Heartless
23 However.
Notas iniciais
Depois de tudo aquilo, simplesmente se passara 3 dias.
Sasuke Uchiha tomava um farto café da manhã na companhia de sua noiva, na mesa redonda de puro carvalho que ficava na varanda com vista no jardim, o café da manhã era sempre já servido do lado de fora, Sasuke achava sua sala de jantar escura demais, Hinata até que demorou para chegar a mesa, e não pode deixar se sentir embaraçada ao perceber que o Uchiha já estava com as devidas vestias, de terno e gravata, Sasuke era tão jovem e tão relaxado, mas quando se tratava de trabalho ele realmente se empenhava, já a Hyuuga um pouco mais folgada ainda estava de pijama coberto pelo roupão de seda longo da cor gelo que lhe cobriam até os pés descalços, seus cabelos presos em um rabo de cavalo desengonçado e sua postura estava cansada, enquanto ela dava um generoso gole no seu creme de avelã com café forte não pode deixar de notar o tinir rápido dos talhares de Sasuke enquanto se alimentava, estava com pressa, ela olhou no relógio, mas ele não estava atrasado, mesmo assim custou a engolir os ovos, o bacon e as panquecas de amora com toda a força, sem dizer nada resolveu comer também, e havia tantas frutas, torradas, a geleia de pêssego e o suco de abacaxi, o bolo que ela mais gostava que Honda sempre fazia que nem sabia por onde começar, e para a sorte dela a empregada já tinha previsto que ela acordaria cedo e já trazia seu prato a mesa.
– Como esta o caso? – ela perguntou tentando evitar um pouco a cara de sério que ele fazia.
– O julgamento será logo – respondeu meio quieto e ainda comendo, e começou a comer também por que parecia que Sasuke não estava muito para conversa – falou com o seus pais depois daquele dia?
– Não, eu não falei com os Hyuugas querido – ela o corrigiu com um sorriso irônico – mas logo eles vão ter noticias minhas.
– O que dizer Hina?
– Desculpe não ter contratado você como advogado – ela afirmou com olhos serenos – mas não quero que você entre nessa guerra, meus pais estão realmente me tirando do sério.
– Eu entendo, lembre-se também que ainda sou estagiário – concordou afinal Sasuke também tinha suas desavenças com os Uchihas – não se esqueça da minha formatura, em algumas semanas.
– Ah sim, é que você passa tão pouco tempo na faculdade que eu sempre esqueço de perguntar sobre isso – ela explicou por que era realmente verdade e Sasuke apenas sorriu de canto, o primeiro ano de faculdade é uma loucura, festas sem fim e muita bebedeira, mas o ultimo sempre era como você mal estudasse lá, por ficar realmente ocupado.
A campainha tocou e eram oito horas da manhã, com certeza muito cedo, eles nem se mexeram, continuaram a se enfartar a comida da refeição que da força para o dia, sabiam que Honda largaria qualquer coisa que estivesse fazendo para ir atender a porta.
– O sol esta forte hoje – a noiva comentou meio mal humorada, os reflexos solares estavam incomodando seus olhos por ter acabado de acordar.
– O que você acha de uma reforma – ele a informou com um sorriso – a menos que queria comprar outra casa depois do casamento, mas eu pensei que em arejar a casa.
– Já é bem arejada, temos um lago no jardim, e uma piscina imensa – ela comentou sorridente também, por realmente achar desnecessário.
– Mas queria que fosse mais arejada – ele explicou – a sala de jantar é muita escura poderíamos colocar um porta gigante e tudo estaria resolvido.
...
Quando Sakura Haruno passou pela sala de visitas, ignorou completamente o corredor que levava até a sala de jantar da mansão, sabia que Sasuke gostava de tomar o café da manhã no jardim, e ao passar pelas portas de vidros que deixavam o vento fresco passar pela sala, ela os viu, não tinha a menor ideia de que Hinata havia acordado tão cedo, eles estavam ali, diante do sol divino do vento fresco e do cheiro das margaridas no jardim, planejando a reforma da casa depois do casamento, rindo enquanto tomam o café da manhã juntos.
Felizes, eram um casal mais bonito do que ela conseguia perceber.
Sasuke pareceu encerrar o assunto com um cara comum e séria, ao perceber que ela havia chegado na residência, como sempre ela tinha que atrapalhar a vida dele, a rosada suspirou em reluta vendo ele erguer a xicara como quem oferecia que se sentassem com eles.
– Não... – ela quase sussurrou de tão baixo que ficou a sua voz pois estava meio constrangida é claro – eu vou só te esperar....
– Sakura! – murmurou Hinata a vendo, em seguida o celular da Hyuuga tocou recebendo uma mensagem, e a sua expressão que já assustava a rosada ficou mais séria ainda.
– Eu não queria atrapalhar – ela explicou – Sasuke e eu vamos, vamos tentar procurar Naruto.
– Ah sim claro – ela respondeu olhando a tela do celular com expressão confusa, logo virou o liquido que havia em sua xicara como se fosse uma tequila e levantou-se apressadamente da mesa com os olhos focados na tela, ela passou correndo pela Haruno e adentrou na casa indo em direção ao seu quarto subindo as escadas, os olhos esmeraldas a seguiram por todo instante vendo o seu jeito estranho, era só o que faltava Hinata odia-la.
Ela suspirou e franziu o cenho olhando para Sasuke.
– Ahhhh – ficou sem saber o que dizer – achei que ela me odiaria menos depois que conhecesse o Brandon.
– Ela não te odeia – afirmou o Uchiha ainda tomando seu café da manhã.
– Eu sou a garota que foi apaixonada pelo noivo dela por seis anos seguidos, ela tem motivos o suficiente para me odiar.
– Foi?
– O –que?
– Você não é mais apaixonada por mim? – ela ficou em silencio o encarando com os olhos meio arregalados, não conseguia falar nada apenas deixar que a bochechas queimassem em vermelhidão por vontade própria, e odiou seu organismo por isso, por fim ele sorriu cinicamente e fechou os olhos dando um gole no seu café que com certeza estava misturado com chantilly, ele amava, ela suspirou – sente-se eu não mordo.
– Sasuke será que não podemos simplesmente ir? – ela pediu nervosa – temos que encontrar Tsunade ver se ela sabe algo do Naruto, ele não atende o telefone eu faltei no estágio só por causa disso vamos logo.
– Esta bem – foi tão fácil que ela quase não acreditou, viu ele ignorar o jornal e se surpreendeu por que ele sempre lia os jornais, levantou-se para se retirar com ela.
[...]
No hotel Hyuugas amanheceram meio agitados, enquanto Hiashi mesmo do outro lado do globo não parava de movimentar a empresa, Neji travava uma discussão filosófica com a mãe sobre a sua futura noiva, ele não deveria ter contado a ela, já era o suficiente ter ficar preocupado com Hinata não precisa da mãe lhe amolecendo quando tinha tantos afazeres a resolver, o pai não parecia ligar muito para a conversa estava sentado na mesa quadrada de vidro a beira da janela da sacada lendo a papelada trazida pela sua assistente tomando o café da manhã sentindo a brisa fresca que entrava na porta dupla de vidro enquanto ao mesmo tempo acompanhava o noticiário que vivia naquela tela plana encima da lareira.
– Mãe – resmungou Neji farto de Hemiko Hyuuga – eu não estou com muita paciência com você ultimamente, chega! Chega dessa história.
– Pare de usar suas irmãs para fugir de mim – ela rebateu com os braços cruzados o circulando com um olhar desafiador – acho que vou ter boas noites de sono? Sabendo que você esta noivo e uma... pelos mil infernos, ela é filha de um feirante.
– Mãe, Tenten é uma garota ótima – tentou – estamos falando da minha felicidade.
– Ah meu poupe – ela o ignorou como se tal sentimento não existisse – vacas são felizes e nem por isso deixam de virar hambúrguer no fim do dia.
– Eu não vou mudar de ideia – e viu a mãe bater o pé – é sério mãe, ela é incrível é a mulher que eu amo, eu não importa o que você diga não vou mudar de ideia, Hinata conhece ela e ela a adora.
– Sua irmã... – deslizou os dedos pelos cabelos marrons e lisos adquirindo paciência, ele não deveria ter dito aquilo, Hinata já tinha problemas o bastante. Com certeza Neji teria tido petulância o suficiente para responder a mãe e de maneira bem rude por estar sem paciência com ela, amava Tenten, isso não mudaria de forma alguma, mas ele foi interrompido pelo próprio susto, Hiashi abandonou a elegância lendo os papéis e de repente cuspira todo o chá que tinha na garganta para fora da boca, e ambos mãe e filho pararam assustados vendo ele com os olhos apavorados nas palavras contidas naquelas linha preenchidas pela tinta, e de maneira rápida e nenhuma coincidência ouviram a porta no Hall de entrada daquele apartamento de hotel luxuoso se abrirem.
Hinata apareceu.
– Hina – sibilou Neji surpreso por ver a irmã, e ela estava tão séria, toda de preto como se estivesse indo para um velório, mas elegantíssima como sempre e muito parecida com Hemiko, com a bata preta de tecido fino que ia até a metade das coxas as botas de montarias pretas que iam até os joelhos e o chapéu que também ela preto com uma gigante rosa branca de enfeite. Ela retirou os olhos espelhados da Dior fazendo seus olhos perolados encararem o pai diretamente.
Hiashi bateu a papelada encima da mesa e levantou-se com olhos furiosos jogando a xicara contra a parede que era revestida da mais pura madeira, Neji e Hemiko nada entenderam, mas pai e filha pareciam estar dentro de uma arena.
– Mas o que é isso Hiashi?! – perguntou Hemiko vendo seu jeito autoritário ficar estressado.
– Parece que minha visita não é surpresa – ponderou Hinata.
– É sério isso? – ele perguntou como cara de desgosto – É ASSIM QUE VOCÊ PRETENDE GANHAR A MINHA ATENÇÃO? A MINHA CONFIANÇA?
Explodiu muito fácil, assustando a esposa e fazendo o filho perceber que era mais grave do que imaginava.
– Oww, vamos com calma – pediu Neji entrando entre os dois embora estivessem consideravelmente distantes.
– Sua irmã vendeu as ações dela – anunciou Hiashi – 296 MILHÕES DE DOLARES EM AÇÕES QUE VIRARAM FUNDOS DE EMPRESAS QUE CUIDAM DE INSTITUÇÕES CARENTES.
Hiashi tinha muitas empresas e as vezes coisas aconteciam que ele nem sabia, as vezes as noticias simplesmente demoravam demais para chegar, mas elas sempre chegavam.
– Você o que? – murmurou a mãe.
– Vendeu tudo isso em três dias?! – indagou Neji chocado.
– Eu não vendi tudo – ela respondeu tranquila – apenas algumas.
– O QUE VOCÊ ESTA PENSANDO EM FAZER HINATA? – berrou o pai – PICOTAR As EMPRESAS HYUUGA E DISTRIBUIR AOS CÃES.
– Pelo menos o dinheiro vai ser dado a quem realmente precisa – todo Hyuuga desde que era uma minúscula semente na barriga da mãe já ganhava um gordo espaço na herança da família Hyuuga, todo Hyuuga herdeiro a partir dos 18 anos, já começava a administrar suas próprias ações dentro da empresa e depois que Hiashi aposentasse eles ainda tinham que cuidar das suas devidas partes no negócio.
– Insolente – acusou Hemiko com uma palavra.
– O que? – ela murmurou – eu ainda tenho a minha parte na empresa, que ainda é minha por direito, isso se eu não decidir vende-la também, e se eu vender é claro vou distribuir o dinheiro aos cães ou melhor para quem realmente precisa.
– VOCÊ ENLOUQUECEU!!!! – ele berrara de novo, ergueu as mãos cujas veias pulsavam de raiva e Hinata sabia que havia atingido a onde mais lhe doía. As Empresas Hyuugas era muito maior do que muita gente podia imaginar, e Hiashi tinha três filhos para passar tudo isso, a parte de Hinata era muito grande, mas ela só teria controle sobre isso quando ele se aposentasse ou morresse, por enquanto contentou-se em tortura-lo apenas com as ações
– Hinata... – tentou Neji.
– O QUE? – ela disse antes que ele terminasse – não era isso que queriam? QUE EU DEIXASSE DE SER UM HYUUGA! Estou livrando vocês de tudo que envolve a mim, estou realizando o seu desejo.
– Não se tratava disso...
– AH CLARO! – ela ironizou com um sorriso para o irmão mais velho – se tratava de pegar a minha parte na empresa e dividir entre você e Hanabi, enquanto eu sobrevivo de um dinheiro indeterminado no lado errado do globo fingindo que nunca fiz parte dessa família, assim nossa caçula irmãzinha estaria segura para sempre...
– NEM POR CIMA DO MEU CADAVER VOCÊ FAZ UMA BOBAGEM DESSAS! – berrou Hiashi contornando a mesa e Neji se pôs na frente da irmã – você abriu um processo contra nós, sabe o estrago que isso pode causar na mídia, na empresa, EM TUDO!
– DANE –SE TUDO! – ela gritou passando pelo irmão ficando a frente do pai de novo, estava realmente disposta a enfrenta-lo – você olhou nos meus olhos e disse que não pertencia mais a essa família!
– Você não assinou o cont...
– EU NÃO VOU ASSINAR ESSA MERDA! – começara a encher os olhos de lagrimas, fortes e ousadas que estavam dispostas a surrar seu rosto – NEM SE TRATA DA EMPRESA!!! EU SOU SUA FILHA, EU SOU SUA FILHA TAMBÉM EU SOU IMPORTANTE EU TENHO OS MEUS DIREITOS, VOCÊS TEM ME AMAR COMO AMAM NEJI E HANABI
Hiashi nada disse, cerrou os punhos querendo mata-la, mas meu olhar de desgosto e nojo já dizia muita coisa. A Hinata ousada escondida durante sete anos havia voltado, mal estava acreditando.
– Você perdeu todos os direitos quando causou aquele acidente – Hemiko começou ríspida se aproximando da filha enquanto Neji pensava em alguma forma de fazer alguma coisa, não havia jeito de escolher um lado, precisava do pai e da irmã qualquer guerra com qualquer um dos dois seria prejudicial aos seus planos – você sempre deu muito trabalho Hinata, mas tem pensar que o que fez a sua irmã, e que isso afetou todos nós.
– Eu já sei disso mãe – ela murmurou – e quem pensa em mim?
– Ela precisa mais do que você! – exaltou –se a mãe – foi ela que saiu prejudicada com a sua imprudência, é ela que esta sofrendo até hoje! E eu nunca jamais poderia amenizar você ou te perdoar por isso!
– Por que eu não sou perfeita como você gostaria que fosse.
– Não há um dia – agora era mãe que se emocionara e até demais deixando que rios de lagrimas raivosas escorrerem pelo seu rosto – não há um dia que eu não sinta tristeza vendo a sua irmã sendo vestida por aqueles montes de enfermeiros, eu decoro a roupa dela por que não há um dia que eu não morra de pânico imaginando que ela não vai voltar para casa... por que aquele dia... eu pensei que ela não iria voltar para casa.
– Eu não lembro nada aquele dia – respondeu Hinata – mas os gritos dela e a imagem daquele caminhão batendo contra o carro... Nunca vou esquecer daquilo.
– PARE DE TENTAR ESCONDER QUE A CULPA É SUA – berrou a mãe – VOCÊ É UMA PETULANTE BEBADA DESOBEDIENTE QUE ALEJOU A SUA IRMÃ.
– MÃE...
– É UMA VERGONHA COMO FILHA!
– Isso não muda nada – cortou a conversa das duas Hiashi antes que Hinata pudesse dizer qualquer coisa, para o consolo das próprias forças não esperava menos da mãe – você vai desfazer esse negocio!
– Não vou – respondeu diretamente. Fazendo o pai caminhar ainda mais na sua direção.
– Pai para – disse Neji entrando na sua frente.
– Eu fiz tudo que você mandou – ela explicou tremula em nervosismos com os olhos focados e exaustão, estava farta de ser ignorada – eu tinha a mania de achar que você sempre controlou essa família e por isso eu tinha medo de você, e nos últimos sete anos eu deixei que você me controlasse, eu passei sete anos presa em Roma, sozinha, eu deixei você me impedir de ver Hanabi, eu deixei você me impedir viver e de morar em Tóquio, eu estou me casando não apenas porque amo Sasuke, mas também para uma única vez tentar mostrar a você que posso fazer alguma coisa descente... Então eu lembrei, você não me controla.
– HINATA – começou Hiashi perdendo a paciência mais uma vez.
– Nunca controlou – ela prosseguiu – é por isso que estamos nessa situação, é por isso que quer que eu me case com Sasuke, você afasta aquilo que não pode controlar, mas eu vou te falar uma coisa pai, eu sou uma Hyuuga, e sou diferente de todos os Hyuugas, e eu vou me casar fazendo as suas vontades como eu sempre fiz, mas eu não vou mudar, ninguém vai tomar meu nome, minha herança, minha vaga na empresa, o meu lugar nessa família, eu vou longe, vou chegar onde nenhum de vocês jamais chegou!
Hiashi empurrou o filho consideravelmente o suficiente para passar por ele e desprover o tapa cheio de raiva na cara da filha, os fios azulados foram jogados com violência para o lado enquanto o chapéu cairá no chão.
– Eu sou sua filha – murmurou novamente como um sussurro enquanto lagrimas escorriam dos seus olhos – você não pode simplesmente se livrar de mim.
– Seria uma filha melhor se estivesse...
– PAI!!! – berrou Neji dando um empurrando no líder, o pai não estava pensando direito, ele não estava pensando direito, ninguém estava pensando direito.
Hinata ergueu a cabeça por que era uma Hyuuga e Hyuugas erguem a cabeça, ela sorriu de canto vendo a mãe com o rosto rígido sem murmurar uma única palavra o que era estranho por que Hemiko não perdia uma oportunidade de acabar com Hinata.
– Você concorda? – perguntou olhando para mãe, mas ela não respondeu – é claro que concorda, foi isso que você sempre desejou, que eu tivesse morrido naquele acidente.
Tudo ficou em silencio a ponto até do chapéu ser esquecido no chão coberto com o carpete com tanta delicadeza, Hinata deu uma fuzilada nos pais lembrando-se da época que ainda era apenas a princesa deles, antes de chegar na puberdade e começar a dar trabalho de verdade. Enorme era o seu coração que apesar odiá-los, ainda os amava.
Hinata não queria nada além de ser aceitar, nada além da chance de concertar e pedir desculpas, porém ela tinha que ser realista consigo mesma, os Hyuugas não aceitam falhar, ela tinha que para de se iludir.
Ainda de cabeça baixa ela percebeu os pais estarem sério enquanto Neji apenas parecia chocado em nenhum momento no meio da briga ele pareceu escolher um lado. Hinata deu meio volta e saiu como um furação abrindo a porta com fúria encontrando corredor a fora.
– HINATA – berrou Hiashi – VOCÊ NÃO VAI SAIR DAQUI ATÉ RESOLVER ESSE PROBLEMA.
Falava da empresa, sempre a empresa. E foi atrás dela, ela percebeu isso e começou a andar mais rapidamente, Hemiko não deixaria que Hiashi cuidasse disso sozinho e o seguiu e Neji custou a suspirar, Hyuugas sempre difíceis de lidar, as palavras da mãe e do pai como sempre a menosprezando a machucando, até ele estava quebrado no meio com toda aquela situação, mais uma vez ficou encima do muro quando na verdade não deveria. Foi atrás de todos eles.
As portas metálicas revestidas com dourado do elevador 4 se abriram fazendo Hinata chegar no grande saguão do hotel, enquanto pessoas circulavam tranquilamente e os funcionários custavam a manter o lugar funcionando, ela passou como um tornado rapidamente querendo evitar os olhares para sua cara presa e danificada, recusava-se a chorar na frente dos seus pais, tudo que fizera até agora era chorar na frente dos pais estava realmente cansada e ficar sendo humilhada por eles o tempo todo, eles não mereciam que Hinata se rastejasse implorando perdão, mas estava difícil segurar, o choro estava ardendo dentro do peito como fogo em brasa a queimando querendo ser expulso através do olhos. Ela era a princesa de Hiashi e Heo Hemiko Hyuuga, a filha que eles nunca desejara ter tido, não, ela não choraria, se recusava, quando as portas do elevador 2 anunciaram a sua chegada ela já sabia que se tratava do pai a mãe e Neji, enquanto caminhava apressadamente teve a dor de encarar o próprio reflexo na porta de vidro do hotel, sentiu vergonha de si mesma.
– Hinata volte aqui! – exaltou-se o pai até que chamando uma considerável atenção das pessoas ao redor, mas Hinata custou a ignorar.
– Hina – disse Neji correndo um pouco quase a alcançando.
– Se pelo menos você tem um pouco de amor por mim me deixe em paz! – ela o encarou com piedade e rigorosidade ao mesmo tempo, o que vez o irmão engolir o seco e mais uma vez arrependido por ficar calado, foi tudo que fez durante toda essa guerra ficou calado.
– Não vou deixar você sozinha – ele sussurrou de volta.
– Quando eu quiser confiar em você eu aviso – ela girou os calcanhares apressados vendo o pai e a mãe se aproximarem, passou pelas portas e ficou aliviada por aquela cidade caótica o seu motorista conseguir estacionar na frente do hotel.
– Eu vou dirigindo – afirmou para ele e Neji custou a assustar-se novamente.
– Hinata não... –e ele tentou, mas ela já estava com as chaves na mão, pobre motorista era tanta gente tanto poder, ele nem sabia quem obedecer mas entregou as chaves a garota afinal o carro sempre fora dela.
– NEM PENSE NISSO!!! – berrou o pai saindo portas a fora vendo ela adentrar-se no banco do motorista – EU LHE PROIBO!
– Eu sei dirigir – apanhou do senhor que a carregava para todos os lugares o seu chapéu de motorista e o colocou na própria cabeça, viu o pai cerrar os punhos de ódio enquanto ela sorria gentilmente de maneira falsa.
– VOCÊ ESTA PASSANDO DOS LIMITES HINATA HYUUGA!
– Você não me considera uma Hyuuga – ela esclareceu – e pai... quem tem limite é município.
Entrou no carro.
– HINATA JÁ CHEGA – agora quem gritou fora Hemiko grudando na janela do motorista a encarando com aquele chapéu ridículo se estressando com o seu jeito petulante – SERA QUE NÃO VÊ QUE JÁ CAUSOU PROBLEMAS SUFICIENTE...
Hemiko sempre dizia coisas que machucavam Hinata, se Neji não a conhecesse bem diria que ela não amava a filha, o problema era que ele sabia que amava, do jeito absurdo dela, mas amava, e vendo ela ali grudada na janela do carro, deixando de lado a sua pose sempre perfeita e elegante berrando como sempre palavras em ofensas não pode deixar de notar a quietude do seu pai, olhou para o lado e o Hyuuga mais velho estava com olhos severos e prateados cerrados.
– Pai...
– Isso não vai ficar assim – sussurrou para si mesma
O som dos pneus do carro cantaram no asfalto e Hinata saiu em disparada deixando a mãe e seu motorista particular confusos e indignados nas proximidades de onde o carro estava estacionado, ela suspirou pesadamente encarando os olhos do marido, perdidos em fúria e Neji que mais parecia temer algo que não existia, por simplesmente não saber quem estava certo os pais ou a irmã, Hinata sempre passava dos limites e sempre tinha todos os motivos para isso, mas os pais também só queriam proteger a família, ele suspirou pesadamente. O telefone de Hiashi tocou ele relaxou a musculatura com ódio de atender, mas atendeu, enquanto ele conversava Hemiko custou a se aproximar do filho olhando ao redores daquela rua movimentada, pelo visto até que não haviam chamado muita atenção isso era bom, pensou no que dizer e na verdade não havia para dizer, apenas passou o braço em contorno com o ombro do filho e pensou no futuro Hinata dava trabalho, viu o marido então desligar o telefone e se aproximar, ele estava com os punhos cerrados e quase esmagando o próprio aparelho de telefone com os dedos.
– Querido – ela disse sem perceber que era mais grave do que imaginava – vamos subir e conversar, estamos percebendo o controle sobre Hinata...
– Só sobre Hinata? – ele murmurou rispidamente com voz amarga e uma cara de nojo – Ana acabou de ligar, enquanto nós dormíamos, Hanabi dispensou os serviços do motorista para voltar para casa na companhia dos colegas da escola.
– O que?
– E quando Ana a repreendeu ela a respondeu que esta cansada de ficar em casa que ela manda na própria vida – fuzilou a esposa como se ela fosse culpada.
– Hanabi enlouqueceu! – murmurou Neji.
– Não diga nada! – rebateu o líder – você também esta tão louco quanto suas irmãs, vai se casar com uma mulher de feira e fez um investimento de mais de 30 milhões na cordilheiras do Himalaia! Nós vamos conversar sobre isso...
Neji engoliu o seco, achou que conseguiria esconder por mais tempo, mas Hiashi tinha olhos em todos os lugares.
– Querido...
– Cale-se, chega de você por hoje! – disse para esposa de forma severa, e Neji por mais que quisesse defender a mãe, não estava em posição correta – você tenta achar teorias e respostas perfeitas para tudo e não da um foco para o problema. HEMIKO O QUE VOCÊ ESTAVA FAZENDO QUANDO ESSA FAMÍLIA COMEÇOU A VIRAR UM CAOS TOTAL?
Era como se ela não fosse mais importante, e Hemiko fechou a cara vendo o marido entrar novamente no hotel, iria falar com os advogados e os acionistas, problemas cheios de imperfeições caíram na sua mente como um arranha-céu.
Os Hyuugas não aceitam falhas.
[...]
As colinas mediantes da rota 66, a estrada que ligava Nova York a Nova Jersey, na paisagem eram pintadas as mais belas colinas que os olhos humanos poderiam ver, era uma verdadeira obra de Deus, e bem atrás dela, através de estradas escondidas essas grandes planícies escondiam uma bela mansão. A fazenda Roussinou era simplesmente uma das mansões mais antigas da região de NY fora construída pouco depois das 13 colônias ganharem independência e se tornarem metrópole e mesmo reformada várias vezes ela ainda continuava envelhecida, mas talvez esse fora seu maior charme, a residência era toda de tijolos a vista, com grandes portas de madeira, era na forma de um castelo e tão grande quanto, mas na verdade era apenas uma casa colonial abandonada cujo jardim faziam todos imaginar que já fora muito bonito. Simplesmente esquecida.
A lareira queimava com brasa sentindo a musica ecoar pelas paredes e até o sobretudo bege com estampa bela e florida havia se tornado grande personagem no cenário jogado na poltrona velha tendo até a espuma sendo expulsa, o som do piano fazia a luz amendoada dos candelabros dançarem enquanto os dedos encontravam um ao outro divinamente nas teclas do instrumento, não havia partitura, apenas as notas dó, ré, mi, sol, lá, si que gritavam sentimentos de maneira emocionante, parecia que anjos estavam tocando, tocar piano era uma arte e não uma arte qualquer, mas que exigia a exposição e centenas de sentimentos, o fazendo tonar um dos mais lindos do instrumentos, sentia a notas dançarem mesmo seus olhos estando fechados, por que assim deveria ser, deveria sentir, fluir, sempre admirou Betthoven, sempre quis ser como tal, o maior musico da história da musica clássica que na verdade era surdo, ele não escutava sentia os instrumentos com o coração. Lindo.
– Lindo – seus dedos se perderam nas notas mediante o susto daquela aparição repentina, e arqueou as sobrancelhas girando a cabeça, olhos perolados que encontraram o loiro na soleira da porta encostado, estava de calças de moletom e pés descalços, e aquele jeito irritante de andar sem camisa exibindo o peitoral definido, nas mãos um xicara quebrada preenchida com café.
– Me assustei – Hinata murmurou de volta e ele deu largos passos se aproximando do piano.
– Desde quando precisa se assustar – ele sorriso cínico – eu não vou te matar.
Ela bufou uma risada vendo ele encostar no piano, e pensou que deveria ser um jogo ou algum tipo de sonho, parecia que estava ao vivo dentro de uma revista pornográfica masculina, mas não podia negar que era a melhor visão da vida.
– Desculpe – disse irônico e logo mudou de assunto – tem certeza que não quer café, tem muitas xicaras quebradas na cozinha.
– Não – ela respondeu sorrindo – eu tomei café o suficiente de manhã, para encarar meu pai.
– Acho que Sasuke disse uma vez que você não toca piano desde que chegou em NY, e ele estava preocupado com isso – Hinata abaixou a cabeça – eu poderia passar a eternidade aqui, ouvindo você tocar.
– Onde quer chegar?
– Não sei – desafiou – por que esta tocando?
– Eu só toco quando eu estou feliz – ela relaxou a musculatura pensativa, afirmação que agora fizeram o Uzumaki arquear as sobrancelhas, ele relaxou a musculatura e a encarou de maneira tranquila dando um sorriso sem dentes que a deixou confusa.
– Esta feliz agora? – perguntou sentando-se ao seu lado no banco do piano.
– Estou feliz por estar aqui com você – respondeu suave com um sussurro singelo e sem errar na resposta, Naruto suspirou estendendo seu braço pelas suas costas, não demorou muito. Hinata arfou o choro grudado no peito com toda força dos pulmões que lhe restaram, estava amarga e farta, ela se enterrou no tórax do rapaz que desde o primeiro dia que o conheceria com ato simplório e complicado, arrogante e irritante, completamente desafiador e indecifrável, a compreendia. Hemiko Hyuuga era uma boa mãe, Hiashi Hyuuga era um bom pai, Hanabi e Neji Hyuuga eram bons irmãos, mas os Hyuugas apesar de serem uma família excelente não era uma família tão excelente assim, e ela estava cansada, seus pilares não aguentavam mais sustentar tanta dor, tantas vezes só tentou fazer o certo e o fim era esse. Nada então havia dado certo. Respirou fundo tentando engolir o choro, e sentiu suas mãos quentes acariciarem os cabelos azulados, tinha que admitir ele tinha dois lados, duas caras completamente diferentes e as duas a fascinavam, o jeito ignorando era ousado e diferente, o jeito compreensivo era acolhedor, e sempre nos momentos que ela estava assim aflita, não precisava dizer nada, ele já sabia. Os Hyuugas não aceitam falhas.
– Por que me avisou que estava aqui? – perguntou não aguentando a curiosidade e sentiu os seus pulmões enxerem de ar como quem pensava nas palavras antes de responder.
– Eu não queria ficar sozinho – respondeu sereno.
– Pensei que gostasse de ficar sozinho.
– Hinata – ele bufou um sorriso a encarando – eu sou o cara da amnésia, eu passei a vida sozinho, não lembrar-se de nada é a pior solidão que existe.
– Você não esta sozinho, você tem seus amigos – o encarou – Naruto Sasuke e Sakura estão a três dias procurando você, não um dia que Shikamaru não aparece em casa procurando noticias e vejo os celular deles tocando sem parar, e até Ino esta mais preocupada com você do que com sei lá, se Gaara sofrer um acidente ela vai continuar preocupada com você... – ele riu de novo.
– E você acha que é uma intrusa – ele comentou – conhece eles muito já.
– Eu só conheço o Sasuke, o resto por mais que tente me aproximar parece que não me aproximo tanto, mas são todos muito legais comigo – e assim ficou seria – deveria avisa-los.
– Não – o loiro então começara a explicar – Sasuke é meu melhor amigo, ele entrou naquela escola e nós brigamos a ponto de quase nos matarmos e no outro dia fomos a boate ficamos tão bêbados que Sakura teve que cuidar de nós por uma noite inteira, não lembramos de nada mas ela sempre diz que a gente tentava se bater e depois gargalhava, eles são meus melhores amigos.
– É uma história de amizade bem interessante.
– Sasuke e Sakura são meus irmãos, ninguém me conhece como eles, e esse é o problema, eles me desvendam, não vai ser muito bom para mim eu ficar sendo desvendado por eles agora.
Ficou admirada com a maneira como se importava com seus amigos, não era isso que ele demostrava, sorriu bobamente sem perceber o silencio motoro que começara a se instalar vagarosamente enquanto olhos perolados encaravam o oceano perfeito, ah o oceano.
– Você ainda não respondeu a minha pergunta – a Hyuuga protestou.
– Ah sim – ele bufou outra risada agora e deixou os olhos pensarem – ah, não sei, eu precisava me divertir um pouco eu acho.
– É isso que eu sou? Sua diversão – ironizou sorrindo – você tem muitas mulheres para isso, fala sério, devia ter ligado para um dos seus casos Uzuamki.
– O Uzumaki não tem casos desde a boate – sibilou entre dentes a surpreendendo.
– Você não entendeu...
– É serio, você que não esta entendendo – a cortou – não saio com ninguém desde a ultima vez que fomos na boate – Hinata não disse nada e ele suspirou mediante a sua lerdeza – pode ignorar o quanto quiser, mas eu não ignoro tudo que aconteceu conosco, depois daquele dia.
– Mas...
– É assustador! – ele murmurou – você é a noiva do meu melhor amigo!
– Eu sei disso.
– E em nenhum momento eu me senti errado, perto de você é estar certo no lugar certo como um perfeito encaixe – a fuzilou com olhos azuis vendo suas bochechas queimarem – não sou o homem mais certo do mundo Hyuuga, mas aquele Uchiha não te merece, o que vocês estão fazendo é loucura.
– Falou o cara que tem a vida mais normal do mundo – ela disse então – foi ver Tsunade?
– Não mude de assunto.
– É serio!
– Não – sussurrou – aquele detetive fica me ligando, eu não estou pronto para ver nenhuma das duas, eu preciso de um tempo.
– Naruto – o chamou posando a mão no seu rosto delicadamente – você passou treze anos sem lembrar-se de nada, você não quer descobrir quem você é?
– Não sei...
– Como assim “não sei”?!
– Depois de tudo que eu fiz – falava da Ordem – meu pai verdadeiro esta morto, enquanto ele morria tentando me procurar eu me tornava um assassino de elite, e me orgulhava disso, orgulhava ter o reconhecimento do meu padrinho, me orgulhava de cada missão realizada, eu matei pessoas importantes Hinata, matei inocentes, matei vilões, é para isso que as pessoas me contratam, por que a Interpol a Cia a ONU a NASA eles não nos alcançam, eu me tornei um mercenário, estou com medo de descobrir o passado e me arrepender ainda mais... De ter me tornado alguém que eu não era.
– Será o mercenário com o coração mais gentil que existe – ela sorriu forte e sincera o que o deixou perplexo.
– Você não sabe o que esta dizendo...
– Naruto eu não entendo nada de vilões, e também não sei nada sobre esse seu trabalho além do fato que bom... você mata pessoas com uma máfia – ela riu e seus olhos perolados brilharam lindamente como a lua cheia de uma sexta feira quente – mas eu sei que heróis, não são apenas as pessoas que salvam as cidades de monstros gigantes, um herói pode ser de um bombeiro um policial, um homem com uma Super. Força que vai impedir um Mega Vilão, até mesmo um homem qualquer que tenta salvar um menino no meio de um ataque, uma mãe que luta contra um bandido por seu filho, ou até mesmo um rapaz que almoça com uma garota para que ela não se sinta mais sozinha do que sempre foi.
– Fui obrigado a almoçar com você se você não se lembra...
– Em cinco meses, você fez mais por mim do que qualquer pessoa que eu conheço a vida toda – ela sorriu de novo e aquele sorriso tão vivo tão cheio de vida tão sincero que o deixava intrigado e até mesmo sem entender nada.
– Eu ainda sou um assassino – ele resmungou, a Hyuuga não precisa repreende-lo por agora começar a ignorar o que estava acontecendo – deveria ter medo.
– Eu não vou ter medo de você, você até tomou um tiro por mim – ela riu um pouco – a questão é você quer ser um assassino? Quer ser parte dessa Ordem?
Ele não respondeu, mas ambos sabiam já qual era a resposta.
– Você é louca.
– Esta vendo, é disso que eu estou falando – ela explicou – nada pode mudar quem você é de verdade, é isso que eu enxergo. Você é um homem bom Naruto, não deixei ninguém te fazer pensar o contrário.
Ela sorriu, aquele sorriso despreocupado que o impressionou desde a primeira desde o primeiro instante de uma maneira tão despreocupada na combinação divina dos olhos perolados, sua cabeça pipocava querendo entender aquela sensação de ser abocanhado pelos infinitos esbranquiçados e gentis que acolhia como ato simplório e caloroso, poderia passar a eternidade bem ali, encarando aquela perfeita expressão.
Engoliu o seco, sentindo pela primeira vez, surpreso.
– Aquele Uchiha realmente não te merece – ele murmurou a fazendo ficar séria, mas ela não teve tempo de responder, lá estava ele, perdido, arrependido, confuso e lá estava ela, gentil, acolhedora, ousada.
A beijou, enterrando diretamente a mão firme em seus fios azulados macios, Hinata não esboçou reação, simplesmente correspondeu afinal Naruto era irresistível demais para tentar se controlar, nessa hora que estavam tão sozinhos. O beijo ficou mais ardente como fogo em brasa numa noite fresca e seus corpos colaram consideravelmente, enquanto línguas lutavam por espaço o calor que subia a espinha só aumentava.
Ele era tão saliente. Em um ato único a apanhou em seu colo e se levantou caminhando pelo casa, e dessa forma até a risada dela tornou-se gostosa, pois até nisso ela conseguia faze-lo esquecer seus problemas, como se o levasse para outro planeta. Hinata era maravilhosamente sedutora, e ela não fazia nenhum esforço para ser assim.
Em algum momento o corpo do Uzumaki encontraram as minúsculas portas duplas envelhecidas e descascadas no fim do corredor, a empurrou de maneira desengonçada e adentrou naquele quarto que estava quase tão empoeirado quanto o resto da casa, se jogou junto a ela na cama coberta pelo único acolchoado a cerca de vinte anos, eles caíram e o pó se ergueu, algumas tossidas, leves risadas e pronto, não importava.
– Sabe – ela começou o encarando – quando eu estou triste começo a procurar na internet casa escondidas em diversas partes do mundo, imaginando como seria bom... sumir dessa vida.
– E esta me dizendo isso por quê? – perguntou cinicamente a fuzilando com o olhar.
– Sei – lá – respondeu firme – eu não iria querer sumir para você.
Se encararam mais uma vez, e ela amou estar ali sendo encarada por ele encima de si, pelo seu jeito sádico, cruel e ao mesmo tempo tão escondido, amoroso de ser, o puxou pelos ombros fortes para mais perto de si dando a ela mesmo agora a oportunidade de beija-lo, e que beijo era aquele que já se iniciou de maneira intensa fazendo suas pupilas girarem nas pálpebras fechadas, Naruto a seduzia escorrendo as mãos pelo seu corpo firme, sua língua pediu passagem e ela concedeu, sentiu tudo ficar mais forte enquanto o corpo queimava vagarosamente, sua boca era preenchida de forma intensa enquanto ao mesmo tempo tentava lutar com ele, estava bom, ela arranhou seus ombros nus, o que já fizera o loiro entender a sua excitação, posou a mão sobre seu joelho erguido e deslizou até a coxa sentindo a maciez perfeita da sua pele que cheirava lavanda, tão pura quanto a própria lua no céu, e continuava subindo querendo chegar e algum lugar levando junto sua bata que estava em lugar tão inapropriado, a visão para as roupas intimas o quase enlouqueceu por que, ele também não queria que estivesse ali.
O vestido fora jogado em algum lugar tão chão empoeirado e Hinata sorriu e grudou os pés na sua cintura, beliscou cada uma das pontas do seu moletom com os dedões e mesmo que difícil começava a tira-la, ele arqueou a sobrancelha surpreso e interessado enquanto ela mantinha o sorriso saliente nos lábios, logo mais a calça do Uzumaki não era um problema e ele não estava usando nada mais além dela.
[...]
Os cabelos róseos, apesar de serem lindos, não eram nada discretos, na verdade ele poderia ser o pior dos disfarces, mas Sasuke Uchiha parecia gostar, ou pelo menos deveria ter um razão apresentável para protege-la tanto, ou por pelo menos não conseguir sair de perto dela mesmo que fosse para o próprio bem dela mesma.
O homem que estava distante suspirou os admirando escondido dentro da cafeteria velha da esquina quase vazia, enquanto o casal de amigos conversava tranquilamente na confeitaria mais famosa da cidade logo a frente, ele tentava entender, porém parecia mais complicado que a maioria das suas missões, Sasuke era um rapaz muito sério e sem muitas expressões, mas enquanto ela tagarelava sem parar, hora séria, hora sorridente e hora brava parecia mais que ele se ajeitava entre um sorriso e outro querendo agrada-la, parecia uma cena muito familiar, definitivamente Mikoto Uchiha e Fugaku Uchiha, mãe e pai que se desafiavam sem parar, Mikoto sempre fora extremamente gentil e possuidora de uma garra para se defender do marido pois sim não existia homem mais calculista e frio que Fugaku, o empresário mais ousado e problemático de todas a gerações da família Uchiha, foram quatro gerações para erguerem as petrolíferas que lhes pertenciam, e seu pai precisou apenas de alguns poucos anos para afunda-la, e agora estavam ali, desesperados. Mas diferente dos pais, Sasuke era um mais sério e mesmo quieto tudo isso por que escondia uma infinidade de sentimentos atrás de uma muralha, ele apenas não demostrava o quanto se importavam, e Sakura era bem mais bondosa e compreensiva do que parecia ser, a maneira como cruzava os braços murmurando palavras incompreendidas e fazia uma cara de insatisfeita, arrancava um riso, mesmo que fosse curto, do Uchiha, era interessante.
Então lembrou-se, não entendia nada sobre amor, talvez fosse por isso que não conseguia compreender as falas que saiam dos lábios distantes.
– Não há muitas pessoas por ai que conseguem me surpreender – ele disse quieto sem mover um único musculo e ainda com os olhos fincados no casal do outro lado da rua.
– Ah claro – ouviu a voz gentil responder e finalmente a figura surgir de trás das suas costas e senta-se na sua mesa sem pedir licença – ouvi dizer que a seriedade do Capitão Itachi sempre fora amedrontadora, por que ninguém o deixava satisfeito ou melhor impressionado.
– Andou me seguindo Kakashi? – perguntou cerrando os olhos para o cinzento tranquilo e inesperado ganhando a sua atenção bem na frente dos próprios olhos.
– Não – respondeu agora ficando sério – eu tenho um caso no Estados Unidos e considerando que seu irmão mais novo vai se casar eu imaginei que deveria estar por aqui, aliás eu precisava que estivesse, a ANBU anda te procurando.
– E recrutaram meu mestre para o serviço?
– Não seja cínico – argumentou o mais velho ficando folgado – você deixou a ANBU do dia para noite, conhece nossas tradições sobre eleger um sucessor, ficamos sem diretor desde então, não achamos ninguém a altura e bom, as coisas estão ficando difíceis.
– É para isso que me encontrou?! Depois de três anos – o moreno bateu na mesa segurando uma risada – apenas para que eu elegesse um sucessor! Oras Kakashi podia muito bem ter feito isso.
– Até quando vai ficar fingindo para seu irmão que você é um vilão? – e assim a graça de Itachi morreu no mesmo instante o obrigando a encarar aquele que o treinou secretamente durante anos – ou um herói disfarçado de vilão...
– Não! – ele o cortou – eu sou um vilão.
– E esta aqui escondido nesse café por que? – perguntou finalmente o desvendando – não deveria estar lá do outro lado da rua? Encontrando uma forma e fazer a rosada ficar bem longe do seu irmão mais novo, afinal Sasuke é o único da família Uchiha que esta com o nome limpo, uma peça perfeita para Fugaku começar seu novo Império ainda mais o combinando com uma família tão poderosa quanto os Hyuugas, a peça com o capital fundamental, Fugaku jamais passaria por novas suspeitas.
– Investigou até isso? – disse sério desviando o olhar para a imagem da qual o mestre falava, realmente ele já deveria ter feito uma de suas aparições surpresas a horas atrás, porém seus planos estavam mudando naquele mesmo instante.
– Você desmascarou a maior quadrilha de corrupção da história do governo japonês – explicou Kakashi ainda mais sério enquanto Itachi ainda encarava seu irmão de maneira serena do outro lado da rua – quando essa história vir a publico vai ser um escândalo em peso, você entregou a cabeça de todos eles e o Japão vai usar de todos os seus recursos para que todos, absolutamente todos apodreçam na cadeia.
– Ele ama o Dirieto – disse olhando através da vitrine – desde pequeno apaixonado pelo ato de poder fazer justiça – suspirou pesadamente e ferveu a mente em sentimentos, um dos poucos que tinha – o Japão merece que esse governo de três anos atrás pague por todos os seus crimes de corrupção e traição, bem como Sasuke... bom, ele merece uma família bem melhor do que a nossa.
– Você entregou sua própria cabeça – argumentou Kakashi – seu nome esta naquele relatório.
– Se o Japão quiser me caçar então deixe-os caçar – ele respondeu friamente – a execução dessa investigação já estava demorando demais.
– Itachi – sibilou o mestre para seu discípulo – nós dois sabemos que você não faz parte disso.
Logo viu o moreno bufar sem expressão.
– Eu sou o herdeiro principal da família Uchiha, meu nome não pode ser sujado, isso poderia comprometer drasticamente a presidência da empresa – ele tratou de explicar, novamente observando seu irmão conversar com a rosada – eu perdi as contas de quantas vezes meu pai usou o nome dele para fazer negócios com bancos mercenários e agiotas no estrangeiro colocando o nome de Sasuke como garantia em fundos de empresas fantasmas quando na verdade ele não sabia de nada, o nome da maioria dos Uchihas sempre fora comprometido o suficiente e o meu tinha que estar intacto, dessa forma Fugaku fez do seu filho mais novo a sua melhor mascara.
– Você...
– A única maneira de protege-lo era se tornando bem mais do que braço direito e herdeiro do meu pai, eu tinha que ser a mente dele eu tinha que fazer parte do bando.
– Trocou os nomes dos registros.
– E não há nenhuma prova no planeta que leve essas investigações a Sasuke – Itachi fez uma pausa bufante que o obrigou a rolar os olhos ironicamente – eu entrei para ANBU achando que poderia dessa forma protege-lo, mas não podia, o sistema... ah é mais forte do que imagina...
– Se tornou o inimigo – respondeu por ele surpreso.
– É – confirmou – exatamente isso, por isso deixei a ANBU.
– Por quê? – perguntou de maneira severa e viu os olhos ônix que percorriam uma linhagem sanguínea de pai e filho por gerações brilharem de maneira sentimental ao mesmo tempo que se perdiam em lembranças distante e frenéticas.
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