Helena
1 Helena
Você conta suas vitimas?
Sem coração, ou apenas ferido por causa de um passado sangrento?
A cada faca que você limpa, deixa rastros de uma vida.
Sozinho nesta noite, você não tem dó?
Quero você, mais não seus espinhos, minha vida se arrisca a cada passo.
Fico mais distante, a cada lagrima que você derrama em mentira. A cada passo que você toma você pensa em alguém?
Será que as almas levadas por você sentarão nas cadeiras vazias do seu velório?
Aquela doce menina de cinco anos, pulando no jardim verde com lindas tulipas e rosas vermelhas, toda beleza tem suas proteções e suas violências.
O que lhe aconteceu menina, linda menina. Por que mata as vidas construídas por amor, puro amor.
Conte-me o que lhe aconteceu, ou simplesmente dói tanto que chega a ser impossível dizer uma palavra enquanto saqueava o pingo de felicidade de um doce amor.
Inveja? Porque você não olha pra luz que está logo a sua frente em vez de permanecer no profundo escuro da sua alma.
Nada te impede de prosseguir, ou não?
Quero te ajudar, mas sua alto-proteção é maior que o Everest.
E impossível chegar a você, eu tenho luz, você é apenas uma massa escura, total ausência da luz que eu preciso pra viver.
Como consegue viver nisso, perdoe quem lhe fez mal, não precisa matar para se aliviar.
Eu posso te ajudar só me permita.
Se você está viva, quer dizer que um coração bate em seu peito e se você tem um coração ouça o que ele lhe diz nesta canção... Tarde demais seu coração não bate, você não respira, você teve sua chance, agora você sentiu a dor de todas as facadas dadas, de todas as balas atiradas em cabeças de pessoas que não tem se quer a ver com o que fizeram com você, você sente a dor de uma crucificação, agora você se lembra da pequena criança colocada em duas madeiras em formato de cruz e presa pelas mãos e você chicoteando a doce face dela, ela implorando, mas não era para que você parasse, ela implorava por um Deus que tanto foi falado a você é você não deu ouvidos.
Está sentindo, mas não pode se mover, não adianta tentar se revirar no seu caixão, você morreu!
Sente sua dor sozinha, isolada num mundo no qual você tentava levar suas vitimas, mas elas tinham algo que você não sabia e não compreendia, eu tentei de ajudar você não me deu ouvidos, você está recebendo seu salário neste momento. Agora é eterno! Achou que em vida estava tudo ruim, essa magoa, essa dor estragou você agora viverá nas trevas construída por você mesma.
Você poderia ter clamado, ter chorado, mas preferia ver pessoas chorando a se arrepender a tempo.
Você agora implora para morrer, mas antes verá todos que você humilhou, todos que você matou, agora eles irão rir ao contrario de chorar.
Você grita que não agüenta mais, mas isso é só o começo.
Entra uma luz, uma forte luz em meio ao vazio da igreja.
Você reconhece? Sim é a doce menina que representa sua infância e a pequena menininha crucificada.
Enquanto ela caminha em sua direção, as cadeiras se enchem de almas, as almas na qual você matou por vingança. Engraçado quem deveria ser morto está vivo!
Você se esqueceu de matar quem realmente de machucou, e o pior, você guardou ele dentro de você.
Hoje ela não veio de machucar do mesmo modo que você á machucou, você já esta sofrendo.
Ela veio de livrar do que está guardado.
Todos assentados estavam rindo, com sorrisos que brilhavam mais que ouro.
A menina pegou sua espada fincou em seu coração.
Está consumado!
Suas dores tiveram fim, sua consciência estava limpa, agora você conseguia sentir a luz. Se junte a mim! Ela esta me esperando, pois ainda não é minha hora.
A menina não era menor, ela estava adulta e deu as mãos a um rapaz revestido de luz e seguiram até que não conseguimos mais velos.
As almas foram arrebatadas, a guerra acabou.
Seu nome? Helena!
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