HeartBreaker

13 #13 Uma fanfiqueira nunca morre


Notas iniciais
Atualizada: 21/09/2016 às 15:17 7 anos, Lyandra. Sim. RESUMO DA HISTÓRIA ATÉ AQUI: "Blaine Anderson era inescrupuloso e só pensava em si mesmo, em seu próprio nariz. Um jovem adulto inconsequente que, junto do melhor amigo Noah Puckerman, apostava sobre quem conseguia sair com mais pessoas do campus daquela faculdade em Nova Iorque. Tudo estava saindo conforme seus planos, até Blaine incluir em sua lista uma tal loira chamada Quinn Fabray. Mal sabia ele que envolvê-la em sua teia de mentiras complicaria sua vida. Durante essa tola competição, Blaine acabou conhecendo Kurt e o levando para a cama. Acontecera de Kurt e Quinn serem primos, e o casal de melhores amigos ficara sabendo sobre a aposta de qual dos dois cafajestes terminaria o mês com a maior contagem de corpos usados. Após longos encontros de planejamento, Quinn, Kurt e algumas meninas que tiveram o coração quebrado pelo Anderson resolveram colocar em execução um plano onde o moreno teria seu coração quebrado, por ninguém mais ninguém menos que Kurt Hummel. Seria um ótimo plano se Blaine não fosse tão charmoso."

"Blaine tentou fazer daquele o pior encontro que o Hummel já havia estado, mas acabou sendo o melhor de todos."

O barulho de chave na fechadura da porta indicara que o castanho havia chegado. Não teve muito tempo para pensar no que responderia à prima ou como poderia compensá-la por ter tirado o plano dos trilhos. Estava ciente que enfrentaria uma enorme discussão assim que entrasse porta adentro.

Após um longo respiro, Kurt deu o primeiro passo. Entrou no apartamento e pôde ver a prima jogada no sofá, debaixo de cobertas, com o controle na mão e zapeando os canais da TV. A loira apenas o encarou como quem quisera descobrir quem adentrava o apartamento, e após breves segundos, voltou a atenção à TV e um filme de velho oeste que passava na televisão da sala.

— Quinn... Eu... — Procurou palavras.

— Tá tudo bem. — Apenas respondeu.

— Não... É que... Quer dizer, eu e o Blaine...

— Kurt. — A loira tinha o tom de voz calmo. Colocou o aparelho no mudo e voltou sua face plena ao Hummel. — Tá tudo bem. Não tem problema. Só fiquei preocupada por você não atender as ligações, por não saber onde você estava. — Dizia como se realmente acreditasse.

— Blaine mudou os planos em cima da hora e... — Quinn o interrompeu.

— Você é crescido, sabe o que faz. Não tem problema. — Sorriu.

Kurt pareceu de mãos atadas. Realmente não estava esperando aquela reação. Na verdade esperava por qualquer coisa: gritos, briga, até mesmo estava pronto caso a amiga viesse para cima do castanho com tapas e socos... Mas compreensão? Ele nem havia explicado que realmente não era sua culpa, não havia dito o que realmente havia acontecido, sobre como foi arrastado para um jogo em um estádio. Se soubesse, com certeza não vestiria aquelas roupas. Tudo isso era muito estranho e uma certa preocupação tomou conta de seu corpo. Parecia calmo demais, e Quinn não costumava ser calma quando o assunto era seu plano maquiavélico contra Blaine.

Kurt não soube dizer por quantos segundos ficou encarando Quinn pois havia se perdido em seus pensamentos. Apenas voltou à realidade quando ouviu a loira continuar sua fala.

— Kurt, só me prometa uma coisa. — Engoliu a seco. — Me promete que não vai se apaixonar por Blaine.

Naquela hora o castanho pôde entender. Quinn estava quebrada. Por mais que parecesse forte enquanto bolava seu plano com Tina, ela não estava bem. Ela sempre fora o tipo de garota que sonhava em amor para todo o sempre, e por algum motivo teria idealizado em Blaine o príncipe encantado.

Tudo que os primos conversavam, nos últimos tempos, seria sobre essa tal vingança. Kurt não havia conseguido a fazer falar sobre ter tido seu coração quebrado, sobre ter tido sua primeira desilusão desde que viera a Nova Iorque. Quinn vestia essa armadura, essa máscara, de que o plano de fazer Blaine ter seu coração quebrado, a vingaria, a traria de volta aquele brilho e felicidade que tinha antes de conhecer Blaine Anderson. Ou, como ele mesmo havia dito para ela, Blaine Theodore.

Foram naqueles poucos segundos que Kurt esqueceu totalmente o dia maravilhoso que havia tido minutos atrás. Ele não poderia gostar daqueles momentos. Por mais que reclamasse muitas vezes em fazer parte desse plano, ser uma marionete de Quinn e Tina, Kurt tinha um papel importante e sabia disso. Precisava proteger a prima, como havia prometido à Judie quando saíra de Lima.

Sim, não seria hipócrita. Kurt gostava da companhia de Blaine, era uma aventura diferente, gostava da ideia de ser desejado por um dos meninos mais cobiçados da faculdade. Mas, de fato, não conhecia Blaine. Não podia dizer com todas as palavras que conhecia o moreno, pois nada o garantia que tudo aquilo não eram mentiras. Ele mentia pra todos, por que com o Hummel seria diferente? Pois é, não seria. Se Kurt devia fidelidade à alguém, não seria à Blaine, e sim à Quinn.

— Eu prometo. – Foi tudo que Kurt conseguiu soltar, vendo um sorriso de canto de boca da prima, antes da loira voltar seus olhos à televisão e ao filme sem graça que estava passando.

— Agora você sente aqui e me conte tudo sobre esse encontro surpresa. – Falou ainda sem retirar os olhos da tela.

[...]

Era mais um dia na faculdade de NYU onde Kurt provavelmente se atrasaria. Além de acordar tarde, demorou muito tempo antes de entrar no banho, pois não conseguia achar a playlist perfeita para seu preparo matinal. Parecia que aquele aplicativo de streaming de músicas estava contra si.

Quinn até tentou esperar o Hummel por alguns minutos, porém para não serem dois alunos atrasados, se desculpou com o primo e seguiu seu caminho, o deixando sozinho no apartamento ainda na metade de seus preparativos.

Demorou mais um pouco para encontrar as roupas perfeitas, fazer um leve retoque de maquiagem em seu rosto, se perfumar e um longo tratamento capilar com pomadas e laquê, mas era isso. Estava pronto e oficialmente atrasado. Buscou sua bolsa e passou por um espelho, onde demorou alguns segundos se conferindo e tendo a certeza que, embora aquele atraso pudesse causar grandes problemas ao novato do curso de moda, teria valido a pena. Estava fabuloso.

O elevador do prédio demorara a chegar, quando decidiu ir de escadas. Ao chegar na avenida percebeu que pegar um taxi seria impossível. Teria que ir de metrô, o famoso monstro metálico que nunca conseguiu entender como usar.

Ainda atrapalhado com suas bolsas e livros, sentiu o celular no bolso de sua calça de camurça vibrar em um toque longo, um toque personalizado que ele sabia exatamente de quem era.

Ignorou a mensagem de Blaine e pôs-se a correr em direção da entrada do metrô. Passos largos enquanto esbarrava em alguns nova-iorquinos, até ouvir uma buzina vindo da avenida. Percorreu seu olhar sob uma caminhonete branca, vidros fechados em uma película impossível de ver quem era. Ignorou, pois a única pessoa que conhecia e podia ter um carro seria Blaine, e não era aquele carro. Voltou a prestar atenção em seu caminho, quando ouviu seu nome ser chamado por uma voz conhecida.

— Kurt! – Encarou o loiro dentro do veículo. Era Chandler. – Quer uma carona?

O castanho agradeceu aos céus pela coincidência, acenando com a cabeça e caminhando até o carro. Posicionou seus itens no banco de trás do veículo e se sentou na frente, enquanto lutava contra um cinto de segurança chique demais para conhecimento do castanho.

— Vejo que você também perdeu noção da hora... – Chandler sorria. – Eu fiquei tempo demais ontem cortando os tecidos do desfile, não ouvi o despertador tocar, e Blaine nunca me esperaria. Geralmente ele me dá uma carona pra faculdade.

— Não sabia que você tinha um carro. – Kurt comentou.

— Não é meu, é da casa. – Kurt revirou os olhos ao lembrar que o garoto ao seu lado era podre de rico, com o pai sendo proprietário dos maiores bares da cidade, um mundo onde era totalmente possível a casa ter um carro. Lembrou-se da sua realidade em Lima. – Kurt?

— Oi? – Disse perdido em seus pensamentos.

— Jesus, Kurt. – Riu no seu mais bonito sotaque inglês. – É melhor você colocar a cabeça no lugar. Hoje é o dia de apresentação das ideias de costura do desfile. Espero que seu encontro com Blaine não tenha te feito esquecer sobre o trabalho que vale dois terços da nota do semestre. Lembra dele? Do trabalho que envolve literalmente todas as nossas matérias do semestre?

— Claro, claro. – Disse ainda sem compromisso.

Aquele não era o comportamento comum do castanho. Ele geralmente era tão falante, tão extrovertido. Por algum motivo estava quieto, desconexo do mundo... E Chandler receava saber o motivo: seu irmão. O que diabos Blaine estava fazendo com Kurt?

Ah, ele sabia. Blaine estava sendo Blaine.

Não demorou muito para os colegas chegarem ao campus da faculdade. Kurt praticamente pulou do carro enquanto Chandler estacionava. Agradeceu a carona com um breve “obrigado” e saiu correndo em direção à sala 206. Não podia cogitar em perder mais uma aula, perder pontos com os professores. O final de semana que passou, as coisas que ponderou, havia ficado muito claro: Kurt estava em Nova Iorque há pouquíssimo tempo e já estava deixando seu sonho de lado por conta de um garoto que nem era tão importante assim.

Entrou na sala e se prontificou a prestar atenção a cada minuto da aula, adquirindo qualquer aprendizado daquela matéria. Ele se priorizaria.

E em seu bolso, o celular com a mensagem ainda existia, porém a mesma não seria lido tão cedo.

"MENSAGEM DE BLAINE Embora eu ache seus atrasos um charme, não gosto muito de ter sessões de aquecimento onde eu não possa cantar sabendo que você está no corredor ao lado me ouvindo. Chegue logo, chegue bem! :)”

[...]

— Você quer que eu o quê? – Kurt perguntou um pouco incrédulo, tentando manter o tom de voz baixo pois, embora houvesse ouvido um absurdo, gostava de respeitar as regras da biblioteca.

— Eu quero que você vá até a casa dos Anderson, entre no quarto de Blaine e descubra algo que possamos usar em nosso plano. – Tina comentou como se fosse a coisa mais comum do mundo.

Era a famosa reunião do intervalo, onde o “clube dos corações partidos por Blaine Anderson” se reunia aos fundos da biblioteca para discutir estratégias e ideias de como fariam para fazer Blaine se apaixonar por Kurt.

— Ah sim, isso será super fácil... – Disse em desdém.

— Não, Kurt... – Quinn pôs se a falar. – Não seria tão difícil assim, pense bem. Você não só é colega de sala de Chandler, como também está nesse super projeto da faculdade no mesmo grupo que ele. Com a motivação certa, você pode ser facilmente convidado pra casa deles.

— Quinn, meu amor... – Kurt tentava ser muito cuidado com as palavras que usava contra a prima, após se sentir em dívida com a mesma por ter pisado na bola durante algumas partes do plano. – Eu gostaria que, do mesmo jeito que entendo o lado de vocês, vocês entendessem o meu. Uma coisa é um plano onde eu preciso envolver o cafajeste. Outra bem diferente é envolver o Chandler na história. Ele é meu amigo.

— É seu amigo, mas é irmão do Anderson. – Tina revirou os olhos. – Ou você acha mesmo que essa amizade perdurará por muito tempo assim que eles descobrirem nosso plano?

— Eles não vão descobrir nosso plano. – Kurt foi firme. – Eu vou quebrar o coração de Blaine como um acaso, como duas pessoas que se envolveram e não deram certo. Eles nunca saberão que é um plano.

— Não foi uma declaração, foi uma ameaça. – A asiática forçou um sorriso em direção do castanho. – Se você não incluir Chandler no plano, eu faço questão que ele descubra o jogo sujo que você está fazendo.

Kurt engoliu a seco. Cada vez gostava menos do plano.

— Calma, Tina. Não é bem assim... – Quinn interviu.

— Eu faço. – Respondeu o castanho. – Eu dou um jeito.

Seus dedos deslizaram pelo ecrã do celular, enquanto digitava uma breve mensagem de texto para o amigo. É claro que se sentia mal de fazer tal ação, usar o amigo que havia sido tão bom com ele desde que chegara na faculdade. Porém Tina tinha muita razão: estava tão envolvido no plano que não havia outra opção além de ir até o fim. Era tarde demais para desistir.

"MENSAGEM PARA CHANDLER Eu, você, após a aula, na minha casa. Vamos praticar o overloque que a professora pediu para as peças. Só precisamos pegar o metrô das 2, pra chegarmos lá às 4, quando os vizinhos ainda não começaram a sessão de briga e gritos. Assim conseguiremos nos preparar melhor. Você tem medo de ratos?”

Não demorou muito para que a resposta viesse.

"MENSAGEM DE CHANDLER Você só pode estar brincando. Onde você mora? Sem condições de eu pegar duas horas de metrô. Vamos aproveitar que eu vim de carro e vamos lá pra casa, já que os tecidos estão lá. Após a aula de Tendências e Estilos te encontro no estacionamento do bloco C.”

Um embrulho tomou conta do estômago do Kurt ao ver a resposta.

Sentiu sua mão ser segurada por Quinn. Ao olhar a prima com um sorriso de canto de rosto respirou fundo e entendeu: tudo por ela, tudo por Quinn.

[...]

O castanho desceu do carro e com passos firmes caminhou até a porta de entrada daquela mansão que ficava mais afastada das demais casas do condomínio. Seu frio na barriga aumentava cada vez mais.

É claro que já havia estado ali antes, inclusive dias atrás quando havia voltado do seu encontro com Blaine (tentou ignorar os flashes de sua memória que o levavam de volta ao quase beijo que aconteceu no carro), mas hoje era diferente. Ele entrava pela porta da frente como convidado de Chandler. Seu estômago não havia parado de sentir aquele embrulho desde quando havia recebido o convite do colega.

— Vai ficar aí parado?

Kurt voltou sua atenção ao amigo, que o esperava com a porta da frente aberta. Assentiu brevemente e caminhou até o hall de entrada.

— Pai, cheguei. – Chandler gritava ao jogar sua bolsa em algum canto.

Buenas tardes, Chanderino. – Uma senhora pequena e um pouco acima do peso apareceu recolhendo a bagunça deixada pelo morador da residência. – Su padre está em reunião com investidores em el pasillo. – Completou.

— Ah. – Era possível sentir o descontentamento do jovem, seguido de um dar de ombros que deixava claro que não era a primeira vez que era deixado de lado pela família. – Obrigada, Rosa.

Sin problemas, Chanderino. – A mulher encarou Kurt. – Bienvenido. Me perdoe la descortesia del Chanderino. ¿Te puedo oferecer agua?

Me encataría um vaso de agua, muchas gracias.— O castanho respondia em um espanhol muito bem pronunciado, o que acabou deixando a serviçal soltar um sorriso amarelo enorme. Há quanto tempo não falava sua própria língua com aqueles americanos arrogantes que a viam com olhos de preconceito?

Te traeré algunas galletitas también.— E seguiu até uma porta onde Kurt imaginou ser a cozinha.

— Não sabia que você falava espanhol. – O loiro parecia surpreso.

Je parle um peu français aussi.

— Exibido.

[...]

Era quase quatro horas da tarde quando Blaine estacionou a SUV na garagem de casa. Foi possível identificar a chegada do moreno há metros de distância, uma vez que o ronco do carro não era muito comum por ser um modelo esportivo, e também pela música alta que preencheu o condomínio conforme dirigia pelas ruas.

Blaine era conhecido por ali por ser um “problema”. Muitas reclamações já haviam sido feitas para o síndico pela velocidade que o cafajeste dirigia dentro do perímetro residencial, além das músicas altas e festas que o moreno fazia frequentemente. Embora fossem recorrentes, as reclamações eram descartadas. O dinheiro da família Anderson garantiria sua permanência naquele lugar independente da situação que acontecia dentro da mansão.

Abriu a porta de casa, jogou suas chaves em qualquer canto e se jogou no sofá de couro, tirando seus tênis enquanto colocava os pés na mesa.

Quita los pies de la mesa, Senõr Anderson.

— Rosa! Meu pai está?

Tu papá está no campo de mini golpe com os amigos do clube. Chanderino está em seu quarto. – Fez uma feição maliciosa. – Com su novio.

— Pera, o quê? – Blaine levantou as sobrancelhas confuso. – Chandler não tem namorado... Com quem ele está no quarto?

Um chico muy guapo da faculdade de moda. – A latina se sentou no canto do sofá para contar as notícias, como se contasse para sua melhor amiga. Embora fosse a empregada da casa, Rosa havia se tornado quase como da família para os meninos. Principalmente para Chandler que havia entrado naquela confusão há alguns meses. – Pele clara, roupa muy bonita, ojos azules... – Conforme descrevia, o moreno já começa a entender. – Muy educado. Y habla español muy bien.

— Kurt está aqui?

Si, esse era el nombre!



NAQUELE MESMO MOMENTO, EM OUTRO CANTO DA CASA

Kurt havia pedido licença e perguntado ao mais novo onde encontraria um banheiro, como desculpa para explorar a casa. Chandler indicara a terceira porta à esquerda, ao fim do corredor. Porém não era lá que o Hummel estava destinado a ir.

Andou pelos corredores sem saber ao certo como acharia o quarto de Blaine. Esse plano não era apenas ridículo, como também perigoso. Tinha certeza que o que estava fazendo violava umas três leis municipais, no mínimo. Ser convidado para a casa não garantiria que ele não seria processado por invasão domiciliar caso entrasse nos aposentos de um morador da residência que não o havia convidado.

Andou por aqueles corredores observando cada parte da casa. Era tudo muito chique e com certeza muito caro, o que fez Kurt gelar ainda mais. Por mais que fosse ousado, era um garoto de Lima. Aquela era uma outra realidade para o castanho.

Mas o que é mais uma coisa errada quando todo o resto que havia feito para completar e ajudar a prima nesse plano fedia muito mais?

Abriu uma das portas e encontrou uma sala de recreação, outra. Desde que subira as escadas com o amigo havia passado por, pelo menos, duas salas de estar. E aquela era mais uma. Era patético o quão rica aquela família era. Fechou a porta e continuou a investigação.

A próxima porta aberta foi a do banheiro, qual embora fosse a desculpa que o castanho usara para despachar Chandler, não era seu intuito principal. Queria achar o quarto de Blaine. Se algum lugar dessa casa fosse haver algo que o encrencasse e alegrasse Tina e Quinn, provavelmente seria o quarto do Anderson.

A terceira porta foi a premiada. Ao girar a maçaneta pôde encontrar um ambiente que, incrivelmente, não gritava “BLAINE ANDERSON GALINHA CAFAJESTE QUEBRADOR DE CORAÇÕES”. Se não fosse as fotos dos porta-retratos Kurt não saberia que aquele era o quarto do irmão maior.

Era... clássico. Móveis claros, muito bem organizado. Quase confundível com um quarto de um hotel com muitas estrelas. Havia um pequeno “hall” com algumas poltronas, uma estante com muitos livros e uma lareira que se acendeu assim que a luz fora ligada.

Ainda no mesmo cômodo, em cima de uma base mais elevada que era acessada por uma escada de poucos degraus, a cama do Anderson iluminada por alguns spots de luz. Uma TV gigante sob um painel flutuante, e uma cama iluminada por alguns spots de luz. Haviam também janelas enormes que apontavam para um cenário parecido com o cenário de um filme, e uma cama iluminada por alguns spots de luz.

Kurt tentou, mas seu foco era a cama do Anderson. Não havia nada de mais nela, mas era a cama onde o moreno dormira. E quando o assunto é Blaine e cama... Bom... Kurt tinha um certo ponto fraco ali.

— Rosa, me acorde em 30 minutos!

O Hummel conheceu aquela voz. Era de Blaine. E ela estava muito perto. Perto tipo... do outro lado da porta do quarto.

Seria seu fim.

Notas finais
Se vou continuar hoje ou só daqui a 7 anos? Só deus sabe!