.

Havia sim alguém pra me salvar, tinha Edward e eu podia dormir em paz.

Alguém fez um barulho tremendo que me fez abrir os olhos assustada, Edward se moveu ao meu lado e eu esfreguei os olhos para saber da onde vinha o barulho. Estava claro, havia amanhecido. Meus olhos correram pelo quarto e pararam na porta e tive uma grande surpresa.

Jasper estava lá paralisado e com a roupa da escola. Ele parecia surpreso, sem jeito e ao mesmo tempo furioso. Meu rosto queimou ao notar que ele podia estar pensando qualquer coisa, menos a verdade.

Você está atrasada, vamos sair em vinte minutos. Falou batendo a porta logo em seguida, olhei para o relógio e saltei ao notar que estava atrasada para a escola. O que havia acontecido? Onde estava meu celular? E o pior de tudo, o que Jasper contaria lá em baixo?

Notas finais
Muito obrigada pelos comentários, eu não os respondo mas leio todos, ok? Só não sou muito de conversa, KKKK desculpem.
Enfim, mais um capítulo. Minhas aulas voltaram com força total, mas como a fanfic já tem bastante escrito é só vir e postar.
- Prévia do próximo cáp:
"- Então, nós vemos no sábado bem cedo. - A voz de Edward disse, a mulher sussurrou algo mas não consegui escutar, só depois o escutei bufar. - A Bella não fala muito sobre isso, é difícil arrancar algo dela, mas, posso saber se o pai dela batia nela, de um drogado pode ser esperar tudo. - falou.
Era sobre mim! A investigadora estava investigando sobre mim! Eu era seu alvo e meu passado era seu assunto! Meu corpo inteiro gelou e minhas mãos tremeram enquanto eu tentava controlar a minha parte nervosa. Eu poderia ficar quieta aqui e não dizer nada, mas, minhas pernas estavam formigando, então, como um cão raivoso eu joguei o copo no chão e chutei a porta. Isso fez a conversa cessar."