Hell

5 Dangerous Play.


Notas iniciais
Pessoal, sério, me perdoem pelo atraso! Não foi minha intensão demorar tanto assim... É que a desculpa é a mesma de sempre: Provas e trabalhos. E não tive tempo de atualizar antes. Me perdoem sinceramente. Anyway... Aqui está ele: o capítulo dos esclarecimentos (não totais, mas a maioria) Boa leitura!

Orihime estava ficando impaciente de tanto esperar. Os segundos se arrastavam de maneira corrosiva e irritante. Ela olhou para os lados a procura do que fazer.

Pegou uma revista velha, quem sabe a mesma de algumas horas atrás, e começou a folheá-la. Ulquiorra, que estava ao seu lado, não dera uma palavra após a conversa que tiveram.

Flash Back On

– Mulher, eu ainda não sei bem o que estou fazendo. Por favor, não deixe as coisas mais confusas do que já estão.



Ela o olhou com compreensão. Tinha razão. Havia muita coisa a ser esclarecida antes de qualquer coisa.



– Que tal começar a me contar a história da maneira correta? – Orihime sugeriu.



– Quando sairmos deste Inferno, quem sabe. Na hora que eu for te deixar em casa.



Flash Back OFF



Esperava com a maior ansiedade do mundo que os minutos passassem logo e o período de aulas terminasse. Assim poderia ouvir o que Ulquiorra teria a dizer sobre aquele tão misterioso e intrigante caso.



– Ei... – Ela chamou, tentando quebrar o gelo.



– Sim? – Perguntou sem olhar para ela.



– O que você disse para a Rangiku-san?



O rapaz sorriu sem humor.



– Acho que você é muito inocente para ouvir algo assim.



A moça arregalou os olhos.



– É melhor não saber mesmo...



Ele assentiu com a cabeça, e em seguida levantou-se.



– Para onde vai? – Indagou.



– Faltam alguns minutos para o sinal tocar. Vou pegar nossas coisas na sala.



– Certo.



E ele andou alguns passos em direção da porta, abriu-a e finalmente desapareceu adentro, deixando Orihime sozinha.



Ela observou mais ao redor de onde estava. A coordenação era um lugar iluminado, cercado de azulejos e todos os móveis eram verdes ou azuis. Jornais e revistas que datavam de meses muito anteriores estavam empilhados em um banco.

Telefones, provas, boletos, grampeadores... A mesa de Matsumoto estava uma verdadeira bagunça. Mas uma coisa se destacava no meio de tantos papéis: A foto de um homem sorridente com cabelos brancos levemente compridos, segurando uma linda menininha loira nos braços. Ao lado de ambos estavam outras duas pessoas, uma era a própria Matsumoto, mas a outra era uma moça igualmente loira, que provavelmente tinha a sua idade. Seu sorriso era tão contagiante quanto o do homem e possuía olhos claros como os da mulher.



Orihime chegou a conclusão que fossem a família da coordenadora.



“Parecem ser muito felizes” – Pensou.



Mas foi interrompida quando a porta se abriu bruscamente revelando Ulquiorra com as bolsas de ambos.



– Sorte nossa que saímos da sala antes da aula do Namikawa começar.



– Hum... – Ela apenas disse. Seus pensamentos estavam focados naquela foto – Ulquiorra, você chegou a conhecer a família da Rangiku-san?



Ele pareceu estremecer.



– Por que pergunta?



– É que eu vi aquela foto ali e isso me ocorreu de repente... – Disse de maneira inocente.



O rapaz suspirou.



– O seu problema é que você faz perguntas de mais. Vamos indo mulher – E o sinal toca assim que ele termina a frase.



A garota não entendeu o motivo da frase, mas pegou sua bolsa e o seguiu mesmo assim.


As coisas estavam demasiadas confusas para ela conseguir organizar tudo mentalmente, então esperou pela boa vontade do garoto de lhe contar o que realmente estava acontecendo.



---------X---------

– Quer alguma coisa? – Ela perguntou, indicando uma cadeira para ele se sentasse.



– Água, por favor – Pediu, sentando-se.



Inoue foi até a cozinha e apanhou um copo com água. Suas mãos tremiam muito e a ansiedade fazia seu coração disparar de maneira perigosa. Não podia esperar mais nenhum segundo.



– Aqui – E entregou-lhe.



O rapaz bebeu rapidamente, mas com uma elegância desconcertante. Ulquiorra sempre tinha aquele quê de beleza fria, que o deixava cada vez mais interessante. A moça sacudiu a cabeça, tentando afastar aqueles pensamentos.



– E então...?



Ele suspirou.



– Tem mesmo certeza que quer ouvir isso?



– Óbvio que quero! Vamos, desembuche de uma vez!



O rapaz quase que sorriu com a impaciência da garota.



– Tudo bem... O que quer saber?



– Tudo! O que houve com a garota, o que você tem haver com isso, o que Namikawa realmente fez e por que você ficou tão abalado quando perguntei sobre a família de Rangiku-san?



– Ei, vai com calma... Certo, é compreensível que você esteja com todas essas perguntas – E olhou para o chão – Mas peço que não me julgue e que não me odeie depois do que eu vou contar.



– Mas é claro que não!



– Então vou começar. Há dois anos eu não era tão... Reservado quanto agora. Kurosaki, Kuchiki e Abarai eram meus grandes amigos. Na época eu estava... Bem, namorando uma garota...



– NAMORANDO?! – Orihime gritou.



– Era.



– NÃO ACREDITO!



– Quer parar de gritar, mulher? Isso parece tão difícil de acreditar?



– E o que houve com ela? Vocês ainda estão juntos? O que...



– Vai com calma! Espere eu terminar a narrativa. Bom, o nome dela era Matsumoto Aya.



“Ma-Matsumoto?” – Ela pensou. Então a ficha caiu. A garota mais velha da fotografia era a namorada de Ulquiorra. Filha de Rangiku-san.



– Ela era uma pessoa maravilhosa. Eu a adorava. Conhecíamos-nos desde pequenos. Confesso que sempre tive uma quedinha por ela. Até que um dia conhecemos um novo sensei: Namikawa. Ele logo se mostrou prestativo e amigo com Aya. Eu, inocente, nunca suspeitei de nada. Ela sempre me contava feliz das coisas que ele a ajudava. Até que depois de alguns meses, Aya estava muito diferente. Evitava-me o tempo inteiro, seu olhar estava triste e ela não sorria mais. Algo muito errado estava acontecendo. Então eu finalmente perguntei o que estava acontecendo... E então veio a notícia.



Flash Back On



– Não sei como lhe dizer isso... – Aya mordeu o lábio.



– Apenas conte.



– Você vai me odiar!



– Não se você não disser...



A moça suspirou.



– Estou grávida.



Ulquiorra arregalou os olhos.



– C-Como? Mas nós... Nós nunca...



– O filho não é seu... É do Namikawa.



O garoto não conseguiu assimilar a situação. Estava completamente desnorteado.



– É brincadeira né?



– Receio que não.



– Mas, como você pode fazer isso comigo, Aya?! Eu confiava em você!



– Ele me obrigou! – Ela gritou, e de seus olhos caiam lágrimas desesperadas.



Mas o garoto apenas balançou a cabeça e a olhou com desprezo.



– Não quero mais olhar para você. Saia logo da minha frente.



– M-Mas Ulquiorra...



– Agora!



E Aya vai embora chorando.



Flash Back OFF



Orihime estava com a cara no chão. Ela própria não conseguia segurar as lágrimas.



– Ela passou 3 dias sem ir para a aula. Então depois disso, ligaram para minha casa dizendo que ela havia morrido. Senti que meu mundo ia desabar. Uma onda de culpa me invadiu na hora. Isso foi por volta de Outubro, então desde esse mês eu não fui mais a escola. Não sei se você sabe, mas meus pais morreram num acidente de carro quando eu tinha 14 anos. Como eu já era maior de idade*, herdei todo o dinheiro. Perdi toda a auto-estima, a vontade de sair na rua... E depois do fato que aconteceu com Aya, creio que só voltei ao colégio um ano depois. E no ano seguinte eu te conheci.



– Então, ela só tinha... 15 anos quando morreu?



– Ia completar 16 no mesmo ano – Ele disse com tristeza.



– Deixe-me adivinhar: Você acha que ela foi assassinada, né?



– Não tenho certeza. Só sei que Namikawa sabe da história. E é com ele que eu quero prestar contas. Por isso voltei a escola, para me vingar.



Orihime o olhou sem saber o que dizer.



– Você me odeia agora, não é?



Lágrimas caiam dos olhos da garota.



– Eu te juro que queria... Mas não consigo.



– Por favor, de novo não. Isso não pode estar acontecendo de novo – Ulquiorra diz.



– De novo?



– Era por isso que eu não queria contato contigo, mulher. Tive medo de me... Envolver. E acabei me envolvendo de verdade.



Ela o observou com os olhos marejados de lágrimas. Ele se levantava e então a abraçou.



– Acontece que me tornei uma criatura tão egoísta... E não pensei nas conseqüências que isso representaria para você. E me deixei levar por essa brincadeira perigosa... E agora estou aqui. Pedindo para que tudo não se repita... E que você não seja tirada de mim maneira tão brusca.



Ela se surpreendeu com as palavras de Ulquiorra. Havia tanta angustia em sua voz... Orihime o abraçou com todas as forças que possuía.



– Nada vai se repetir.



– Não vai mesmo. Eu vou embora – Declarou.



– Está ficando louco? – E soltou-se dele bruscamente – Vai fugir disso tudo que nem um covarde? Ulquiorra, esse não é você!



– Como pode ter tanta certeza?



– Eu não sei... Apenas sinto – Disse sinceramente – Eu vou ajudá-lo.



– Como? Não quero que você se machuque! Isso já saiu mais de controle do que eu queria... – E tocou o rosto da garota.



Ela estremeceu.



– Vai aceitar ou não a minha ajuda? – Orihime o encarou, decidida.



Ele suspirou.



– Vou. Ande, conte-me o que tens em mente. Estou ouvindo – E olhou para ela esperando a resposta.

------------- Continua -----------

Notas finais
Estamos entrando na reta final... Gostaram do capítulo de esclarecimento? *No Japão a maioridade é atingida aos 14 anos. IMPORTANTE: Ordem cronológica dos acontecimentos narrados por Ulquiorra: Aos 14 anos ele perde os pais num acidente de carro. Aos 15 ele conheçe Aya e a mesma engravida. Aos 16 ele volta para a escola. Aos 17 conheçe Orihime. E parece que o Ulquiorra amoleceu um bocado hein? O que o amor não faz... Enfim... Mereço reviews?