Hell-a
32 Se há resto de chá, alguém vai dormir no sofá
Notas iniciais
E que miséria de comentários é esse eim?!
Eu to sentindo falta pô!
Depois que toda a fofura passou só o que sobrou foram cobertas e travesseiros sujos. O chá, mesmo sendo apenas uma xícara dele, se espalhou pela cama de um jeito que conseguiu sujá-la desde os lençóis até o colchão. Os quatro tentaram limpar, mas não houve jeito e logo tiveram que chamar o gerente:
- Então, é Sr. Sullivan né?! Bem.. então... eu fui levar chá pra menina, mas nós acabamos derrubando tudo... – disse Max, envergonhado pela sujeira. – E como a gente conseguiu sujar!
- Nos desculpe, Sr. Sullivan... Realmente não foi a intenção... – dizia Greene, também envergonhada.
- OK, mas vocês não se machucaram não né?! – perguntou o Sullivan.
- Não, só esquentou um pouco nossos pés, mas nem queimou, não. – disse Max.
- AH, que bom! Bem, quanto aos cobertores e o colchão sujos, sinto lhes dizer mais não poderei trazer outros... Posso levar esses pra lavanderia, mas não tem como fornecer novos, não essa noite... – disse Sullivan, pesaroso.
- AH, isso é uma espécie de multa? – perguntou Ronnie.
- Não, não... É que hoje, e excepcionalmente hoje, o hotel está superlotado e não tem como eu trocar as roupas de cama de vocês... – justificava-se um encabulado Sullivan.
- AH sim, entendemos! – disse Max.
- Mas com certeza, consigo trazer outros limpos amanhã, OK? – disse Sullivan.
- Acho que sim, né?! – perguntou Catti, olhando para os outros três, ao que eles concordaram.
- A gente dá um jeito sim, Sr. Sullivan! – garantiu Greene.
- Muito obrigado! Nós já estamos providenciando mais desse tipo de coisa, é que hoje este hotel, bem... nós nunca o vimos tão cheio. – disse Sullivan, ajeitando seu crachá.
- Não se preocupe, Sr. Sullivan! – disse Max, batendo levemente no ombro do gerente.
- Amanhã os trago sem falta! – prometeu Sullivan, dirigindo-se para a porta do flat.
- A gente já agradece! – disse Ronnie, fechando a porta. – É, pelo jeito ou alguns de nós dorme na sala e no frio, ou todos dormimos juntos!
- E dá?! – perguntou Catti, surpresa.
- Posso dormir aqui na sala sem problemas! – disse Max.
- Eu também! – disse Ronnie. – Opa, visto blusas de frio e me encolho ali no sofá e já era!
- Mas aí seria injusto! Uma de nós tem que dormir aqui, e um dos meninos dorme no quarto! – disse Greene, procurando uma saída.
- Você, senhorita EstouDoenteENãoLigo pode dormir lá no seu canto da cama lá no quarto, OK? – disse Catti, cuidadosa.
- É verdade! Droga de doença! – irritou-se Greene.
- Caaaara, por que é que estamos discutindo quem é que dorme onde? – dizia Ronnie após voltar de sua rápida ida ao quarto. – Aquilo é uma king size, meus caros!
- HAHAHAHA’ isso é verdade! – disse Max, rindo – Cabe a gente, mais todo o ETF e FIR juntinhos!
- OK, então todos dormem lá! – disse Greene. – Max, me desculpe, acabei sujando sua pantufa de lagartos... – disse ela, um tanto desapontada, segurando o par de pantufas.
- AH, imagine! Foi por uma boa causa! – disse Max, dando um beijo no rosto de Greene, que sorriu, encabulada.
- Vou lá ver as cobertas, OK? – disse Catti.
- Vou contigo! – disse Ronnie.
- Vão demorar mais do que se fossem simples cobertas... – comentou Max, em voz baixa.
- Até parece que eu ia ficar aí de vela! – disse Ronnie já no quarto.
- Esses dois! – disse Max. – Greene, você está melhor mesmo?! – perguntou ele, preocupado.
- Sim, estou bem melhor! – disse Greene, sorrindo.
- Tá, eu sei que eu fui o remédio pra sua cura! Tá, pode falar na minha cara, eu aguento. – dizia ele, presunçoso.
- Meio a meio, né?! O remédio tem o composto pra melhorar, mas você foi um, digamos, acelerador! – disse Greene, dando um selinho nela.
- Diga pra mim que não vai mais gritar comigo daquele jeito? Ou deixar de acreditar em mim quando eu disser as coisas olhando nos seus olhos? – perguntou Max, sério.
- Eu sempre vou acreditar em você... na verdade, uma parte de mim me dizia que era mentira, mas a parte que tinha “ouvido e visto” falou mais alto! – disse Greene, baixando a cabeça.
- Hey, olha pra mim! – disse Max, levantando o rosto de Greene. – Já passou, OK?
- Ainda bem! – disse Greene, aliviada.
- Sim... – disse Max, olhando para Greene em seus olhos.
- Então gente, cabe todo mundo lá... – disse Catti, vindo do quarto para a sala – A única coisa que não dá pra negociar muito bem são as cobertas, que tipo, a gente não pode se mexer muito... de resto, tá tudo OK!
- Claro, que cabe todo mundo lá, né Catti?! – disse Greene, balançando a cabeça e rindo.
- Calma! Tinha ido confirmar, só! – disse Catti, rindo também.
- AH tá, vamos fingir que a gente acredita nessa... caham... caham... né Sr. Radke – disse Max, com uma piscadela.
- Eu?! O que é que eu tenho a ver com isso? – perguntou Ronnie, fingindo não saber de nada.
- Nada... nada... – disse Greene, rindo junto com Max.
- Ficam rindo aí! – disse Ronnie. – O que é que tinha no teu remédio, Greene?!
- Extrato de Maxwellis greenis e bem concentrado — disse Catti.
- Nossa, Catti! Morre depois dessa, OK? – disse Greene, dando um pedala na testa da Catti.
- Hey, quem você pensa que é pra me dar um pedale, guria? – Catti disse. – Só não te dou outro de volta, por que você está doente, senão...
- AH que medo! – disse Greene, irônica.
- Vem cá, sua pirralha! – disse Catti, correndo atrás de Greene.
As duas correram pelo flat, até que foram parar no quarto e Greene subiu em cima da cama tentando fugir de Catti, mas ela lhe deu uma “rasteira” e a fez cair na cama, cobrindo-a de cócegas:
- AFFZ Catti, não se pode brincar contigo, hein? – disse Greene, rindo – Sempre acabo levando!
- AH, mentirosa! – disse Catti.
- AH, preciso te dizer uma coisa, aliás, pedir uma coisa... – disse Greene, sentando-se na cama, assumindo um olhar sério.
- Vamos lá! Diga... – disse Catti, um tanto preocupada com o olhar de Greene e, principalmente, pelo que ela queria te dizer, pedir...
Catti’s POV
É certo que essa Greene me dá um trabalho do caramba, sabe?!
Fuça nas minhas coisas; grita nas horas mais improváveis; some do nada; me deixa louca procurando-a e depois fica doente e me deixa mais tensa do que nunca, mas também é certo que ela é uma amiga e tanto...
Esse olhar que ela me dirigiu está indecifrável, mas espero de coração que ela tenha entendido que tudo o que fiz, se por acaso a magoou, foi por seu bem...
Catti’s POV OFF
– Então, Catti... – disse Greene – Erm... eu queria te pedir desculpas... primeiro, por sair daquele jeito sem te dar explicações... segundo, por sumir e deixar você doida atrás de mim e terceiro, isso já é um agradecimento... muito obrigada por cuidar de mim! Obrigada mesmo! – disse ela, desviando o olhar da amiga.
– Sabe que nem precisava ter pedido desculpas, né?! Porque elas já estão desculpadas, a partir do momento em que tudo foi um completo engano... e quanto ao agradecimento... eu sempre vou cuidar de você, Greene! – disse Catti, procurando olhá-la nos olhos.
– Mas, é que... bem... obrigada por entender... – disse Greene.
– Greene, Greene! – disse Catti. – Dá aqui um abraço!
– Oba, eu também quero! – disse Max, pulando na cama onde as meninas estavam, assim como o fez Ronnie.
– Eu também! – disse Ronnie.
– Abraço coletivo, Uhuuull! – disse Greene.
Todos se abraçavam, até que surgiram umas pergunta de Catti que surpreendeu a todos:
– Será que isso algum dia vai sair das nossas mentes? Será que vocês, Ronnie e Max, esquecerão da gente num tour qualquer? – perguntou ela, se soltando do abraço e se isolando de um lado da cama.
– Mas é claro que não! – disse Greene, parando de sorrir. – Bem... eu nunca me esquecerei de você... aliás... de nenhum de vocês!
– Nem a gente se esquecerá de vocês, por milhões e milhões de tours que ainda tivermos pela frente... – disse Max, franzindo a testa. – Por que essa pergunta?!
– Sei lá... vocês esqueceram-se da gente nas gravações, pensei que nas centenas de coisas que vocês fazem, esquecer da gente seria a coisa mais fácil... – disse ela. A tristeza repentina era visível em seus olhos, Greene parecia sentir a mesma coisa.
– Catti, olha pra mim! Você acha mesmo que eu seria capaz de esquecer você? Cara, vocês hospedaram a gente aqui, no flat de vocês, sem muitas perguntas... nem pensaram no que aconteceria depois... e AH, neste pouco tempo eu sei o quanto adoro vocês! – desabafou Ronnie.
– Isso é verdade! O que vocês fizeram pela gente, e continuam fazendo, porque até agora ninguém soube de vocês que estamos aqui, é impagável – disse Max, tentando espantar a tristeza no olhar delas.
– Erm... disso a gente sabe... O problema é daqui pra frente... – disse Greene, olhando pela primeira vez naquela conversa, nos olhos de Max.
– Vamos viver o agora? – perguntou Ronnie.
– E só para que vocês saibam... mesmo no futuro, nós nunca esqueceremos de vocês... afinal, brasileiras não são assim tão fáceis de se esquecer, vamos combinar né?! – disse Max, piscando.
– Você não se emenda né, Perv Minded? – perguntou Ronnie. – E pior, desta vez ele tem razão...
– HAHAHA’ cada uma! – disse Greene.
– É a pura verdade! – disse Max, dando de ombros.
– Mas uma verdade maior ainda é que a gente se lembrará de vocês sempre... – disse Ronnie.
– OK, então – disseram Catti e Greene.
– Então, quem dorme onde, será que eu posso saber? – disse Max, coçando o nariz.
– Erm... as meninas no meio, eu e você nas pontas... Pode ser? – perguntou Ronnie.
– Por quê? – perguntou Max.
– Tive uma ideia, vem cá! – disse Ronnie, saindo do quarto e indo até o banheiro, seguido por Max.
– Olha lá o que vocês estão aprontando hein... – advertiu Greene.
– Nada não! – gritou Max.
– Então cara, que tal amanhã a gente fazer um café da manhã para as meninas? – disse Ronnie.
– Boa ideia! Aí elas esquecem essa parada aí, né?! Pensar que a gente não vai lembrar delas... besteira! – disse Max.
– To até pensando numa coisa, mas isso é entre mim e a Catti! – disse Ronnie.
– Depois o Perv sou eu, né?! – disse Max, zoando o amigo.
– Não é nada disso, Max! Bem, pelo menos você topa ir comigo fazer o café amanhã? – perguntou Ronnie, cochichando.
– OKOK’ – respondeu Max.
– OK, por isso você dorme numa ponta e eu na outra, fica mais fácil pra sair depois. – disse Ronnie, piscando.
– Fechado! – disse Max, apertando a mão de Ronnie.
Os meninos foram para a cama e encontraram Greene e Catti dormindo ao centro, os dois também se deitaram e logo todos ressonavam como bebês, afinal, Greene estava doente, os meninos passaram a noite anterior procurando por ela e Catti a mantinha sob seus cuidados. Estavam todos cansados demais.
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