Helga e Salazar: Uma História
1 Na Aba da História
Notas iniciais
Parecia apenas uma segunda-feira como uma qualquer. Ao menos, foi o que objeto encantado na velha estante pensou antes do que se sucedeu:
A porta da Sala de Dumbledore é aberta pelo trio que Hogwarts conhece muito bem. Os cabelos em fúria de Harry Potter, o olhar castanho e atento de Hermione Granger, o inevitável tropeço de Rony Weasley que quase acaba levando o grupo todo ao chão: tudo é registrado pelo Chapéu Seletor.
Mas ele não julga em silêncio:
—O Diretor não está. — e com um muxoxo, acrescentou — Não vou nem perguntar o que fizeram dessa vez!
Rony não perde tempo:
—E é bom mesmo!
Hermione reage imediatamente.
—Rony, você não pode falar assim com o Chapéu Seletor, ele é patrimônio de Hogwarts e está presente há mais de...
—Espere, Granger! — O Chapéu a interrompe bruscamente. — Não sou a favor de revelar a minha idade. E além disso, posso saber de onde tirou essa informação?
Harry sorri de lado:
—Não é óbvio? Veio direto do livro Hogwarts: Uma História.
Hermione empertiga, enfezada com o deboche. Para completar a sua irritação, Rony está vermelho de tanto prender o riso.
—E com muito orgulho! É um livro maravilhoso e se dessem uma chance a ele...
—Não — Harry e Rony falaram em uníssono sem se preocuparem em pensar numa desculpa.
Hermione bufou.
—Vocês são impossíveis! Aposto que se caísse em uma prova de História da Magia...
— Aí seríamos obrigados a ler — Harry ressaltou. — Mas até lá, vamos contar com a sua consulta.
— Bom, para a informação de vocês, esse livro nunca me decepcionou!
O Chapéu Seletor pigarreou:
—Granger... não fica bem mentir.
Hermione empalideceu e levou uma mão à boca, assustada.
—Como sabe? Consegue ler os pensamentos de longe?
—Não, identifico seus padrões. Emoções e sensações no geral. E percebi que teve uma vez que esse livro não te deu a informação que queria.
—Bem. — ela começou cuidadosa. — Sim, de fato houve uma ocasião. Mas não conta! Nenhum livro menciona o Basilisco.
O objeto crispou os cantos da boca. O assunto era particularmente obscuro para ser tratado no meio da tarde.
—Ah, isso. É mesmo uma parte oculta da História Bruxa. Há muito que ainda não se sabe sobre isso... — terminou vagamente, buscando que isso fosse suficiente para a curiosidade dos alunos.
Mas se tratando de Harry, jamais seria.
—Como assim? — ele perguntou avidamente. — Você sabe de alguma coisa?
—Harry... — Hermione o repreendeu.
—Ah, vamos, Mione! — Rony defendeu o amigo. — Eu não preciso ser o Chapéu para ver que também ficou curiosa!
Hermione fechou a cara.
—É, mas isso não significa que...
Harry havia aproveitado a deixa da pequena briga dos dois para tomar rapidamente algumas gota da Felix Felicis. Voltou a falar com o objeto, determinado:
—Chapéu, será que pode nos dividir essa informação? Pode ser útil para nossa missão.
O objeto se manteve firme:
—Eu duvido, Potter... E em todo caso, eu só sei sobre a única pessoa que não poderia ser atacada.
Hermione, que desconhecia tal fato, se voltou com a curiosidade renovada:
—O quê! Existia isso? Agora quero saber!
Harry continuou focado em tirar os fatos do objeto.
—Mas e se for importante?
O Chapéu finalmente resolveu ceder:
—Bom, pensando bem... acho que essa história ficou escondida por tempo demais. Sabem por que a Sonserina tem esse nome?
Harry e Hermione permaneciam concentrados, mas Rony caiu na gargalhada.
— Porque eles são todos uns sonsos?
Hermione ouvindo isso, revirou os olhos.
— Claro, Rony. O Salazar ia mesmo se ofender ao dar o nome da sua casa.
O Chapéu interrompeu a briga antes que se iniciasse.
— Os dois estão certos — disse a contragosto. A sorte de Harry fazia com que ele contasse mais do que queria e muito mais do que devia. — Sonserina na verdade se trata de uma referência a essa caracteristica, Weasley, mas Salazar não estava falando dele tampouco dos integrantes de sua Casa. — ele solta um suspiro, percebendo que se conter agora pouco adiantaria. — Bom, o Diretor vai demorar, suponho que temos tempo para uma história. E essa nasce no mesmo momento que eu..
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