Hell-a

23 “Senhor Max”


Notas iniciais
Hey people WAZUP?! Dessa vez eu demorei de propósito hehe' pra dar aquele ar de curiosidade sab'?
Boa Sorte para vocês.

Sim, eu deveria ter ficado na minha... bom, o que eu vi, quer dizer, ouvi, mas deu para entender tudo, foi:

— AH, pára! – disse uma voz feminina.

— Que foi, Daisy? – respondeu uma voz forte masculina.

— Vamos para um lugar mais reservado HUH? – disse a voz da mulher.

-Onde?! – perguntou o homem (eu tinha uma leve impressão que conhecia aquela voz).

— Vamos procurar um quarto ainda, né? – disse ela, melosa.

— Ainda vamos? – disse ele, impaciente (Alguém me diz de onde eu conheço a voz desse guri?)

— Mal me conheceu e já está assim, senhor Max? – disse ela, pronunciando “Max” lentamente.

“Senhor Max”... Eu não sentia o chão sob meus pés, minha cabeça ardia levemente, meus olhos embaçavam um pouco, ao ponto de após ouvir aquele nome sob aquela voz, eu apenas esperei o casal se afastar um pouco e corri para a suíte onde Catti tomava banho.

E assim, um tanto atordoada eu juntei todas as minhas coisas da melhor maneira que eu pude, tentei escrever um bilhete pra Catti dizendo que eu precisava sair dali, mas a tentativa foi em vão. Grandes gotas rolavam e caiam da minha face e acabaram por molhar todo o papel em minhas mãos.

“Senhor Max” ... Assim que eu terminei de ajeitar do melhor jeito minhas malas, a Catti saiu já vestida do quarto e me olhou perplexa:

— Greene, o que houve? – disse ela, finalizando o penteado de seu cabelo.

— Nada! – eu disse com a voz trêmula, “Senhor Max” ecoava em minha cabeça.

— Como nada?! Você está ao lado das suas malas, seu rosto está coberto de lágrimas e você não é de chorar por pouco, assim como esse papel aí, e seu olhar parece frio e distante... – a voz de Catti começava a se estrangular – O que aconteceu Greene, pelo amor de Deus?

— Nada eu já disse! Por favor, me deixe OK? – respondi encarando o chão, “Senhor Max” pesava sobre mim como pesa a consciência.

— Greene... mas... te deixar ir pra onde?! Por que?! O QUE É QUE ACONTECEU, GREENE?! – perguntava ela, as lágrimas só faziam escorrer por meu rosto.

— Preciso ir embora daqui! – disse, soluçando levemente – Agora!

— Porque o que tá havendo?! Onde quer ir?! – Catti tentava me fazer olhar pra ela, mas eu desviava. – Vamos diga, eu vou com você onde estiver ao nosso alcance... Por favor, Greene, me conte, vai, olhe em meus olhos e diga o que você quer, por favor, hein? Eu prometo levá-la!

— Só quero sair daqui o mais rápido possível! – disse arrastando minhas malas para fora do corredor.

A Catti falava comigo enquanto andávamos, mas eu não estava prestando atenção em nada do que ela dizia, apenas ouvia repetidas vezes: “Senhor Max”, “Vamos procurar um quarto!”, “Senhor Max”, “um quarto”... “um quarto”, “Senhor Max”, “Senhor Max”... Aquela voz melosa, ambos falando baixo, emanando desejo, eles estavam desejando um ao outro, meu amor, meu Max, desejando aquelas garota que eu mal consegui ver o rosto, AH...

— GREENE, PÁRA, O QUE FOI QUE HOUVE, O QUE VOCÊ VIU... OUVIU, SEI LÁ?! – gritava Catti, desesperada.

— Eu vi o Max com uma mulher, Catti... – eu disse, e aquilo dito por mim, conseguiu me deixar ainda mais triste.

— Como assim, Greene?! – disse Catti, procurando com seus olhos os meus olhos.

— O MAX ESTAVA PROCURANDO UM QUARTO PRA TRANSAR COM UMA GURIA, CATTI... – eu gritei, com minha voz estrangulada e totalmente embargada. – ENTENDE, O MAX! – “Senhor Max” dançava sobre minha mente anuviada.

— Isso deve ser mentira, você não deve ter visto direito e... – Catti falava rápido.

— DROGA CATERINNE, ERA O MAX SIM, E SIM, ERA UMA DAS FIGURANTES COM ELE... – eu gritei um pouco mais alto. – Eu vi, eu vi... – cochichei.

— Isso tá me cheirando a mal entendido! – disse Catti, assustada.

— EU VI, EU OUVI E EU SEI QUE ERA ELE! – gritei novamente.

“Senhor Max”, “Senhor Max” “Senhor Max”, “Senhor Max”...

Catti estacou no corredor, foi aí que vi que ela também havia trazido suas malas até a metade do corredor, alguns metros distante da gente:

— E onde você vai, agora? – perguntou ela.

— Sei lá, só preciso sair daqui! – disse eu, as lágrimas embaçando meus olhos.

— Mas calma Greene, pensa: ainda tem a festa e etc, pensa nisso e... – ela tentava me convencer a ficar.

“Senhor Max”, “Senhor Max” “Senhor Max”, “Senhor Max”...

- SERÁ QUE VOCÊ AINDA NÃO PERCEBEU QUE ESSA NÃO É VIDA PRA GENTE?! – eu gritava com todo o ar do meu pulmão. – QUANDO SERÁ QUE VOCÊ VERÁ QUE PRA ELES A GENTE NÃO PASSA DE CRIANÇAS... ANDA, VAI LÁ ATRÁS DO RONNIE E VOCÊ VERÁ QUE ELE ESTARÁ LÁ COM OUTRA FIGURANTE E ASSIM SEMPRE SERÁ...

- Greene, pára com isso! Venha, vamos para nossa suíte, por favor! — ela tentava me ajudar, mas lágrimas começavam a escorrer de seu rosto.

- Eu já disse que vou embora daqui, Caterinne! – eu disse, seca.

- Greene, não faz isso!

- O que está acontecendo aqui?! – perguntou Jacky, vindo da parte externa do castelo.

- NADA! – gritei com ele.

- Já vi que tem alguma coisa aí e erm... porque vocês estão com suas malas?

- A Greene quer ir embora! – disse Catti, olhando para Jacky desesperada.

- Faz o seguinte então, fica por aí! – eu disse, dando as costas para eles dois. – E por favor cuidem da minha mala!

- Greene, não, fica aqui com a gente! – tentou argumentar Jacky.

- Não, não consigo Jacky! – eu disse, embaraçada. – Até algum dia!

- Greene, você não vai! – falou Catti, apreensiva.

- Tem um táxi ali e é meu! – disse eu, tentando limpar as lágrimas nas costas das mãos.

Comecei a me afastar de Jacky e Catti, o táxi já havia parado. Entrei e fiz questão de nem olhar para trás:

- Senhor, me leve para longe daqui e o mais rápido possível! – eu disse para o taxista.

“Senhor Max”, “Senhor Max” “Senhor Max”, “Senhor Max”...

Greene’s POV OFF

Notas finais
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