Heartbeat

23 Gold's Magazine Party


Notas iniciais
NÃO, NÃO É DELÍRIO COLETIVO HAHAHA Esse capítulo terá uma playlist meus mel, vou estar deixando o link dela no spotfy e no yt nas notas finais, ta? Tem duas músicas em questão que se tem um momento especifico para ouvi-las, que também estarão indicadas ao decorrer do capítulo. Tenham um boa leitura meus anjos, pois não sabemos quando estarei de volta kkk

A revista começou a voltar ao seu ritmo costumeiro nas semanas que se seguiram. Alguns anunciantes foram perdidos, mas muitos outros que simpatizaram e apoiavam o posicionamento da revista começaram a fazer parte do time da Gold’s Magazine. Além dos anunciantes, outro ponto crítico com o qual tiveram que lidar foi a contratação de castings.

Muitas modelos se mostraram receosas quanto a modelarem para campanhas da revista. Mães e pai se negavam a permitirem a participação de seus filhos nos ensaios. Esses Regina entendiam completamente.

Todas essas questões a mantinha ocupada, fazendo com que trabalhasse em mais expedientes e visse menos as duas pessoas com quem mais gostaria de estar passando o seu tempo. Mesmo estando com a consciência limpa, Regina sabia que só se sentiria realmente bem quando ele fosse encontrado e preso. Porém tudo foi suplantado devido à proximidade do aniversário de 30 anos da revista.

A priori, comemorar, festejar, não pareciam ser o mais indicado, mas para o mercado da comunicação aquela seria a prova concreta de que a revista havia superado uma crise e que estava de volta à ativa. E foi nítido o quanto advento da festa pareceu levantar o ânimo de todos, ou melhor dizendo, quase todos.

— Uma festa? — Regina perguntou ao ser informada dos planos de Gold.

— Pensei muito em não fazê-la, mas além da mensagem que nós iremos mandar para o mercado, acho que nós também estamos precisando de uma grande noite como essa, para dançarmos e bebermos.

A mente de Regina ao ser notificada do aniversário da Gold’s Magazine imediatamente começou a trabalhar calculando todo o esforço e o quanto teria de se desdobrar para conseguir dar conta de tudo, da revista e dos planejamentos de uma festa que deveria ter respaldo nacional, pelo o que Gold lhe contava.

— É, eu acho que sim. Fiona certamente aprova essa promoção que revista fará sobre si mesma, mas Gold, eu temo que talvez nem todos vejam com os mesmos olhos o que nós estaremos vendo.

— Como assim, Regina? — Gold se empertigou na cadeira.

— A mídia pode ver esse evento como uma estratégia nossa de apagar essa mácula que vagou sobre o nome da revista. Pão e Circo. — esclareceu.

— Eu... eu fiquei tão empolgado depois que decidi comemorar essa data, que não vi essa possibilidade. — disse decepcionado.

— Bom, realmente acho que nós precisamos dançar e beber um pouco, e que o mercado pode acabar também gostando dessa celebração, mas e se além disso tudo, nós também pudéssemos ajudar pessoas? — Gold fez sinal para que Regina prosseguisse. — E se essa festa também fosse beneficente? Poderíamos angariar fundos para instituições que cuidam de mulheres vítimas de abusos.

— Isso é genial, Regina, e muito humano.

Acertaram mais alguns detalhes sobre como ocorreria a angariação de fundos e como a promoção da festa nos meios de comunicação seria feito, e quando Gold estava de pé, preste a sair da sua sala, Regina o chamou.

— Gold?

— Pois não?

— Por favor, não me diz que esse é o seu show de encerramento.

Gold suspirou.

— Irá fazer trintas anos desde que fundei a Gold’s Magazine. São trinta anos trabalhando arduamente para conseguir chegar até aqui. Trinta anos cuidando das minhas realizações profissionais e deixando completamente de lado as pessoais. Bom, mas isso não é algo sobre o que devemos falar agora. — sorriu gentilmente para Regina e saiu da sala.

Na redação não se falava em outra coisa que não fosse o aniversário da revista, do quão grande a festa seria e sem dúvidas, de quem estaria pisando no red carpet, mas Gold fez questão de manter em segredo grande parte do que seria feito. Ele estava encarando a festa como um presente a todos os seus funcionários que tão exemplarmente haviam atravessado aquele caos juntamente com a revista.

— Quando a festa passar, quero te levar para conhecer a minha família no Maine, bom, a parte que você ainda não conhece. — Regina falou para Emma na manhã que antecedia a festa em comemoração aos trinta anos da revista. — Está preparada?

As duas estavam deitadas preguiçosamente após acordarem e ficarem trocando carinhos e carícias por entre os lenções naquela manhã.

— Você acha que o seu pai vai gostar de mim? — Emma perguntou se deitando de bruços enquanto mordia o seu lábio inferior.

— Com a mais absoluta certeza. — Regina se aproximou e a beijou.

Emma era tão suficiente e necessária, mas parecia não saber disso.

Emma Swan havia iluminado a sua vida e tornado os seus dias mais alegres, e por essa razão, além de amá-la, Regina decidiu que não importava o acontecesse no futuro, dedicaria os seus dias a fazer com que ela conseguisse enxergar a si mesma daquela maneira.

Separaram as suas bocas com sofreguidão quando o celular de Regina que estava sobre o criado mudo começou a tocar seguidamente com a chegada de mensagens. Ela gemeu em desagrado e se virou para pegar o aparelho.

— É o Gold? — Emma perguntou arrumando os travesseiros na cabeceira da cama e se sentando.

— Não. É a Fiona. — Regina respondeu sem tirar os olhos do celular.

— Ah. — vocalizou tentando não soar aborrecida.

Emma não tinha contado a Regina sobre a breve conversa que tiveram no elevador. Se perguntava se Fiona ainda era apaixonada por Regina e se ela havia aceitado o trabalho na revista com a esperança de que agora como Regina estava viúva, teria alguma chance de retomarem a relação.

Seja lá qual fosse a razão pela qual tinha aceitado o emprego, Emma já tinha constatado que Fiona não ia muito com a cara, e se a razão fosse ela ter um possível flashback com Regina, Emma gostava dela menos ainda.

— E o que ela quer? — perguntou.

— Me mandou uma planilha de vendas da última edição da revista.

— E?

— Não foi o nosso melhor número de vendas do ano, mas estamos voltando. Só que hoje todos nós estamos de folga, e eu me recuso a pensar nisso agora. — falou pausadamente enquanto digitava.

Antes que Regina pudesse terminar de responder Fiona, ouviu uma batida na porta do seu quarto.

— Mãe, a Emma já acordou? — a voz de Henry soou abafada do outro lado.

Antes de responder, olhou indignada para Emma, que claramente segurava o riso.

— Acordou.

— E eu posso entrar? — perguntou pretencioso.

— Claro que pode! — Emma respondeu.

No mesmo instante um tornado de cabelos castanhos vestindo um pijama do homem de ferro entrou no quarto e pulou na cama ficando entre as duas.

— Bom dia! A minha barriguinha tá com fome. — ele falou como se implorasse para que alguém se levantasse e fosse lhe fazer panquecas.

— Oh, a sua barriguinha está com fome? — Emma perguntou se aproximando perigosamente do garoto, para depois puxá-lo para o seu colo e começar a fazer cócegas nele.

— Mamãe! Mamãe, por favor me ajuda. — chamou enquanto gargalhava. — Socorro!

— Ok, está bom. — Regina interviu quando começou a ouvir os soluços vindos de Henry. — Vai escovar os dentes, vai mocinho, que eu vou preparar algo para alimentar essa sua barriguinha.

Henry saiu saltitando do quarto em direção ao banheiro.

Desde quando os ânimos da revista tinham começado a se acalmarem, aquela cena tinha passado a ser rotineira na maioria das manhãs deles. A cada dia que passava com Regina e Henry, era um dia a mesmo que Emma passava em seu próprio apartamento, e mais noites que passava na cama de Regina. Já tinha perdido até a conta de quantas vezes procurou por uma peça de roupas em seu guarda-roupas, para no final do dia descobrir que ela estava no closet de Regina.

Além de tudo, gostava daquela rotina que estavam criando, e agora, tão próximo de ser apresentada devidamente a família de Regina, vislumbrar um futuro em que estariam juntas não parecia mais algo precipitado ou arriscado. Os via em seu futuro e esperava que a reciproca fosse verdadeira.

No domingo, nas redes sociais não se falavam em outro assunto que não fosse o comeback da revista. Regina juntamente com Fiona haviam criado uma hashtag, a #GM30yparty, que tinha entrado nos trending topics antes mesmo que o red carpet fosse oficialmente aberto, o que também seria transmitido ao vivo no Instagram da revista, e parte da festa também seria transmitida por um canal fechado de televisão.

Com toda a elite de Boston convidada para festa, Emma e Regina acabaram não conseguindo marcar horário em um mesmo salão, desse modo ficando combinado que depois de prontas, Regina iria deixar Henry com a Granny e que depois passaria no apartamento de Emma para pegá-la.

Ao tocar a campainha, Regina foi recepcionada por Alice.

— Nossa Regina, você está linda! Quer dizer, ainda mais. — Alice corou.

— Obrigada. — Regina agradeceu sorrindo. — Mas tenho certeza de que não mais do que a sua irmã.

— Isso nós só vamos saber se ela conseguir ficar pronta hoje.

— O que houve?

— Ela ainda não saiu de dentro do quarto desde quando chegou do salão.

— Eu vou ver se está tudo bem. — dito isso, saiu em direção ao quarto dela — Emma? — a chamou batendo na porta e colocando a cabeça dentro do quarto. — Está tudo bem por aqui?

— Está, é que eu comprei um vestido, mas não sei se ele fiou muito bom. — a voz dela soou de dentro do banheiro.

— Conhecendo você, não tenho dúvidas de que deve estar maravilhosa.

— Então, só para lembrar, quem tem o outfit invejado é você, não eu. — disse saindo do banheiro.

Regina bolava uma resposta para Emma, mas as palavras se perderam em sua boca assim que a viu.

— Ele... ele mostra a minha cicatriz. Será que se eu passar um pouco de base por cima vai amenizar um pouco da aparência dela? Quer saber, não tem jeito, eu vou trocar de vestido, vou pegar outro no guarda-roupas.

— Não! Você está maravilhosa. Deslumbrante.

— Não exagera, Regina. — ela corou.

— Eu não estou exagerando. Você está perfeita. — a cicatriz já não era mais tão evidente, ela ainda maculava a pele alva, mas havia tantas outras coisas que chamavam atenção em Emma naquela noite. — Mas o que eu acho ou deixo se achar não importa, o que importa é se você está se sentindo assim, se está confortável com isso. Lembra de quando você gritou comigo me dizendo que não deixaria mais nada e nem ninguém fazer você se sentir diferente disso?

— Eu não gritei.

— Na minha cabeça gritou.

— Regina, eu estava internada, tinha acabado de sair da sedação. Eu não gritei.

— Ok, não gritou, mas talvez tivesse sido melhor se tivesse. Você está pronta?

Emma se olhou mais uma vez no espelho.

— Eu estou pronta, podemos ir.

#GM30YPARTY

Com o tema baile de máscara, a festa em comemoração aos trinta anos da Gold’s Magazine aconteceria no salão de festas de um dos maiores hotéis da capital.

O red carpet ardia em flashs toda vez que alguém passava por ele. Entre os transitastes estavam personalidades como cantores, modelos, empresários e claro, o staff da Gold’s Magazine, o seu grupo de profissionais que semanalmente faziam com que as edições chegassem as bancas de jornais. Estas últimas quando passavam, não eram bombardeadas apenas pelos fotógrafos, mas também pelos jornalistas que cobriam o evento, fazendo os mesmos comentários e perguntando as mesmas coisas, afim de conseguirem mais informações sobre os casos de assédio que envolviam o nome da revista.

Como todo show business era sustentado por um bom suspense, a editora chefe que assinava os números da revista, e o dono, quem dava nome a revista, seriam os últimos a passarem pelo red carpet, juntamente com os seus cônjuges.

Em uma antessala, que antecedia o red carpet, Regina e Emma se encontraram com Gold e Belle.

— A Fiona acabou de sair daqui. — Gold disse.

— Irão querer mastiga-la, uma vez que sabem o cargo que ela ocupa na revista. — Belle completou em um tom solidário.

— Sei que a Fiona saberá contornar qualquer situação e responder qualquer pergunta da melhor maneira possível.

Emma agradeceu por Regina estar de costas e não conseguir ver os seus olhos revirando.

— Estão prontos? — um dos cerimonialistas perguntou ao entrar na sala — As próximas serão Mills e Swan. —informou.

— Oh, sim. — Regina respondeu estendendo a mão para Emma. — Juntas?

— Sempre.

Quando os seus pés pisaram no red carpet, foram bombardeadas por uma enxurrada de fotos. Para Emma aquela era uma sensação diferente, estava acostumada a estar do outro lado das lentes, fotografando, e não sendo fotografada, e estranhou ainda mais no instante em que foram abordadas pelos jornalistas.

— Aqui Mills. Aqui! — um jornalista gritou. — O que você tem a dizer para os sites que dizem que vocês estão tentando pôr panos quentes sobre as denúncias de assédio? Estão dizendo que a razão da festa dessa noite é fazer com que todos esqueçam do ocorrido.

— A Gold’s Magazine jamais irá fazer trinta anos novamente, então esse é um marco que deve ser comemorado, e não, não estamos nos abstendo da nossa responsabilidade.

— E você, Emma Swan, o que tem a nos dizer, já que sabemos que muitos dos assédios ocorreram no seu estúdio, enquanto os ensaios aconteciam? Você sabia do que acontecia?

— Hã... não, eu não sabia de nada, tudo que ele fazia era sob o pretexto de estar fazendo o seu trabalho, só descobri de fato o que o que acontecia quando uma das modelos assediadas caiu aos prantos no meu estúdio.

— E vocês estão como um casal essa noite? É oficial? A editora chefe e a fotografa da Gold’s Magazine estão em uma relação?

— É, bom... — Emma olhou para Regina, recebendo como resposta um sorriso encorajador. — Eu assinei um termo de responsabilidade para o pessoal do RH da revista, então sim. Estamos sim.

O salão estava impecável, lustres suntuosos pendiam do teto, a decoração brincava com o clássico, devido as máscaras, e o moderno, evidente nas vestimentas dos convidados. O salão imenso estava repleto de mesas circulares, onde cada uma delas continha um grupo de pessoas influentes diferente. O staff da revista havia sido alocado nas mesas da frente, próximos a um palco onde Gold discursaria em algum momento da noite.

A esquerda da nave principal havia uma entrada que levava a pista de dança que seria liberada logo após o jantar, e a direita havia outra entrada para a sala onde seria realizada a comitiva de imprensa, e foi para essa sala que Regina e Gold foram direcionados logo após entrarem no salão.

— Eu volto logo. — disse após receber um beijo cálido de Emma.

— Estarei bem aqui.

Na sala com a comitiva de imprensa, as primeiras perguntas não fugiram do já esperado, o assunto do assédio, mas Regina se surpreendeu quando uma jornalista mudou o foco da entrevista e ela, Regina, passou a ser o assunto.

— Então, Regina, como tem sido a sua volta a Boston e trabalhar diretamente com a redação de uma revista do porte da Gold’s Magazine?

Sua volta? É claro que alguns deles deveria ter feito o exercício de casa e pesquisado sobre a sua vida.

— Sinceramente, desafiador, desde a minha volta a cidade até assumir o cargo de editora chefe na revista. Muitas das minhas concepções foram postas à prova, o que me mostrou que eu não sei de tudo, e que está tudo bem em não saber. Sinto que tenho me reinventado nesse meio tempo.

— Com todo o respeito, acho que você tem reinventado a forma como a revista tem se colocado no mercado. Ela passou a abordar temas nunca antes vistos nela, em todas as edições, desde a sua chegada. Em cada uma dessas edições podemos ver e perceber um pouco de você, seja na edição da matéria, na diversidade dos modelos escolhidos ou na forma da narrativa, sabíamos que você estava ali.

Para Regina aquela situação fugia do seu comum. Estava habituada a estar entrevistando e escrevendo sobre pessoas. Estar daquele lado era difícil, principalmente porque levava uma vida reservada. Sempre soube do tamanho do alcance da revista, mas agora, sendo entrevistada, e tendo os seus “feitos” comentados, a ficha de que agora era uma figura pública finalmente havia caído.

— Trouxe para a revista as minhas concepções pessoais, valores que acho que não deveriam ser endeusados, porque é exatamente assim que as coisas deveriam ser. Abordar a diversidade cultural, étnica e física não é uma inovação, é obrigação. Somos diversos, o mundo é, e continuar retratando e abordando apenas um padrão específico não nos serve mais, na verdade nunca deveria ter servido, nunca deveríamos ter nos acostumados com a invizibilização de tantos grupos.

— Você deve ter sido uma contratação e tanto para a revista. Imagino que o Gold esteja bastante feliz por ter você fazendo parte dessa equipe.

— Vocês não fazer ideia do quando. — Gold respondeu.

— De modo geral percebemos quando você começou na revista pela sua assinatura. — outro jornalista continuou. — Mas para mim, o que me ganhou mesmo e aparentemente ao público também, foi quando você apareceu na edição do dia das mulheres. A sua foto juntamente com a outras modelos, a matéria que você escreveu e o folheto que apresentava você a nós, mostrando a mulher real que estrava por trás de tudo aquilo, foi incrível.

— Fico feliz que tenham gostado da minha matéria, mas os créditos do folheto e das fotos são da Ruby Luccas e Emma Swan. Na verdade, isso acabou sendo uma surpresa para mim também. Uma grata surpresa.

— Mas e agora, quais são os planos de vocês para as suas vidas pessoais?

— Dei muito de mim por essa revista, então agora quero poder construir a minha família.

— Hum... senti a presença de informações implícitas. — disse um dos jornalistas.

— Logo mais ficaram sabendo de tudo.

Regina sem saber de nada, apenas ficou olhando para ele.

No salão, bebidas e aperitivos eram servidos, pessoas conversavam e riam alto enquanto esperavam que as celebrações tivessem início.

Para a sua surpresa, Emma havia sido alocada na mesma mesa que as mais novas noivas de Boston, Ruby e Elsa, que eram só sorrisos uma para outra, Belle, que assim como Emma esperava por Regina, ela esperava por Gold voltar, e Fiona Fairy. Aparentemente apenas a água tônica não seria suficiente para aquela noite, Emma concluiu.

Ora ou outra Fiona lhe lançava olhares de esguelha como se a avaliasse. Emma praguejava mentalmente quando surpreendentemente, Fiona começou a fazer perguntas pessoais em um tom casual enquanto todas da mesa conversavam.

Ela está querendo se tornar mais íntima, é isso? Emma se perguntou sem entender onde Fiona estava querendo chegar, mas antes que ela pudesse fazer mais alguma pergunta, a atenção de todos foi capturada pelo palco, onde Regina assumia o púlpito.

— Boa noite, boa noite a todos. Em nome de todos que compõem a família Gold’s Magazine, peço que se sintam todos muito bem-vindos a está noite tão especial para todos nós, onde iremos nos divertir, jogar conversa fora, rever velhos amigos e ajudar uma causa muito maior do que tudo isso.

Emma olhava hipnotizada para aquele palco. Quando Regina subiu ali, pessoas aplaudiram e gritaram o seu nome, mas foi para Emma para quem ela direcionou o seu primeiro olhar.

Quando se trabalhava tão internamente dentro de uma revista, se perdia grande parte da glória, quase nunca nenhum deles eram citados propriamente, mas sim a Gold’s Magazine. As pessoas esqueciam que por detrás havia uma equipe que lutava todos os dias para fazer com ela existisse.

— Diferentemente de como todos vocês estão hoje, nós não mascararemos e nem esconderemos o que aconteceu. Jamais poderemos desfazer o que foi feito, mas podemos ajuda-las com os efeitos colaterais que essa violência causou. Desde o início dessa semana nós estamos arrecadando doações para ajudar instituições que dão suporte a mulheres vítimas de abusos, muitas pessoas tem se solidarizado pela causa e... Só um instante, eu estou recebendo aqui no meu ponto eletrônico que neste exato momento nós conseguimos arrecadar 800.000 dólares. Isso é incrível!

Ver as pessoas vibrarem apenas pela presença de Regina lá em cima também aquecia o coração de Emma, pois isso mostrava que eles também viam o que ela viu assim que Regina chegou a revista.

— Meu muito obrigada a todos que doaram até agora, e aos presentes que ainda não fizeram as suas doações, vocês ainda tem tempo. Sei que vocês estão à espera da grande estrela fundadora desse império da comunicação, mas nós ainda nos veremos essa noite.

Após o breve anuncio de Regina, mais bebidas começaram a serem servidas, pois quanto menos sóbrias as pessoas ficavam, mais dispostas elas ficavam a abrirem as suas carteiras.

Quando Gold e Regina chegaram à mesa, Emma fez o possível para desconsiderar a presença de Fiona e o seu olhar avaliativo, enquanto conversam sobre o casamento de Ruby e Elsa que se aproximavam, onde Emma e Regina seriam as madrinhas.

— Olha, eu ouso dizer que a Emma está quase tão ansiosa para o casamento de vocês do que a amiga dela. — Regina disse se referindo a Ruby.

— Viu, eu sabia que tinha convidado a pessoa certa.

— Eu já disse a ela que ela precisa se acalmar porque ela não é a noiva, pelo menos não ainda.

Por toda a mesa, discretamente bocas se abriram.

— Regina... — corada, Emma se virou para ela para vê-la dando um gole em seu uísque.

— Sabe, eu também estou esperando — disse Belle —, mas pelo visto estou na mesma situação de Emma “pelo menos não ainda”. — Belle falou nada pretenciosa encarando Gold.

— Parabéns Regina, você me colocou em uma grandíssima enrascada. — ele disse e todos da mesa riam.

A medida em que a festa entrava na noite, a música no salão tocava ainda mais alto, o salão lateral dedicado a pista de dança ainda não havia sido liberado, o que não impediam as pessoas de se levantarem dos seus acentos e fazerem pequenos passos de dança ao lado de suas mesas quando o álcool já fazia parte do seu efeito. Juntamente com as bebidas que continuavam sendo servidas com os aperitivos, as entradas que antecediam o jantar também foram.

Mais uma vez Gold e Regina precisaram se ausentar da mesa, e dessa vez para fazer sala para os figurões presentes na festa, quem sabe os fariam fazer mais doações.

Com a grande maioria das pessoas de vestidas a caráter, isto é, usando máscaras, seria difícil encontra-los, mas puderam contar com os cerimonialistas e as suas anotações de onde estavam todas as mesas e de quem eram convidados nelas sentados. Alguns Regina já os conhecia pelo fato de serem anunciantes da revista e já terem tidos reuniões, a maioria eram senhores ricos muito bem acompanhados de suas belas e segundas ou terceiras esposas, mas o que realmente a gradou, foi o fato de terem mulheres por trás de grandessíssimos nomes, como Dorothy Gale, agora conhecida por ser a mais nova concorrente no mercado de Christian Louboutin.

— É um prazer finalmente poder conhecer a grande mulher por trás da Gold’s Magazine esse ano.

— O prazer é todo meu em finalmente poder conhecer uma das nossas maiores anunciantes. — disse enquanto se cumprimentavam dando dois beijinhos.

— Vejo que além de ser refinada na escrita, também possui bom gosto para as relações pessoais.

Percebendo a expressão confusa que Regina tinha no rosto, Dorothy indicou com a cabeça a mesa em que Regina estava sentada do outro lado salão.

— Oh!

— As vi no tapete vermelho. Vocês duas são um deleite para os olhos. Devo admitir que achei mesmo que só uma mulher como nós poderia fazer o trabalho que você tem feito na revista.

— Ãh... obrigada. Tenho muita sorte.

— Eu não duvido.

Depois de cumprimentar mais alguns convidados, voltaram a sua mesa. Para a sua surpresa, Emma não estava lá, havia tanta gente ali naquele salão, que Regina acho que seria quase impossível encontra-la sem a ajuda de alguns dos cerimonialista, mas ao dar um giro de quase 180º, a encontrou mais adiante conversando um grupo de amigos que riam abertamente.

Quase no mesmo instante em que a encontrou, Emma olhou na direção em que ela estava e a chamou para apresentar Regina a alguns de seus amigos fotógrafos, mas no meio do caminho Regina foi alcançada por um cerimonialista que a levou de volta ao palco.

Sine From Above

— Boa noite novamente, aposto que quando eu disse que nós nos veríamos em breve, vocês não pensaram que seria tão rápido. Essa noite eu gostaria muito de ser a anfitriã engraçada, que com tudo consegue fazer uma piada, mas eu não sou essa pessoa, ao menos espero conseguir falar tão bem quanto escrevo. — fez uma pequena pausa para as risadas que ecoaram no salão — Eu cheguei a Gold’s Magazine muito antes de estar aqui de fato. Há mais de um ano eu recebi um convite para ser revisadora final dos números da revista, onde tudo era feito a distância, eu recebia o material no meu e-mail e devolvia corrigido. E acreditem vocês ou não, eu não aceitei esse convite de cara. Pois é, vocês devem estar me chamando de louca nesse exato momento. — suspirou — Eu vivia um momento muito sensível e difícil da minha vida. Eu vivia um luto ferrenho e estava afogada em um mar de autopiedade. — Regina parou por alguns segundos enquanto os seus olhos vasculhavam através daquele mar de gente, até que a achou não muito longe do palco.

— Eu te amo. — Emma disse silenciosamente, apenas movendo os lábios.

Sentia tanto orgulho de Regina que os seus olhos marejavam apenas por vê-la ali.

— Mas resumindo — continuou sorrindo —, no final eu aceitei, e mais posteriormente, ainda que relutante, também aceitei voltar a Boston para assumir o cargo de editora chefe da revista. A moral dessa história é que o Gold surgiu com essas propostas em um momento da minha vida em que eu não acreditava mais em mim mesma, em que eu não tinha mais forças para ser quem eu era ou fazer o que eu amava, e foi este trabalho que fez com que eu me sentisse útil novamente, que fez com que eu parasse de boiar e voltasse a nadar. Então Gold, muito obrigada pela oportunidade, você me ajudou a voltar a ser quem sou. É muito bom estar aqui. Não espero que todos vocês que estão aqui presentes nessa noite ou que estão me assistindo pelas lives me entendam, mas é bom estar acordada. Se não fosse pela proposta que você me fez, Gold, ou pela sua insistência, eu também não teria conhecido tantas pessoas incríveis que conheci ao voltar para cá. O seu eu profissional e pessoal me inspiram. Agora eu gostaria que todos vocês erguessem as suas taças para que fizéssemos um brinde.

Regina aguardou um instante até que inúmeras taças no salão fossem erguidas.

— Ao Gold — disse erguendo uma taça com champanhe que um dos garçons havia lhe dado. —, e a história e vidas que ele vem construindo e mudando ao longo desses trinta anos.

O som de taças tintilando encheu o ambiente.

— Bom, achei que livraria vocês dos meus discursos agora, mas acabei de receber uma informação aqui no meu ponto, e por isso eu gostaria de pedir mais alguns segundo da atenção de vocês. — o salão inteiro fez silêncio — Neste exato momento nós acabamos de bater a marca de um milhão de dólares em arrecadações. — todos irromperão e aplausos e assobios — Isso é muito além do que eu imaginei quando nós decidimos que essa seria uma festa beneficente, — disse secando o conto dos olhos com os dedos. —, nós iremos conseguir ajudar muitas mulheres. Esse dinheiro arrecado irá ajudar as instituições cobrirem os gastos de apoio médico, psicológico e judiciário, pois os seus agressores não podem sair impunes. Muito obrigado a todos que doarem, e para quem ainda não fez a sua doação, ainda está em tempo. E agora, com vocês, a verdadeira estrela dessa noite. — disse dando a deixa para que Gold subisse ao palco.

Em sua fala, Gold também agradeceu a presença de todos, as doações e as palavras de Regina, contou sobre como foi fundar uma revista do mais completo nada e lutar dia após dia para que ela crescesse.

— Mais cedo na coletiva de impressa falei que logo mais todos ficariam sabendo de tudo que foi preparado para essa noite, e para vocês do twiter que estão dizendo que não passa de marketing, continuem assistindo e comentando. — todos riram — Eu me realizei profissionalmente com essa revista que carrega o meu nome. Ela me trouxe muita felicidade, prémios e me abriu muitas outras portas e eu vivi feliz com isso até os últimos 29 anos, mas para que tudo isso acontecesse eu precisei renunciar algumas coisas, e entre elas, a minha vida pessoal. Nesses trinta anos eu vivi em função do profissional, em detrimento do pessoal. E isso me traz um pouco de arrependimento, porque hoje me vejo na ânsia de viver tudo isso o mais intensamente possível. Esses dias me dei conta de que, se eu quero realmente viver isso, eu preciso agora fazer um outro sacrifício, que no final das contas não será tão duro assim. Hoje, e a todos vocês, eu anuncio o meu afastamento permanente da Gold’s Magazine, e o início da minha aposentadoria. — o salão irrompeu em um burburinho que foi se alastrando. — E tem mais, apresento a vocês a minha mais nova sócia igualitária, Regina Mills.

Regina que estava de pé próxima ao palco, encarava Gold boquiaberta, enquanto a sua mente tentava em vão processar as palavras que ele havia acabado de proferir.

— Inclusive ela — disse se referindo a Regina —, está tão surpresa quanto todos vocês, ninguém além de mim sabia dos meus planos. Não se assuste Regina, todos os dias você tem me dado provas de que está mais do que pronta para se tornar a Diretora Geral da Gold’s Magazine. Você tem a minha admiração e confiança cega.

Pálida e tremendo, Regina se virou em busca de Emma, que agora sentada na mesa que ocupavam, também a olhava descrente.

— Espero que já tenham recuperado ar — Gold continuou. —, porque as novidades não param por aí. Para alguns corações velhos assim como o meu que estão aqui presentes, a razão do meu afastamento parece supérflua, mas não é, eu estou feliz com a minha decisão, e mais, alguém precisa ficar em casa cuidando das crianças enquanto a minha futura e jovem esposa realiza os seus sonhos. Sim, as minhas realizações pessoais começaram antes mesmo do que eu pudesse imaginar. Eu e Belle French fomos agraciados pelo milagre de sermos pais, e o milagre veio em dobro, nós teremos gêmeos!

Uma emoção coletiva tomou conta de todo o salão, as pessoas que estavam próximas de Belle começaram a parabeniza-la, sendo Emma a primeira delas.

Regina subiu correndo de volta ao palco para dar um abraço apertado no amigo.

— Parabéns Gold, parabéns! Estou tão feliz por vocês.

— Obrigada, cuide bem do meu primogênito enquanto cuido dos caçulas.

— Pode deixar. — disse antes que descesse do palco.

— Acredito que agora vocês podem imaginar o quão feliz tenho me sentido, e que a minha decisão é tomada de coração aberto. É como um jovem cantor que a Belle me apresentou diz, “I just want somebody to die for “, “eu só quero alguém por quem morrer”, e vejam que ele diz alguém, e não algo, por muito tempo eu tive o algo, mas hoje eu quero o alguém.

To Die For

É como se todo mundo morresse sozinho
Isso te assusta?
Eu não quero ficar sozinho

— E antes que todos vocês possam voltar a aproveitar essa noite maravilhosa, eu ainda preciso fazer algo que me deixaria inda mais feliz, que me deixaria ainda mais completo. Belle French, tendo todas essas pessoas como testemunhas do nosso amor, você aceitaria ser a minha esposa, se tornar a Senhora Gold e me fazer o homem mais feliz desse mundo?

Todos fizeram silêncio para que apenas a voz de Belle fosse ouvida.

— Sim! Eu aceito!

Rapidamente Gold desceu do palco, e ficando de joelhos em frente à Belle, colocou a aliança de noivado em seu dedo. As palmas encheram o salão, antes que a música voltasse a ficar mais alta, agora tocando uma balada romântica que noivos começaram a dançar.

Emma que assistia os noivos dançarem, se assustou quando Regina tocou em seu ombro.

— Você quer dançar?

— Você sabe que eu danço estranho.

— Depois de me fazer dançar e cantar em um karaokê na minha segunda semana aqui, você me deve essa. — Emma revirou os olhos sorrindo e aceitou o convite. — Ah, eu conduzo dessa vez.

— Você não sabia mesmo de nada disso? — perguntou quando começaram a dançar.

— Não, nem dos gêmeos e nem dessa história de sócia. Sócia, o que isso quer dizer exatamente?!

— Diretora Geral, você não ouviu? Você não vai ter mais chefe, você é a chefe.

— Ele me chamou de igualitária. Ele vai me dar ações da revista? Como isso é possível?

— Ele é o dono, tudo é possível para ele. Você não ficou feliz?

— Eu acho que não absorvi isso ainda, então eu não sei bem.

— Está assustada? — Regina acenou em positivo com a cabeça. — Quer fugir?

— Eu já estou exatamente onde quero estar e com quem eu quero estar.

Trocaram olhares apaixonados por alguns segundos e então se beijaram.

— Eu não vou a lugar nenhum. — Regina falou quando Emma apoiou a cabeça em seu ombro. — A menos que você vá comigo.

Emma continuou com a cabeça no ombro de Emma enquanto dançavam. Ruby e Elsa também haviam se juntado a eles e dançavam, assim como o casal mais improvável, Cruella e Kilian

Emma fechou os olhos e apenas aproveitou enquanto era embalada por Regina. Quando voltou abrir os olhos, sua visão foi direto em uma figura que de pé e com os braços cruzados observava os que dançavam. Apesar de estar de máscara, Emma teve a impressão de conhece-lo, mas vestido em um terno preto, poderia ser qualquer um, inclusive um dos seguranças do hotel.

Sendo conduzida por Regina, ela as fez rodopiar, e quando Emma voltou a olhar para o mesmo lugar, ele estava vazio. Não havia mais ninguém ali.

— O que foi, Emma? — Regina perguntou ao sentir o corpo de Emma enrijecer em seus braços.

— Nada... não foi nada. É que eu entendi, eu também estou feliz por estar acordada, por estra aqui.

Logo depois que o jantar foi servido, a pista de dança foi liberada e as bebidas voltaram a serem servidas em grandes quantidades. No final das contas Gold estava certo, tudo que todos precisavam era de uma noite para beberem e dançarem.

— Cruella, vai devagar, não quero ter que levar você para casa de novo, e muito menos limpar o seu vômito do meu carro. — Emma disse enquanto a editora de moda fazia submarino com vodca e cerveja.

— Olha Emma, se Deus quiser eu vou sair daqui carregada, mas não por você.

Eram por volta das três da manhã e Gold e Belle já haviam se retirado da festa há tempos, quando Emma se separou de Regina.

— Ruby, você viu a Regina?

— Não. Na verdade, já faz um tempo que eu não a vejo.

— Eu a vi quando fui ao banheiro. — Elsa disse entregando um copo de bebida a noiva. — Ela estava próxima da porta daquela sala onde foi a comitiva de imprensa, sabe?!

— Ah, sei. Obrigada, vou procurar ela por lá.

— Já está na hora da carruagem virar a abóbora, Emma? — Ruby gritou quando Emma se afastou.

— Vai rindo aí, mas lembre que amanhã nós trabalhamos.

— Mas só depois do meio dia!

Seguindo a dica de Elsa, Emma foi até a sala onde ocorreu a comitiva de imprensa. A ausência de Regina naquele momento lhe causava um incomodo incomum, só queria encontra-la e sair dali.

Não a achando onde Elsa havia indicado, decidiu ver se a sala estava destrancada, e percebendo que sim, ela estava, colocou a cabeça dentro da sala para checar se por algum acaso Regina estaria por lá.

— Hã, eu estou atrapalhando alguma coisa aqui?

Emma perguntou ao entrar e encontrar Regina e Fiona sozinhas dentro da sala. Elas estavam sentadas lado a lado em um sofá de dois lugares, e tinham as cabeças praticamente encostadas uma na outra enquanto viam algo no celular que parecia ser de Fiona.

— Não, de jeito nenhum. — Regina disse se levando em um pulo. — Você já quer ir?

— É, eu gostaria. Quer dizer, a menos que você prefira continuar aqui. Com a Fiona, claro. — falou em um tom desgostoso.

— Nós conversamos amanhã, Regina. — Fiona disse ao passar por elas indo em direção a porta — Tchau, Emma. — e então saiu da sala.

— Tchau. — Emma respondeu seca.

Para não acabarem acordando Alice ao chegarem, decidiram que seria melhor irem para a casa de Regina, mesmo ela ficando mais distante do hotel.

— O que estava acontecendo naquela sala, Regina? — Emma perguntou incisiva enquanto se trocavam no closet de Regina — E por favor, não me diga que estavam vendo coisas da revista, porque ontem de manhã mesmo você dispensou ela. Regina! — pressionou quando ela ficou em silêncio.

— Não podemos deixar isso para amanhã, Emma? Muitas coisas aconteceram essa noite.

— Não, não podemos. Quer dizer, a menos que você queira que eu vá dormir no quarto do Henry.

— Você não está achando que eu estou... está?

— Eu não sei, você está? Eu não gosto de ser feita de idiota, Regina, mas tenho a sensação de estar sendo. Fiona mal me conhece, mas já parece me detestar, sempre que me olha tenho a impressão de estar sendo avaliada por ela, e tem mais — e então Emma contou sobre o episódio do elevador.

— Ok, ela foi inconveniente com você, e incisiva também, mas não foi pelo motivo que você está pensando, não porque secretamente ela ainda guarda sentimentos por mim.

— E por qual razão ela está fazendo isso? E você ainda não me respondeu o que estavam fazendo naquela sala.

— História curta, na época da faculdade Fiona e Felicity estagiaram em uma mesma empresa, onde se tornaram boas a migas. Ela soube do meu luto, de como fiquei depois do acidente. Ela quer saber quem é você, se você é...

— Se eu sou...

— Certa para mim e para o Henry?!

— O que?

— Elas foram boas amigas, Emma, e foi por essa razão que a Fiona aceitou vir para a Gold’s Magazine ajudar a mim a ao Gold na gestão daquela crise. Ela aceitou por amizade, por consideração a mim e por causa da amizade dela com a Felicity. Não houveram intenções a mais por trás.

— Eu... eu não sei o que dizer.

— E sobre o que nós estávamos fazendo naquela sala, bom, você deve conhecer a Ursula Sea.

— Mais é claro, ela é donas de galerias de arte em todo o país, aliás tem uma aqui no centro de Boston.

— E o que mais você sabe sobre ela?

— Hã... ela é uma pessoa reservada, a vida pessoal dela não costuma ser pauta. Porque que você está me perguntando isso?

— Emma, a Ursula Sea, dona dessas galerias de arte que você mesma falou, é esposa da Fiona. Elas são casadas, Emma. A Fiona é casada. Há alguns dias eu pedi mais um favor a ela, eu pedi que a Fiona mostrasse a Úrsula algumas das suas fotos, as artísticas. Quando você entrou na sala e nos viu juntas, ela estava me mostrando a resposta da Úrsula, que não pode vir para a festa por causa de uma exposição em Washington.

— Regina...

— Ela gostou das suas fotos, gostou muito. Na semana que vem ela estará em Boston para se encontrar com a Fiona, e ela quer aproveitar assa vinda para encontrar com você e ver mais algumas fotos suas.

— Porque você não me contou nada disso?

— Porque eu queria te fazer uma surpresa. Você me disse uma vez que amava o que fazia, mas que não queria continuar apenas fazendo fotos produzidas, e quem sabe um dia até expor. Eu queria tornar isso realidade. Você me faz tão feliz todos os dias, e eu quis fazer isso por você. Eu só sabia não que a minha surpresa pareceria com uma traição.

— Eu... eu fui tão idiota!

— Bom, mais ou meno, e eu também não tinha contado tudo no outro dia, e a Fiona ainda foi inconveniente

— Que se dane, ela é esposa da Úrsula. Santa Fiona e sua esposa. Muito obrigada, Regina — suspirou tomando as mãos de Regina nas suas. — Eu não mereço tanto.

— Você merece sim, e merece muito mais.

— Eu te amo, e se necessário fosse, passaria por tudo de novo até chegarmos aqui.

Notas finais
SPOTFY:https://open.spotify.com/playlist/0DYRsOohkcF52J3ZsxBVn1?si=58A4nRxeTde7wMLhqoCDQw YT: https://www.youtube.com/playlist?list=PLhNus2fzZ-iPxWSExzs0RQ16q3WGe9Q72 Já se recuperaram do susto por eu ter postado duas vezes seguidas? Agora é com vocês, me contem tudo. O que você acharam?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.