Heartless
2 Towards America!
Notas iniciais
De baixo da figueira, em uma parte meio isolada campus da universidade, porém não muito longe do bloco de anatomia, Haruno Sakura sentia os cabelos róseos serem divertido pelo vento fresco do inicio da tarde que os conduzia a uma singela dança, folheava o livro de medicina numa tentativa de repente se sentir preparada para prova que logo faria, mal conseguia pensar em nada, chorou como uma idiota a noite inteira, a mesma o jogou para frente irritada, juntou o joelhos se abraçando querendo se consolar, não conseguia estudar.
“Sakura eu vou me casar, e ela chega amanhã”.
A voz dele penetrava em sua mente, causando distúrbios em seus neurônios, como sempre. Tudo era mais simples quando era apenas uma diversão, quando eles eram amigos que não tentavam dar certo que não tentavam ter algo serio. Sakura sempre foi de Nova York, descendente de britânicos, ela lembra-se até hoje como se tivesse sido a minutos atrás o exato momento em que Uchiha Sasuke entrou na sua escola, fazendo amizades, conquistando corações, um rapaz prodígio japonês que veio a América cedo para se preparar para a faculdade, como se o Japão não fosse já avançado o suficiente, e era, porém não era o lugar que tanto desejava morar, seus pais moravam em Tóquio ainda, o que o tornava mais atraente o fato de ser independente, garotas se derretiam por ele o tempo todo e até mesmo ela nunca pode negar o quanto o achava charmoso sedutor, mas assim com outros naquela escola para ela ele era mais um filhinho de papai, um riquinho medito que não importava com ninguém que fosse si mesmo, ele era calado não esboçava muitas expressões, até Uzumaki Naruto entrar na mesma sala que eles, por mais que o moreno não admitisse existia uma enorme competição entre eles, a como existia, nas notas, no time de futebol, nas mulheres que pegavam, ela sempre observava tudo de longe, vendo eles sendo irritantes, Sasuke o chamava de Uzumaki dos segredos, pois nem mesmo o loiro sabia sobre sua vida, Naruto foi criado por um casal adotado aos quatorze anos, isso não era segredo para ninguém, como os conheceu ninguém sabia, quem era seus pais, as pessoas diziam que ele não se importava quem eram, que não os procurava, os dois rivais mais populares da escola, ah os odiava, odiava pessoas que sempre queria ser mais poderosas do que as outras, e o pior realmente eram.
Naquele dia, na hora errada, no lugar errado, Sakura apenas se lembra de estar andando pelo corredor sozinha e de sentir o corpo do loiro ser jogado contra o dela, fazendo ambos caírem de maneira desengonçada no chão, Sasuke e Naruto estavam brigando, aos murros, lembra do olho roxo do moreno e boca cortada do Uzumaki, ela não conseguiu se afastar até os seguranças do colégio chegarem, estava envolvida até que se provasse ao contrario, a diretora mandou que os três ficassem depois da aula ajudando nas tarefas do colégio. A brisa fresca pairou no ar, como se o mundo ficasse sem oxigênio, naqueles serviços voluntários ela viu como as aparências podem se enganar, Naruto e Sasuke não estava nem perto da imagem criada em sua mente, e assim foi a base da amizade daquele trio, assim se tornaram melhores amigos, e assim passaram a andar na mesma roda de amigos, junto com Ino, Gaara, Shikamaru, Kiba, Lee ela suspirou, sentiu saudades da escola, época da paquera, das baladas que aos poucos ela ia conhecendo ainda mais o Uchiha se interessando perigosamente, aos poucos começaram a ficar juntos, a se divertirem sozinhos nas festas, Sasuke nunca negou o quanto Sakura lhe fazia bem, porém apesar de “ficarem” não passava de diversão, não passava de amizade, adorava a Haruno e a via como uma irmã, o tempo passou e seus sentimentos começaram a ficar confusos, ela realmente perdeu a noção de si, tentou se afastar, tentou mudar, tentou não se magoar, pois sim, ela não era a única na vida do Uchiha, até chegar ao ponto de finalmente se declarar, espontaneamente, perigosamente, ficou mal, ficou péssima, porém ele pior ainda, depois de dias achando que tinha perdido o amigo que tanto amava Sasuke veio até ela dizendo que queria continuar o relacionamento que tentar se apaixonar por ela, pois Sakura realmente era importante, realmente era especial. Nunca deu certo. Sempre brigavam, era sempre intrigas, ciúmes, e tudo vindo da parte dela, sua insegurança a tornava uma pessoa ríspida em relação ao relacionamento, o colégio terminou, a faculdade se iniciou, os amigos nunca se afastaram, Sasuke e Sakura nunca mudaram, terminavam e voltavam de mês em mês mesmo ela sabendo que ele jamais a corresponderia, insistia, era especial não era? E não davam certo, e continuavam com a mesma promessa que tudo que passaram não estragaria sua amizade, ela sofria com essa parte, de voltarem a ser amigos, mas não ligava pois realmente não queria se afastar, mas era complicado. Nos últimos dias ela realmente achou que estivesse fazendo o certo, achou que dessa vez ele teriam uma chance, realmente acreditou que depois de sete anos de pura enrolação finalmente ele se apaixonaria. Mas ontem aceitou, se casar com outra, tão de repente, tão brutal, sempre tão incompreensivo, ele sempre era assim, não se importava.
Seus devaneios misturados com as lembranças foram interrompidos pelo roncar do motor potente do conversível GT 500 preto fosco, ao olhar para trás de sua arvore e viu o carro luxuoso estacionar, não era Sasuke, ele tinha muitos carros, mas não aquele, pensou um pouco e bufou irritada, juntou seus livros e levantou-se rapidamente firmando seus passos sob o chão, o rapaz desceu do carro, como um atleta de camisa listrada simples desajeitada, calça jeans e sapa-tênis, o cigarro pendurado na boca e um olhar flamejante e sedutor, usou as pernas torneadas para correr até ela, e por sorte Sakura não tinha forças para correr mais rápido que ele, Naruto a agarrou por trás mesmo ela lutando para se soltar ele a segurou firme a fazendo derrubar um de seus livros.
– Naruto me solta! – indagou irritadíssima – eu sei o que veio fazer aqui. Vai embora!
– Shhh, rosinha, não precisa ficar brava comigo – sussurrou em seu ouvido com voz rouca chamativa, ela se debateu mais um pouco até finalmente se soltar, virando-se para ele lhe lançando um olhar mortal, passou as mãos nos fios róseos os arrumando, apanhou seus livros e colocou no banco de cimento ao seu lado.
– Veio aqui defender seu amigo – afirmou amargamente, Naruto sorriu, tirou o cigarro da boca jogou no chão e o pisou em seguida jogou no lixo.
– Estava preocupado com você – ela soltou uma gargalhada irônica.
– O que ele te disse? Que eu chorei que eu surtei?
– E não foi isso? – ela ficou em silencio, não soube responder – depois de falar com você ele foi em casa, conversar colocar as ideias no lugar.
– Como assim?
– Acha que ele demorou tanto para te contar por quê? – Naruto hesitou propositalmente fazendo uma pausa dramática – ele se preocupa com você.
– Como sempre você tinha que defende-lo.
– Alguém tem que fazer isso né Sakura...
– E eu Naruto? Quem me defende? Quer dizer, eu realmente achei que dessa vez fosse dar certo, como sempre Sasuke me encheu de ilusões, me fez promessas e disse que realmente ia se esforçar para que desse certo, acho que eu sou a única maluca na face da terra já devo ter batido o recorde de tentar ficar junto da mesma pessoa sabendo que não vai dar certo – lagrimas começaram a surgir em seus belos olhos esverdeados – eu não mereço isso mereço? É claro que não mereço, eu não ficar sofrendo por ele, e nem tente defende-lo, você sabe que ele esta errado – ela ia apanhar o livros ignorando completamente o amigo evitando as palavras para que se derramasse em choro de vez.
– Fala como se estivesse desistindo dele.
– Eu estou desistindo dele – respondeu friamente, porém não sabia ao certo o quanto aquelas palavras eram verdadeiras.
– Ela chega hoje – Sakura congelou no lugar com olhos arregalados.
– Ele te falou sobre ela? – sussurrou e no mesmo momento começou a mexer no celular.
– Hinata Hyuuga, filha de Hiashi Hyuuga e Hemiko Hyuuga, família milionária como os Uchihas, é a filha do meio, tem um irmão chamado Neji que é o mais velho e a irmã mais nova Hanabi, Hyuugas e Uchihas são famílias bem próximas, o que tornou Sasuke e Hinata amigos de infância, aos quinze anos Sasuke mudou para cá, e aos dezessete ela foi para Roma, para um internato, suas famílias queriam que se casassem faz tempo, mas eles mesmos sempre diziam que eram apenas amigos, porém agora resolveram reconsiderar o pedido de suas famílias, por serem muito tradicionais a família Hyuuga decidiu que Hinata deve vim morar na mesma cidade que Sasuke, assim podem se aproximar mais, e o casamento será daqui exatos dezesseis meses, e ela chega hoje ao entardecer.
– Como sabe de tudo isso?
– A maioria ele me disse – Naruto riu – o resto eu descobri na internet – Naruto estendeu o celular mostrando a pagina do facebook quase não utilizada, a foto de uma bela moça de cabelos longos azulados e marinhos, olhos diferentes, perolados, um rosto meigo, gentil, sofisticada com a paisagem da Torre de Pisa atrás dela, tão ao contrario da rosada.
– Ela é linda – sussurrou pasma – acha que ele gosta dela?
– Nunca vi Sasuke obedecer ao pai, mesmo ele sendo de uma família de políticos...
– O pai dele é primeiro ministro Naruto.
– Que tem negócios espalhados pelo mundo – completou certo — que seja, ele nunca se intimidou com a rigorosidade dos Uchihas, então tenho minhas duvidas, é pode ser que ele goste.
– E a família dela? – disse amedrontada com o rumo da conversa.
– Donos de poderosas industrias que trabalham em minas preciosas.
– Minas?
– Cobre, ouro, diamantes, eles exportam qualquer tipo de minério, de todo o mundo e para todo o mundo, é bem interessante.
– Ela é perfeita.
– Não rebaixe o seu nível.
– E-e-ela é rica, é linda, olha esse rosto tão meigo tão gentil, Sasuke deve ter se enjoado dos meus chiliques, alias ela tem um família do mesmo nível da dele, é uma magnata, e-eu não posso competir com isso.
– Vou ignorar essas suas palavras para que eu não te dê um soco na cara – bufou irritado falando de maneira irônica, o fato do idiota moreno estar noivo, não significava que Sakura merecia se rebaixar daquela maneira, flores de cerejeiras eram únicas assim como ela, tinham sua própria e diferente essência, ela só precisava descobrir como era – de qualquer forma ele quer que vamos conhece-la.
– O QUE?!
– Ela chega hoje, e ele quer apresenta-la para nós, avise Ino e Gaara também.
– Eu não vou conhece-la, eu não quero conhece-la.
– Vocês ainda são amigos Sakura, uma hora você vai ter conhece-la.
– Maldita promessa, eu não quero passar por isso, vendo ele estar com ela, eu não...
– Pensei que tivesse desistido dele – ela se sentiu ser metralhada pelo olhar, julgando-a ser mais sincera nas suas palavras, a desafiando com seus sentimentos, como ele ousava ser assim, ela o odiou e bufou, Sakura nada falou, apenas lhe entregou o celular devidamente apanhou os livros e virou-se para ir a sua sala, Naruto odiava fazer isso com sua amiga, mas sabia que ela faria o que deveria por mais que doloroso que fosse, por mais irritada que tivesse tanto com ele quanto com Sasuke, ele pôs as mãos no bolso e voltou para dentro do seu carro, caminhando tranquilamente até sentir o mesmo vibrar, mas o que poderia ser naquela hora da tarde? Leu a mensagem indo mais rápido em direção ao carro.
Presença solicitada, serviço comprometido!
Se você quiser um bom serviço, faça você mesmo, contratar pessoas era tão, como dizia Shikamaru, problemático.
[...]
Certa de trinta mil pés do chão, entre as nuvens densas e brancas sobre o céu azul, o avião jato particular 553 sobrevoava o maravilhoso oceano, Hyuuga Hinata era apaixonada pelo mar, ele era uma mistura absurdamente perfeita, do calmo, do refugio, o bonito com o a agitação, a raiva, o medo, mudava muito com o curso, era algo imprevisível, era algo e tão sincero, quantos sonhos podiam se passar pela sua cabeça apenas em alguns minutos olhando o lindo oceano? Muitos; era tão poderoso e divino, tão lindo, palavras secavam na garganta para descrever tal imensidão azul, ainda olhando pela janela circular da aeronave, suas mãos finas e delicadas passaram os dedos no colar preso em sua pescoço a fina corrente delicada, o medalhão redondo de outro branco com detalhes perolados comprido e escondido pela sua blusa de seda fina, ela riu fracamente, o mar sabia revirar seus sentimentos, seus olhos esbranquiçados, prateados amedrontadores como de qualquer outro Hyuuga em sua família, encaravam o mesmo com uma certa indignação e um pouco de raiva, raiva que não podia ter atenção, ela vinha acompanhada de uma certa saudade, saudade que de preferencia não queria sentir, fechou os olhos como se estivesse dormindo e suas mãos fizeram a misera questão de abrir o medalhão passando o polegar pela foto vagarosamente, ela não queria ver, queria imaginar, lembrar do dia que ela foi tirada, com a boca entreaberta deixou sua língua deslizar entre os lábios pensativa. Viu sua mãe, seu pai, Neji, Hanabi, sorridentes, chamando por ela, a gritando enquanto ela arrumava o cabelo “ande Hina, ande logo” podia ouvi-los a voz de cada um, mesmo o pai sendo um homem tradicional, correto e as vezes frio, ela o viu alegre a chamando também, tão tranquilo de qualquer outro dia que já tinha visto, a mãe sempre gentil a acolhendo no eterno abraço, os irmãos, Neji o mais velho e seu grande exemplo seu melhor amigo, seu porto seguro, a pessoa a quem lhe devia absolutamente, tudo, Hanabi a garotinha que miúda de apenas quinze hoje, quinze anos naquele exato dia, e ela nem podia estar para desejar parabéns, tão pouco tinha direito de lhe mandar um postal, Hinata sempre foi um espelho para Hanabi, sempre foi sua admiração sua heroína, como sentia falta daquela baixinha perturbante, sua baixinha, sua pirralha, sua irmãzinha, ela abriu os olhos e pode admirar a foto, como se tivesse sido ontem, na verdade ela gostaria de viver aquele momento de novo e gostaria mesmo que ele nunca acabasse, do outro lado do medalhão escrito em ouro “Ohana” lembrou-se da singelas e doces palavras Harini, sua doce mãe, ela tentou imaginar sua voz, mas seus pensamentos foram interrompidos pela voz áspera e seria do homem de cabelos longos castanhos e olhos prateados idênticos, sentou ao seu lado sibilando o que ela queria se lembrar.
– Ohana quer dizer família e família quer dizer nunca abandonar ou esquecer – Hinata sorriu olhou para lado ao ver seu irmão mais velho, todo serio e com postura radiante, usando um suéter azul claro e as calças da Dudalina, sua marca favorita, dos três filhos Neji e Hanabi eram os mais parecidos com Hiashi seu pai, principalmente Hanabi, Hinata puxou a mãe, era quase clones de tão parecidas apenas não gêmeas pela grande diferença de idade, ela odiou sua aparência, pois sua mãe deveria se odiar também.
– Quase posso ouvi-la dizer – murmurou de volta.
– É um belo presente – ele afirmou com uma expressão gentil raramente vista – ela se importa com você, mamãe, ela quer que se lembre que ainda somos uma família.
– Ela quer que eu lembre que não teremos mais momentos assim, que não faço mais parte dessa família e que a culpa foi toda minha.
– Hinata a culpa não foi sua, mamãe, papai, seus amigos, todos, simplesmente todos já te disseram isso, pare de contrariar.
– É a realidade.
– Foi uma fatalidade.
– Serio? – Hinata virou o rosto o fuzilando com os olhos, e Neji sentiu ser metralhado de uma forma desconfiada sem igual, as vezes ela sabia ser fria como seu pai – então me diga por que estamos indo para Nova York e não para Tóquio?
– Por que você esta noiva.
– Não estou falando disso Neji.
– Já se passaram sete anos Hinata.
– Como se isso mudasse alguma coisa, a cada festa de família parece que os olhares de todos – ela respirou fundo e sussurrou com voz fraquejada e abafada – pioram.
– Você não pode vê-la Hina, não me faça ser duro com você.
– Hoje é aniversario dela.
– Eu sei – respondeu. Hinata passou a mão no rosto limpando suas lagrimas que inundavam seu rosto, Neji pode visualizar perfeitamente a aliança de noivado em seu dedo, prata cheia de diamantes brilhantes cravados a sua volta, lindo e simples da maneira que ela gostava, Neji Hyuuga também morava em Tóquio, mas por ser o filho mais velho viaja muito em função dos negócios da empresa, pouco visitava sua irmã, e estava com ela para ajuda-la a se instalar em Nova York, conhecida por ser desastrada ele não podia deixa-la sozinha – quando ganhou a aliança?
– Semana passada, Sasuke mandou por correio.
– Que romântico – ironizou.
– O que quer dizer Neji?
– Vocês recusaram esse noivado varias vezes, e do nada resolvem se casar, não que eu duvide de alguma coisa, mas a ultima vez que vocês se viram foi no Natal, como que alguém em Roma se apaixona por alguém em Nova York do nada? Sem falar que você ama morar na Italia e deu a ideia ao papai e ir ficar nos Estados Unidos.
– Esta desconfiado de alguma coisa?
– Possivelmente, te conheço bem para saber que esta escondendo alguma coisa.
– Não estou – disse se levanto e passando sorrateiramente para o corredor e caminhando o ignorando indo em direção ao banheiro.
– Então o que é? – ela parou de andar no mesmo instante, cansada de dar satisfações.
– Você ainda tem família Neji – fez uma proposital pausa dramática – talvez eu esteja de ficar o tempo todo sozinha – ela voltou a andar até entrar no banheiro e bater a porta, Neji se afundou em sua poltrona tentando como fez nos últimos anos sempre ignorar a mesma situação, ela estava mentindo logico que estava, ele queria acreditar que estava, não gostava de vê-la sofrendo, amava muito sua irmã e ela causou tudo isso para própria vida ele não podia fazer nada a respeito, nada mesmo por mais quisesse muito ajudar, mas ele simplesmente não conseguia desvendar suas razões, Hinata sabia ser tão imprevisível quanto o mar, é por ela amava cada detalhe até as profundezas e também não era boa em contar mentiras, ela odiava ficar sozinha e estava assim a bastante tempo, mas ela não se importava, ela sempre achou que merecia ser punida de alguma forma.
Dentro do banheiro sentada no chão a jovem de cabelos azulados lutava para não chorar abrindo e fechando seu medalhão de maneira irritante sem se cansar, ela entrelaçou os dedos os apertando e murmurando em seus pensamentos querendo que suas forças chegassem ao Japão.
– Feliz aniversario Hanabi-chan – disse então.
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