Hell-a
48 Imaginando a cor do dinheiro
Notas iniciais
A responsável por isso sou eu (Marcella) que demora muito muito muito para escrever porque eu to lotada de coisa para fazer.
Bom, vou tentar me apressar.
As meninas lavaram a louça, Catti ria descontroladamente, assustando Greene. As meninas arrumaram e limparam quarto e banheiro, Catti ainda ria descontroladamente, até que Greene estourou e pensando que a amiga estava cada vez mais fora de si, perguntou:
— Catti, chega de loucura! – disse em um tom meio alto – Conte logo o que você foi confirmar! E porque você está rindo feito uma louca desde essa sua ligação misteriosa... eu realmente começo achar que algo de ruim aconteceu, você não quer me contar e endoidou de vez!
— Relaxa, Greene, eu contarei! – respondeu Catti, em meio a uma ou outra gargalhada. – E não aconteceu anda de ruim, pelo contrário...
— ENTÃO ME CONTE LOGO, MENINA! – disse ela, incrivelmente alto.
— Seus pais vão achar que você não está muito bem não! – Catti disse, tentando conter minha risada.
— Os dois saíram pra fazer compras... e só voltam aqui depois de buscar o Luccas – irmão da Greene – na escola... ou seja 12:00 por aí.. anda me conte! – dizia Greene, meio exasperada.
— Acho melhor nos duas sentarmos, porque a história é longa –Catti tentava não rir – E repito: nada aconteceu de ruim!
— COMECE LOGO, POR FAVOR? – berrou Greene, novamente.
— OK, Greene! – disse Catti, ficando subitamente séria.
— Seus pais e os meus me incumbiram de contar isso a você quando eu bem achasse que fosse necessário... – dizia Catti. – E agora eu acho que você já está grandinha...
— Caralho, você anda escondendo uns pares de coisas de mim né Catti? – disse Greene, um tanto doída.
— Eu sei disso! – dizia Catti, ainda incrivelmente séria pra quem tinha rido como uma louca poucos segundos atrás. – Mas você sabe como é minha memória não?
— Sim, eu sei... – dizia Greene. – Agora volte ao assunto inicial!
— OK... Nossos pais foram e ainda são bem prudentes, você bem sabe disso né? – Catti dizia e Greene concordou. – Então, por serem assim, desde que nós nos conhecemos – o que faz pelo menos uns sete ou oito anos – eles resolveram fazer uma conta conjunta num banco internacional...
— Pra quê uma conta conjunta, Catti? – Greene dizia cada vez mais desconfiada e semicerrando os olhos.
— Pra garantir fundos suficientes para os nossos estudos, onde quer que desejemos estudar! – disse Catti, rapidamente.
— OK, deixe-me entender... – Greene de ajeitou em sua cama. – Nossos pais... fizeram uma conta conjunta mais ou menos desde a época que nos conhecemos??... É isso??
— Sim! – Catti respondeu mais rápido que um relâmpago.
— Aqui estou eu perguntando novamente de valores... – disse Greene, um tanto pesarosa.
— Segundo me disse o senhor Boretti, gerente dessa nossa conta –poupança – 300 mil reais, mais algumas tramitações que somam 20 mil a mais neste valor...
— 300 mil?? – Greene superarregalou os olhos. – Na verdade 320 mil...
— Sim... – respondeu Catti, temendo as próximas ações da amiga.
— E eles esconderam este dinheiro todo de nós por quê? – disse Greene, meio assustada. – Pelo menos de mim por quanto tempo??
— Olha Greene, como eu fiz 18 anos ano passado, eles me ligaram no dia do meu aniversário, com a permissão dos nossos pais, é claro, e me informaram sobre os valores... – Catti dizia, aflita por ser esta uma nova informação que havia escondido de sua amiga.
— E desde essa data você nunca mexeu neste dinheiro? – perguntou Greene, interessada.
— Como não vi necessidade, isto quase que completamente se esvaiu da minha mente... até porque só estamos autorizadas a gastar esses 20 mil sobressalentes – dizia Catti, explicativa. – Pelo menos até nós duas termos 21 anos...
— O banco te informou isto também? – perguntou Greene.
— Não, mas é dedutível... – disse Catti. – Até lá o resto da dinheirama toda está bloqueada, e só pode ser gasta com questões escolares, acadêmicas e no máximo coisas que irão nos auxiliar como casa, comida, roupas, livros, talvez carros, água, luz, telefone, internet.. isso tudo...
— Não acredito que esconderam isso da gente... – disse Greene, que havia estacado na cama.
— Não esconderam da gente, informei-me sobre isto no site do banco e lá consta que é norma do banco só informar valores e tudo o que gire em torno deles a quem fez a poupança – nossos pais – ou no nome de quem estão poupando – nós — quando tivermos 18 anos... – disse Catti, explicando tudo o que lembrava. – Então, eu creio que você seria informada dessa grana quando fizesse 18...
— Catti, isto é muito dinheiro sabia? – disse Greene, atordoada.
— Sim, eu sei! – disse Catti, sentando-se na cama ao lado da amiga.
— Sabe que isso significa, Catti? – começou Greene. – Que eu poderei estudar nos EUA... que poderei viajar pra LA, e morar por lá... que poderei viajar pelo mundo quando e como eu quiser...
— Sim... desde que tenha um propósito de estudo... – alertava Catti. – Nossos pais bloquearam este dinheiro para não comprarmos exageros como iates, carros muito caros, joias caríssimas e etc.
— Catti, você realmente sabe o que isso significa? – perguntou Greene, retoricamente. – Que você poderá fazer sua faculdade de Física nos Estados Unidos, como você sempre sonhou... Nossa, eu não consigo acreditar neste dinheiro... que ele seja todo nosso...
— Pois eu também ainda não acredito, apesar de saber dele a um pouco menos de um ano...
— E você mesmo sabendo que poderia utilizar este dinheiro, preferiu juntar com suor o dinheiro para irmos pra LA? – perguntou Greene.
— Sim, pois não seria justo utilizá-lo se te consultar primeiro! – confessou Catti.
— Estou realmente sem palavras! – disse Greene, após uma longa pausa. — Será que os meus e os seus pais sabem que você me contou isso? – perguntou Greene subitamente.
— Eu pedi a permissão deles ontem logo que chegamos aqui em Sampa... – disse Catti.
— Ah sim! – Greene limitou-se a balbuciar.
— Agora, vamos dar uma passeada ali no centro, que tal, Greene? – perguntou Catti, procurando uma muda de roupas na mochila que havia trazido de casa.
— Vamos sim! – disse Greene, animada.
— Ah, antes que me esqueça... nossos pais pediram que nós não contássemos a ninguém sobre a poupança... – disse Catti, séria. — Questão de segurança, eu acredito.
— Imagina se eu iria sair por aí contando sobre isso... – disse Greene, balançando a cabeça. – Isto fica guardado entre nossas famílias...
— Acho melhor assim! – concordou Catti, com um sorriso leve. – Agora vamos logo, porque estou com vontade de chupar aquele sorvete de menta com chocolate que tem ali na...
— Na Cakes N Ices né? – interrompeu Greene, animada.
— Lá mesmo! – disse Catti, se trocando no banheiro. – Quem sabe ainda encontramos o povo que vivia com a gente aqui hein?
— Né.. a minha galera e a sua galera.. que acabou virando uma só né? – disse Greene. – Enoe, Mariane, Gabriel e da sua BubBa, Lilla e Linne...
— No fim agora quase todo mundo anda junto né? Quando as faculdades dão trégua, etc.. – disse Catti, lembrando seus tempos de colegial.
— Vamos Catti? – disse Greene, aparecendo na porta do banheiro. – Já estou pronta!
— Vamos sim! – disse Catti, com um sorriso espontâneo.
E saíram as duas, Catti vestia shorts boyfriend branco com uma camiseta do Guns N Roses e all-star customizados; Greene vestia shorts normal preto, uma camiseta branca do McFLY, suspensórios pretos com caveiras e prendedores dourados e um vans que tinha ganhado de Ronnie. Pegaram seus IPhones e lá foram a pé até o centro de Sampa, porque definitivamente era perto demais para ir de carro.
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