Hell-a
55 Los Fuedas
Notas iniciais
Queria falar que estou gostando muito de ver que vocês comentam essa fanfic.
Vocês não sabem o quanto é legal quando a gente vê que tem comentários novos e sempre falando muito bem da nossa Hell-A!
Muito obrigada mesmo ♥
E continuem assim hein! HAHAHA
Bom capítulo!
Catti’s POV
Meu pai havia acabado de desligar o telefone fixo e Greene o arrancou ferozmente de minhas mãos. Eu lhe disse pra ter certa calma e que faríamos uma lista primeiro, pra não se esquecer de ninguém:
- OK, James, a Branquinha e a Dani, mais alguém? – exclamou ela com os olhinhos brilhando.
- Acho que não! – disse eu, franzindo a testa.
- Hey, que tal se a gente ligasse ou desse um jeito de falar com esse pessoal pra eles aparecerem no centro da cidade e lá a gente desse a notícia? – perguntou Greene, maquinando suas ideias.
- Ótima essa hein! – exclamei pegando a lista que estava na mão de Greene e anotando os telefones.
- Bom, são vinte pessoas pelo que contei da lista... E se eu conheço bem o seu pai, acho que ele toleraria até no máximo umas quarenta pessoas... – disse Greene, pensando alto.
- E se a gente... – comecei a falar, mas o celular de Greene me interrompeu. – Será possível que nem o celular me deixa falar?!
- Shhhh! – disse Greene, falando “alô!” e colocando o celular no viva-voz – E ae Pavan, beleza?
- Beleza e vocês? – perguntou Pavan, com sua voz animada de sempre.
- Como sabe que estou aqui? – perguntei surpresa.
- Você não atendeu seu celular Catti! Você só não o atende quando está com a Greene, pensa que já não reparei? – disse ele, se achando o detetive.
- Só você mesmo, Pavan! – exclamei em meio a risos.
- Então, vamos ao porquê de eu ter ligado para vocês numa quarta-feira monótona... – ele parecia um tanto nervoso, coisa que nunca acontecia quando estava falando com a gente que éramos suas amigas.
- Vai falando, Pavan! Vai falando que sabemos que é bomba! – disse Greene, lendo meus pensamentos sobre o porquê do nervosismo do garoto.
- Eu e os meninos vamos fazer um show de garagem no sábado à noite... Conhecem a casa do Cabelo? – disse Pavan, e ouvimos que ele estava estralando os dedos.
- Aquele com o cabelo louro no meio das costas e olhos azuis? – perguntei, lembrando-me remotamente do rapaz.
- Aquele lá que é gato pra carai que morava ali a cinco esquinas pra frente daqui de casa, Catti! – disse Greene, estalando os dedos na minha testa.
- É esse mesmo, agora se é gato eu não sei... – disse Pavan, rindo de nós duas.
- Ah pô, o Cabelo, como esquecer o Cabelo... – disse eu finalmente me lembrando de como era realmente bonito o menino. – Ele estudou o terceiro ano comigo, era foda ser colega dele, pensavam que a gente se pegava às vezes, etc...
- Continua, Pavan! – disse Greene após um pigarro mais forçado que screamo de cantor ruim o que não era o caso do vocalista e muito menos da banda inteira do Pavan.
- Bem agora o Cabelo tá morando do lado da ex-casa do Jefferson, do Jefferson vocês lembram né? – perguntou Pavan.
- Sim! Totalmente o contrário do Cabelo, esse Jefferson aí... – eu disse, pensando alto.
- Pois então, o Cabelo tá morando lá e como os pais deles vão viajar amanhã e ele conseguiu descolar a garagem da casa dele pra gente fazer um som. Fazia o maior tempo que não conversava com ele, e ele me descolou esse mega favor, velho! Foda demais! – exclamou Pavan, feliz.
- E é claro que nós vamos né, Catti? – perguntou Greene, olhando super animada pra mim.
- Só um segundo, Greene! De quem foi a última ligação? – perguntei trazendo minha amiga à realidade.
- Teu pai! – disse Greene, e logo colocou a mão na boca. – E agora onde vamos?
- Calma que eu tô tendo uma ideia e ela já tá parecendo foda... – cometei, com um risinho.
- Hey meninas, vocês vão no meu show né meu? – disse Pavan, num tom e voz que parecia que se negássemos ele nos estrangularia assim que nos visse.
- Pavan, me fala que tamanho é a garagem do Cabelo? – perguntei, mas já sabia a resposta.
- Pequena, quer dizer, aquela é média, por quê? – disse ele confuso.
- Quantas pessoas mais ou menos vão? – perguntei novamente.
- Como a garagem foi tudo o que conseguimos, talvez umas quinze ou vinte. Infelizmente é só isso que cabe... – disse ele com certa decepção na voz.
- A última pergunta... – comecei.
- Assim espero! – disse Greene que estava tão impaciente quanto confusa com minhas perguntas.
- Continue, Catti! – disse Pavan, e essa foi a vez de ele pigarrear, imitando nossa Greene.
- Se você tivesse um espaço como um salão de festas grande, quantas pessoas você chamaria? – eu disse mordendo os lábios de ansiedade.
- Sei lá, umas cem pessoas! Isto é, se eu conseguisse arranjar esse número... – disse ele, pesaroso.
- Claro que conseguiria, Pavan! Sua banda é foda demais! – disse Greene, e nisso ela tinha toda a razão.
- Ah meninas, obrigado! – disse Pavan, subitamente feliz. – E então, pra quê todas essas perguntas?
- Minha dúvida também é essa sabe, Pavanzinho! – comentou Greene rapidamente.
- Eu preciso ver com a minha mãe, e você espera uns dez minutinhos que eu te ligo de volta pra te informar se vamos ou não? – perguntei e ele logo assentiu. Desliguei o telefone que a estas horas já estava em minhas mãos.
- Que porra é essa que você está aprontando, Caterinne Kirsche? – perguntou Greene, atônita com a confusão dos últimos cinco minutos.
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