Notas iniciais
oi people

Hoje tive um sonho horrível, acordei as 4:30 da madrugada, com muita sede, o sonho, pelo o que eu me lembre, começa comigo sozinha perto de um lago, e eu não sei da onde veio, mas uma pessoa jogou uma sacola na minha cabeça, e me empurrou contra o lago, e depois eu tento ter forças para voltar para a superfície e respirar, mas algo me puxava para baixo, eu sentia a agonia, e o mais irônico foi eu ter acordado com sede... Depois desse pesadelo eu não consegui dormir mais, peguei um livro e me sentei na janela do meu quarto.
–Psiu! -ouvi uma pedra bater na minha janela, olhei pra ela, e era Luca, ele estava me chamando. Coloquei um sapato, desci com cuidado para não acordar ninguém, abri a porta e sai de casa.
–O que você está fazendo aqui? –perguntei.
–Eu sempre saio esse horário para ver as lua, e as estrelas... E eu passei e te vi na janela, e pensei “por que não chamar ela?” –ele deu de ombros.
–Nesse frio? –me abracei.
–Está com frio? –perguntou ele tirando o blusão dele e me esticando ele –toma.
–Mas e você?
–Não estou com frio, pode pegar –sorri, peguei e vesti o blusão.
–Vamos?
–Onde fica? -Não muito longe –novamente ele pegou na minha mão, e me puxou, estava tudo bem, até eu ver onde a gente estava indo, era para um lago, me lembrei do meu sonho, e puxei minha mão da dele. -NÃO –gritei.
–Helena? O que houve?
–NÃO, sai, SAI –gritei e sai correndo, senti as lágrimas em meus olhos, eu, eu tenho trauma de água, de me afogar, quando eu era pequena, quando tinha 5 anos eu me afoguei! E teve esse sonho...Sei perceber tropecei em um pedaço de galho
–Ah ótimo! Parabéns Helena, sua anta –briguei comigo mesmo, me levantei.
–Helena! –Luca estava atrás de mim
–o que houve?
–Me deixa em paz! –sai correndo e voltei para casa, entrei em casa, olhei o relógio era 5:00, eu estava toda suja, fui para meu quarto, e fui tomar banho. Depois do banho, me arrumei para o colégio, já estava vendo o sol na janela, arrumei as coisas pro colégio, desci e fui tomar meu café da manhã, preparei uma torrada e um suco de laranja, me sentei na mesa e pensei em hoje mais cedo, pelo meu desespero...Mas eu não controlei, eu não sei o que deu em mim, mas eu comecei a chorar, a correr...eu fiquei desesperada.
–Filha? Já acordada –perguntou meu pai.
–Fiquei ansiosa para hoje –sorri.
–Acorda seu irmão? –assenti e subi até o quarto dele
–Anthony? Acorda, já está na hora –balancei ele, e ele murmurou algumas coisas sem sentindo e se levantou. Voltei para a cozinha.
–Pai, você que vai nos levar hoje? –ele assentiu.

Depois de Anthony finalmente se vestir, comer, fomos para a escola. Chegando na escola, ela era enorme, tinha três andares, três escadarias para a entrada, e a bandeira do EUA , eu e Anthony saímos de dentro do carro e demos tchau para o pai.
–Quer que eu te acompanhe até a entrada? –perguntei.
–Eu não sou mais criança –ele bufou.
–Tudo bem então, te vira, o adulto –caminhei até a entrada.
–Helena! –chamou ele –me acompanha? –dei risada, fui com ele até a diretoria.
–Boa tarde alunos, como posso ajuda-los? –perguntou a recepcionista.
–Somos alunos novos, Helena Fox, 2 ano do ensino médio, Anthony Fox 7 série.
–Sim, aqui está o papel das salas que vocês tem que ir –ela nos entregou um papel pequeno e nos mostrou onde fica cada sala. Caminhei com Anthony até a sala dele.
–Agora é contigo rapaz, você consegue, boa sorte –abracei ele.
–Boa sorte mana.
Peguei minha folhinha e olhei para onde tinha que ir, sala 319 do terceiro andar, caminhei até lá, chegando na sala de aula, todos me olharam, sentei em qualquer mesa, e esperei o professor.
–Helena? –escutei a voz de Luca, me virei ele estava sentando ao meu lado, ele se levantou e ficou na minha mesa
–o que houve ontem?
–Eu...tenho medo de água –abaixei a cabeça.
–Ei –ele levantou minha cabeça –por que?
–Tenho trauma na verdade... -fomos interrompidos pelo professor –te explico depois. Me levantei e entreguei o papel a ele.
–Gente, temos uma nova aluna, Helena Fox –olhei para eles.
–AE –gritou um dos garotos –uma morena! –corei, e depois percebi que na minha sala só tinha loira... Voltei para minha mesa.
–Você é muita linda –escutei a voz de um garoto no meu ouvido, olhei pro lado, Luca estava me olhando, olhando o guri, ele estava com uma cara de raiva. Voltei a prestar atenção na aula. Depois de três períodos, fomos para o recreio, Luca me acompanhou. -Conte-me sobre seu trauma.
–Eu quando tinha 5 anos, eu me afoguei, e dai eu fico assim quando vejo mar, lagoa, piscina....só que ontem foi diferente...
–Diferente?
–Helena, você é tão linda, pra que andar com esse daí? –fomos interrompidos por um garoto, alto, cabelo escuro, olhos castanhos e musculoso –Brincadeira, me chamo Eduardo, posso apresentar a escola para você? –perguntou ele, olhei para Luca, que olhava com uma cara impaciente.
–Luca você não iria fazer isso? –perguntei a ele.
–Tanto faz, vai o Eduardo, depois a gente se fala –ele saiu de perto de mim.
–Então, vem? –ele sorriu, ele tinha covinhas, corei e fui com ele.
–Essa aqui é a nossa sala, como você já sabe, aqui é a diretoria, e os troféus, eu ganhei jogando handebol, e descendo as escadas é a lanchonete está com fome?
–Um pouco.
–Vamos comer – ele colocou o braço em volta de mim, e me levou até a lanchonete, lá comemos uma torrada e um suco, ficamos conversando, Eduardo era engraçado, encantador e lindo, meu coração começou a bater um pouco forte por ele...
–Eu amei seus olhos –ele falou olhando para eles –são de uma cor azul muito linda –corei, olhei para trás dele e vi Luca nos olhando com uma cara meio chateada, me lembrei do que ele havia me falado sobre “as pessoas sempre me deixam”.
–Vamos marcar de ir no cinema? –perguntou Eduardo, virei o rosto.
–Claro –sorri, o som do sinal tocou, e fomos para a sala de aula. Depois da aula, fui para o ensino fundamental buscar Anthony, esperei até ele sair da sala.
–Está esperando quem? –escutei a voz de Eduardo.
–Meu irmão.
–Qual é o nome dele?
–Anthony.
–Ah Helena, vai rolar uma festa esse final de semana...Quer ir comigo? –me virei.
–Combina comigo isso hoje por e-mail, tenho que ir –falei, beijei seu rosto, e avistei Anthony, sai com ele e voltamos para casa. Chegando em casa, fui direto para meu quarto, liguei meu notebook e tinha um e-mail de Luca.

Espero que esteja tudo indo bem com você e o Eduardo (: Luca.

Você não está com ciúmes...está? kkk Helena.

Por que eu estaria com ciúmes? Lógico que não...Impossível, mas não sei o Eduardo né?! Luca. Dei risada com seu e-mail.
Luca, eu e Eduardo somos apenas amigos. Helena.

É? Não me importo. Luca.

Se não se importa, vou responder o e-mail dele me convidando para ir a festa com ele hoje a noite, beijos Luca Helena.

Tudo bem, Faça o que você quiser Helena, só tome cuidado, as aparências enganam... Luca.“As aparências enganam” O que ele quis dizer com isso?

Desliguei o notebook e fiquei deitada no sofá olhando para a janela, meus olhos pesaram e acabei adormecendo. Acordei com pedrinhas na minha janela, me espreguicei e fui ver quem era. Luca. Calcei meus sapatos e desci cuidadosamente até ele.
–Desculpa por ontem –falou ele quando cheguei perto.
–Por sua crise de ciúmes? –sorri.
–Não foi ciúmes, é que quase ninguém fica comigo por muito tempo, e tive medo sabe... -Medo? –perguntei.
–Medo de te perder...-ele me olhou, e senti o meu coração martelar.
–Ah Luca –abracei ele –eu não entendo, como as pessoas podem dizer tantas maldades sobre você...
–Nem eu Helena...
–Que hora é? –perguntei, me afastando de Luca.
–4:30 –ele sorriu – o horário que eu vou ver as estrelas e a lua...
–Posso ir contigo? –perguntei, e vi seus olhos brilharem, e então como só o Luca faz, ele me puxou pela mão e fomos até o tal lugar para ver as estrelas e a lua. Depois de caminharmos alguns minutos, chegamos ao topo de uma colina, e deitamos ali, e ficamos apreciando as estrelas e as luas.
–Helena, sabe por que eu gosto de ver as estrelas?
–perguntou ele.
–Por que? -Assim eu me sinto mais próximo do meu pai.
–Seu pai morreu? –perguntei assustada.
–A cinco anos... Eu tinha onze anos...Aquilo ainda me traumatiza –olhei para ele.
–E como ele morreu?
–Overdose, câncer no fígado...Muitas coisas...
–Eu...Eu sinto muito –não sabia o que falar.
–Está tudo bem...
–Qual era o nome dele?
–Brian.
–Eu acho que eu me sentiria perdida no mundo sem meu pai...Somos tão grudados –falei olhando as estrelas.
–Eu também era assim com meu pai, ainda somos, não quero perder essa conexão que tenho com ele, por isso venho todo dia aqui...Eu e minha mãe, não nos damos muito bem.
–Entendo...
–Sabe, ela briga comigo por tudo, e o pior ela não acredita em mim, isso me frustra, que duvidem de mim –quando mais conhecia Luca, mais percebia o quanto éramos iguais.
–Minha mãe também é assim, ela julga as pessoas pela aparência, tá nem ai para a opinião dos outros, isso gera muitas brigas e discussões entre eu e ela.
–E um desses julgamentos foram eu né? –ele me olhou, engoli em seco, e assenti. Ficamos mais algumas horas ali deitados olhando o céu, até que comecei a sentir frio.
–Está com frio? –perguntou ele.
–Estou...e falando sobre isso, ainda estou com seu blusão, tenho que te devolver.
–Não tem problema, se quiser pode ficar com ele –ele sorriu, e se aproximou de mim e tocou meu rosto
–você está muito gelada, nossa – e ele passou o braço em volta do meu corpo e me abraçou, me aninhei em seu colo. Depois de alguns segundos, minhas pálpebras pesaram e cai no sono. Acordei com o sol no meu rosto, e percebi que havia dormido ali na colina, olhei para o lado Luca estava dormindo abraçado comigo, não queria me mexer, estava muito aconchegante ali, mas acho que já tinha passado do horário.
–Luca –chamei ele, ele resmungou e abriu os olhos e olhou pra mim e sorriu.
–Bom dia para você também.
–Luca! Já amanheceu, e a gente dormiu aqui –falei preocupada, ele esticou o braço e olhou o relógio.
–São sete horas, acho melhor você voltar correndo para casa...-ele disse. Sem hesitar me levantei em um salto e sai correndo. -Boa sorte –ele gritou.
Corri desesperadamente até chegar em casa, estava ofegante, abri a porta com cuidado, entrei e não havia ninguém, ufa, quando estava subindo as escadas, ouvi a voz do meu pai atrás de mim.
–Onde você estava? –perguntou ele, virei e dei um sorrisinho -que folhas são essas no seu cabelo Helena?
–Eu...Posso explicar –falei chegando perto dele, e me sentando na mesa, ele veio logo atrás de mim -Luca me chamou ontem para vermos as estrelas e as luas, e acabamos dormindo na colina...-encolhi os braços.
–Sorte que não sou sua mãe, agora vai tomar banho menina –falou ele levantando da mesa e indo ver TV. Subi até o banheiro e tomei banho. Me arrumei pro colégio, acordei Anthony, e desci as escadas, tomei café da manha com David.
–Então, você e Luca, hein –ele piscou, corei.
–Pai –repreendi –ele é apenas meu amigo.
–E o Eduardo? –me engasguei quando ele falou o nome dele, como ele conhecia ele?
–Como você conhece ele?
–Ele ligou ontem, mas você estava dormindo – o e-mail! Me esqueci de falar com ele ontem.
–Ele também é meu amigo pai.
–Pai, você sabe onde tá meu caderno? –perguntou Anthony descendo as escadas.
–Filho você que tem que cuidar dos seus materiais, não eu –meu pai deu de ombros.
–Em cima da mesa de sinuca –falei. Depois de Anthony pegar suas coisas, fomos para a escola, chegando por lá Eduardo me abraçou.
–Oi Helena, você não me respondeu ontem.
–É, desculpa, eu caí no sono –encolhi os ombros.
–Tudo bem, mas a festa é esse sábado, as sete horas da noite, se você quiser vir acompanhada comigo, posso buscar você na sua casa...-ele corou.
–Ah claro –sorri.
Caminhamos até chegar na sala de aula, procurei por Luca, mas ele ainda não havia chegado.
–Procurando o estranho? –perguntou uma guria loira.
–Ele não é estranho –respondi -e sim estou procurando ele.
–Ele não veio para a escola hoje.
–E como você sabe? –perguntei.
–Por que ele não está aqui? –perguntou ela em um tom irônico e saiu de perto de mim. -Ignora a Natália, ela é chata mesmo –falou Eduardo, mas será que aconteceu algo? Depois das três aulas, sem o Luca, comecei a ficar preocupada, até que recebi uma mensagem dele no celular. Helena, eu não vou para a escola hoje, desculpa bjo, Luca. Franzi o cenho.
–O que foi Helena? –sussurrou Eduardo atrás de mim, mostrei a mensagem para ele. O sinal bateu e eu e Eduardo descemos para o recreio.
–Estou preocupada com ele.
–Calma, deve ter uma explicação lógica para isso...Não deve ser nada grave –assenti, porem ainda preocupada, ele passou o braço em volta de mim e beijou meu cabelo
–vai ficar tudo bem, você vai ver.
–Obrigada Eduardo –sorri.
–Helena, sabe por que a Natália te tratou daquele jeito? E também por que ela vive te olhando?
–Ela vive me olhando? –perguntei.
–Sim.
–Nunca percebi...Mas por que?
–Por que ela gosta de mim, sempre gostou, e ela sente ciúmes de nós dois juntos...-corei.
–E você nunca deu uma chance para ela?
–Nunca gostei dela, não gosto do jeito dela com as outras pessoas, ela trata elas como se fosse superior a elas entende? Odeio gente assim, por isso gostei de você...Helena você é diferente de todas as gurias –sorri e corei novamente –acho tão fofo quando você cora –ele passou os dedos nas minhas bochechas, que agora estavam pegando fogo.
–Assim você me deixa encabulada –abaixei a cabeça.
–Fofa –ele sorriu. Fomos atrapalhados pelo sinal, voltamos para a aula, Eduardo fez parceria comigo em todos os trabalhos, ele ficava fazendo trança no meu cabelo a aula inteira, e ficava me passando um papel escrito “você sabe que é linda demais?” Com Eduardo eu esquecia meus problemas, principalmente em estar preocupada com Luca. Depois da última aula, fui buscar Anthony, e Eduardo me acompanhou, como sempre.
Chegando no ensino fundamental, encontrei Anthony.
–Bem vou indo –me virei e beijei seu rosto, e fui até Anthony, ele estava de costas.
–Vamos pirralho? –coloquei a mão nos ombros dele, e ele se virou e estava com um olho roxo e chorando
– Anthony?! O que houve? –perguntei preocupada.
–Mana –ele me abraçou e começou a chorar –me protege.
–Anthony, o que aconteceu? –comecei a chorar.
–Helena? –escutei a voz de Eduardo – o que aconteceu com ele?
–Eu não sei.
–Ei amigão, o que houve? –perguntou Eduardo, Anthony tremia.
–Helena –ele fungou – grande, olhos castanhos, musculoso, hoje, no recreio, soco, chute –ele voltou a chorar.
–Quem foi o babaca que fez isso com você, vou quebrar a cara dele –falei cerrando os punhos.
–Ele vai machucar você também -fugou Anthony.
–Não, eu nunca deixaria isso –falo Eduardo.
–Fala quem é Anthony.
–Alexandre, ele se chama Alexandre...
–Você conhece algum Alexandre do ensino médio? –virei para Eduardo.
–Tem três Alexandres que eu me lembre, mas ele falou olhos castanhos e cabelo escuro né? Então só pode ser Alexandre Martins. Sem hesitar me levantei.
–Anthony fica aqui, até eu voltar, Eduardo você vem comigo.
Caminhei até o terceiro andar, e fui no balcão perguntar por um Alexandre Martins, e eles me informaram que ele era da turma D, caminhei rapidamente até a sala, mas Eduardo puxou meu braço.
–Pensar de cabeça quente não adianta nada –sem olhar para ele puxei meu braço e fui até a sala, chutei a porta, e vi o único garoto lá dentro, e fui até a mesa dele, e alguns alunos que estavam ali nos olharam, cheguei na mesa dele e empurrei ela para o lado com raiva.
–Escuta aqui, quem você pensa que é? –aumentei a voz –você não tem nenhum direito de bater em meu irmão, você se acha forte por bater em alguém menor que você? Seu covarde, por que não bate em alguém do seu tamanho? -então ele se levantou e me olhou.
–Seu irmão é um otário –senti a raiva subir, e me lembrei das aulas de luta que meu pai havia me ensinado e soquei o nariz dele, e ele gemeu de dor.
–Sua louca! –ele gritou e gemeu de dor, e chutei seu saco e ele caiu no chão, e cheguei perto dele e olhei nos olhos dele.
–Nunca mais chegue perto do meu irmão, estamos entendidos? –ele com o nariz sangrando apenas assentiu, me virei de costa e fui para a porta, quando Eduardo gritou. -Não –e se meteu na minha frente, o guri, amigo dele provavelmente iria me acertar com uma cadeira, e Eduardo havia empurrando a cadeira longe –ela você não machuca! -Ei Ei, que baderna é essa? –entrou um funcionário. -Nada, já estamos de saída –sai da sala e fui até Anthony. Chegando por lá, abracei ele.
–Vou levar você ao médico.
–Eu posso levar vocês –falou Eduardo –eu tenho um carro...
–Tudo bem, eu aceito por que meu irmão não está bem –Eduardo se aproximou de Anthony e o pegou no colo.
–Ele está quase desmaiando...
Caminhamos rapidamente até o estacionamentos, Eduardo deitou Anthony no banco de trás, sentei no da frente, e Eduardo partiu com o carro, peguei o celular e liguei para meu pai avisando que iria no hospital com Anthony. Chegando no hospital, Eduardo foi direto para o balcão, e do balcão chegaram os médicos e levaram ele para o pronto socorro, me sentei no sofá de espera e tomei um copo de água.
–Oi minha filha, você não parece bem, o que aconteceu? –escutei a voz de uma vovozinha me olhando com o olhar parental.
–Meu irmão, machucaram ele gravemente e ele está no pronto socorro, e estou tão preocupada –comecei a tremer.
–Escuta aqui...
–Helena –completei. -
Helena, seu irmão é um garoto jovem não é? –assenti – então, ele vai se recuperar mais fácil do que se fosse eu, seu irmão vai sair daquela porta, saudável, e vocês dois voltaram para casa juntos, é só ter pensamento positivo que tudo vai dar certo-ela apertou minha mão.
–Helena? –escutei a voz de Eduardo.
–E olha você está com seu namorado, ele vai estar contigo sempre, aliais é isso que as pessoas amadas fazem, elas não nos deixa nos momentos de dificuldade.
–Não, não, ele não é me namorado-corei, olhei para Eduardo e ele tinha corado e ele sorria.
–Somos apenas amigos.
–Podemos ser apenas amigos, mas sempre vou estar contigo Helena –falou Eduardo, passando o braço em volta de mim.
–Formam um casal lindo –sorriu a vovozinha.
–Qual é o seu nome? –gaguejei tentando mudar de assunto.
–Helena-ela sorriu.
–Helena? Cadê você? –escutei a voz de um outro vovozinho.
–Ah Luca, oi –falou Helena. Ai meu Deus, ela tinha o meu nome, e ele do Luca, que coisa estranha.
–Luca, essa aqui é Helena, minha xará –ela piscou – Helena esse é Luca, meu marido –eles se olharam e sorriram.
–Muito prazer –sorri – Esse aqui é Eduardo –apresentei ele. Depois de nos apresentarmos, a enfermeira nos informou que estava tudo bem com Anthony, me alivei, nossa eu me sentia muito melhor agora, comecei a para de tremar, a Eduardo me abraçou.
–Viu eu te disse que tudo daria certo –sussurrou ele, me virei para Helena e Luca.
–Eu vou ter que ir embora, foi um prazer conhecer vocês dois –sorri, e fui até o quarto de Anthony, ele estava deitado em uma cama branca, com tubos, e a maquininha fazendo “bip” cheguei perto dele e afaguei sua cabeça.
–Mana? –falhou a voz dele.
–Mano, estou aqui-sorri, e beijei sua testa -vai ficar tudo bem.
–Helena? –ouvi a voz de Julieta
–como ele está?
–Está melhor –sorri afagando sua cabeça –Ah, mãe, este aqui é Eduardo.
–Muito prazer Sra. Fox –ele sorriu.
–Julieta, pode me chamar de Julieta –ela sorriu e olhou para mim –Então você é o namorado da Helena? –corei, e ele também.
–Não mãe, Eduardo e eu somos apenas amigos.
–Com licença –escutei a voz de uma mulher, era a enfermeira –eu vou pedir para vocês se retirarem, por que ele precisa dormir. Assenti e sai com Eduardo e Julieta, minha mãe levou Eduardo até a casa dele, e depois fomos para a nossa, olhei para a estrada e comecei a pensar no Luca, o que será que aconteceu com ele? Estou preocupada com ele e confesso que com saudades também. Chegando em casa, subi para meu quarto, eu queria dar um jeito de ir na casa de Luca, mas minha mãe não poderia saber...
–Filha, eu vou no mercado está bom? –falou Julieta subindo as escadas.
–Mãe, deixa que eu vou –me ofereci –preciso me distrair, por favor. Ela concordou, aliais, ela estava cansada, e me deu a lista de compras. Sai de casa, e fui para a casa de Luca, toquei a campainha, e a mãe dele atendeu.
–Você deve ser a Helena –ela disse.
–O Luca está por ai? –perguntei. -Está sim, gostaria de falar com ele? –assenti, e ela abriu as mãos no gesto de convite para entrar –no segundo andar, quarto no final do corredor. Subi as escadas e fui até o quarto dele, bati na porta e nada, bati três vezes, depois entrei de vagar, não tinha ninguém...
–Luca? –perguntei entrando no quarto, e me sentei na cama –você está aqui? –perguntei, e ninguém respondeu, olhei para o sofá na janela e tinha um caderno, por curiosidade me levantei e peguei ele, e estava escrito. “Ela tinha longos cabelos escuros e brilhantes, macios feito algodão, seus olhos eram de um azul maravilhoso, um azul dos mares, eu podia ficar horas e horas olhando aqueles olhos, tinha lábios vermelhos e sedutores, e ela é a minha nova vizinha, ela é linda, enquanto escrevo isso ela me olhava, o que será que tenho de tão interessante? Para ter os olhos dela em minha direção, normalmente sou excluído ou ninguém vem falar comigo por causa das más línguas, mas ela foi diferente...” Fui interrompida pelo som do trinco, mas até onde eu tinha lido eu estava vermelha. Olhei para a porta e era Luca...Mas ele estava de toalha, e estava secando o cabelo com a toalha quando entrou.
–Epa –falei e depois olhei para trás, ele estava com os cabelos molhados, bagunçado e seus olhos verdes estavam mais irresistíveis do que nunca, seus lábios molhados...
–Helena? O que faz aqui? –perguntou ele, corei.
–Queria falar com você, mas pode se vestir, não vou ver, juro.
Depois de alguns minutos, Luca falou que já podia olhar para trás, e ele estava lindo como sempre, e se sentou do meu lado.
–O que houve? –perguntou. -Eu que pergunto, por que não foi para a escola hoje?
–Ah...Eu passei mal hoje de manhã e resolvi tomar um banho para ver se eu melhorava...-ele olhou para os lados.
–Mesmo? –perguntei, ele assentiu
–Luca...
–Sim...
–Anthony foi para o hospital –segurei as lágrimas.
–O que? Por que? –perguntou ele assustado e pegando na minha mão.
–Um garoto do ensino médio machucou ele, e Anthony foi para no hospital, você não viu a cara de choro dele, ele estava tão desesperado...-comecei a perder a voz, e Luca me abraçou, me senti em segurança nos braços dele, eu sabia que precisava do abraço dele ou do meu pai.
–Helena, quem foi que fez isso com ele? –eu já sabia qual era a intenção dele.
–Não Luca, você não pode fazer isso, vai piorar mais para o seu lado, você viu já o que as pessoas fazem contigo, falando mal de você, não piora as coisas –solucei.
–Mas olha o que ele fez contigo, ou pior o que ele fez com seu irmão!
–Está tudo bem, já fui com o Eduardo, dei um jeito naquele garoto.
–Ah, Helena você me dá licença? –perguntou Luca se levantando e não olhando para mim.
–Ah claro –me levantei e fui até a porta, e ele continuou não olhando para mim.
–Até amanha na escola –ele disse, fechei a porta e sai. O que será que deu nele? Ele estava tão doce no momento e depois fica todo grosso... Só quando eu falei do Eduardo...
Quando estava voltando para a casa me lembrei de que tinha que ir pro mercado, caminhei até o mercado, e comprei as coisas que tinha que comprar. Voltei para a casa, descarreguei as compras e fui para o meu quarto, liguei meu notebook, tinha um e-mail do Eduardo.
Oi Helena, sei que aconteceu muitas coisas mas o que você acha de sairmos sábado naquela festa que eu te falei? Eduardo.

Poxa Eduardo, acho que seria ótimo, aceito sim. Helena.

Ok, te passo o endereço amanha, tenho que sair, beijos. Eduardo.
Acho que uma festa seria boa para mim, olhei o relógio já estava na hora do meu pai chegar, estava quase dormindo quando escutei a voz dele.
–Filha? –ele me chamou.
–Pai –me espreguicei e o abracei –estava esperando você.
–Percebi –ele riu e sentou na minha cama.
–Pai, tem uma festa nesse sábado, que o Eduardo me convidou, posso ir?
–Claro que pode -ele sorriu e beijou minha testa -mas e o Luca?
–Ah...Eu não sei, ele está se afastando de mim...
–Desde de quando ele começou a ficar estranho contigo?
–Desde que eu comecei a conversar com o Eduardo...
–Hum...Ele está com ciúmes, muito provavelmente.
–Ciúmes? –sorri –Bem ele me disse que as pessoas não ficam muito tempo com ele...
–E ele está pensando que você está deixando ele pelo o Eduardo –completou David.
–Mas eu nunca faria isso.
–Mas ele não sabe –ele colocou uma mecha atrás do meu cabelo
–Filha, as pessoas são diferentes, elas não pensam como você pensa, principalmente ele, Luca deve ter muitos segredos... Assenti, e ele saiu do meu quarto, resolvi dormir, fui para minha cama e adormeci.

Acordei as 4:30 com pedrinhas na janela, sorri, fui até a janela e era Luca, ele me olhava com um olhar de desculpas, desci as escadas e fui até ele, e Luca me abraçou.
–Desculpa por ontem –ele disse.
–Tudo bem –eu sorri. -Vamos ver as estrelas? –assenti, e ele pegou na minha mão e fomos até a colina. -Sobre ontem...-ele começou –desculpa por ter sido grosso com você, não gosto de ser assim, principalmente contigo, mas eu não controlo –ele olhava para o céu. -Está tudo bem –eu sorri –você me deixou preocupada –olhei para o céu. -Você, depois do meu pai, é a única pessoa que ficou preocupada comigo. Depois dessas palavras, ficamos em silêncio olhando o céu, depois de algumas horas conversando, voltamos para casa. Entrei no meu quarto, deitei na cama, e fiquei lendo meu livro. Até meu despertador tocar 7 horas, levantei da cama, me arrumei, e fui tomar café da manhã, pensei em Anthony, espero que ele esteja melhor. -Bom dia flor do dia –disse meu pai descendo as escadas. -Bom dia margarina –pisquei, e ele riu. -Essa foi boa –ele disse. -Pai –falei abrindo a geladeira –depois da escola, eu posso visitar Anthony? -Pode sim, mas eu não sei se vou poder te levar. -Tudo bem, vou de ônibus –sorri e peguei e tomei o suco da caixinha. -Helena –falou meu pai pegando o suco de mim –pega um copo garota. -Ah pai, segredinho nosso –ele negou com a cabeça rindo e me devolveu o suco. Depois de tomar meu café da manhã, fui para o colégio. -Boa aula –disse David beijando meu cabelo. Sai do carro e fui para a minha sala, fiquei procurando Luca. -Oi Helena –disse Eduardo me abraçando –está melhor? –assenti sorrindo, e caminhamos juntos até a nossa sala de aula, entrando lá avistei Luca sentando na classe dele, sorri e fui até ele. -Luca–disse sorrindo.. -Oi Luca –ouvi a voz de Eduardo , Luca que sorria me olhando, desmanchou o sorriso olhando pra Eduardo. Depois o professor chegou, me sentei na minha classe, as vezes eu olhava para Luca, ele estava concentrado na aula, respirei fundo e continuei olhando a aula. O que deu nele? Será ciúmes mesmo? Não pode ser só ciúmes...O jeito que ele olha para Eduardo...é tão cruel, com raiva, dor...Deve ter acontecido alguma coisa para Luca olhar assim pra ele. -Helena, você aceitar sair comigo hoje? Tomar um sorvete...-sussurrou Eduardo, apenas assenti. Depois da escola, fui buscar para a parada de ônibus. -Por favor tome cuidado –escutei a voz de Luca. -O que vocês quer dizer com isso? –perguntei. -Eduardo não é quem você pensa que é –virei e encarei ele. -Olha Luca, só por que você sente ciuminho dele, não precisa ficar falando bobagens para eu me afastar dele, agora me deixa em paz, que eu tenho um encontro hoje –disse saindo de perto de Luca. Depois de chegar um ônibus, entrei nele e fui para a casa, fiquei pensando no que Luca me disse, por que ele está assim? Com certeza não era somente por ciúmes. Chegando em casa, troquei de roupa, e liguei para Eduardo. -Alô? Eduardo? Oi é a Helena, sim, que horas? Ah Claro, tudo bem. Desliguei o telefone, olhei o relógio era meio dia e meia, Eduardo vai vir me buscar duas da tarde, e amanhã eu iria à festa com ele, Eduardo e eu estávamos ficando próximos um do outro, eu gostava da companhia dele...me traz paz. -Ah droga! –me lembrei que tinha que ir ver Anthony, não podia deixar ele lá sozinho, resolvi ligar para Eduardo –Eduardo...Eu vou ter que cancelar hoje o sorvete, por que eu prometi ir ver meu irmão hoje no hospital...desculpa –desliguei o telefone, bom Eduardo tinha entendido Peguei minhas coisas, e fui para o hospital, demorei um pouco para chegar, já que o ônibus demorou um século pra chegar, finalmente cheguei no hospital, falei com a mulher do balcão e fui para o quarto de Anthony. -Oi mano –falei entrando no quarto e me sentando na cama dele. -Oi mana –falou ele, e agora sua voz estava melhor que antes. -Como está se sentindo? –afaguei sua palma da mão. -Melhor –ele sorriu. -Eu vou ficar hoje contigo pode ser? –perguntei e ele sorriu. -Pode e Helena, como está você e aquele garoto que você me contou, o Luca –perguntou Anthony. -Ah querido, eu não sei, Luca está tão estranho, sabe eu tenho saído com um garoto do meu colégio, o Eduardo lembra dele? –ele assentiu –ele é um doce comigo, mas o Luca fala pra eu “tomar cuidado” por que ele não é o que parece ser, eu não entendo isso. -Pergunta para ele. -Ele deve estar bravo comigo agora...-encolhi os braços. -Por que? -Eu, eu e ele digamos discutimos, eu na verdade. -O que você fez Helena? Contei a história toda para Anthony. -Você acha que Luca pode estar certo? -Não sei, e se for apenas ciúmes? Anthony não respondeu, ficamos no silencio por alguns minutos, até a médica entrar. -Com licença, bom dia moço –disse a médica a Anthony –como você está se sentindo? -Melhor –ele sorriu. -Muito bom –ela me olhou – e você é? -Helena Fox, irmã dele. Ela assentiu, olhei o relógio já era três horas, me despedi de Anthony e fui para a casa.

QUATRO. -Eu não sei que roupa eu uso –disse á Anthony, me olhando no espelho, já era sábado, o dia da festa de Eduardo, e Anthony já havia recebido alta. -Coloca o vermelho –ele apontou para o vestido sobre a cama. -Certeza? É muito chique, eu nunca usei ele –falei colocando ela na minha frente. -Usa, vai ficar linda –ele sorriu, abracei Anthony, e fui tomar banho. Depois do banho, falei com minha mãe para ela me ajudar com meu cabelo, ela fez ondulados perfeitos no meu cabelo, e prendeu duas mechas do meu cabelo atrás, depois coloquei o vestido vermelho, e os cachos caíram perfeitamente sobre meus seios, depois fiz a maquiagem, e coloquei os sapatos, me olhei no espelho, e sorri com o que eu via. Pela primeira vez na vida, eu me achava bonita, coloquei os sapatos e perfume, peguei a minha bolsa e desci as escadas até a cozinha. -Uau –disse Anthony ao me ver –sinceramente, você está gata demais –eu ri. -Está linda filha –disse Julieta sorrindo –amei seu cabelo –ela piscou. -Hum –escutei meu pai me olhando, sentado e de braços cruzados, olhar fechado e emburrado, eu ri. -Não gostou? –perguntei. -Gostei, mas não na minha filha –ele murmurou –está linda minha pequena, mas não acha que está mostrando demais? Não acha melhor cobrir com algum pano, não acha Julieta? –falou meu pai enciumado. -David! Ela já tem 16 anos, está linda, e vai sair assim. -Não me importa a idade dela, ela sempre vai ser aquela menininha pequena –choramingou meu pai. -Pai –disse chegando perto dele e o abraçando – é só um vestido, estou aqui . Escutei a campainha tocar –deve ser Eduardo –quando disse isso meu pai se levantou rapidamente e foi até a porta. -Ai meu Deus –disse Julieta. Meu pai abriu a porta, e lá estava Eduardo, se terno, cabelo bagunçado, e com uma flor vermelha na mão. -Olá rapaz –disse meu pai seriamente. -Oi senhor –falou Eduardo gaguejando. -Então você quer levar minha filha para essa tal festa? -Festa da família –Eduardo corou –quero sim senhor. -Quero que você me escute bem –meu pai olhou pra trás –ela é minha filha, Helena é minha princesa, por tanto trate ela como se ela fosse uma, não quero ela voltando tarde, estou deixando nas suas mãos o meu bem mais precioso, por tanto cuide dela como se fosse sua própria vida, por que se algo acontecer com ela, você vai perder sua vida –depois disso meu pai sorriu –mas se divertem. Me despedi de Anthony e Julieta, e me despedi de David, um pouco tímida fui até Eduardo, que quando me viu, ficou vermelho igual um pimentão, ele respirava forte. -Está linda –ele murmurou. -Você também –sorri. Depois de me despedi do meu pai, fui para a festa com Eduardo, entrei no carro dele, e ele me entregou a flor que estava em sua mão. -Awn, não precisava...Obrigada –sorri, e ele corou, e sorriu com suas covinhas. Depois de algum tempo, chegamos a casa de Eduardo, que sinceramente, era enorme, eu não sabia como reagir, ela era realmente muito linda, havia um portão enorme, que quando entramos ele se abriu, e havia uma piscina grande e cristalina, com luzes nela, tinha algumas arvores, um coqueiro, algumas mesinhas, cadeiras de se bronzear, colunas, a casa realmente era dos deuses, e eu achando a minha bonita... Depois o motorista parou, e abriu minha porta, bem, eu não estou muito acostumada com toda essa mordomia, caminhei com Eduardo até dentro de sua casa, que novamente fiquei boquiaberta, bom nessa hora estava cheio de pessoas, com roupas de marca, grife, não sei o que, tudo pessoas chiques digamos, mas a sala dele era enorme, havia uma escadaria para o segundo andar, com corrimão de ouro, puta merda, que casa foda, e tinha uma mesa enorme de vidro logo na nossa frente, depois de passar por uma viga, cheia de comidas, confesso que fiquei com receio de sentar naquela mesa, desastrada do jeito que sou capaz de eu quebrar. -Olá querida –falou uma mulher loira, de olhos azuis, magra, alta e usando um vestido branco –você deve Ser a namorada do Eduardo, sou a mãe dela –ela sorriu, corei. -Ah, Sra. Hopkins, eu e Eduardo somos apenas amigos. -Pode me chamar de Nora –ela sorriu –Amor –chamou ela –Venha cá. -Boa noite –disse ele. -Boa noite –corei. -Me chamo John –ele apertou minha mão. -Ah, olha quem chegou –murmurou Eduardo, me virei para porta, e era Natália, ela usava um vestido branco, cabelo soltos, maquiagem leve, e um salto alto preto. -Oi Eduardo –disse ela se jogando pra cima de Eduardo, ignorei. -Ah, oi Natália. -O que achou do meu vestido? –ela disse se esfregando em Eduardo, estranho, me senti incomodada com isso. -Ah, legal –ele olhou pra mim. -Oi querida –ouvi Nora chamando Natália –você já viu a decoração...-falou pegando ela pelo braço. -Convidou ela? –perguntei. -Na verdade, ela se convidou –ele encolheu os ombros. Assenti, droga, por que estou sentindo ciúmes? -Helena, você é mil vezes melhor que ela –disse Eduardo se aproximando de mim e colocou a mexa do meu cabelo atrás da minha orelha, senti minhas bochechas queimarem. -Oi Eduardo –ouvi a voz de um garoto, Eduardo fechou os olhos e suspirou. -Helena, esse é Marcos, meu irmão –ele nos apresentou. -Muito linda você –ele piscou. -Marcos, da pra você nós dar licença? –ele ergueu as mãos e saiu de perto da gente. -Vamos respirar um ar fresco? –sugeri, ele assentiu e segurou minha mão. Saímos pelos fundos, e ficamos olhando as estrelas, e isso me fez lembrar Luca, que saudades que eu estava dele, desde aquele dia, que eu briguei com ele, não nos falávamos. -Lindo –murmurei. -Helena, eu preciso te falar uma coisa –Eduardo falou, olhei para ele, respirou fundo e chegou perto de mim –desde o dia que você chegou naquela sala de aula, eu senti algo forte por você, não sei explicar, simplesmente fez meu coração bater mais forte –ele se aproximou mais, e me beijou. Sem reação, fiquei completamente sem reação, apenas correspondi seu beijo. Nos afastamos, olhei para ele, que estava corando, e eu também, e sorrimos. -Quer namorar comigo? –ele disse, senti meu coração palpitar tão forte que parecia que ia explodir. -Sim –era a única coisa que saiu da minha boca, estava em estado de choque, ele então me abraçou. -Temos que entrar, vamos jantar. Depois de jantarmos, conversamos, dancei um pouco, Eduardo sabia dançar, me ajudou com alguns passos, mesmo alegando que eu não havia pisado em seus pés, não acreditava nele, a noite foi incrível, e exaustiva, voltei com Eduardo para casa. Chegando em casa, meu pai me abraçou. -Está tudo bem com você?!Ele fez algo contigo? –perguntou ele me olhando. -Pai –eu ri –está tudo bem, só que agora, você tem uma filha, que namora –sorri e subi as escadas, e vi meu pai ficar paralisado ali, de boca aberta, pálido. Entrei no meu quarto, coloquei o pijama, escovei os dentes, olhei o horário era onze horas da noite, mas eu estava tão cansada, que apenas deitei na cama e já entrei em coma. Acordei , olhei o relógio era dez horas, me levantei da cama, e fui para o chuveiro. Depois do banho, desci as escadas, minha mãe estava na cozinha. -Bom dia –falei caminhando até a mesa e me sentando na cadeira. -Já está acordada? –perguntou Julieta assustada –seu pai não dormiu bem hoje –ela se virou e me olhou. -Por que? -Acho que é por que alguma filha dele está namorando –ela foi até a geladeira, e pegou dois ovos. -Mas não é pra tanto também –comentei. -Helena, você sabe como é seu pai, ele ainda não aceitou que você cresceu –disse minha mãe preparando a comida. Fiquei pensando no que minha mãe havia me falando, eu não me lembrava muito bem do que eu havia falado ontem para meu pai, eu só me lembro de eu deitando na cama e apagando, pra mim o resto é tudo um borrão. -Filha –falou Julieta se sentando na minha frente –conte-me tudo –ela segurou minha mão, sorri e respirei fundo, e contei-a ela tudo que havia acontecido ontem. -Nossa –seus olhos brilhavam, e ela sorria feito uma criança –isso é tão lindo, estou tão feliz por você Helena –ela afagou meu rosto –mais feliz em saber que você não se meteu com o Luca. -Mãe! Que droga –me levantei enfurecida –por que tem que estragar as coisas? Esse momento estava tão bom, para que estragar ele?! –bufei e sai de casa. Sai de pijama mesmo, estava sem paciência para voltar e vestir uma roupa, fui até a floresta, e me lembrei que foi naquela floresta que eu conheci Luca, e me lembrei da nossa discussão, eu estava com tanta saudades dele, por que fui tão grossa com ele? Como será que ele deve estar? Caminhei até a casa da árvore da floresta, e me lembrei das palavras de Luca “não podemos ficar aqui” “a curiosidade matou o gato” O que será que ele queria dizer com aquelas palavras? Aproveitei que não estava com Luca, e resolvi subir as escadas da casa, quando fui interrompida. -Não entra ai –era Luca, me virei e ele estava lá na entrada da floresta, olhei para ele e senti as lágrimas virem, mas eu não podia chorar feito um bebe, me segurei e desci as escadas. -Luca, me desculpa...-antes de poder completar a frase, Luca já havia desaparecido. Franzi o cenho, e resolvi voltar para a casa. Chegando em casa, meu pai estava sentado no sofá, cheguei perto dele e o abracei pelas costas, ele ficou rígido. -Pai –me sentei do lado dele –me desculpa por ter contado aquela noticia daquele jeito para você, na verdade não lembro muito bem do que aconteceu, a mãe que falou. -Helena, está tudo bem, eu que sou muito pai coruja, eu sei que você cresceu, mas eu não aceitei isso –ele me olhou –fico feliz por você, mas quero conhecer ele direito. -Quando você quiser –sorri. Depois dessa conversa com meu pai, almoçamos, e fui para meu quarto, liguei o notebook e havia um e-mail de Eduardo. Oi Helena, fiquei muito feliz por você ter aceitado namorar comigo ontem, você não tem noção, não consegui dormir direito de tanta felicidade, te vejo amanha, beijos Seu namorado, Eduardo. Sorri com seu e-mail, mas me senti um pouco culpada, por que eu cheguei em casa e já fui dormir, sem sequer nenhuma dificuldade. Oi Luca, fiquei muito feliz também, que também demorei para dormir, fiquei pensando em nós dois ontem... Sua namorada, Helena. Sim eu sei que eu menti, mas eu não sabia o que falar e também não iria falar para o garoto “ah eu já cheguei em casa e dormi, sem problemas nenhum” Com será que ele se sentiria? Iria achar que eu nem me importava. Fui interrompida com o barulho do notebook. Helena, você me chamou de Luca? Eduardo. Chamei?! Fui ver o verificar meu ultimo e-mail. Droga! Eu realmente chamei ele de Luca, e agora?! Chamei? Ah me desculpa, é que minha mãe estava falando dele agora pouco, e acabei digitando, desculpa Helena.

Falando dele? Por que? Eduardo. Ah minha mãe é muito chata, ela vive falando mal dos outros, principalmente do Luca, ela tem implicância com ele. Helena.

Não é sem justificativa né? O cara é todo errado, todo problemático, Helena você viu que ele já foi expulso de 5 escolas? E já colocou fogo numa delas? Eu concordo com sua mãe. Eduardo. Eduardo, não quero falar sobre isso, por que provavelmente vai levar a uma briga. Helena. Como você quiser. Eduardo. Amr, vou desligar, beijos Sua namorada, Helena.

Acho que o jeito que escrevi o ultimo e-mail, fez ele se acalmar. Levantei da cama e peguei um livro pra ler, mas mal consegui me concentrar na leitura, fazia semanas que não falava com Luca, como será que ele deve estar? Será que ele já soube de Eduardo e eu? Qual será que foi sua reação? Para ser sincera, estava com saudades de Luca. Deitei na cama e bufei, mas de repente escutei um dos meus livros da estante cair no chão, fazendo um barulho que me assustou, me levantei, franzi o cenho, recoloquei o livro na prateleira, quando me virei a janela bateu com tanta força, que pensei que o vidro iria quebrar, confesso que comecei a ficar com medo, respirei fundo, não poderia me desesperar, é só o vento. Caminhei até a porta, só que ela se fechou e tentei abri-la mas estava trancada. -Droga –murmurei, me virei, e bem na hora que me virei, havia uma figura de um homem, alto, moreno, e olhos verdes, parado me olhando, soltei um grito, e comecei a tremer. -Oi Helena –a voz dele era grossa, e calma, mas n conseguia parar de tremer, franzi o cenho –ah, perdoe-me, me chamo Brian –ele sorriu – Brian Monroe. Congelei quando ele disse seu sobrenome. Ele era o pai do Luca! Que no caso, já estava morto, como? Como isso é possível? -Isso é impossível –gaguejei. -Você está me vendo não é? Então é possível. -Não! Você está morto! –corri até minha cama –é só uma imaginação minha. -Agora me diga Helena, por que você estaria imaginando o falecido pai do seu amigo? Sendo que você nunca o viu. -Eu não sei! Sai daqui! –berrei e comecei a chorar. -Oh Helena, não vou te machucar, pra que chorar? –ele não sabia, eu tenho muito trauma dessas aparições. -Por que está aqui? –fuguei. -Pra te alertar Helena –ele se aproximou. -Alertar do que? -Do perigo –ele me olhou fundo nos olhos –fique longe de Eduardo. -Você só pode estar de brincadeira comigo não é? É alguma pegadinha de mal gosto, só pode, Luca te mandou aqui foi? –revirei os olhos. -Você não acredita que eu seja um fantasma? –perguntou ele ofendido, assenti –então humanos podem fazer isso? –ele caminhou até a parede, e simplesmente atravessou ela. -Ok, acredito em você –bufei – mas por que você quer que eu fique longe de Eduardo? Eu não entendo isso! -Ele não é quem você pensa que é Helena! -Então quem é ele?! -Helena? Querida? –ouvi minha mãe batendo na porta, Brian já havia desaparecido. -Pode entrar. -Está tudo bem? –perguntou ela entrando e se sentando na minha cama. -Está sim por que? -Ouvi você conversando com alguém. -Ah, era o Eduardo. -Ah serio? Estranho, por que ele está lá em baixo agora, te esperando –ela olhou seriamente pra mim, corei, droga, ela me pegou.

Notas finais
tchau
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.