Heavy Rain
1 Prólogo
Notas iniciais
Para mim era só mais um sábado de primavera, uma das minhas estações preferidas do ano. Eu adorava as brisas de primavera, o clima agradavel e tudo mais. Eu acabara de terminar o colégial, primeiro lugar no vestibular, e sem saber o que eu queria da vida. Eu estava muito feliz, afinal, com minhas otimas notas, vários convites para as melhores universidades dos Estados Unidos, e uma vida como a minha, eu não precisava de nada. E como se não pudesse ficar melhor meu pai havia sido promovido no trabalho denovo. Nós estavamos todos muito alegres. Meus meio-irmãos Jason e Bruce brincavam no jardim, e minha mãe chegava da feira com o carro cheio.
Agora você deve estar se perguntando o que tudo isso importa. Bem, como eu disse, parecia ser só mais um sábado de primavera, o que eu não sabia, era o que estava por vir. Depois de ajudar minha “mãe” com muitas sacolas, para comemorar todas as boas novas, ela teve a ideia de ir para o shopping. No momento foi uma ideia animadora como sempre. Muitos não acreditam que eu me dava bem com ela, já que muitos não tem um bom relacionamento com a madrasta. Mas não demoramos muito até sair de casa. Tudo ia muito bem, todos rindo e se divertindo, brincando com tudo, mas então foi como se o céu se fechasse para uma grande tempestade. Jason, o mais novo da familia pediu ao pai um balão. Não havia porque dizer não, afinal, era só um balão. O pai pediu para que eu fosse com ele e como sempre, eu fui. O problema foi quando eu pegava o dinheiro para pagar o cara. Foi exatamente nesse momento em que Jason correu para longe. Eu pensei que ele estava indo para o papai ou para a mamãe, mas não. Ele corria para a saída do shopping, gritei o papai para que ele me ajudasse. Nós corremos o mais rapido que pudemos, mas ele tinha a vantagem de ser pequeno, e passar entre as pesoas com uma enorme facilidade. Enquanto corria, Jason passou pela porta e atravessou a rua. Ou quase isso.
No momento em que ele atravessava um carro passou em alta velocidade, Jason ficou paralizado em frente ao carro em movimento. O motorista tentou frear, mas não conseguiu. Pulei para tentar empurrá-lo, mas não teve jeito. Ele morreu.
Três anos depois, eu estava estudando engenharia, seguindo os passos do meu pai. Minha familia ainda vivia em depressão por causa da morte de Jason. Minha mãe culpava meu pai por aquele dia e nisso estavam quase se divorciando, meu irmão Bruce estava cada vez mais deprimido e se tornando um cara bem antissocial. Eu já não era o mesmo aluno espetácular de antes e agora estavamos todos vivendo o mesmo problema.
Era outono, como sempre, chovia muito. Uma certa manhã sai para levar Bruce ao parque. O cheiro de terra molhada me fazia recordar todos os dias de chuva em que Jason e Bruce me puxavam até o jardim e me derrubavam na lama, brincando com suas espadinhas de pláticos. Nós nos divertiamos muito. Já estava escurecendo quando chamei Bruce pra ir embora. Ele pediu para que eu esperasse e correu para pegar sua mochila. Enquanto ele corria vi uma garota pegar um garotinho próximo a um escorregador. Tive a impressão de já a conhecer, mas não recordava seu nome. Ela se virou e me viu, então deu um sorriso e se afastou. Quando me virei para encontrar Bruce ele havia desaparecido.
- Bruce! – gritei e comecei a correr. – Bruce! Cadê você?
Ninguém respondia. Na saída do parque havia uma mochila e uma rosa. Era a mochila do Bruce.
- Bruce! – gritei.
Peguei a mochila e voltei para casa o mais rápido que pude. Tentei não parecer tão desesperado, mas mulheres são muito boas em saber quando algo não está certo.
- O que aconteceu? – perguntou minha madrasta, Maya, que se deu conta de que eu não estava com o Bruce – Onde está ele?
- Eu não sei. – lhe entreguei a mochila e a rosa.
Quando ela viu a rosa ela ficou pálida e se sentou na cadeira mais próxima. Tive a impressão de que aquela não era a primeira vez que algo assim acontecia com ela
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