Notas iniciais
Minha primeira história em dupla...eu e a Catti estamos escrevendo, espero que gostem.

Depois de horas e horas, um guarda-roupa inteiro jogado na cama, Caterinne aka Catti estava também jogada por cima de toda a baderna, com sua típica cara de tédio e/ou aborrecimento, devia estar pensando aquelas coisas: “Ah, o que eu levo?” ou “O que eu visto?”, enfim. Já Marcella aka Greene, xeretava tranquilamente na bolsa da Catti, procurando, sabe Deus pelo quê.

- CATERINNE KIRSCHE, O QUE É ISSO? – gritou uma Greene, vindo da sala como um jato e pulando na bagunça, com um envelope preto nas mãos.

- Se você se controlar, ou melhor, parar de balançar esse envelope até que eu poderia te dizer alguma coisa, né? – disse a Catti, se espreguiçando.

- Ok, pega aqui então. – disse a Greene quase enfiando o negócio na boca da outra.

- Aaah, isso? – disse a Catti com um sorriso malandro. – Isso é meu, quer dizer, nosso pass... Ei, esse pacote estava nas profundezas mais escuras da minha bolsa, Dona Greene!

- Eu tava procurando meu fone de ouvido e... AFF’z, esquece que eu mexi lá e fala logo o que é isso, por favor, vai? – disse a Greene fazendo uma carinha fofa.

- OK, Greene. Era pra você saber só hoje à noite, porque aí você não iria ficar no meu pé, gritando feito doida e...

- Mas gritar eu já gritei, quer mais? – disse a garota, rindo.

- Não. Então, aqui dentro está o cumprimento da nossa promessa, Greene. Você ainda se lembra, não? Anote na sua agenda, porque será exatamente amanhã. — disse a Catti, aguardando a reação da amiga.

- HAHAHA, mas a promessa é de uma viagem que pra amanhã, só se for ali pra esquina né Catti? Aquela viagem mesmo, não.... Não pode ser — disse a Greene, balançando a cabeça.

- Nananinanão, nossa viagem, Greenezinha, é aquela pra Los Angeles e amanhã – disse a Catti, subindo também na cama e abrindo os braços como que dando boas-vindas e deixando o olhar vago, mergulhando em sonhos.

- Não brinca vai! Você já zoou muito com a minha cara durante esses aninhos que moramos aqui em São Paulo. Se bem que, me deixe olhar esse envelope e confirmar... Ou não. HAHAHA.

- Olha aí então, Srta. Dúvida. – disse a Catti se jogando de novo na pilha de roupas.

- WEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE, é verdade a gente vai pra LA. Espera aí, aqui diz realmente que a data de embarque é amanhã... Tá, eu não acredito ainda. – disse a Greene, também se deixando cair ao lado da outra.

- Mas é, Greene. – disse Catti lentamente. – E eu não faço a mínima ideia do que levar pra ficar durante um mês, eu sei que podemos comprar roupas lá, mas a maioria tem que levar, e levar o quê é a quest...

Greene’s POV

Então, né gente, a Catti continuou falando por mais uns dois minutos ou sei lá mais quanto tempo, só sei que eu estava longe dali, sonhando com LA, porque se a gente fosse mesmo pra lá, isto significava uma possível chance de conhecer o Escape The Fate, o Black Veil Brides, o Max Green, o Falling In Reverse, o Max Green, o Avenged Sevenfold, o Max Green, o Modern Day Escape, o Max Green. [AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA] o Max Green.

Sim, é por isso mesmo que meu apelido é Greene, coisa da Catti. É que eu falava/falo tanto do Max que ela resolveu me chamar assim. Tipo uma versão feminina do Green.

Gente, mas voltando ao assunto, coloquem-se no meu lugar: você recebe a notícia de que vai pros EUA um dia antes do embarque, como assim?? Chacoalhei a Catti que estava pensativa ali do meu lado, dizendo pra ela que já devíamos ter começado a arrumar as malas etc.

E isso queria dizer que não iríamos dormir de um jeito ou de outro: ou de ansiedade, ou de preparação de coisas e mais coisas pra viagem das nossas vidas.

Greene’s POV OFF

Naquela noite as meninas obviamente nem dormiram, isso porque fizeram as malas juntas, uma ajudando a outra, mas toda hora alguma delas pausava o que estava fazendo e se perdia na expectativa do dia seguinte. Enquanto Greene ajeitava as peças de roupas nas respectivas malas, Catti trazia um suco ou um café, a fim de mantê-las acordadas.

Sem contar que de tanta animação que elas estavam, ligaram o rádio e colocaram o mais alto que era permitido e ali se foram segundos e mais segundos de Something, Situations, Raised By Wolves, Sweet Blasphemy entre outras músicas.

Uma noite sem dormir as gurias até podiam aguentar, mas a ansiedade delas perdeu para o cansaço durante o voo do dia seguinte inteiro. Sentadas numas das últimas poltronas do avião, cochilavam tranquilamente. Eu acredito que elas deveriam estar delirando com seu destino, pois sonhar, AH, sonhar com essa viagem, isso acontecia com elas desde que eram pirralhas.

O voo demorou mais algumas horas, nas quais elas continuaram a dormir, sem nem mesmo acordar pra comer, exceto quando uma aeromoça resolveu chamá-las uma hora antes do pouso para que fosse servido o lanche da tarde.

Notas finais
Merecemos Reviews Não?