Hell-a

9 Dividindo o jantar


Notas iniciais
Gente esse montão de capítulos 8 é porque deu um lag aqui no laptop eu já vou excluir =D

Ronnie’s POV

Dooode, dessa escapamos por pouco hein? Se a gente saísse daquele Heavens quando os garçons nos assustaram, perderíamos aquelas gurias.

Se elas estavam nervosas com a nossa presença? E como! Mas pareciam ser ambas muito simpáticas, além de lindas. Eu olhava para elas e tentava saber qual era sua nacionalidade, mas tava difícil, é que alguma coisa nelas me dizia que não eram dos EUA. Eu não sou detalhista, então perguntei:

— De onde são vocês?

— Brasil, São Paulo para ser mais exata! – respondeu a menina que antes estava de ‘pijama’, acho que é a Greene.

— HÁ, sabia! – disse o Max.

— Como assim sabia? – perguntei impressionado com o Max.

— Meninas deem uma voltinha aí... – disse Max ajeitando seus cabelos atrás das orelhas.

Quando as meninas deram suas voltas eu percebi que eram mesmo brasileiras, e faziam jus a seu país. Max me olhava com cara de: ”Eu te disse”. Esse Maxwell Perv Green!

Ronnie’s POV OFF

Greene’s POV

Gente, é isso mesmo? Max Green e Ronnie Radke no nosso flat? HAHA’ eu ainda não acredito. A Catti ficou hilária gaga por alguns minutos, e olha que eu nunca tinha visto ela ficar tão nervosa por alguma coisa. Mas deve ser o Ronnie, porque, cara, ela morre por causa dele. Tipo, eu com o Max. Sim, eu estou besta com eles aqui, tão perto da gente, precisando da gente, olhando pra gente... AIAI’.

Greene’s POV OFF

Catti resolveu cortar a situação anterior, porque as duas ficaram vermelhas assim que entenderam o motivo da ‘voltinha’:

— Erm... Vocês querem jantar? – disse a Catti, fingindo ajeitar a mesa já arrumada.

— Maan, até me esqueci da fome! Então... o que é que vocês têm aí? – disse o Ronnie se espreguiçando.

— Eu acho que eu pedi um yakissoba e pra Greene.... erm.... acho que pedi macarrão com queijo. É isso? Olhem aí por favor! – disse a Catti, confusa.

— É isso mesmo, Catti – disse o Max, olhando pra dentro das bandejas. – Podemos comer, já?

— Claro... – disse a Greene, encabulada. – Peguem os pratos, talheres e podem se servir...

— HAHA, que fofas, elas vão dividir o jantar com a gente. – disse o Ronnie, irônico. – Vamos Max, a gente pede alguma coisa por telefone etc.

— É pode ser também – disse Max com cara de mimimimi’.

— Não, imagina. Podem comer aí sim... – disse a Catti. – E outra o restaurante já parou de servir os jantares, nem dá pra pedir mais nada.

— Não têm problemas mesmo, meninas? – disse Ronnie sério.

— Mesmo, mesmo – disse a Greene, criando coragem pra olhar Max nos olhos.

— OK. – disse Ronnie, pegando um prato e passando outro para o Max.

Os ‘garotos’ se serviram e sentaram cada um num canto, comeram tranquilamente sua refeição conversando vez ou outra:

— Isso é verdade hein? – disse Max, rindo de si mesmo.

— Aquela vez em que estávamos no Warped Tour em 2006 e que você bebeu tanto que não sabia a diferença entre mim e a Jenett Holmes? Lembra? – disse Ronnie limpando a boca com um guardanapo.

— HAHA, eu quase beijei você achando que era ela, é a única coisa que eu lembro. – disse Max, rindo.

— E vocês meninas, não tem nada pra contar da viagem de vocês ou outra coisa legal? – disse Ronnie olhando para cada uma das garotas.

— Ah, não muito. Só que a Catti me contou dessa viagem anteontem e ontem foi quando viajamos pra cá... – disse a Greene, sorrindo para a Catti.

— Se eu contasse antes ela iria me atormentar até a hora em que saíssemos do avião aqui em LA. – disse Catti, explicando suas razões.

— Que maldade em Srta. Kirsche. – disse Ronnie fazendo cara de reprovação.

— Ih, já sabe até o sobrenome da Catti, é? – disse Max, brincalhão.

— É, Max, é. – disse Ronnie, olhando Max com certo desprezo.

— Cara, parece que o sono está tomando conta de mim [KKK] – disse Max, bocejando. – Que horas são?

— Quase meia-noite. – disse a Greene, se esticando para ver as horas no relógio da cozinha.

— Vou pegar as roupas de cama. – disse a Catti saindo rapidamente da sala.

— Vou com você. – disse a Greene, agarrando-se no braço da Catti o mais rápido possível.

— Não Greene, a senhora vai ficar aí no seu lugarzinho, OK? – disse a Catti mirando nos olhos de Greene, séria.

— Catti, eu não posso ficar sozinha com eles, nem tenho assunto pra puxar! – cochichou Greene para a amiga.

— Pergunte ao Ronnie ou ao Max sobre o último CD deles, ou onde serão as gravações dos dois clipes, ou como anda a vida dos dois dentro e fora do estúdio. Ah, Greene essas perguntas de fãs, ora. – disse a Catti, se desvencilhando de Greene.

— OK então. – disse a Greene sentando-se na beira do sofá – Erm... Como vocês estão conseguindo conciliar estúdios e shows, hein?

— A gente vai levando, descansa em ônibus, come em qualquer restaurante, etc. – disse o Ronnie com Max concordando ao seu lado.

Catti voltou com vários lençóis, travesseiros, edredons nos braços:

— Com licença meninos. Será que eu poderia arrumar as camas aqui nestes dois sofás? – disse a Catti, toda cordial.

— Ah, nem precisavam ter se preocupado! – disse Max, estendendo um lençol sobre um dos sofás. – Pode deixar que a gente ajeita aqui onde vamos dormir.

— Ei, aqui NÓS vamos dormir! – disse a Greene.

— É, vocês vão dormir cada um num quarto! Tipo, um no meu e outro no da Greene. – disse a Catti, pegando os travesseiros e jogando um em cada sofá.

— Claro que não! Vocês dormem em seus quartos e eu e o Max dormimos aqui na sala. – disse o Ronnie. – Não é Max?

— Isso mesmo, já estou até bem acomodado aqui, ó. – disse o Max se espreguiçando sobre um dos edredons.

— Não, vocês vão dormir lá e pronto! – disse a Greene, séria.

— Erm.. vamos fazer assim então.. Vocês duas dormem num quarto e eu e o Ronnie dormimos no outro, OK? – disse o Max tentando conciliar a situação.

— Se é assim, fazer o que né? – disse a Catti, levantando os ombros.

— Então, boa noite pra vocês, meninos – disse a Greene.

— Boa noite pra vocês também – disseram Ronnie e Max.

— E mais uma vez, obrigado por nos deixarem ficar aqui! – disse Max, agradecido.

— Imagina! – disse a Catti.

E as meninas foram para o quarto da Greene, colocaram seus pijamas, encostaram a porta, ajeitaram os travesseiros e quando iam deitar:

— GREEEEEEENEEEEE, MAXWELL SCOTT GREEN E RONALD JOSEPH RADKE NO NOSSO FLAT? [AAAAAAAAAAAAAAAAAAAA] COMO ASSIM? MAAAN, NEM ENTENDO COMO NÃO GRITEI ANTES E [AAAAAAAAAAAAA] ELES SÃO MAIS LINDOS PESSOALMENTE. EU RE-AL-MEN-TE NÃO ACREDITO. – disse Catti pulando descontroladamente na cama, assustando a Greene.

— Caramba Catti, a última vez em que eu vi você desse jeito foi quando a gente foi no show do ETF no Rio de Janeiro... Mas dessa vez está tipo, milhões de vezes pior [KKKK’] – disse a Greene estranhando a amiga.

— Ah, pára Greene, eu sei que aí dentro do seu coraçãozinho tem alguma coisa dizendo pra você gritar até o ar dos pulmões acabar. Não é verdade? – disse a Catti, parando apenas para respirar.

— CLARO QUE É NÉ CATTI! CAAAAAARA SÃO ELES: RONNIE E MAX NO NOSSO QUARTO DE HOTEL EM LA... ÓBVIO QUE EU TAMBÉM NÃO ACREDITO... EU NÃO SEI COMO NÃO PULEI NELES AINDA. DE VERDADE EU NÃO SEI E... – Greene gritava o mais alto que podia.

— Caham, caham Greenezinhaa? – disse a Catti tentando disfarçar a vergonha na voz.

Essas duas loucas varridas berraram tanto, mais tanto, que acordaram os meninos, e estes vieram correndo ver se tinha algo errado acontecendo (elas tinham feito essa bagunça falando em português ¬¬’). Os dois vieram tão atrapalhados para o quarto que chegaram ao batente da porta no seguinte estado: sem tênis; cabelos despenteados e muito bagunçados; maquiagem borrada; pés descalços ou com uma meia só; com suas camisetas e sem calças, apenas de cuecas boxers:

— Gente, me desculpem, é! Vocês estão dormindo né? – disse a Greene com a mesma vergonha estampada na cara da Catti.

— Quer dizer, estávamos não? – disse o Max, coçando os olhos.

— OK, podem voltar a dormir. Prometo que não gritamos mais, tá? – disse a Catti, tentando não olhar para os outros que ali estavam.

Greene’s POV

HAHAHA’, vocês não tem a mínima idéia da vergonha que eu estava. Eu, principalmente, tinha berrado tanto, que não sabia onde escondia minha cara vermelha. E outra, não eram nossos pais, ou amigos, ou ex-namorados que estavam ali vendo (e ouvindo MUITO BEM) aquela cena horrorosa, eram Max e Ronnie. Tudo bem que eles estavam bem esculachados e OH SHIT, eles ficam bonitos até bagunçados daquele jeito. Mas eram eles, nossos ídolos de sempre.

Uma cena daquelas era a última coisa que eu desejaria que eles vissem. Só pra vocês terem uma ideia eu estava em cima da cama, a Catti estava puxando os cabelos na frente da penteadeira e nossos edredons estavam todos jogados pelo quarto...

Vergonha, que vergonha!!

Greene’s POV OFF

— Bom, a gente está sem sono mesmo... – disse Max.

— Será que a gente poderia ficar aqui conversando com vocês até o sono chegar? – disse Ronnie ajeitando seus cabelos.

— Claro, claro, sentem-se aí. – disse Catti mostrando a cama para os dois descabelados.

— Obrigado... então, o que é que vocês gritaram tanto hein? – disse o Max, curioso.

— AH, vai dizer que vocês não ouviram? – disse a Greene, levantando uma sobrancelha.

— Ouvir a gente ouviu, mas estava em... AH não era inglês, pelo menos não parecia. – disse Ronnie.

— AH, falamos em português? – exclamaram juntas as meninas.

— Isso, português, foi nesse aí que vocês falaram. – disse Max.

— OK, desculpem duas vezes então. A gente só estava comentando como é legal ver vocês aqui com a gente etc. – disse a Catti.

— De verdade a gente não está acreditando que são vocês aqui do nosso lado, na nossa cama, no nosso quarto, no nosso flat. – disse a Greene, se perdendo nos olhos do Green.

— Então, deem suas mãos pra gente – disse Ronnie segurando a mão da Catti e da Greene e colocando-as em seu peito, fazendo-as sentir sua pulsação. (Catti quase caiu desmaiada. Ronnie a olhava nos olhos, ao ponto em que ela tirou a mão de Ronnie o mais rápido que pôde).

— OK, eles são de verdade. Erm... e eu ainda não acredito... – disse a Catti, tentando esconder sua alegria de ter Ronnie tão perto.

— É... e então vocês vieram pra cá por que? – disse Max, tentando quebrar o gelo.

— Ideias da Catti... Essa doida deve ter guardado dinheiro da nossa mesada durante um bom tempo sabe? – disse a Greene, dando um soco fraco nos ombros da Catti.

— AH é? O que foi que você andou aprontando Srta. Caterinne? – disse Max apertando os olhos.

— Pensei que seria legal trazer a Greene pra LA, eu já tinha vindo uma vez, mas ela nunca. Então pedi autorização aos meus pais e aos pais dela.... sim Greene seus pais sabiam há um bom tempo... E eles permitiram então tratei de juntar a maior grana que pude e aqui estamos nós! – disse Catti, toda orgulhosa de si.

— Mas quantos anos vocês têm?- disse Ronnie, interessado.

— Eu tenho 16 e a Catti tem 18. – disse Greene respondendo prontamente a pergunta.

— HAHAHA, estão zoando né? – disse Max se ajeitando na cama.

— É sério, seu Max! Eu tenho mesmo dezoito anos e ela, dezesseis. – disse Catti, indiferente.

— E vocês tem cara de mais velhas, só comentando. – disse Ronnie, embasbacado.

— Desse jeito vocês conseguem ingressos fácil, fácil para coisas que exigem maiores de 21 né? – disse Max, meio malicioso.

— Pode-se dizer que sim. – disse Catti, devolvendo o mesmo olhar ao Max.

— Ei, mas contem aí de vocês... porque, sem querer falar muito, vocês dois aí estavam brigados fazem quase 3 anos não? E agora aparecem aí juntos, do nada? — disse Greene, apontando para os dois garotos.

— A gente combinou de conversar no Hell-A de hoje à noite, só que... AH o resto vocês conhecem né? – disse Ronnie.

— HÁ, esse Hell-A nos chamando, atiçando, irritando às vezes, é certeza que era por causa deles né Greene? – disse Catti, ligeiramente perplexa.

— Sabia que alguma coisa nesse Hell-A me mostrava algo muito importante... – disse a Greene, acabando sua frase consigo mesma.

— Então, é que enquanto estávamos na sacada, antes de vocês descobrirem a gente, eu expliquei toda a situação da época com relação a mim ao Ronnie. Expliquei pra ele que eu era muito jovem e irresponsável, fiquei com medo de tudo acabar sobrando pra mim... Essas coisas, sabe? Tipo se fosse hoje, que estou mais maduro, nunca deixaria ele segurando aquela barra... – disse Max, procurando apoio nos olhos do amigo.

— É, pensando bem eu sou apenas um ano mais velho que você e sempre fui o mais responsável, não? – disse Ronnie, presunçoso.

— E foi tudo isso que disse ao Ronnie. No começo ele não queria me deixar falar, mas depois foi ouvindo tudo o que eu tinha a dizer e compreendeu minhas razões pra ter agido tão estupidamente. – disse Max, balançando negativamente a cabeça.

— E eu entendi, realmente entendi... E o mais importante, desculpei-o por tudo. – disse Ronnie despenteando o já bagunçado cabelo do Max.

— Ronnie Radke é o cara né? – disse Max, de forma retórica, sorrindo para o amigo.

— Sim, é o cara! – disse a Catti, sem conter sua admiração por Ronnie, até que Greene a beliscou de leve.

— Erm... e como andam as gravações? – disse Greene, trocando de assunto.

— Noooossa, pelas ideias dos produtores, tanto “The Drug In Me Is You” quanto “Gorgeous Nightmare, serão demais! – disse Max, feliz.

— Tomara mesmo porque a gente não está afim de ver porcaria, tá? – disse a Greene, fingindo metidez.

— Como se alguma coisa que a gente fizesse fosse alguma porcaria, né? – disse Max, todo contrariado.

— Digidim, digidim ♪ — cantaram juntas as meninas, e caíram uma por cima da outra rindo, deixando os meninos com cara de ‘WTF’

— Seja lá o que for, é melhor nem perguntar tá?- advertiu Max à Ronnie que já abrira a boca para questionar.

— Meninas, vocês me lembram meu tempo de adolescente/jovem! – disse Ronnie, um tanto nostálgico.

— HAHAHA’, falou o velho – disse a Greene.

— Né! – concordou a Catti.

— Sério, nessa época eu ainda fazia cada coisa idiota. Acho que eu já conhecia vocês do ETF, Max? – disse Ronnie.

— Acredito que sim... AH claro, lembra-se daquela vez em que pegamos o carro do Robert e passeamos pela cidade, zerando o tanque de gasolina dele? AHAHAHA’, até fiquei com dó dele aquele dia. – disse Max, rindo.

As meninas se acomodaram: Catti deitou a cabeça no colo da Greene, e as duas se puseram a ouvir caladas as histórias de seus ídolos.

— HAHA, aquela vez que você perdeu a chave da sua casa e todo mundo ficou até sei lá que horas da madrugada esperando seu pai chegar do serviço? – disse Max.

— AH, e ele chegou achando que estávamos bêbados, e aquela acho que foi a única vez em que estávamos lúcidos. HAHA meu pai, sempre sendo meu companheiro, recolheu todos nós e colocou cada um num sofá ou cama de casa... – disse Ronnie.

— E ainda teve paciência conosco no outro dia. – disse Max – Seu pai ainda é daquele mesmo jeito?

— A idade está chegando, mas ele continua com aquela mesma animação. – disse Ronnie, lembrando-se de seu querido pai.

E os Greenadke conversaram por mais alguns minutos até que se deram conta de que já era tarde e as meninas tinham adormecido ouvindo as histórias deles:

— Vamos ajeitá-las aqui, Ronnie? – disse Max, colocando os travesseiros das duas na cabeceira da cama.

— OK, ajeite os edredons que eu coloco elas depois por cima deles e depois as cobrimos. – disse Ronnie, segurando Greene nos braços.

Depois de arrumarem as meninas em suas camas, os dois caíram exaustos em sua king size e dormiram feito bebês.

Notas finais
Reviews?