Hell-a
52 Arrumadas para um desastre?!
Notas iniciais
Minha Greene não postou mais capítulos, então resolvi postar "umzinho" apenas hehehehe
Divirtam-se!
Catti’s POV
Entramos no táxi e bem rápido chegamos no salão onde seria nossa graduação e a festa. Era enorme e àquela altura já tinha muita gente. Quando entramos pela recepção calorosa de umas atendentes da escola de idiomas, aí sim foi que reparamos o verdadeiro contingente de pessoas ali.
O salão fora todo decorado com azul-marinho e branco, com exceção do tapete, a clássica passadeira extensa em vermelho. Aquela passarela vermelha no meio do salão me lembrou muito o Hell-A e o lugar decorado naquelas cores me lembrava o Heavens:
– Veja Greene! – quase gritei pra Greene ao meu lado.
– O quê, Catti?! – perguntou ela ao mesmo tempo surpresa ao mesmo tempo adivinhando o que eu estava imaginando.
– O lugar todo azul-marinho... — comentei.
– Lembra o Heavens não?! – perguntou Greene, só para ter certeza.
– Foi instantâneo quando entrei aqui! – disse olhando para todo o meu redor.
– E essa passadeira vermelha? – perguntou Greene, com um sorrisinho no canto dos lábios.
– O Hell-A! – disse, engolindo em seco a saudade que voltava à tona.
– Daria até para dizer que estamos num inferno dentro de um paraíso!
– Verdade! – disse meio entristecida, estava sentindo muitas saudades do meninos.
Mas bem, voltemos para a formatura. Fomos obrigadas a vestir aquela beca preta e enorme, além daquele babador todo fresco preso à beca e uma faixa azul-esverdeada na cintura. Nem preciso comentar o quanto todos ficaram horríveis com aquilo. Fizeram todos nós ficarmos em ordem alfabética numa fila comprida fora do salão enquanto a voz do diretor, muito bonita por sinal, chamava cada um de nós pelo nome:
– Anna Junqueira! – disse o diretor seguido de uma salva de palmas de alunos, professores, amigos e familiares.
O colégio onde eu e Greene fizemos inglês tinha cinco classes com vinte alunos cada. O colégio era muito conceituado em São Paulo.
– Daniele Stefan! – chamou o diretor, a primeira pessoa de nossa sala. Estávamos já entediados.
– Igor Ramirez! – disse pomposamente o diretor.
– Ué, Catti! – comentava Greene baixinho comigo – Por que é que não chamou seu nome e, espera... o meu também não?!
– Também não estou entendendo nada! – cochichei com Greene e mais um aluno que não tinha sido chamado para pegar seu canudo com o diploma.
– Agora gostaria de pedir para o que os alunos que não foram chamados, não se desesperem! – dizia calmamente o diretor. – Por favor, venham à frente e se posicionem aqui ao meu lado, os caros alunos: Carolina Gonzalez, Henrique Vilela, Rafael Oliveira, Henrique Muniz, Caterinne Kirsche e Marcella Collins.
Todos nós seis nos dirigimos ao lugar em que ele havia nos mandado e ele começou um novo discurso:
– Eu gostaria de parabenizá-los, pois vocês que aqui estão, foram considerados os seis melhores alunos desta escola! – a multidão começava a gritar pelos nossos nomes, dependendo da sala. – Portanto! – pigarreou o diretor. – Vocês estarão recebendo medalhas por se formarem com tanto mérito!
– Aqui estão elas! – continuou ele. – Márcia, por favor, me ajude aqui! – disse ele à sua secretária com as medalhas em mãos. – Cheguem aqui próximos Carolina e Henrique Muniz... Eu lhes entrego as duas medalhas de bronze! Meus parabéns! – disse ele com um sorriso.
– Muito obrigado! – disseram os dois contentes alunos e foram rapidamente se sentar, após uma foto com o diretor.
– Agora se aproximem Rafael Oliveira e Henrique Vilela! – disse o diretor. – Meus caros alunos, aqui estão suas medalhas de prata! Que em suas vidas vocês sempre reluzam como ela! – declarou, feliz.
Mais outra foto, mais outro flash, e depois foi que caiu a nossa ficha, minha e da Greene, mas antes que disséssemos mais alguma coisa, ele disse:
– Por fim, sim, vocês mesmas! – eu e Greene deveríamos estar atônitas, embasbacadas, afinal, de todas as outras, nossa sala foi sempre a pior em comportamento e essas coisas... – Sim, vocês duas foram as duas melhores alunas deste colégio de idiomas, e acreditem, foi uma surpresa para nós também! – assumiu o diretor. – Aqui estão suas medalhas de ouro!
– Greene, é sério somos eu e você! – disse, meio perplexa.
– Eu tô ouvindo! – disse Greene, um tanto alto.
– Como é que foi que a gente chegou à esse nível? – perguntei para ela, mas meio que na retórica também.
– Não, nenhuma ideia! – confessou ela, abaixando a cabeça para o diretor colocar sobre seu pescoço a medalha. — Juro para você que não acredito nisso! Caralho... e você acredita?
– Claro que não, porra! – falei.
O problema não seria nós duas estarmos tão atônitas ao ponto de falar palavrões, mas que nos dois momentos em que os deixamos escapar, o diretor estava colocando as medalhas com o microfone próximo de nós. Todos no salão ouviram e caíram na risada.
Greene e eu formos para nossos lugares mais vermelhas que a passadeira.
Depois de todo o vexame, enfim fomos todos liberados para a festança. Muitos alunos saíram correndo para o bar, outros para a pista, outros para fora do barracão, outros para o banheiro. Já eu, estava era mesmo preocupada em me levantar com aquele salto. Percebi que acontecia o mesmo com a Greene, já que ela segurava firme na cadeira. Eu ri. Minhas pernas doíam de tanto ficar sentada, eu precisava ficar uma eternidade em pé.
Estava lá, enfurnada em minha dor nas pernas de velha coroca quando vi uma pessoa, uma garota, toda brilhante, cheia de strass, glitter e muito rosa, correndo na nossa direção. Ah não, a Mariane não!
– Catti, Mah, vocês por aqui! – Mariane chegou perto de mim e da Greene, toda felizinha. Ninguém da escola chamava minha Greene de Greene, porque ela é minha quando eu a chamo neste apelido. Sim, possessão mesmo!!
– Olá, Mariane! Tudo bem com você?! – Greene disse, fazendo uma carinha de nojo sem sequer disfarçar. O fato é que essa Mariane é um inferno de garota, ela tem uma mania tonta de dizer que o nome dela não é Mariane, não quando lido em português, e sim Mariane com sotaque (bem piorado) americano.
– Estou ótima, querida! Você não vai acreditar, eu fui para Disney. Sabe, os EUA é um lugar maravilhoso!! – ela disse, toda se achando –
Greene fez uma cara de “Querida, nós fomos para LA e namoramos dois Rockstars! Será que isso cala tua boca?” Mariane era do tipo que falava alto demais, tanto que eu uns cinco metros longe delas, conseguia ouvir a conversa. Eu ri sobre o que ela poderia estar pensando.
– Que bom, Mariane! Parece um lugar ótimo mesmo! – Greene sorriu, mais falsa impossível – Preciso ir ali com a Catti, até logo! –
Assim que estávamos seguramente longe dela para fazer algum comentário, eu disse, tirando um sarro
– Eu fui para Disney blábláblá! – zoei.
– E aí o que vamos fazer? – perguntou Greene, segurando em meu ombro e me desequilibrando quase até cair.
– O que você está pensando, hein mocinha? – perguntei apertando os olhos na direção dela.
– Preciso de álcool! – disse Greene, olhando distraída pela multidão. – Very preciso! – brincou.
– Menina, você não idade pra isso não! – disse rindo das ideias dela.
– Credo, só um pouquinho! Não foi eu que fiquei de porre e me agarrei com um rockstar na piscina, não é Catti? – disse ela maliciosamente. Ela ainda se lembra disso? Maldita!
– Tudo bem senhorita, eu não exagero na bebida, aquela foi a única vez. – quis me defender. — Já pensou que poderia ser você e o Max se pegando na piscina hein? – “soltei meu veneno” e Greene o pegou fazendo cara de tarada.
– Pois é, não pensei nessa parte! Lembre-me da próxima vez encher a cara e fazer o Max encher a cara também, por favor! – ela riu, como que anotando mentalmente. – Cadê aquela vaca da Amanda? – ela olhava para os lados, um pouco menos distraída do que antes.
– CATTIIIIIIIIIIIIIII, MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!!! – berrou abrindo espaço por entre a multidão, que chiava enquanto ela passava. — Que saudade enorme de vocês! – disse nos apertando como se fôssemos dois puffs daqueles fofinhos de sentar. – Vocês nem vão acreditar! – disse ela com cara de que ia contar algum babado. Babado? Que termo de patricinha!
Essa é a Amanda, amiga nossa do curso e viciada em ETF e FIR igual a gente.
– AMANDA, olá.!– Greene gritou, e riu.
– AMANDA, oi! – eu disse, e ri.
– Me diga então o que eu não vou acreditar! – Greene disse, rindo ainda.
– Ronnie e Max voltaram a ser amigos! – ela disse com os olhos brilhantes, esperando alguma reação monstruosa de nós duas.
– JURA?! – eu e Greene dissemos animadas, e rimos logo em seguida, não queríamos contar à ninguém de nossa ‘pequena aventura’.
– Sim, olha só! – Amanda disse, tirou uma revista, Deus me livre, mas acho que foi debaixo das saias. Na verdade nem era uma revista e sim algumas páginas dela que tinha o Ronnie e o Max juntos em um pub com duas garotas estranhas.
– Queria mesmo saber quem são essas duas garotas, digamos, esquisitas com eles! – disse Amanda. – Parece-me que eles estão namorando, seriam estas as novas namoradas?
– Hm! – eu disse, temendo o que Greene faria quando visse direito a foto, além daquele ponto de interrogação por causa da garota ao lado de Ronnie. – Devem ser apenas fãs! – falei e eu mesma queria muito acreditar no que eu dizia.
– QUÊ?! NÃO ACREDITO QUE O MAX ESTÁ ME TRAINDO POR UMA LOIRA VADIAZINHA! – Greene explodiu. – AQUELE FILHO DA PUTA! EU O AVISEI!
– Como assim “avisou”? – perguntou Amanda, piscando rapidamente os olhos, processando o que Greene tinha deixado escapar.
– Ela quis dizer no figurativo, né Amanda! – disse, mexendo o rosto em desaprovação, tentando fazer Amanda acreditar em mim. – Até parece que você não sabe como ela é com o Max!
– Calma Mah, porque está tão brava?! – perguntou Amanda. — Você sabe que é só mais uma “peguette” dele... Não é como se ele tivesse voltado com a Lexus, certo?! — Se bem que... nada!! – ela quis aliviar pra Greene, maaas...
– Claro que é, Amanda! Ele é meu porra! – Greene estava de fato irritada – Ele é meu e ninguém pode me roubar ele! Muito injusto isso!!
– Eu sei que é uma puta falta de sacanagem! – comentou Amanda, com um risinho estranho. – Então, acho que nem gostariam de saber que eles estavam numa festa de alguém aí...
– Alguém quem?! – perguntou Greene, bufando.
– Quem é essa coisa pequena que saiu com um copo na mão aqui atrás deles?! – perguntei tentando reconhecer. – Ah não me diga que é... – pausei, estática.
– Deixe-me ver! – disse Greene arrancando o papel de minha mão e me cortando sem querer com a rapidez da arrancada.
– AAAAAAAAI! – gritei.
– Meus pêsames, amiga! – disse Amanda, improvavelmente sincera.
– Calma Greene, presta atenção no escândalo, menina! – disse, tentando amenizar.
– Esta porra aqui atrás é a Alexis Amanda Joice, mais conhecida como a puta das estrelas do rock!!! – Greene disse entre dentes.
– E essa ao lado de Ronnie é a Miss Markie, outra puta! – confessei, meio baixinho, os olhos quase lacrimejando. — Mas Greene, esquece isso, você sabe que você não namora de fato com ele não é? – eu disse tentando fazê-la acordar para o que estava falando e não acabar contando para Amanda o que aconteceu em Los Angeles.
– Mas... poxa, bem que ele podia ser meu não é?!?!?! – ela olhou com os olhos chorosos para Amanda, olhos que tentavam mentir, mas choravam de verdade.
– Calma Mah, ele vai descobrir a menina incrível que você é essa garota perfeita e ainda vai casar com você! – Amanda disse, sorrindo ternamente.
– Claro que vai, sua tonta! Olha pra mim! – Greene riu, e secou vorazmente uma lágrima que escorria perto de seu nariz.
– Pelo jeito foi aniversário da Lexus ontem! – comentou Amanda, baixinho comigo.
– Eu supus isso mesmo! Dia 28 de Julho, não? – eu conclui.
– É!! – concordou Amanda, olhando de volta para Greene.
– Será que eu nunca me livro dessas putas dando em cima do meu nam... – começou Greene, mas eu olhei feio pra ela e ela completou – Meu Max, isso, meu Max!
– Daí eu não sei. Só sei que fui para a banca e corri para comprar para poder mostrar para vocês duas. – Amanda respondeu Greene, erguendo os ombros de impotência diante da situação.
Greene’s POV
Como assim o Max estava com outra e me traindo assim na cara dura?! E a notícia vem parar aqui no Brasil sem ele nem mesmo dar uma satisfação. Nem esperou um mês, ou sei lá, duas semanas que estamos namorando. Amanda foi falar com o namorado dela do outro lado do salão, e ao vê-los se beijando, isso me lembrou mais ainda o Max, além de me corroer por dentro. Olhei para o lado e Catti, estática, encarava o nada, intercalando com às vezes em que me olhava preocupada:
– OK Catti, chega! Não aja como se você não se importasse! – eu disse, para Catti. – Poxa, de novo... o Max, mulheres e... – eu não conseguia terminar e balançava minha cabeça em discórdia. Catti, eu sei, sim eu sei que ela estava magoada. Ela não me engana.
– Mas eu não posso fazer um escândalo, não é verdade? Por mais que me doa! Óbvio que eu estou magoada, poxa o Ronnie é meu! – ela disse, encarando o chão.
– Dois filhos da puta, é isso o que eles são! É só a gente sair, e já era. Na real, somos para eles o que no fundo, sabíamos que seríamos: amorzinhos de verão. – eu disse, quase desesperada em segurar todas as mil lágrimas que resolveram cair
– Ainda vamos voltar para LA? – Catti perguntou, indecisa. – Quer dizer, depois disso, realmente é bom voltar?!
– Claro que vamos voltar! Eu não vou perder uma passagem paga de volta para aquela cidade maravilhosa, sei lá eu posso encontrar o Ryan Ross e o Brendon Urie por lá e casar com os dois, fazer um casal triplo, ou com o Gerard Way e com o Frank Iero, ou com algum garoto bonito, não necessariamente famoso. – eu disse, sorrindo forçadamente. Queria meu Max.
– Isso mesmo! – ela disse. – Bem, é o que eu queria querer, mas não é!
– Podemos comprar um apartamento, um flat, lá com todo esse dinheiro que nós temos agora! – eu disse, procurando outro tópico para me distrair.
– Tem razão Greene, vamos viver o agora e pensar no amanhã depois.
– Isso mesmo, hoje eu só quero me divertir! – disse Catti, mas ela suspirou profundamente após dizê-lo.
Eu e Catti fomos até o bar e pedimos dois Martínis, o bagulho tava chique lá em HAHAHAHAHA, depois do Martíni, um pouco de uísque, vodca, mais uísque, vodca e uma taça de um vinho meio azedo e a única coisa que me lembro foi de ter ido dançar com a Catti no meio da pista e depois disso mais nada.
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